EPTC de olho nas bicicletas

Atividades do Movimento Massa Crítica despertam preocupação na EPTC

O Movimento Massa Crítica, organizador do passeio ciclístico que se realiza sempre na última sexta-feira do mês, na Capital, vem preocupando os órgãos de trânsito da cidade. O motivo é que o passeio reúne uma média de 300 a 500 ciclistas que saem pelas ruas da Capital causando lentidão no trânsito e colocando em risco a segurança dos próprios ciclistas.

No início do ano, um acidente envolvendo o grupo e um motorista resultou no atropelamento de, pelo menos, dez pessoas, no bairro Cidade Baixa. “Estamos preocupados com a atitude de alguns integrantes do movimento, pela agressividade no trato com os motoristas”, salientou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. Segundo ele, imagens gravadas pelas câmeras da empresa com registros dessa movimentação dos ciclistas foram encaminhadas ao Ministério Público. Além dos registros de problemas, a EPTC também está insatisfeita com a falta de comunicação do grupo sobre os eventos à empresa. Cappellari disse que essa postura prejudica o acompanhamento dos agentes da EPTC.

“Não somos contra o movimento, somos a favor da bicicleta como modal de transporte, mas por se tratar de uma manifestação, o acompanhamento deve ser feito”, destacou. A legislação, segundo Cappellari, proíbe o bloqueio do trânsito e isso vem acontecendo com o passeio ciclístico. “Nossa intenção é evitar desentendimentos e ações mais graves envolvendo todas as partes.”

A Massa Crítica é uma celebração da bicicleta como meio de transporte, dizem os participantes das pedaladas. Olavo Ludwig e João Carneiro são adeptos do movimento e sempre que podem se unem ao grupo, que se concentra no Largo da Epatur. Para Ludwig, pedalar é uma celebração para quebrar a monotonia e a agressividade do trânsito.

O movimento é organizado de forma horizontal, não tem representantes nem líderes, garante quem participa. Cada um é livre para levar a manifestação ou a reivindicação que quiser.

Correio do Povo



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97 respostas

  1. Se todos cruzam os braços e esperam um ato benevolente da outra parte para em contrapartida fazer algo, obviamente nada acontece…

    Gosto da Massa Crítica, mas sem líderes, ou até monitores complica.
    O que fazer com os “rebeldes” que agem por conta, e até manipulam, induzindo outros a bloquear totalmente uma rua, qdo é plenamente possível coexistir naquele momento, cada um em vias distintas?

    Acho que deveria haver alguns integrantes fixos ou alternados para garantir uma “ordem básica”.

    Sob os braços cruzados das centenas de ciclistas pacíficos e ordeiros, enquanto houver poucos intolerantes exacerbando suas frustrações dentro da Massa Crítica, ela também o será.

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    • Fernando,

      Ocupar todas as pistas não é o mesmo que bloquear totalmente a rua, pois a massa está em movimento. E esta ocupação é um consenso entre os participantes desde que se ultrapassou o número de 100 participantes, antes disso até havia controvérsia, hoje não mais.

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      • …mesma resposta anterior Olavo. Tome o comentário acima com a inclusão da idéia da possibilidade, atualmente repugnada por alguns, muitos, ou todos.

        Sobre a ótica de bloqueio… Sou ciclista e motorista e tenho a visão tanto por trás de um guidão qto de um volante.
        Levando em consideração a velocidade máxima da via, a de quem está a sua frente, e a que o veículo pode exercer… não permitir ultrapassagem é bloqueio sim. Entendo que valha para ambos.

        Sei q existem as orientações de segurança da Massa Critica de bom senso à segurança de todos participantes, assim como sei que existem as normas do Código de Trânsito Brasileiro.
        Mesmo que haja consenso, imagino que deva ser apresentado para autoridades, pois entra em conflito com a Lei, que respalda argumentações de quem se julga preterido perante as bicicletadas, de dentro do seu automóvel, ou montado sobre sua motocicleta.

        Por isso acredito que seria(m) necessário(s) algum(ns) líder(es) para por fim ao embate. Um consenso não só entre integrantes da Massa, mas junto à EPTC, à Brigada, e a quem mais necessário for.

