SPH vai investir R$ 1 milhão na recuperação de guindaste


SPH vai investir R$ 1 milhão na recuperação de guindaste. Foto: Gilberto Simon - Porto Imagem

A Superintendência de Portos e Hidrovias vai investir quase R$ 1 milhão na recuperação de um dos guindastes utilizados na operação do porto público. O contrato entre a SPH e a empresa que fará o serviço de recuperação foi assinado nesta segunda-feira, 26 de dezembro e o valor de R$ 999 mil já foi empenhado pela Secretaria da Fazenda do Estado. A reforma do guindaste de número 18 deve começar na próxima segunda-feira, 2 de janeiro e tem prazo de 120 dias para ser concluída.

O diretor de Portos da SPH, o engenheiro Silvio David, disse que será feita uma reforma geral no equipamento. “Todo o sistema mecânico, elétrico e de estrutura serão recuperados nesta reforma. Há pelo menos 10 anos estes equipamentos não recebiam uma atenção como esta que estaremos dando a partir da próxima semana”, disse. Conforme o planejamento da SPH, assim que o guindaste 18 estiver concluído, as atenções se voltarão para o guindaste de número 112, que hoje está paralisado em razão das precárias condições estruturais em que se encontram . “Nossa meta é deixar estes equipamentos em plenas condições de operação para que nosso Porto volte a se competitivo”, disse.

Os dois guindastes que serão recuperados no próximo ano estão em estado precário. Um deles precisou ser paralisado em razão dos riscos que oferecia para os trabalhadores da operação. “Nosso Porto tem uma capacidade operacional excelente, só precisa de atenção e manutenção nos equipamentos. Quando os nossos guindastes estiverem funcionando a pleno, estaremos com uma capacidade de produção e agilidade de trabalho muito maior do que a que temos hoje. O reflexo será na competitividade que teremos”, acredita o superintendente Vanderlan Vasconselos.

O chefe da SPH frisou que a ultima recuperação pela qual passaram estes guindastes aconteceu entre os anos de 2001 e 2002. “É um trabalho que não pode ser feito num prazo tão longo como este. A manutenção destes equipamentos precisa ser constante para evitar gastos maiores para os cofres do Estado”, disse. O primeiro guindaste a ser reformado tem capacidade para descarregar entre 10-12 toneladas e, o próximo a ser recuperado, até 40 toneladas.

SPH



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

Tags:, ,

9 respostas

  1. Ontem (3/1) foi anunciada com muita pompa, como se fosse algo inteligente, MAIS UMA reforma do guindaste 18 (marca Takraf, capacidade 10/12,5 toneladas), que vai custar R$ 1 milhão aos cofres públicos. Em Santos, um guindaste idêntico está à venda por R$ 880 mil, instalado e operando (o que não acontece com o guindaste da SPH, que está interditado por total falta de condições operacionais). Gastar R$ 1 milhão em NOVA reforma de um guindaste cujo valor, a preços de mercado, é inferior a R$ 880 mil? Sem falar que esse guindaste (18) foi uma “doação” de outro porto … Todos os guindastes do porto fluvial de POA são equipamentos da década de 70, da antiga Alemanha Oriental, e há muitos anos estão com suas vidas úteis vencidas (a vida útil de um guindaste desse tipo é de 10-15 anos, no máximo). Alguém compraria um carro velho por R$ 88 mil para, em seguida, gastar mais R$ 100 mil em oficina? Claro que não, pois se o sujeito possui R$ 188 mil, então ele passa numa revenda e compra um veículo novo! É óbvio.

    Curtir

  2. A SPH não receberá o aluguel do Cais da Mauá, no projeto de conversão daquela área num centro de lazer e entretenimento?

    Pois então, que use esse dinheiro para reformar e modernizar o Cais Navegantes.

    Curtir

    • Até poder ser, mas primeiro teríamos que explicitar o que se entende por “reformar” e “modernizar” o cais. Por exemplo, “torrar” dinheiro na reforma de sucatas para atender uma demanda inexpressiva (fertilizantes, longo curso)? Outra coisa, esse dinheiro do arrendamento só vai ocorrer dentro de 2 anos, por força do contrato, e com deságio de até 90 por cento (pelo mesmo motivo). Mesmo assim, a revitalização é uma boa, pois a SPH deixa de gastar com o Cais Mauá. Dizem que para ganhar dinheiro, primeiro o sujeito tem que parar de perder dinheiro … Concordo.

