Paradas são alvo de reclamações

Usuários reclamam do estado de conservação dos locais que sofrem com pichações, quantidade de lixo e cartazes colados

Na Av. João Pessoa, até a placa com o nome da parada está encoberta por cartazes Crédito: VINICIUS RORATTO

O estado de conservação de algumas paradas de ônibus de Porto Alegre ainda gera reclamação por parte dos usuários. Entre os principais problemas, estão a quantidade de lixo deixada no local, cartazes colados e as pichações. Além disso, falhas nas coberturas deixam os usuários preocupados, pois temem por acidentes. As reclamações não são recentes, embora a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tenha ampliado os serviços, em 2011, para qualificar as estruturas. Mesmo assim, enfrenta dificuldade com as ações de vândalos, que acabam ampliando o aspecto de sujeira e de abandono dos espaços.

No viaduto Mendes Ribeiro, no cruzamento das avenidas Carlos Gomes e Protásio Alves, na zona Leste, a principal reclamação dos usuários é em relação a um constante vazamento que existe na estrutura, desde a inauguração. Além disso, os elevadores, mesmo em funcionamento, estão praticamente inutilizáveis, em função do odor forte, principalmente de urina. Também parte da cobertura está solta, provavelmente em função do vento. O mesmo ocorre na Estação Redenção, na avenida Osvaldo Aranha, bairro Bom Fim.

Em algumas paradas da avenida Bento Gonçalves, a situação é crítica. Junto ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, o lixo toma conta de toda a extensão da parada. No ponto de embarque e desembarque de passageiros junto à Universidade Federal do RS (Ufrgs), no Centro – que foi batizada de Vavá, em homenagem ao estudante Valtair Jardim de Oliveira, que morreu atingido por uma descarga elétrica, em 2010 -, a sujeira e os cartazes afixados predominam, inclusive encobrindo a placa que faz referência ao jovem.

Conforme o último levantamento da EPTC, foram realizadas a instalação e substituição de 895 paradas de ônibus. Do total, 95 no modelo Parada Segura, que conta com iluminação protegida com grades, cobertura de aço pré-pintado, que dá mais durabilidade, bancos e lixeiras. A EPTC também colocou 985 novas placas indicativas de ponto de parada de ônibus, qualificando a sinalização do transporte coletivo. Foram investidos R$ 826 mil na recuperação de oito estações de ônibus da avenida Bento Gonçalves, uma das vias mais movimentadas da Capital e que tem um número acentuado de paradas. Quatro delas já foram entregues: Rafael Clark, Intercap, Carrefour e Antônio de Carvalho.

Mesmo assim, o pedido é que a população colabore em relação à manutenção, denunciando atos de vandalismo e alertando onde podem estar ocorrendo problemas. Informações podem ser repassadas pelos telefones 156 (Fala Porto Alegre) e 118, da EPTC.

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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13 respostas

  1. Uma coisa com a qual não concordo muito é a liberação de alguns corredores de ônibus para “espaço de lazer” aos domingos. Mais precisamente os corredores da Cascatinha – Av. Érico Veríssimo e Aureliano de Figueiredo Pinto – e da Terceira Perimetral.
    A minha crítica é mais voltada para esta última, onde se nota uma falta de planejamento numa obra que consumiu boa parte dos anos 2000 na sua construção. Tanto a parada do viaduto Carlos Gomes/Tarso Dutra x Protásio Alves como a do viaduto Carlos Gomes x Nilo Peçanha tornam-se inativas aos domingos, porque os ônibus trafegam por fora do corredor, e não há espaço para pedestres embarcarem ou desembarcarem dos ônibus nesses pontos. Um exemplo: quem está no T11 no sentido Sul-Norte, num domingo, e precisa pegar outro ônibus na Protásio Alves até o Morro Santana, terá de caminhar cerca de 300 metros da parada seguinte à do viaduto, já na avenida Carlos Gomes, até o ponto da Protásio. É um suplício, ainda mais nesses dias muito quentes do nosso verão. A administração municipal realmente não pensou nisso quando decidiu liberar esse corredor.

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  2. Por mim, o povo tem mais é que se fu….

    E me bota nessa barca tambem, pego onibus todos os dias.

