Pacote da Copa avança a passos tímidos em Porto Alegre

Duas obras estão em andamento, mas construção dos corredores de ônibus ainda aguarda licitações

Alexandre de Santi – Porto Alegre

Corredor da Avenida Tronco provocará remoção de mais de mil famílias (crédito: Prefeitura de Porto Alegre)

Para comportar o fluxo de turistas da Copa de 2014 e lidar com o crescimento da frota de veículos, Porto Alegre definiu um pacote com dez obras de mobilidade urbana. No entanto, uma série de entraves fez com que a primeira safra de licitações fosse lançada apenas em outubro deste ano, o que vem provocando atraso no início das obras.

A demora lembra os adiamentos na reforma do Beira-Rio, paralisada há seis meses por conta de problemas no contrato (saiba mais).

Menos mal para a prefeitura porto-alegrense, que terá mais tempo para melhorar os acessos ao estádio do Sport Club Internacional e construir três corredores exclusivos de ônibus, os BRTs (Bus Rapid Transit), em avenidas importantes da cidade.

A proposta original era entregar a maior parte das obras já em 2012. Com a alteração no cronograma, os prazos passaram para dezembro de 2013.

Nova Matriz

O investimento nas dez obras de mobilidade para a Copa soma R$ 560 milhões. A principal mudança na Matriz de Responsabilidades –da primeira, em janeiro de 2010, para a segunda versão, em setembro de 2011– foi a exclusão do BRT da avenida Assis Brasil, motivada pela aprovação do metrô de Porto Alegre no PAC 2, do governo federal.

No lugar, foi incluído o BRT da avenida João Pessoa, que ligará o centro até outro BRT, o da avenida Bento Gonçalves. O metrô, que não entrou no pacote da Copa, deve estar pronto depois de 2014. No entanto, deverá facilitar o acesso do centro à zona norte, área mais populosa de Porto Alegre.

A segunda alteração nas obras da matriz se refere à avenida Moab Caldas (Tronco), cuja extensão passou de 3,2 km para 5,3 km. O recurso é quase o mesmo. A diferença é que parte da verba, que estava destinada a desapropriações, passará para a via. A prefeitura assumirá os custos da remoção das famílias.

No pacote da Copa, ainda está previsto um viaduto e uma nova estação de ônibus no entorno da rodoviária, a duplicação da avenida Voluntários da Pátria e o BRT da avenida Protásio Alves, além do monitoramento dos corredores.

Dois anos foram gastos para detalhar os projetos de mobilidade urbana da Copa. Alguns problemas foram diagnosticados quando a prefeitura assinou um convênio com o Ciergs (Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul), em outubro de 2009, para a elaboração dos projetos básicos.

A Caixa Econômica Federal (CEF), banco financiador das obras, chegou a considerar os projetos insuficientes e se recusou a liberar os recursos até que fossem feitos maiores detalhamentos.

Trânsito

Enquanto isso, o trânsito de Porto Alegre enfrenta uma piora significativa. A frota de veículos cresceu 31% desde 2004, ritmo que não foi acompanhado pela construção de novas vias.

Uma das únicas obras recentes foi a da Terceira Perimetral, maior via de Porto Alegre que liga a zona sul ao aeroporto Salgado Filho, na zona norte, com 12 km de extensão. Uma série de outras intervenções previstas há anos para amenizar os engarrafamentos só se concretizará com o pacote da Copa.

Duas obras estão em andamento, e não por acaso as que têm relação direta com o Mundial. Trata-se do prolongamento da avenida Severo Dullius, que formará um anel viário no entorno do Aeroporto Salgado Filho, e da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, conhecida como Beira-Rio, que abriga o estádio do Internacional.

A duplicação da Beira-Rio inclui os 5,8 km de extensão da via e foi dividida em quatro trechos. Dois deles, entre a avenida Ipiranga e o estádio, já estão em andamento e devem ficar prontos até março. A primeira etapa teve início em julho de 2010.

Serão quatro pistas para o tráfego de automóveis, com ciclovia. O terceiro trecho da duplicação, entre o estádio e a avenida Pinheiro Borda, teve o edital lançado em outubro.

