O que fazer com estes prédios – Parte 1

Fiz esta relação de prédios que, se demolidos, fariam um enorme bem a cidade de Porto Alegre.

Enrolação na hora de restaurá-los, ou inércia do poder público de tomar alguma providência, ou ainda, simplesmente falta de senso estético e arquitetônico dos proprietários. Todos estes motivos me fazem crer que eles devam ser demolidos para dar lugar a outros projetos/empreendimentos.

1. ESQUELETO

Há quase 60 anos incabado, possuiu vários projetos ao longo do tempo com o intuito de restaurá-lo, alguns até apoiados por este Blog. Não consigo ver mais luz no fim do túnel. Será grande vergonha pra cidade este prédio ainda existir na Copa de 2014 em plena área.

Proposta: demolição em 2012/2013, antes da Copa 2014

2. EX-CINE ASTOR

Antigo cinema de rua de Porto Alegre,  o Cine Astor fica na Rua Benjamin Constant, 1.891, no bairro Floresta. Foi fundado em 1923, com o nome de Cinema Orpheu. Apresentava “funções noturnas”, com músicos e artistas, intercaladas com sessões de cinema. Tinha 1.395 lugares. Em 1963, após uma reforma, recebeu o nome de Cine Astor.  Foi fechado em 1993.  O prédio foi erguido no estilo Eclético, misturando o clássico ao barroco. Por este motivo está listado para tombamento pela prefeitura. Mas tombar uma fachada ? Tenho dúvidas se realmente seria algo de importância.

Proposta: demolição

3. GINÁSIO DA BRIGADA MILITAR

Ginásio de esportes construído às pressas para a UNIVERSÍADE de 1963 (campeonato estilo Olimpíadas, mas entre estudantes universitários de todo o mundo), de forma provisória, tem estética terrível. Construído em esquina super valorizada, Av. Ipiranga com rua Silva Só, é uma afronta à estética da cidade.

Proposta: demolição, venda da área em troca por outra. OU construção pela Brigada de outro ginásio, mais moderno, de acordo com as aspirações da cidade.

4. POSSÍVEL HOSPITAL DA ASSOC. DOS FERROVIÁRIOS DO RS

Esse poderia ser chamado tranquilamente de ESQUELETO 2, tal o tempo em que ele se encontra deste jeito, inacabado. Praticamente há 50 anos.

Estive ali esta semana conversando com uma pessoa que mora em condições precárias no local há 22 anos. Ele me diz que o prédio era pra ser um hospital da Associação dos Ferroviários do RS, há 50 anos.  Após um período de obras paradas, o imóvel passou para a União, Ministério da Fazenda. Houve uma proposta de transformá-lo em prédio de habitações populares, o que seria uma ótima ideia. Mas enquanto essa ideia não evolui, continua esta cicatriz de tijolos e concreto, em plena Rua Barros Cassal, esquina com Av. Farrapos colaborando para a degradação da região.  Além de ser um esqueleto, há um estacionamento irregular funcionando no local há muitos anos.

Proposta: transformação em habitação popular ou demolição.

Coloco estas questões para discutirmos e podermos imaginar uma cidade  mais organizada e com menos esqueletos espalhados a enfeiá-la.

Texto: Gilberto Simon



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28 respostas

  1. Nessa lista, eu só não acho que o ginásio da Brigada deva ser demolido, já que pelo menos recebe manutenção adequada. A fachada do antigo cinema não me parece receber manutenção, então não deixa de ser preocupante que alguma daquelas sacadas possa acabar desabando, bem como a própria fachada…

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  2. É que o planejamento urbano em Porto Alegre NÃO EXISTE.
    Veja-se o nível dos secretários, dos vereadores e dos políticos em geral.
    Precisaríamos de uma secretaria dirigida por um BOM ARQUITETO, que tivesse a iniciativa de realmente planejar os espaços, tanto públicos quanto privados.
    Tratar-se-ia de desenhar a cidade, não apenas através daquele instrumento abstrato e rudimentar chamado PDDU, e sim com IDÉIAS e projetos específicos.
    Mas…

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  3. Poderíamos abrir uma competição interna para criar alternativas para esses espaços, sejam eles para novos estabelecimentos ou retrofit. Algo que pudesse ser colaborativo e viável. Quem sabe os proprietários não se animam e acabam investindo em algo?

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  4. – Tem uns galpões estranhos na esquina da Nilo Peçanha com a Marechal Andréa, próximos ao Colégio Anchieta. Queria que aquilo fosse abaixo. Ali por perto também tem uma loja de piscinas que acho que nunca vendeu uma piscina. Estudei no Anchieta por 13 anos, sendo que em 8 anos tive vista para a loja e ela estava sempre vazia.

    – Alguém já lembrou do “prédio” da Ospa na Independência?

    – A Avenida Goetche, entre o Parcão e a Protásio, está cheia de clubes noturnos abandonados. Aquela região tem potencial para ser melhor aproveitada.

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  5. 1) Desapropriar, reformar e vender as unidade;
    2) Não sei;
    3) Demolir e vender o terreno para investimento da iniciativa privada;
    4) Converter em moradias para ser uma boa ideia.

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  6. Concordo somente c/o esqueleto e o possível hospital na Barros Cassal. A fachada do ex-cine ASTOR mesmo que só fachada é patrimônio histórico, portanto deve ser restaurada e preservada e atrás poderiam construir um strip center. O ginásio da Brigada Militar concordo que é esteticamente feio, mas não acho que tudo que é feio deva ser derrubado. Devemos nos focar nas prioridades: 1º os esqueletos! A preocupação c/a parte estética deve ser a partir das novas construções.

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  7. Apoiado!!! Tem que botar tudo isso na chon sem dó nem piedade.

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  8. Tá faltando o prédio da Corlac nessa lista. Bem na entrada da cidade, em uma zona nobre, envergonha qualquer porto-alegrense.

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    • João, só não coloquei o prédio da Corlac pois aquela área já tem novo dono. Ate nao entendi ainda pq não começaram as obras do empreendimento que terá lá. Mas obrigado por lembrar. A parte 2 do post ta vindo em breve.

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  9. É muito fácil resolver essa questão. Basta termos leis e controle para aplicar multas a prédios em mal estado ou inacabados. Multa crescente. Depois de alguns anos a prefeitura teria o direito de leiloar o imóvel para pagar as multas.

    Esses esqueletos são uma questão financeira também. Eles depreciam os imoveis no seu entorno e estimulam os imóveis em sua volta a ficarem no mesmo estado. Desta forma, depreciam quadras, ruas ou até bairros inteiros.

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  10. Os esqueletos poderiam muito bem ser reformados com dinheiro público e transformados em RESIDÊNCIAS SOCIAIS (PAGAS em mensalidades). Elas podem acolher, por exemplo, jovens trabalhadores que chegam na cidade de outras regiões do país ou do mundo, ou mesmo porto-alegrenses, mas que não precisam mais do que um quarto e um banheiro para morar. Composta de cozinhas comunitárias e/ou cantinas, a vida nesse tipo de residência é uma oportunidade de interação com os outros e de crescimento pessoal.

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