MGrupo confirma aporte de R$ 1,3 bilhão em Gravataí

O paulista MGrupo revela uma fome ilimitada por negócios no Estado. A construção e aquisição de empreendimentos comerciais, de serviços e residenciais apontam para investimentos de quase R$ 1,3 bilhão, confirmou o diretor-executivo da empresa, Cyro Santiago Rodrigues, que projeta ainda maior poder de fogo. “Depende de que oportunidades podem aparecer”, sinalizou Rodrigues sobre novos aportes.

No portfólio do grupo, estão três shopping centers, entre eles o primeiro de Gravataí, que foi lançado nesta quinta-feira com evento que combinou prestígio político e empresarial, e mais dois que já teriam sido adquiridos a um raio de até 100 quilômetros de Porto Alegre. O diretor-presidente do MGrupo, Lorival Rodrigues, faz suspense e só garante que nenhum dos dois ficam na Capital. A lista também tem quatro hotéis a serem erguidos em Porto Alegre e outro na praia de Atlântida, no Litoral Norte, e um em Gramado (aquisição).

O diretor-executivo cita que o negócio será anunciado nos próximos dias e que envolve um estabelecimento no perfil de “hotel butique”. Cyro informa que os aportes são bancados com recursos próprios e de captação em linhas financeiras de menor custo. A família proprietária do MGrupo é oriunda de São Carlos, interior de São Paulo, e tem participação no capital do Magazine Luiza, do ramo de varejo. Nos centros comerciais, o montante chega a R$ 800 milhões. O complexo da cidade sede da fábrica da General Motors sugará R$ 300 milhões e inclui um centro comercial de porte médio (com 23 mil metros quadrados de área bruta locável), um hotel da bandeira Intercity, duas torres comerciais e três de apartamentos.

O mix integra a primeira fase do Shopping Gravataí, que será implantado na avenida Centenário, 555, em uma área de dez hectares. O fluxo diário é projetado em 20 mil pessoas. Mas mais duas expansões do shopping ocorrerão após 2013. O grupo não divulgou as marcas que ocuparão três espaços de lojas âncoras e três de megalojas. No total, serão 160 operações comerciais, 14 na área de alimentação, cinco salas de cinema e 1,4 mil vagas de estacionamento. O complexo terá um boulevard de serviços, considerado diferencial e que valoriza a integração de área comercial e de moradia. A comercialização começa em março. Lourival Rodrigues explicou que a operação demorou um ano e meio para ter licenças e aprovação pela prefeitura.

“Chegamos a pensar que não daria mais para fazer na cidade. Mas ele estava caindo de maduro”, expressou o empresário, que fez questão de brindar com espumante o ato de deflagração do projeto, contando com a presença do prefeito Acimar Silva, secretários e políticos da região. O chefe de gabinete da prefeitura, Luiz Zaffalon, espera que o empreendimento, que ficará pronto no começo de 2013, atraia mais investidores. A garantia de um novo hotel, desta vez com 130 leitos, resolverá um gargalo. “Somos a quinta economia do Estado, tem expansão da GM e da Pirelli e não temos onde hospedar os visitantes”, diagnosticou Zaffalon.

A meta é alcançar mil apartamentos entre os hotéis que serão erguidos e o estabelecimento em Gramado até 2014. Na Capital, os projetos estão previstos para a rua 24 de Outubro, no bairro Moinhos de Vento, avenida Carlos Gomes (também com bandeira Intercity) e nas proximidades do aeroporto Salgado Filho. A aplicação até agora é estimada em quase R$ 80 milhões, pois parte dos projetos estão em fase de fechamento e dimensionamento de custos, explicou Cyro. Em Atlântida, o empreendimento hoteleiro será na avenida Central, com aporte de R$ 22 milhões. O total a ser investido no Estado e já confirmado tem ainda R$ 400 milhões em projetos residenciais.

Jornal do Comércio



Categorias:Prédios, Shopping Centers

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2 respostas

  1. 1,3 bilhão de reais?

    Esses números não estão exagerados, levando-se em conta que os investimentos para o Cais da Maua, um projeto parecido (só para comparar), mas mais significativo, estão orçados em 500 e poucos milhões de reais.

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