Titular da Smic rebate denúncia de discriminação entre bares da Cidade Baixa

Fotos na rede social Facebook começaram a circular ontem, sugerindo suposto privilégio a parte dos comerciantes da região

Um dia depois que fotos começaram a circular pela rede social Facebook mostrando que só parte dos bares do bairro Cidade Baixa conseguiu se manter aberta depois da meia-noite, no fim de semana passado, o secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio negou que os fiscais da pasta estejam privilegiando comerciantes na região. Valter Nagelstein defendeu os fiscais dizendo que a meta da pasta é cumprir a legislação e não permitir que determinadas casas avancem no horário de funcionamento se não tiverem o alvará apropriado.

Nagelstein ressaltou que os proprietários adequados às regras do município seguem funcionando normalmente e descartou qualquer tipo de descriminação. Ele admite que a regra é mais rigorosa para quem teve o alvará emitido depois de 2004, quando a legislação mudou, permitindo a disposição de cadeiras e mesas na calçada até o início da madrugada. Mas deixa claro que quem não se adequar, fecha.

“Tem muito malandro que não quer cumpir a lei, que não investiu, que não se importa com a cidade e que, na hora que a coisa aperta, começa a levantar dúvidas. O que não se pode é compactuar com suspeita que não existe. Quem nao está legal com a cidade não opera. Esta é a regra”, disparou.

O presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes de Porto Alegre, José de Jesus dos Santos, prefere não entrar na polêmica. Ele se limitou a dizer que a entidade segue negociando com a Prefeitura a flexibilização de horários no comércio do bairro, considerado o mais boêmio da cidade, e defende o envolvimento da EPTC e da Brigada Militar para que a situação se resolva aliando as necessidades dos empresários e da população que reside na região e precisa acordar cedo no dia seguinte. “No verão, o proprietário começa a atender às 21h, 22h. Se ele fechar à meia-noite, não sobrevive”, frisou.

Rádio Guaíba – Correio do Povo



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18 respostas

  1. No programa que o secretário participou na rádio Ipanema questionaram quantos bares haviam sido fechados no Moinhos de Vento, visto que a mesma operação foi realizada lá. Este programa foi ao ar a cerca de duas semanas ( Talk Radio, com a Kátia Suman).

    Até agora estou esperando a resposta, já que o digníssimo secretário não nos deu a honra de responder a pergunta.

    Então secretário, quantos bares fecharam no Moinhos ? Ou todos lá estão nos padrões exigidos pela prefeitura ?

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    • quem mais tem grana…é quem mais falcatrua faz….tudo é questão de quanto se paga por isso???

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  2. concordo plenamente contigo Natália, tá fácil ser secretário hj em dia!
    e obviamente estes fechamentos não devem ter nada haver com a proposta do plano diretor da cidade de reconstrução do cais do porto!

    querido secretário os bares já estavam ali quando as pessoas compraram seus apartamentos, tua preocupação com elas, ou com pegar “os malandros” não passa despercebida por quem pensa um pouquinho, lamento mas vc não está preocupado com nenhum deles só no seu bolso!

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    • Opa Gabriela, não sei em qual nasceste, mas afirmo com certeza, quando eu cheguei na Cidade baixa, tinha meia duzia de bares, e, que não incomodam os moradores, já hoje, é o caos.Sempre irei elogiar os bares que funcionam dentro das normas, mas, desculpe, óbviamente respeitando tua opinião, bar fora das regras, que feche e se adeque.Não me diga , que eu terei que me mudar por causa da vida noturna.Pois bem, eu gosto da vida noturna, não sou contra os bares, mas posso falar por mim, eu respeito o sossego dos demais sem causar-lhes qualquer prejuízo.Sei o tom de voz que devo conversar, não bebo pra dar show,nem fico a usar a calçada como mictório. Educação se traz de casa…Um abraço, e espero que essa situação se resolva de forma a ser justa com os grupos interessados,donos de bares, moradores, músicos,frequentadores.

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  3. INTERPELAÇÃO JUDICIAL AO SECRETÁRIO JÁ!!!! A resposta do Secretário é algo grotesco e absurdamente inaceitável. Primeiramente não prima pela serenidade e adequação de expressões que o cargo exige, como se estivesse “negociando” na banca de peixes de um subúrbio qualquer. Ao dirigir-se aos pequenos proprietários como “malandros”, de forma generalizada sem a mínima preocupação com aqueles pequenos comerciantes que pagam seus impostos e VÃO ÀS URNAS, esquece com privilegiada memória seletiva que, “esses malandros”, são os mesmos que impulsionam a economia da cidade, pagando impostos, gerando empregos, fomentando a circulação de pessoas e de capital. O empoluto secretário diz que está tudo regular e que somente os irregulares é que “teimam” em desrespeitar a lei. Quanto habilidade e despreparo!!! Na tentativa de devolver as denúncias de favorecimento aos “amigos do rei e financiadores de campanhas”, devidamente comprovadas pelas fotografias, insinua que pessoas “maldosas estão plantando a notícia”. Quase fui as lágrimas de comovida! SECRETÁRIO, o sr. é pago com dinheiro público e tem a OBRIGAÇÃO de dar todas as explicações à sociedade, esclarecendo quais são os alvarás “privilegiados”, de QUEM, e PORQUÊ, e não simplesmente que estão dentro da lei. Afinal, se a lei é para evitar os abusos e preservar o sossego dos moradores, tudo anterior a 2004 está revogado?!?!?! Ou não? A menos que o direito adquirido privado esteja acima do direito coletivo da sociedade. Sua resposta Secretário, atenta contra o bom senso e a inteligência das pessoas, pois além de não esclarecer as denúncias, fomenta ainda mais a dúvida, dando azo ao velho jargão popular que “no céu existe muito mais do que aviões de carreira”, e na Cidade Baixa também. TRANSPARÊNCIA JÁ E IGUALDADE. Estamos de olho e aguardando seu pronunciamento. “O melhor desinfetante é a luz do sol”

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    • Adorei seu comentário Natália. Moro na fronteira da Azenha com Cidade Baixa, parede com parede de um muquifo chamado de bar pela proprietária chama Carla Maria Domingues Rodrigues. Não tem firma registrada, projeto de incêndio junto aos bombeiros, sem extintor de incêndio, marquise de madeira podre, não paga impostos, não dá um emprego, tem uma garagem caindo aos pedaços. A Brigada Militar está cansada de ir lá, dizendo que está fazendo o trabalho da SMIC. Fizemos várias denúncias, pois o churrasco rola solto até 04 horas da manhã, no meio da calçada impedindo os transauntes de passar. A SMIC esteve lá duas vezes, mas… providencialmente ela estava fechada. Ela teria uma bola de cristal para saber que os fiscais irão lá? Acho que não. Deve ser propina mesmo. Ah e tem também bumbo, pandeiro e pagodaço. Como diria Boris Casoy para a SMIC, SMAM e SMOV: ” Isso é uma vergonha”! E Porto Alegre na contra-mão na História. Enquanto outras cidades estão fazendo leis para um menor consumo de álcool e drogas, os legisladores e autoridades fomentam seu uso. Não é atoa que temos o maior índice de Aids, fumo e drogas. Aliás a Cidade Baixa está se tornando uma droga. Por este motivo já estou pensando em ir para uma cidade civilizada.
      Heloisa.

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  4. Diz ali: A legislação de 2004 não permite o uso das mesas na calçada e recuo de jardim após a meia noite …hummmmm uééé, o Pedrini ,os 2 Pedrini da lima e silva ,passam despercebidos pela fiscalização, com quase 70 mesas na rua madrugada adentro enquanto barsinhos pequenos à sua volta com no máximo 10 mesinhas , não só tem q recolher as mesas, como tem q fechar o bar até a meia noite. Intão ao menos deixem os pequenos bares ficarem abertos dentro né!!! enquanto isso o Pinguim fica madrugada a dentro com mais de 80 mesas na calçada , piada né ,PENSE: 80 mesas pode, 10 , 6 ,4 ,2, 1 mesa , NÂO PODE!!! q m…. de LEI é essa caramba????

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  5. Sei não, tem muito lugar ali que me parecia preparado, e que foram fechados…

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  6. A questão é simples: qualquer bar, restaurante e principalmente boate para funcionar a partir de certo horário da noite deve possuir um sistema de o isolamento acústico, além de outros anteparos de segurança. Estabelecido os requisitos, o alvará deve ser fornecido o mais rapidamente possível pela Prefeitura.

    Por outro lado, se o dono do estabelecimento não consegue instalar o isolamento acústico, ou porque ele é muito custoso, ou porque o prédio não comporta esses sistemas, o bar ou restaurante deve permanecer aberto até o horário permitido pela lei.

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    • ou pq simplesmente a prefeitura nao libera um alvará sem um ‘porfora’.

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      • É o caso da “casa de shows” dos meus queridos vizinhos A$$i$ Moreira! Não tem nada quw tramitou na SMIC/SMOV/SMAM e tá aqui infernizando a vida dos moradores…

        … mas né, quem tem dinheiro que manda. Cidadania 0 pra esses malditos, tão nem aí fora o umbigo.

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        • Bianca, soube agora em fevereiro, que a SMIC iria interditar o local.Por favor,confirme se foi executado tal ato.Paz e sossego sempre. Um abraço.

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      • Nenhum dos que foram fechados tinham alvará correto, até onde sei.

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  7. Não interessa sr secretário, quero meus bares abertos mesmo com alvará de restaurante ou padaria (sarcasmo, tá?? hehe)

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