        No final, a reflexão para optar entre o carro e a magrela deveria ser simples e não tão complicada.

        Abraços

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        • Fernando,

          Eu discordo, não é um bloqueio, e sim um congestionamento de bicicletas, algo raro na cidade de Porto Alegre, acontece apenas uma vez por mês, na última sexta do mês, fato já é bastante conhecido de todos que estão por dentro do que acontece no trânsito da cidade.

          Eu também sou motorista e conheço muito bem o CTB e não vejo como um bloqueio da rua, quando encontro muitos carros parados na minha frente, estando eu de carro ou de bicicleta, encaro como um congestionamento.

          A massa crítica é um evento que acontece em diversas cidades do mundo, não foi inventado em Porto Alegre, e não tem líderes em lugar algum.

          Quanto as autoridades de trânsito, pela minha experiência como pedestre, ciclista, motorista e estudioso da mobilidade urbana, posso afirmar categoricamente que elas estão muito mais preocupadas com sua imagem política que com os problemas fundamentais do trânsito.

          Eu também acredito que a opção entre usar o carro, a bicicleta ou qualquer outra forma de transporte com segurança deveria ser, além de simples, uma garantia da prefeitura.

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  2. Eu confesso que já fui mais esquentado e algumas vezes já perdi a paciência e escrevi coisas de forma mais grosseira, agora ando mais calmo, mesmo vendo as barbaridades que são ditas aqui.

    Eu considero ciclista uma pessoa que está usando uma bicicleta, e ela pode ou não ser um cicloativista, um empresário, um médico, um advogado, um juiz, um músico da ospa, um motorista de ônibus, um cobrador, um funcionário público, um Físico, um jornalista, um cozinheiro, um alcoólatra, um desempregado, um motoboy, um courier, um fotógrafo, o presidente da feira do livro, um professor, um poeta e até um vagabundo, conheço todos estes tipos citados e mais alguns e todos são seres humanos, alguns além de ciclistas também são motoristas e motociclistas.

    E justamente por conhecer várias pessoas diferentes que usam a bicicleta e participam ou não da massa crítica é que fico muito chateado com a generalização que é feita aqui, mesmo os cicloativistas mais ferrenhos são diferentes entre si, o que temos em comum é gostar e apoiar o uso da bicicleta, esta é a nossa meta e não ser contra o carro, O carro é útil e necessário em muitas situações ele é uma bela ferramenta, mas todos devemos admitir que é muito mal utilizada hoje em dia.

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  3. Olavo Ludwing…o cara mais lucido e negativado desse blog!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    • As pessoas “negativizando” ou “positivando” estão dando suas opiniões. Só acho inaceitável gente que dá opinião afirmando serem donos da verdade. Isso é que f*da. Mas concordo hehehe Não sou 100% a favor do Sr.Olavo, as vezes por ver um radicalismozinho, mas é um individuo que se expressa com clareza e embasamento.

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  4. Ao contrário do que os “cicloativistas” vem fazendo, para demonstrar uma preferência pela bicicleta não é necessário demonstrar um ódio ao automóvel, muito menos aos automobilistas. Por exemplo, um amigo meu que atualmente reside no litoral norte de Santa Catarina usa a bicicleta todos os dias tanto como meio de transporte quanto por hobby, já tendo até participado de algumas competições ciclísticas, mas nem por isso hostiliza automobilistas, e até mantém um blog sobre carros (http://carrosrarosbr.blogspot.com/) e é um dos editores do Bizarrices Automotivas (http://bizarricesautomotivas.blogspot.com/), um blog de humor relacionado a automóveis. Eu lembro que uma vez o Olavo quis me colocar na parede questionando sobre a possibilidade de um ciclista manter um blog sobre carros, e por mais que ele demonstre não concordar isso é possível (nem todo ciclista é “cicloativista”, graças a Deus)…

    A propósito: não é de hoje que eu tenho aversão aos “cicloativistas”…
    http://cripplerooster.blogspot.com/2011/06/consideracoes-sobre-os-cicloativistas-e.html

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    • Esse ódio aos automóveis dos cicloativistas é porque eles ainda estão na fase de “queimar sutiãs”… depois (creio que) passa.