Restam ainda três licitações da avenida Beira-Rio –uma para a quarta parte da duplicação, entre o Gasômetro e a Rótula das Cuias; a ponte sobre o Arroio Dilúvio, na avenida Ipiranga; e o viaduto junto ao cruzamento da Pinheiro Borda com a avenida Padre Cacique.

Trata-se de um conjunto de ações que deve melhorar o fluxo no entorno do estádio, embora nos dias de jogos da Copa uma boa parte da Beira-Rio e da Padre Cacique deve permanecer fechada, já que a Fifa sugere o acesso a pé no trecho mais próximo do estádio.

Na área da Severo Dullius, que terá 2,4 km de prolongamento duplicado, a ligação com a avenida Sertório começou em setembro. Com a obra finalizada, a Severo Dullius será um acesso alternativo ao aeroporto.

Editais

Além da Beira-Rio e da Severo Dullius, os demais projetos de mobilidade urbana foram divididos em etapas, das quais seis tiveram licitações lançadas em 31 de outubro (confira lista abaixo).

As demais partes dessas intervenções e os dois projetos restantes devem ter editais publicados em novembro, dezembro e janeiro de 2012, segundo a coordenadora do Gabinete de Articulação Institucional da prefeitura, Ana Pellini. O esforço é para finalizar tudo até dezembro de 2013.

A prefeitura ainda não decidiu se decretará feriado na data das partidas.

Viaduto sobre a rodoviária de Porto Alegre (crédito: Prefeitura de Porto Alegre)

Corredor Avenida Tronco

O que é: duplicação da avenida Tronco em 5,3 km de extensão, com ciclovia, corredor de ônibus, tratamento paisagístico e reassentamento de 1,4 mil famílias.

Importância viária: fará a ligação de avenidas da orla do rio Guaíba até a Terceira Perimetral.

Estágio: licitação dos trechos 3 e 4 foi lançada em 31 de outubro. Demais licitações devem ocorrer até janeiro. A obra deve ser concluída em dezembro de 2013.

Valor: R$ 138,9 milhões (R$ 129,3 mi da CEF e R$ 9,6 mi da prefeitura).

Corredor Terceira Perimetral

O que é: cinco obras de arte para desafogar a via expressa. São três passagens subterrâneas: na avenida Ceará com Farrapos; na avenida Carlos Gomes com Anita Garibaldi e na avenida Dom Pedro II com Cristóvão Colombo. Também estão previstos dois viadutos: na avenida Aparício Borges com Bento Gonçalves, e na Carlos Gomes com a Plínio Brasil Milano.

Importância viária: melhorar o tráfego em uma das principais artérias de Porto Alegre.

Estágio: a passagem de nível da Carlos Gomes com Anita Garibaldi teve a licitação lançada em 31 de outubro. Os demais editais devem ser divulgados até janeiro e a obra deve estar pronta até 2013.

Valor: R$ 120,4 mi (R$ 94,6 mi da CEF e R$ 25,8 mi da prefeitura).

Corredor Avenida Beira-Rio/Padre Cacique

O que é: duplicação dos 5,8 km da avenida Beira-Rio. Inclui quatro pistas para carros, ciclovia, passeio alargado junto ao rio Guaíba, ponte sobre o arroio Dilúvio e viaduto no cruzamento da avenida Pinheiro Borda com Padre Cacique.

Importância viária: amplia a capacidade de tráfego de uma das principais ligações do centro à zona sul da cidade e melhora o fluxo no entorno do estádio Beira-Rio.

Estágio: dois dos quatro trechos da duplicação estão em obras. O terceiro teve licitação lançada em novembro. As demais intervenções terão edital publicado até janeiro. A obra deve estar concluída até setembro de 2013.

Valor: R$ 82,3 mi (R$ 78,2 mi da CEF e R$ 4,1 mi da prefeitura).

Monitoramento de Corredores BRT

O que é: acompanhamento em tempo real do fluxo da Terceira Perimetral, avenida Tronco e Beira-Rio/Padre Cacique.

Importância viária: permitirá monitorar o tráfego nos corredores de ônibus, permitindo controle dos semáforos.

Estágio: projeto em elaboração.

Valor: R$ 14,4 mi (R$ 13,7 mi da CEF e R$ 700 mil da prefeitura).

BRT Protásio Alves

O que é: 7 km de corredores de ônibus na avenida Protásio Alves em pavimento de placa de concreto, adaptação das estações ao modelo BRT e implantação do Terminal de Ônibus Manoel Elias.

