Ciclovia da avenida Ipiranga ganha proteções (de madeira)

Guarda-corpos protegem os ciclistas em trechos com pouca área de escape Foto: Andrey Cidade/Divulgação PMPA

O prefeito em exercício Mauro Zacher acompanhou hoje, 10, a instalação de uma proteção na ciclovia da Avenida Ipiranga. Técnicos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) avaliaram um modelo de guarda-corpo que pode ser utilizado ao longo dos 9,4 quilômetros da ciclovia. O equipamento, construído com madeira de eucalipto de reflorestamentoque, atende às normas técnicas nacionais e internacionais.

Zacher considerou a proteção adequada, tendo em vista que não pode ser de metal, em razão dos cabos de alta tensão da CEEE, nem de concreto, por ser extremamente agressiva. “É um protótipo para um espaço que será muito importante para a cidade. Um trecho, chamado universitário, porque liga duas universidades à orla do Guaíba, que será revitalizada”, destacou o prefeito em exercício, lembrando que os técnicos responsáveis pela proteção estão estudando para dar uma maior leveza ao equipamento.

O posicionamento dos elementos de proteção será em pontos onde há redução do espaço de canteiro. “A cidade está empenhada em ampliar a segurança dos ciclistas, em criar um ambiente favorável para quem anda de bicicleta. Por isso, estamos implantando uma ciclovia na avenida Ipiranga e instalamos guarda-corpos para proteção em locais de pouca área de escape”, afirmou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. A ciclovia da Ipiranga, com 9,4 quilômetros de extensão entre as avenidas Antônio de Carvalho e Edvaldo Pereira Paiva, é uma parceria público-privada entre prefeitura, Grupo Zaffari e Shopping Praia de Belas.

VEJA O VÍDEO:

Prefeitura

Texto de: Bibiana Barros

Edição de: Caco Belmonte



Categorias:ciclovias

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74 respostas

  1. Eu gostei da ideia do plástico reciclado, poderiam fazer das garrafas de plástico e materiais que coletaram no próprio Guaíba. Mas os ecologistas de plantão não se preocupam com isso.

    Quase engasguei de ver esse “guard-rail” gaudério… se colocarem algumas trepadeiras ou algo do gênero, talvez fique legal…

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  2. isso ta mais pra uma ”carroçovia” do que pra uma ciclovia

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    • Não duvido…. no lugar dos trevos, vão deixar os cavalis pastando ali… e claro, estacionamento de carroça..
      haha

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  3. O Muro da Ipiranga vem aí..Postando novamente. Não consigo me conformar com esta aberração….

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  4. Sabe o que é pior?

    Se algum carro invade a ciclovia, essa desgraça vai matar o pedestre ou ciclista…

    Faz uns dois anos ja, saida da Seven em torres, fui com um amigo e umas amigas só pra dar uma olhada no lugar, e tinha um negocio desses pra fazer a fila do pessoal que ia entrar…
    Uma bebada foi sair com o carro, engatou a ré e começou a andar pra frente.. e eu tava apoiado nisso.. bom, o carro me prendeu na cintura e ela achando que não tava conseguindo dar a ré começou a acelerar mais.. eu comecei a dar uns tapas no carro.. e nada dela se ligar… e acelerou mais… e ai começou a me prensar forte no negocio… e ai eu ja comecei a gritar, ja tava me machucando… e ai o povo começou a dar tapa no carro dela.. e ai no susto ela virou e deu a ré…
    Ela não sabia onde enfiar a cara, por sorte ela não me machucou, ela começou a pedir desculpas quase chorando, toda vermelha de vergonha e nervosa, ai fui falar com ela, perguntei se ela tava em condições de dirigir.. ela disse que sim..
    Fiz uma cara do tipo… “to vendo.. aham, to vendo..” e falei pra ela ir devagar, pra não se estressar com o que aconteceu, (ela tava muito nervosa, fiquei até preocupado, bebada e nervosa.. shushuas).. e disse pra ela ir devagar pra não se matar nem matar ninguem…

    Bom, ela manobrou o carro e entregou pra amiga ir dirigindo…

    Agora imagina um carro indo a toda ali? Vai partir alguem em 2…. isso precisa ser melhor pensado… se for temporario pela reforma do diluvio, ai tudo bem, caso contrario, que façam com algum material de plastico, não tem problemas com os cabos de alta tenção, qualquer acidente não vai machucar ninguem e não vai enferrugar.. haha

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  5. Na verdade existe três cidades com o nome de Porto Alegre, aquela que muitos adoram, que fizeram e fazem dela o seu cotidiano, seu habitat, que enaltecem o povo desta cidade.

    Existem o segundo grupo, aquele que fatiou a cidade em detrimento de algo maior, venderam, trocaram, negociaram as áreas públicas sob o ponto de vista de desenvolvimento e especulação imobiliária.

    E finalmente, as vítimas, como aquelas citadas no comentário do Mateus, que fazem parte do pórtico de recepção desta cidade, aquelas favelas localizadas no início da entrada da cidade, em que o turista tem uma impressão assustadora no primeiro momento e, no segundo, quando se desloca pela cidade, dependendo do bairro, o mesmo tem a impressão que está no primeiro mundo, que nada, na verdade, o turista está na mesma cidade.

    Chega a ser deprimente a maneira como está jogado estes cidadãos que residem nas favelas da entrada da cidade, em que se prolifera o descaso total dos Agentes Públicos da Pref. Mun. POA, esta representada pelo Sr. Fortunati.

    Momento para reflexão.