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      • Será? Esses “cicloativistas” são doidos demais, se acham a última Coca-Cola do deserto e querem sempre ganhar no grito, eu só espero que nenhum deles resolva choramingar no meu ouvido quando tiver que trocar a bicicleta por uma cadeira de rodas se encontrarem novamente com o sr. Ricardo ou algum outro motorista que não esteja satisfeito com os abusos deles.

        A propósito: sexta-feira passada 2 vagabundos que estavam pedalando na Av. Venâncio Aires visivelmente embriagados se acharam no direito de me repreender por estar usando uma jaqueta com o emblema da Kawasaki enquanto eu caminhava de volta para a minha residência após jantar num restaurante…

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  5. Deixa o cara ter a opinão dele! é um direito dele, se ele tá certo ou errado é outro papo. mania de querer mandar prender as pessoas só porque elas pensam diferente.

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  6. Toda a limitação produz uma sociedade limitada. É incomodo e desesperançoso ver as pessoas colocando orgãos públicos como a EPTC num patamar moral mais elevado do que a massa crítica. Muitos aqui tem mania de “defender o vencedor”, os aparentemente mais poderosos, os que “mandam”. É uma patologia do RS, que causa essa dicotomia e causa a doença coletiva que leva alguns a defenderem o Ricardo Neis, ou justificar o atropelamento proposital em massa argumentando que ele estava sendo incomodado.

    É o cumulo. O RS é uma terra imoderada.

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  7. Essa eu ja perdi, não consigo achar a merd* do video qeu mostra varios ciclistas na volta do carro do Ricardo Neis.

    Sem video não tenho como provar, torraram tanto o saco com essa historia que conseguiram tirar ate esse video do ar.

    Falar não vai adiantar nada, mas até radialistas ja comentaram sobre esse video…

    Bom, minha opinião não vai mudar, eu vi o video, não tenho por que inventar isso, e não tenho nada pra me explicar, ja que ja tentei explicar 30 vezes que condeno a atitude do sr Ricardo Neis, mas o povo só ta falando sobre a parte em que comentei dos ciclistas.

    Ai não adianta…

    Mas isso não vai me fazer mudar de idéia, sei o que eu vi, sei que o Ricardo Neis é um louco, e sei quem provocou.

    Admito essa derrota.

    **********CORTADO**********

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  8. Se o Minority Report fosse realidade o Guilherme já estava na cadeia. Me surpreende este tipo de comentário passar na moderação, incitação a violência, preconceito e discurso criminoso.

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  9. Eu não entendo nada de futebol, mas sei que tem vários jogos durante a semana.

    Vocês já repararam:

    Como isto tumultua o trânsito?

    E pior gera uma violência enorme fora dele também?

    Muito barulho em horários avançados prejudicando o sono de quem tem que trabalhar no outro dia?

    Ou seja, esta manifestação de torcedores é muito prejudicial, porque não se faz isso de forma diferente, quem sabe só passem os jogos pela televisão, não se permitam mais torcedores nos estádios?

    O que eu estou dizendo acima é uma ironia é claro! Mas talvez sirva para abrir um pouco os olhos de alguns.

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    • Pena que é uma ironia, pois alguns abusos deviam ser contidos mesmo. Tanto no futebol quanto nos bares da João Alfredo 😛

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  10. Cada grupo defendendo a sua verdade como se fosse absoluta. Pessoal um pouquinho mais de paciência, o evento só acontece uma vez por mês. Mais tumultuado o trânsito do que já está, não vai ficar. Tenho carro, já fui ciclista, motociclista e hoje optei por me locomover principlamente a pé, na rua tem lugar para todo mundo só tem que haver respeito entre os usuários, mas isto é uma questão de educação, estamos caminhando para isto, hoje já vejo uma boa parte dos motoristas parando nas faixas de segurança e nas esquinas para os pedestres passarem, e os pedestres também precisam de educação eles são a parte mais frágil. Tem uma sinaleira de pedestres na Osvaldo Aranha defronte ao pronto socorro, eu atravesso nela todos os dias, e todos os dias eu vejo pedestres se atirando na frente dos carros, para atravessar mais rápido. A nossa sociedade está muito competitiva e apressada, no stress.

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