Importância viária: diminuirá o número de linhas de ônibus da avenida até o centro, com a implantação de um terminal e dos ônibus BRT.

Estágio: a licitação para a troca do pavimento do corredor foi lançada em 31 de outubro. As outras etapas devem ter edital publicado até janeiro.

Valor: R$ 55,8 mi (R$ 53 mi da CEF e R$ 2,8 mi da prefeitura).

BRT Bento Gonçalves

O que é: 6,5 km de corredor de ônibus na avenida Bento Gonçalves em pavimento de placa de concreto, adaptação das estações ao modelo BRT e readequação do Terminal de Ônibus Antônio de Carvalho.

Importância viária: diminuirá o número de linhas de ônibus da avenida até o centro, com a implantação de um terminal e dos ônibus BRT.

Estágio: a licitação para a troca do pavimento do corredor foi lançada em 31 de outubro. Demais etapas devem ter edital publicado até janeiro.

Valor: R$ 24,2 mi (R$ 23 mi da CEF e R$ 1,2 mi da prefeitura).

BRT João Pessoa

O que é: 3,2 km de corredor de ônibus na avenida João Pessoa em pavimento de concreto armado e adaptação das estações ao modelo BRT.

Importância viária: fará a ligação do corredor Bento Gonçalves ao centro.

Estágio: licitação deve ser lançada até janeiro.

Valor: R$ 29,4 mi (R$ 28 mi da CEF e R$ 1,5 mi da prefeitura).

Corredor Voluntários da Pátria

O que é: extensão e duplicação de 3,5 km da avenida Voluntários da Pátria, com implantação de ciclovia e tratamento paisagístico.

Importância viária: ampliará fluxo de saída do centro e na entrada da cidade, conectando-se à rodovia do Parque, bairro Humaitá e Arena do Grêmio.

Estágio: licitação da duplicação do trecho da rua da Conceição até a Ramiro Barcelos foi lançada em 31 de outubro. Outros editais devem sair até janeiro de 2012.

Valor: R$ 30 milhões (R$ 24 mi da CEF e R$ 6 mi da prefeitura).

Prolongamento da avenida Severo Dullius

O que é: prolongamento e duplicação de 2,4 km da avenida Severo Dullius, com implantação de pontes e canalização de esgoto pluvial.

Importância viária: criação de anel viário no entorno do aeroporto, criando alternativas de acesso.

Estágio: obras na rua Dona Alzira devem terminar em dezembro. Os trechos que faltam terão edital de licitação lançado até janeiro.

Valor: R$ 40,8 milhões (R$ 21,6 mi da CEF e R$ 19,2 mi da prefeitura).

Complexo Rodoviária

O que é: construção de viaduto entre a avenida Júlio de Castilhos e a Castelo Branco, além de implantação de terminal de ônibus com acesso subterrâneo.

Importância viária: obra facilitará o acesso à rodoviária.

Estágio: licitação do viaduto foi lançada em 31 de outubro. Demais obras terão edital lançado até janeiro.

Valor: R$ 21 milhões (R$ 19 mi da CEF e R$ 2 mi da prefeitura).

Portal 2014

 

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A imprensa nacional pelo jeito está começando a ensaiar uma retirada de Porto Alegre da Copa. Parece que nada anda normal aqui… tudo a passos de tartaruga. Vamos pagar mico em várias áreas será? 



Categorias:COPA 2014

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24 respostas

  1. Concordo com o fmobus, já disse em outro post anteriormente, cidades grandes que conheci onde se usa muito o trem, as estações ferroviárias são dentro do centro das cidades, facilita muito para quem chega de fora e não conhece a cidade. Quanto a fazer uma esplanada no local da atual rodoviária? ficaria legal, mas teríamos mais uma área de convivência para arruaceiros e outros habitantes da cidade…principalmente com aquela vizinhança.

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  2. Esse tronco é uma lenda. Olha o tempo que estão levando para duplicar a beira-rio, sem desapropriações. E cadê o corredor da Padre Cacique? Só foi mencionado.

    E estranhei a frase “cinco obras de arte para desafogar a via expressa.”.

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  3. BRT na bento? se vai ter, porque estão trocando as paradas?