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  6. Li, nao lembro onde, que a ciclovia na Ipiranga (e portanto tb a sua proteção) é provisória. Como todos devem saber, faz pouco tempo a prefeitura de Poa e Viamão, junto com UFRGS e PUC, assinaram um convênio para a elaboração de um marco conceitual para a revitalização de toda a área do arroio dilúvio

    No doumento preliminar, “Programa de Revitalização da Bacia do Arroio Dilúvio: um futuro possível”, se fala várias vezes em ciclovias no local, por exemplo

    ” … promovendo assim, atividades mais ligadas ao lazer, através da implantação de mobiliário urbano (bancos, paradas de ônibus, bancas de jornal e revistas, barracas e carrocinhas para a venda de bebidas, bicicletários); da utilização da vegetação na criação de caminhos verdes; ciclovias; iluminação pública; pavimentação; e da instalação de equipamentos (pracinhas, playgrounds, bebedouros, pequenos palcos e anfiteatros, bares, restaurantes).”

    Nas equipes de trabalho institucionais vão trabalhar vários professores das duas universidades, em especial da Faculdade de Arquitetura e da Escola de Engenharia da UFRGS, e Faculdade de Engenharia e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC.

    Esse projeto da revitalização do Arroio (se sair, claro) é bem grande e envolve todos os aspectos, e a prefeitura sabe muito bem dele …ela que assinou o convênio … e sabe que nao é para amanha, vai levar anos com certeza….

    Mas isso não é justificativa de não fazer nada enquanto isso… por isso estão fazendo uma ciclovia simples, com uma proteção simples, barata, facil de remover eventualmente, para que seja um primeiro passo na apropriação pelos cidadãos daquela área e quem sabe um estímulo para que saia mesmo a revitalizacao completa do arroio…

    É claro que a definição de como será toda a área, incluindo ciclovia e proteção, será estabelecida a partir do marco conceitual, que pode manter ou alterar o que estiver lá… pode ser que os arquitetos e urbanistas até gostem do que foi proposto agora, mas pode ser também que mudem tudo, o mais provável…. Não foi criado portanto com caráter definitivo mesmo, mas pode ajudar a entender como vai funcionar, quais são os problemas na prática, que muitos posts até já imaginaram… Na crítica, sempre aceitável, tem que se levar isso em consideração também…. não é uma proposta definitiva, que será defendida com unhas e dentes pela prefeitura… ,mas um passo, preparando o projeto maior, que envolve muitas coisas mais e terá que se harmonizar ao conceito geral do que se fará ali…

    e antes que digam aquela famosa frase…”não vai sair”, se sai ou se nao sai depende também muito do que os cidadãos querem e estão dispostos a lutar… O próprio documento deixa isso bem claro logo no início:

    “PREMISSAS INICIAIS
    Na medida em que é importante haver amplo envolvimento da comunidade durante o processo de elaboração do Programa e da sua execução, a visão deve representar o imaginário da população e o que ela deseja ver executado no âmbito da Bacia que possa ser traduzido em qualidade de vida a todos.”

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  7. Tchê, chama algum artista plático para esculpir ou pintar estes postes, ou aproveitar alguma sucata, muitas vezes uma pequena intervenção e bastante criatividade já bastam. Isto que fizeram é paliativo, vai estragar rápido. É realmente muito feio, de péssimo gosto, não é digno de Porto Alegre. Fico pensando se cada um deve ter custado os olhos da cara. Para ser construido em aço e instalado pela prefeitura acho que custaria seu peso em ouro, por isso tem que ser de madeira mesmo, já evita qualquer possibilidade de superfaturamento. Quanto ao PIB gaúcho, para mim, é inversamente proporcional ao desenvolvimento urbano da nossa capital. Todas as entradas da cidade estão cheias de favelas, passou a ponte do Guaíba, nosso cartão postal, é puro barraco!!! Não fico indignado pela estética, mas pelas pessoas na miséria. E tá cheio de gaúcho ufanista achando que somos o estado mais desenvolvido do país, o que discordo. Somos o melhor povo do mundo, sem sombra de dúvida, mas por acharmos que somos melhores em tudo, ficamos cegos em relação aos nossos problemas. Bem dizia o lendário Capitão Rodrigo, personagem de Érico Veríssimo, “Se hay gobierno, soy contra.” Enquanto os políticos fazem uma nuvem de fumaça, brigando entre chimangos e maragatos, entre oposição e situação, nós agradecemos por horrendos palanques de madeira para não cairmos no esgoto em que virou o arroio Dilúvio.

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  8. Desisto de Porto Alegre. Vai parecer um brete de sítio. Simplesmente horrível, relaxado, sem nenhuma beleza. Porto Alegre é triste, não esperava por mais essa não. Quem é a cabeça de merda que inventou isso?? Sinceramente sempre apoiei esta ideia de ciclovia porque é moda, todas as cidades modernas têm e tal, mas NUNCA que iria deixar de usar meu carro para qualquer coisa que fosse para andar de bicicleta, a não ser a lazer. Agora, ter que passar na Ipiranga todo dia e ver essa aberração será demais para meus olhos. Só contar os dias para a aposentadoria e de me mudar desta cidade parada no tempo…

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    • pois é …em cidades como Paris, Barcelona, Amsterdan, Berlin, etc… os cidadãos muitas vezes usam o carro para o lazer, indo para a praia ou para o campo, e vão para o trabalho de bicicleta …

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  9. Qualquer estudante de Engenharia Civil, Arquitetura ou Design faria algo melhor.

    Somos toscos e anti-modernos até nos guard-rails. Assim não dá!!

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    • A prefeitura devia fazer concurso entre as faculdades de Arquitetura, Design e Engenharia pra essas coisas.

      Colocassem um valor X de premiação pra equipe e saía um trabalho muito melhor que qualquer mobiliário comum em POA. E o projeto BEM mais barato.

      #ficadica para o Fortunati! (e não Fogaça, Guilherme haha)

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