Prédios enfrentam limite de altura devido ao aeroporto

Órgão de controle do espaço aéreo restringe construções ao teto de 48 metros a partir do nível da pista do Salgado Filho

Novos empreendimentos em um raio de quatro quilômetros do aeroporto Salgado Filho estão suspensos por tempo indeterminado. Subordinado ao Ministério da Defesa, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) limitou novas edificações a 48 metros – equivalente a um prédio de 16 andares – acima do nível da pista.

As medidas constam de portaria publicada em 25 de novembro, retroativa a 10 de agosto. A determinação revogou o plano em vigor desde 2005, que autorizava prédios de até 76 metros de altura (25 andares) em um raio de quatro quilômetros da pista. Com a publicação, a prefeitura da Capital não autoriza mais projetos que superem o novo limite. A região afetada está entre as avenidas Assis Brasil e Nilo Peçanha, a freeway e as ilhas do Guaíba.

– A portaria ignorou o mapa e a topografia da cidade – pondera o secretário de Planejamento da Capital, Márcio Bins Ely.

Caso permaneça, a determinação poderá trazer prejuízos. Como a Avenida Farrapos está em nível acima da pista, a construção do metrô teria de ser redirecionada. Novos hotéis planejados para a Avenida Dom Pedro II não poderiam sair do papel, e construções perto da Arena do Grêmio correm risco. Bins Ely alerta que declarações municipais de uso do solo entregues antes da vigência da nova regra serão preservadas. Obras já autorizadas ou iniciadas não precisarão ser interrompidas.

– Estamos preocupados com esse enorme prejuízo que a cidade pode ter, mas otimistas com a possibilidade de uma regra mais flexível – afirma Paulo Garcia, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-RS).

Sem confirmação do Decea, há expectativa de que a suspensão do plano específico anterior seja uma transição para um novo plano. Na próxima terça-feira, representantes da prefeitura e da iniciativa privada se reunirão com autoridades federais em Canoas, para discutir a mudança da regra.

ERIK FARINA – ZH



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18 respostas

  1. É impressionante como as instituições governamentais criam leis, medidas provisórias, decretos, resoluções sem o questionamento com a sociedade,sem se ater aos danos impactos que tais medidas podem causar. Legisladores, autoridades, a lei não pode ser 8 ou 80, pois, nem sempre é aplicável a determinados casos ou situações. Portanto, independentemente se é diretivas internacionais ou não, deve ser analisado caso a caso, de bom senso, de forma equilibrada. Sou de Chapecó-SC e aqui também está havendo tais restrições e o impacto já é grande, imagine Porto Alegre e outras capitais que são maiores. Frise-se que, milhares dos aeroportos do mundo estão dentro das cidades, solução, fechá-los??????????????????Fica a reflexão para as autoridades competentes.

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  2. Bah, que piada de mal gosto. A maioria das metrópoles mundiais tem ao menos um grande aeroporto fincado no meio de um emaranhado de prédios altos, com torres altas ao lado do aeroporto e às vezes até mesmo no início do trilho da aproximaçao pra pouso, como os Jardins, na proa de Congonhas, e aqui querem implicar com o já restrito padrao construtivo de poa. Assim a nilo vai virar filial das tradicionais ruas de baixinhos de 2 e 3 andares em art e decó de miami beach. Hehehe.

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  3. Caraca, já se deram conta que esse perímetro pega toda a Farrapos, vai até o Iguatemi e a Nilo Peçanha e chega até o centro, bem para cá da Rodoviária.

    Dúvido que em algum outro lugar do mundo exista uma restrição desse tipo? Deve tratar-se de um norma internacional GERAL, com vários tipos de exceções que “esquecem” de divulgar pelo motivos que a gente conhece.

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  4. Realmente um absurdo. Concordo que na linha do “corredor” de entrada e saída não deva tenha prédios, mas o perímetro que sugerem vai até bairros distantes como LEOPOLDINA, CENTRO… Todos já apinhados de prédios. Enfim…

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