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  4. Bom, levando em conta que teremos jogos durante a semana, e que nao tera transito ao redor do estadio pois a FIFA quer incentivar o povo a ir a pé, imaginem se não for feriado nos dias de jogos, o caos que vai virar a cidade, eu que moro na frente do Inter, ja vou pedir folga pra esses dias, ainda mais se nao for feriado. Mas olha, o Brasil foi escolhido pra Copa quando, ontem?????? Po, pq não começaram a se agilizar no mes seguinte??? Tudo pra ultima hora, é BRASIL!

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  5. Casseta, por que Porto Alegre é tão demorada? Parece que estamos absolutamente dissociados do Brasil. Odeio dizer isso, mas é evidente que metade das obras listadas acima não vai sair. A outra metade será concluída depois da Copa. Aposto R$ 100 com vocês que chegaremos à Copa com apenas três obras: duplicação da Beira-Rio, prolongamento da Severo Dullius e o viaduto da Rodoviária. O resto, não vai ficar pronto porque NÃO HÁ TEMPO. A FIFA soube o que fez quando diminuiu a importância da cidade no torneio. A demora pra fazer UMA VIA é evidência de como somos tapados.

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  6. Explodam essa rodoviária e façam uma grande esplanada integrada ao Cais. A cidade deve ser pensada para as pessoas, não para os automóveis.

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    • Não que eu concorde muito com essa frase que a cidade é das pessoas e não dos automóveis, afinal são pessoas que estão dentro deles, mas é ótima a idéia de explodir a rodoviária, principalmente levando em conta que existem vários outros lugares onde ela estaria melhor localizada.

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      • Eu posso entender desgosto pelo estado atual da rodoviária, mas me recuso a concordar que a localização geográfica dela seja inadequada. Qualquer cidade decente tem a estação principal de seus modais terrestres de média e longa distância perto do Centro da cidade. A rodoviária está muito bem localizada neste sentido.

        Eu não discuto que o entorno dela é degradado e tem problemas de circulação, mas não é a rodoviária em si que causa isso. A origem do nó viário da rodoviária é a grande confluência de importantes avenidas e eixos viários da cidade. Pensem bem: ali desaguam uma parte considerável do fluxo da João Pessoa, somado à totalidade do fluxo da Oswaldo, Cristóvão, Farrapos e Voluntários da Pátria, dirigindo-se para a principal via de acesso ao Centro (Mauá) ou para a saída expressa mais interna da cidade (Castelo Branco). Por mais que tiremos a rodoviária para outro lugar, essa demanda de escoamento continuaria.

        Ao meu ver, uma solução adequada, ainda que cara, seria seguir o exemplo do Rio de Janeiro e passar toda a cacofonia viária para baixo da terra, deixando na superfície uma grande esplanada com circulação de pedestres. Em conjunto a isso, toda a região compreendida entre a Conceição, Farrapos, Ramiro Barcelos e Castelo Branco seria revitalizada, com a construção de prédios comerciais, residenciais, hotéis, shopping centers e esplanadas.

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      • Viadutos e duplicação de avenidas contribuem para a deterioração do seu entorno. Repare as nossas grandes avenidas e regiões próximas a viadutos: são locais que perdem valor, as pessoas vão embora, o comércio afunda, a pichação e a sujeira tomam conta.

        Em compensação, as tradicionais ruas de bairros, ainda estreitas, com bom calçamento, jardins, árvores, permanecem vibrantes, ganham novos pontos de comércio, movimentação. Podemos citar o Bom Fim, o Menino Deus, o Moinhos de Vento, estes bairros se encaixam neste perfil.

        Rio de Janeiro e São Paulo já providenciam a derrubada de viadutos, nós estamos indo na contramão.