    Ninguem ta nem ai, o pessoal aceita mendigos dormindo nas paradas, se mandam tirar vão falar que é anticonstitucional.. (escrevi certo?)…

    Ninguem faz nada com o povo que cola cartaz, não multam quem manda por, nem a empersa que faz isso, e se vão criar uma lei disso, vão falar que estão acabando com os empregos, assim como defendem flanelinhas..
    Ta tudo errado nessa cidade mesmo…

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    • É aí a raiz do problema, também acho!
      Tem que multar as empresas que colocam esses cartazes bagaceiros pela cidade!

      Parece automático: é só aparecer um tapume novo em POA que no outro dia tá cheio de cartazes!
      Só que tem que “educar” moradores a não liberarem seus muros para os cartazes… mas como eu acho que eles ganham um troquinho com isso, já viram no que vai dar.

      E tem gente que diz que isso ainda distrai, francamente!

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  3. As pessoas sofrem c/as pichações e cartazes colados? Acho que está mal-colocado, caro Gilberto! Eu sei que são coisas ilegais, mas eu frequento paradas de ônibus e não sofro c/os cartazes. Eu não apóio a prática, mas posso dizer que quando os ônibus demoram muito, os cartazes acabam por me distrair e confesso que até noticiam shows, cursos e turismo. Quanto às pichações, eu me reporto àquelas feitas nos prédios lá nas alturas, o que me faz refletir de que forma os pichadores conseguem subir lá? Acho um atentado, sim, mas até dizer que sofro c/isto…está longe! Quanto ao lixo, é muito desagradável, sim, claro! Isso se corrige c/EDUCAÇÃO!!!

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    • Poluição visual e descaso com o patrimônio público, Anabel. Se és imune a isso, és exceção….

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    • Há algumas semanas atrás acorreu na PUC um encontro de psicologia que discutiu justamente isso, o efeito da poluição visual na saúde mental das pessoas. Feiura sim, ela incomoda e irrita as pessoas, digamos de forma subliminar, pois estão muito ocupadas para parar e reparar no ambiente que as cerca. Este “estar ocupado” talvez até seja uma defesa à poluição visual.

      Li de um filosofo, não me lembro seu nome, que não há prazer maior para um homem que admirar o belo. Desta forma adoraria ter uma cidade limpa, sem pichações, sem cartazes, sem banners cafonas e berrantes, sem fiação elétrica exposta etc. Onde as pessoas se preocupassem com o ambiente publico e com a estética visual. Não é atoa que cidades como Paris, Tóquio ou Berlim são admiradas.

      Se eu fosse ser etnocêntrico e avaliar uma cultura a faria utilizando como parâmetro o senso estético e o apresso pelo espaço publico.

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    • Por favor, pesquise pela “teoria das janelas quebradas” e como ela foi aplicada pelo Rudolph Giuliani em Nova Iorque na década de 90.

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  4. O Fortunati e os respectivos vereadores deveriam utilizar diariamente o transporte publico a partir de hoje para denunciarem os vandalos a eptc,

    Piada isso

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    • Tem um grupo de vereadores (acho que são no máximo 5, uma delas senão me engano é a Sofia Cavedon) que fazem viagens nas linhas mais problemáticas da cidade nos horários de pico.

      Não sei exatamente pra que isso, mas certamente deve ser uma pesquisa pra ver como tá o transporte público no geral… só que daí motoristas/cobradores vão se portar como lords ingleses durante as viagens…

      … e é capaz de acharem que tá tudo bem!

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  5. Uma equipe da prefeitura de Porto poderia passar uma temporada no Rio pra aprender o que é parada de ônibus bonita, conservada e funcional. Vandalismo tem em TUDO que é lugar do mundo. É incompreensível que Porto Alegre, uma cidade de 1,5 milhão de habitantes, tenha mais vândalos que o Rio de Janeiro – cidade com paradas de ônibus de VIDRO em ótimo estado, em ruas e avenidas movimentadíssimas. Só vandalismo não explica o estado precário do mobiliário urbano de Porto Alegre. Indolência e desorganização da prefeitura, por outro lado, explicam.

    Acorda, Porto Alegre. Aprenda com o Rio de Janeiro.

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  6. Instalaram esses dias umas paradas na Siqueira Campos, daquelas amarelinha ridículas. Pensei que nunca mais ia ver aquilo, ainda mais no centro!

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