Piffero afirma que parceria deixará Inter menor

Ex-presidente prevê menos investimento em futebol caso clube firme contrato com a Andrade Gutierrez

O ex-presidente do Inter Vitorio Piffero voltou a discursar contra o fechamento da parceria com a Andrade Gutierrez para reformar o Beira-Rio. Ele manteve a ideia de que o clube tem condições de bancar a obra sem parceria e afirmou, às vésperas da votação do contrato pelo conselho, que o acordo terá reflexos diretos na redução de investimentos no futebol.

De acordo com Piffero, o Inter “vai ficar um clube menor”. Ele projetou um orçamento de R$ 175 milhões em 2012, enquanto nos outros anos este valor sempre foi superior a R$ 200 milhões. E, segundo o ex-dirigente, o cálculo já leva em conta R$ 41 milhões em venda de jogadores do grupo.

“Futebol é dinheiro. Quanto mais dinheiro, maior o investimento no futebol”, enfatizou Piferro. “O clube vai diminuir. Não tenho dúvida”, reforçou o ex-presidente.

Mais cedo, o atual presidente, Giovanni Luigi, destacou a transparência da direção colorada no processo de parceria com a Andrade Gutierrez. Caso a minuta com a construtora seja aprovada, as obras de reforma do estádio devem começar no próximo mês.

Correio do Povo

Antes da votação, Luigi destaca transparência no processo da parceria

Conselho Deliberativo do Inter decide sobre parceria com Andrade Gutierrez hoje

O presidente do Inter, Giovanni Luigi, destacou a transparência da direção colorada no processo de parceria com a Andrade Gutierrez, que será votada nesta noite, pelo Conselho Deliberativo do clube, no Beira-Rio. Caso a minuta com a construtora seja aprovada, as obras de reforma do estádio devem começar no próximo mês.

“Neste período todos nós estivemos aberto e fomos mais além”, afirmou Luigi, já no Beira-Rio. “A gestão do clube fez com que os conselheiros tivessem a oportunidade de primeiro votar por unanimidade a mudança do modelo”, relembrou, referindo-se à votação no primeiro semestre. “Fizemos um trâmite todo para que saísse essa minuta”, acrescentou. “Muita gente pensava que o contrato não viria e ele está à disposição.”

O vice-presidente colorado, Dannie Dubin, corroborou: “Estamos fazendo o melhor negócio para o clube e temos convicção disso”. Ele ainda afirmou que divergências entre os conselheiros são salutares: “Faz parte da democracia”, minimizou. “Estamos fazendo o processo correto.”

Correio do Povo



Categorias:COPA 2014, Gigante para Sempre (Beira Rio)

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6 respostas

  1. Concordo inteiramente! Mas é preciso ressaltar que a OAS leva vantagem em relação à Andrade Gutierrez porque o Grêmio pode oferecer mais vantagens. O entorno em torno da Arena é maior, a OAS construirá vários prédios, o retorno será maior; o entorno do Beira Rio é menor, ali é um funil, o retorno será muito menor. Além disto, o terreno do Olímpico pertencerá à OAS que construirá vários prédios e mais um shopping. O contrato do Grêmio foi debatido durante mais de 3 anos; o do Inter durante 7 meses! Reformar um estádio por 330.000.000 é muito caro; construir um “zero km” (e maior) por 500.000.000 não é tão caro assim! Portanto, o Grêmio fez um negócio melhor, mas isto não significa que o Inter será menor; o diferencial, tanto para um como para outro, será a resposta que as torcidas darão.

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    • ” O entorno em torno” é boa! Falha nossa! Leia-se “O entorno da Arena…”.

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    • Conhecimento de causa 1: reformas SEMPRE saem mais caras que fazer tudo de novo, principalmente pela adaptação. Pode ser numa obra gigante igual a do Beira Rio quanto uma casa de 70m², o valor fica quase igual. É uma incógnita… é que é aquela coisa, já que se tá com a mão na massa, vai arrumando tudo que é coisinha. E essas coisinhas no final dão bem mais zero’s no orçamento!

      Conhecimento de causa 2: a estrutura metálica é MUITO mais cara que a estrutura de concreto, com o agravente do Brasil não ter mão de obra realmente especializada (tive uma cadeira na faculdade de est. metálicas bem legal). Pelo que eu ando vendo das fotos, na Arena não tem nada em aço né? O valor daqueles módulos pra cobertura do Beira Rio foram BEM carinhos…

      E o Píffero tá dando uma de joão sem braço!
      Ora, a gestão dele que assina que o Inter se compromete com a Copa e vem agourrar? Ah, sem esquecer a FIFA que veio meter o bedelho querendo parceria.

      Imagina a grana que o sr Blatter e cia vão lucrar em 2014? É por isso que, mesmo com esse atraso todo e com EUA/ALE tentando tirar a Copa daqui por baixo dos panos, ela segue aqui…!

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  2. Não sei não, esta reforma pode fazer o Inter não crescer mais, mas diminuir o clube acho complicado, grande parte dos dias do ano o estádio fica ocioso, não trazendo receitas para o clube, apenas despesas. Além disso, esses 25 milhões de diferença ja caem para 18 se contarmos o novo patrocinio da Nike, que dobrará o valor de 7 para 15 milhões anuais.

    Claro que o contrato não é perfeito para o Inter, assim como o da Arena não é perfeito apra o Grêmio, mas os clubes vão ter que se planejar com base nessa nova realidade a partir de agora. E 20 milhões no mundo do futebol acredito que não possa definir se um time é pequeno ou grande.

    Essa idéia do Luigi de financiamento próprio sim ia diminuit consideravelmente as receitas de futebol do Inter, além de ficar um estáfio inacabado, como a cobertura que existe hoje.

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  3. Se pensarmos que o mundo dos negócios do futebol é competitivo e o que importa é a comparação, esse contrato do Inter deixará sim o Inter menor. Isso porque, atualmente, os clubes de futebol constroem estádios novos por 2 motivos: oferecer mais conforto para seus torcedores (efeito secundário) e criar novas receitas a partir de um estádio multiuso (efeito principal).

    No caso, o Inter está abrindo mão do efeito principal (mais receitas), sem perder o benefício secundário, é claro, em nome da “honra” de receber em seu estádio uma Copa do mundo. O que é uma atitude muito nobre, mas que também pode ser considerada um ato de total arrogância.

    No comparativo como o Grêmio, o Inter está deixando de ter novas receitas por 20 anos, enquanto o seu tradicional adversários estará se beneficiando dessas novas receitas durante esse mesmo período, principalmente na segunda década do negócio (depois da liquidação do financiamento).

    Está certo que até lá, outras alternativas econômicas e fonte de receita surgirão no mundo do futebol e ainda existe o fator campo (vitórias nas competições futebol, que levam a maiores arrecadações), mas o fato é que nesse quisito, estádio, o resultado futuro já está determinado e o Grêmio fez um melhor negócio.

    Tudo porque o contrato da Arena gremista foi pensado, desde o início, para proporcionar retorno para ambas as partes e por isso estabelecido como uma verdadeira parceria, com confiança e receitas compartilhadas. Já o contrato de reforma do Beira-rio, pelo contrário, foi feito às pressas e sem a confiança recíproca entre os 2 parceiros (tanto que as receitas são separadas), mas com base na necessidade, devido aos fatores Copa do Mundo e concorrência da Arena.

    Nesse caso, o Inter trocou a possibilidade de um melhor negócio na modernização de seu estádio pelo privilégio da Copa e, principalmente, para não ser alvo de chacota dos gremistas por perder esse “direito” justamente para seu tradicional adversário.

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  4. Mas é um otário esse Piffero…

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