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      • Seguinte Mobus, até concordo contigo que há outros problemas na região, como a elevada da Castelo Branco: todo o fluxo de carros que vem por ela vai parar bem no meio do centro mesmo que não tenha nenhum interesse em passar por essa região. É ridículo isso, não tem por que trazer para a região mais movimentada da cidade veículos que não tem como destino final ela.
        Mas a questão da rodoviária, realmente, não entendo teu ponto. O único benefício da rodoviária estar onde está é a facilidade de acesso a ela, só que ninguém está propondo relocalizá-la para o Lami ou a Lomba do Pinheiro. O Humaitá é onde está de fato a entrada da cidade com os acessos para o resto do estado. Quanto à acessibilidade da região, lá já passa um trem, outro vai passar relativamente perto podendo criar um conexão facilmente, ainda lá vai existir um estação de transbordo, a estação cairú, e ainda existe o acesso pela 3ª perimetral que corta todas as radiais da cidade e poderia ser utilizada no âmbito de um sistema de trasnporte público integrado como meio de acesso a uma nova rodoviária naquela região. No meu ver a relocalização lá não teria nenhum ponto negativo em relação a atual e traria vários benefício, a começar pela diminuição do fluxo de veículos inúteis ao centro da cidade.

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        • Você leu o que eu escrevi?

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        • Sim, e concordei contigo que há outros problemas na região, mas critiquei o teu argumento de que ela está bem localizada. Aliás, essa discução da rodoviária não é nova no blog e tu várias vezes ja te posicionou a favor do atual local, com o argumento de que ele facilita o acesso da população a rodoviária. Exatamente nesse ponto é que discorde de ti.

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          • Mas por outro lado, teu argumento para remover a rodoviária dali é que ela seria a causadora dos problemas da região. Já expliquei longamente que não é o caso. Em não sendo o caso, porque mexer em algo que funciona bem?

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        • Então quer dizer que toda aquela população que usa a rodoviária todos os dias e que simplismente não querem ir ao centro e sim à rodoviária não causa mais tráfego a uma região já saturada?
          Por que não removê-la dali, levando com isso essa demanda de pessoas que não querem ir, de fato, ao centro? Isso não contribuíria para melhorar o tráfego da região?
          E, já que você não replicou o meu argumento que o Humáita é um local adequado, qual seria, na sua visão, o problema de levar a rodoviária para lá?

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          • Me faltam os dados quentes, mas é bem possível que a maior parte dos usuários da rodoviária se utilizem do transporte público para chegar e sair dela, de forma que eles contribuem com uma parcela do tráfego da região, predominantemente formado por veículos particulares.

            O meu argumento pela localização central é justamente o interesse dos usuários que se destinam ao centro – maioria, pois esse é o padrão adotado pelas cidades modernas com porte similar ao de Porto Alegre mundo afora. Pesquise aí Berlim, Stuttgart, Amsterdam e afins para entender o que estou falando.

            O primeiro defeito da proposta de Humaitá é a falta de conectividade daquela região com a cidade. Sim, existe uma linha de Trensurb lá, mas ela permite conexão apenas com o Centro e RMPA, enquanto a atual localização conecta com a cidade inteira e RMPA. O dia que tivermos uma rede de transportes interna de primeiro mundo, com conexões de alta capacidade conectando todo a cidade, aí sim podemos pensar em uma rodoviária na Região Norte, embora na minha cabeça a melhor localização seja o atual terminal Cairú.

            O segundo defeito da tua proposta é a pretensão de ser a bala de prata para trânsito a região da atual rodoviária. Aceitando a hipótese de ser a rodoviária o problema de trânsito, ainda assim só terias bala de prata se, no exemplo de arroubo abandonista que a cidade adotou com o quarto distrito, abandonássemos também a área para o baldio, piorando ainda mais a degradação corrente do local. Uma cidade moderna reaproveita e repropõe os seus espaços, e a área contígua hoje a rodoviária tem um excelente potencial para ser um moderno distrito comercial, residencial e de serviços. Me é evidente que tal reformulação criaria muitos destinos de viagem, tanto se a fizermos tirando a rodoviária (como propões) ou deixando-a (como proponho), de forma que a questão de tráfego da região deve ser abordada com soluções mais radicais, como enterramento do complexo viário que propus antes.

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    • Concordo em implodir esse trofeu. Será que não dá para fazer uma imensa esplanada nessa região da cidade, com a rodoviária em baixo?

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  7. Essa outra elevada no largo da rodoviária vai ficar uma maravilha, realmente vai valorizar todo entorno e formará um belo conjunto com a elevada da Castelo Branco e as elevadas da Conceição. hahahah

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  8. MUITO DEMORADA ESSA ADMINISTRAÇAO DE POA ,UMA VERGONHA.

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  9. Estão perdendo uma ótima oportunidade de começarem as obras no verão, quando boa parte da população está no litoral.

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