      Curtir

  3. Uma correção – O porto fluvial da Capital perdeu 56,11 % das cargas que movimentava há doze anos (1994). Leia-se “dezessete anos”, ao invés de “doze anos” …

    Curtir

  4. Eu acho que deveriam por um tipo de conteiner de vidro pra levantar as pessoas pra ver a vista.
    E ja era
    sahusauashu

    Curtir

  5. Eu gostaria de poder entender o que significa voltar a ser significativo. Esse porto ainda esta ativo? Ele eh lucrativo? Ele de alguma forma eh competitivo? Eu sou leigo, sempre imaginei que esse porto estivesse desativado, pelo menos essa area mais central.

    Curtir

    • O Cais Navegantes parece que tem tido um bom movimento. Existem alguns terminais privados nele, em pleno funcionamento, como o da Bunge. Os jornais de Porto Alegre recebem suas bobinas de papel através dele, fertilizantes ainda são descarregados também. Fora os terminais de areia, que ocupam boa parte dele. Mas não sei em termos de competitividade. Alguém sabe responder ?

      Olha estas 2 fotos:
      – Cais Navegantes, com 2 grandes navios: http://www.portoimagem.com/foto3333.html (a foto é minha, de 1 ano atrás)
      – Cais Navegantes, com novo armazém construído ha alguns meses e um navio no Terminal da Bunge: https://portoimagem.files.wordpress.com/2011/12/cais-navegantes.jpg

      Curtir

      • Talvez eu possa dar uma pequena contribuição nesse assunto, mais maiores detalhes podem ser vistos no meu blog (Hidrovias Interiores – RS), onde aparece uma análise mais técnica sobre o porto fluvial da Capital. Em primeiro lugar, quero informar que os três guindastes (12, 18 e 19) estão interditados pela inspeção do trabalho/MTE, em razão da falta de condições operacionais. Mais, esses guindastes estão com suas vidas úteis ultrapassadas há muitos anos e, por isso, entendo que não vale a pena gastar dinheiro e tempo com reformas (“investimentos”). Foram “doações” de outros portos, e já foram reformados no passado; vale dizer, quando vieram para cá é porque já não tinham utilidade para os “doadores” (sucata). Mas é um bom negócio para quem vai reformar … Também é um bom negócio para alguns operadores privados que, através de tarifas subsidiadas e sem gastar nada com os esses equipamentos, ganham dinheiro com os poucos navios que frequentam o porto. O porto fluvial da Capital perdeu 56,11 % das cargas que movimentava há doze anos (1994). Em relação ao ano passado, perdeu 18,9 % da movimentação. É um porto fluvial, servido por hidrovias interiores, águas rasas (calado de 5,20 metros), mas os governos insistem em fazer cabotagem e longo curso, que exigem o dobro desse calado, no mínimo. Nas instalações públicas, o porto de POA movimentou 555.323 toneladas; nas instalações privadas localizadas dentro do porto (Serra Morena, que tem equipamentos próprios), foram 222.705 toneladas. Mas o total movimentado na hidrovia, inclui os terminais privados fora da área do porto, e chegou a um total de 3.892.590 toneladas. Esses guindastes representam, no máximo, cerca de 14,26 % da movimentação total. Por que os poucos navios que aportam nas instalações públicas não utilizam as gruas (guindastes de bordo)? Em síntese, o porto da Capital está virtualmente desativado, e a razão reside numa aposta estratégica errada – abandonou a navegação interior, que transporta 85 % da carga, em favor da cabotagem e do longo curso (15 %); além disso, há cerca de 30 anos a meritocracia também foi abandonada, em favor das indicações políticas, com o advento de dirigentes que não sabem nada de portos e hidrovias – não têm formação profissional, e não possuem conhecimento e experiência nessas áreas. É isso.

        Curtir

        • Obrigado pelo grande esclarecimento Hermes ! Conhecimento técnico é fundamental para discussões e decisões. E parece que não está sendo levado muito em conta…

          Curtir

%d blogueiros gostam disto: