Smic inicia operação para fiscalizar vendas de Fogos de Artifício

Uma em cada dez pessoas que mexe com o artefato sofre amputação

Nagelstein inicia operação para coibir a venda irregular. Foto: André Netto - JC

A beleza da queima de fogos de artifício durante as festas de fim de ano contrasta com os perigos que este material pode causar. Uma em cada dez pessoas que mexe com o artefato têm membros amputados, geralmente, os dedos das mãos. Outros riscos são queimaduras, mutilações, lesões nos olhos e até surdez.

Para evitar esses problemas, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) inicia hoje a Operação Fogos de Artifício. O objetivo é coibir o comércio ambulante do produto em logradouros públicos da Capital. As equipes de fiscalização irão verificar a regularidade dos estabelecimentos licenciados e apreender artigos pirotécnicos que estiverem sendo comercializados ou armazenados sem a devida licença municipal.

O titular da pasta, Valter Nagelstein, afirma que no período de festas de final de ano, há um aumento na procura desse tipo de material, aumentando, também, o comércio irregular. “A Smic tem o dever de esclarecer a população sobre os locais devidamente licenciados e que podem prestar informações sobre o uso correto dos fogos de artifício, além de fiscalizar rigorosamente as vendas irregulares”, afirma o secretário. Neste ano, os fiscais apreenderam mais de 3.810 unidades de material pirotécnico comercializado irregularmente. Para obter o licenciamento é preciso estar em conformidade com o plano diretor, obter licença do Departamento de Armas e Munições do Exército (Dame) e ter alvará dos Bombeiros.

Para evitar incidentes, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta para os perigos do manuseio dos fogos. As pessoas mais atingidas são do sexo masculino, com idade entre 15 e 50 anos, e crianças de quatro a 14 anos.

De acordo com a SMS, em dezembro de 2010, foram atendidas 16 pessoas com lesões causadas por fogos de artifício em unidades médicas da Capital, sendo dois casos de internação. No mesmo mês em 2009, os números foram semelhantes, com 14 pessoas feridas pelo material, e uma internação.

A coordenadora da Unidade de Queimados do Hospital de Pronto Socorro (HPS), enfermeira Huguette Belle, alerta para o fato de que, mesmo com o pequeno número de casos, a gravidade de quem sofre uma lesão é quase sempre alta. “Temos uma equipe preparada para atender às pessoas que sofrem lesões, mas gostaríamos que não tivéssemos a quem atender. Grande parte dos acidentes é causada por descuidos”, lembra a enfermeira. Ela informa que o HPS conta com uma equipe de enfermagem e cirurgiões plásticos para atender a população.

Cuidados que se deve ter com material pirotécnico

 • Compre o material sempre em revendedores autorizados;

 • Não segure os fogos de artifício com as mãos. Prenda o rojão em uma armação, em uma cerca ou em um muro, e não fique próximo na hora de acender;

 • Não tente acender fogos que falharem;

 • Dispare os fogos somente ao ar livre, um de cada vez, e veja se não há substâncias inflamáveis ou redes elétricas nas proximidades;

 • Tenha sempre um recipiente de água por perto para colocar os foguetes já usados ou aqueles que falharam, para evitar riscos de novas explosões;

 • Confira sempre o certificado de garantia do foguete;

 • Nunca associe bebida alcoólica ao uso de fogos.

Jornal do Comércio



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