EPTC descarta possibilidade de pedágio urbano

Mesmo com cada vez mais carros nas ruas da Capital (hoje, 716 mil), a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) descarta qualquer possibilidade de implantação do pedágio urbano para acesso de veículos em qualquer área da cidade. A condição deste tipo de iniciativa ficou aberta a partir da recente aprovação da Lei de Mobilidade Urbana, pela presidente Dilma Rousseff, que permite aos municípios cobrar pedágios para diminuir o tráfego de veículos em áreas de maior fluxo. “Pedágio urbano, nem pensar. Investir, cada vez mais, na qualificação do transporte coletivo, em tecnologia, educação e em engenharia de trânsito, além da fiscalização. Estas são as nossas prioridades, lembrando também das diversas obras previstas para a Copa de 2014, que certamente darão uma maior mobilidade ao nosso trânsito”, afirma o diretor-presidente da EPTC. Vanderlei Cappellari.

Em investimento tecnológico, Cappellari lembra que são 56 as câmeras de monitoramento do trânsito, com previsão de 140 para a Copa. Mas tem outra novidade em automação: a multiplicação de laços virtuais, com câmeras, para gestão dos tempos de sinaleiras, exemplo plenamente aprovado no cruzamento da Nilo Peçanha com Carazinho, ex-rótula da Encol: “Queremos ampliar este modelo, totalmente aprovado, para outros 33 cruzamentos da cidade, que apresentam trânsito mais pesado. Este projeto está em processo de licitação”, informa o diretor-presidente da EPTC.

Entre os 33 cruzamentos previstos para a gestão dos semáforos por laços virtuais estão os da Assis Brasil com Baltazar de Oliveira Garcia; Assis Brasil com Sertório; Baltazar de Oliveira Garcia com Sertório; Benjamin Constant com Cristóvão Colombo; Bento Gonçalves com João de Oliveira Remião; Edvaldo Paiva com João Goulart; Érico Veríssimo com José de Alencar; Icaraí com Campos Velho; Ipiranga com Salvador França; Nonoai com Campos Velho; Protásio Alves com Saturnino de Brito e Voluntários da Pátria com Sertório.

Prefeitura



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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33 respostas

  1. Já pagamos impostos demais que deveriam ser aplicados, entre outros, na qualificação do transporte público. Fora isso, a EPTC não iria querer largar esse osso, já que proporcionalmente uma multa provavelmente vá render o mesmo que algumas vezes a taxa do tal pedágio…

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  2. Pedagio seria mais um paliativo inventado para fazer o cidadao pagar pela incompetencia do poder publico, ou seja, o dever e’ deste de investir em politicas viarias eficientes, melhor transporte publico, etc, e nao e’ o cidadao que deve pagar as consequencias da falta deste investimento.

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    • So’ complementando, o fato do Centro estar cheio de carros nao e’ culpa dos motoristas, e sim do poder publico que nao investe em transporte publico de qualidade, por exemplo o metro. Em cidades desenvolvidas como Londres, a coisa muda de figura, porque la’ ha’ investimento, ha’ transporte de qualidade, e ha’ uma populacao com renda media alta, que pode pagar o pedagio.

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    • Isso é parte do problema, mas o que mais conheço é gente que poderia ir de lotação pro trabalho rapido e confortavelmente, mas mesmo assim vai de carro.

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      • Meu caso. De lotação custa R$ 4 e demora 35 minutos. De carro me custa R$ 2 e leva 10 minutos. Quem escolheria a lotação nessa situação?

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      • Opção dessa gente, se eles tem dinheiro pra isso, bom pra eles.

        Não tem o por que de reclamar, cada um faz o que bem entende com sua vida….

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      • Nao custa so 2 ir de carro, tens que contar estacionamento, ipva, seguro… alem do custo ambiental, que faz comque seja sim de interesse público diminuir a quantidade de carros. Reduzir a uma questao de “quem pode pagar que faça” é uma simplificação. Carros eletricos nao vao existir no brasil muito cedo, se é que vao e xistir.

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        • Vão sim…

          Só que como o nosso governo é lindo, vão custar o olho da cara, e ai como vai ser coisa de gente com grana, vão ser contra e vão inventar historinha pra boi dormir…
          haha

          Por que no Brasil, principalmente em Porto Alegre, ter grana é motivo de vergonha..
          haha

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  3. A EPTC já multa os motorista infratores com agentes regidos pela CLT que não possuem poder de estado e nem polícia, só o que falta e colocar pedágios nas ruas de Porto Alegre!
    Pior é que ninguém faz nada para corrigir !

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  4. Eu falei,..

    haha… ganhei o dia com essa excelente noticia..
    :DD

    O pessoal nunca vai entender… sahuuahsahuauhashuashu

    Mas tudo bem, enquanto as coisas estão indo pro melhor lado, não vou reclamar.
    :DD

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    • É, foco em transporte individual é o melhor lado, claro kkkk.

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      • Foco no transporte coletivo ou foco no transporte individual é uma questão cultural. Europeus tem foco no transporte coletivo e são felizes. Americanos tem foco no transporte individual e são felizes com isto também. O que importa é que as cidades sejam preparadas para o foco que se der.

        Vou perguntar algo que eu realmente não sei: qual o problema com o foco no transporte individual? Estão todos preocupados com os congestionamentos? Ou é pela poluição causada pelos carros?

        Achariam ruim se daqui a 10 anos os carros fossem todos elétricos e tivesses cruzamentos inteligentes e passagens de nível suficientes, de forma que não houvessem mais congestionamentos??

        Ou o problema é que o carro representa uma separação entre a “classe pobre” e a “classe dominante”? As vezes me parece que a real causa é a desigualdade social, a qual também sou contra. Apenas ocorre que carros são o bode expiatório disto neste país.

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      • Não…
        O foco é não ser mais roubado pelos politicos.

        Ja gasto muito pra ter um carro, não faz sentido gastar mais…. se ao menos o dinheiro fosse para melhorar o transporte publico…. mas isso fica só no conto de fadas de alguns aqui…

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  5. A EPTC está totalmente certa nessa decisão, pois não existe a necessidade de pedágio em Porto Alegre.

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  6. “” as empresas comandam os horários, ônibus sujos, passagem cara, falta de transparência quanto aos custos da passagem, enfim…”””

    hahahaha, agora estou entendendo este fanatismo bizarro por multar, punir, obstruir e negar acesso a carros em favor de onibus….hehe, o velho ditado se aplica aqui: “Miseria adora compania”

    Agora querem revitalizar o centro sem deixar os carros passar!! Este, foi exatamente o motivo que deixou o centro no estado horrivel que se encontra, quando fecharam ruas no centro..se existe algo que possa entrar em suas cabecas, deixem que isso entre; SEM CARROS, NINGUEM IRA PEGAR ONIBUS OU TAXI PARA IR AO CENTRO A NOITE!! e’ tao simples mas tao distante de ser compreendido.

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    • Por onde começar…
      1- Pedágio não impede carros de passar, apenas encarece a passagem.
      2- É fácil definir que táxis não pagam pedágio. Tecnologia resolveria isso.
      2- O que matou o centro não foi a rua da praia, dizer isso chega a ser absurdo. Se duvidas isso, vai para Curitiba, onde o centro ainda é area nobre, e vê se o calçadão da avenida Florida matou o centro deles.
      4- Ninguém falou em centro.

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      • “””Por onde começar…
        1- Pedágio não impede carros de passar, apenas encarece a passagem.
        2- É fácil definir que táxis não pagam pedágio. Tecnologia resolveria isso.
        2- O que matou o centro não foi a rua da praia, dizer isso chega a ser absurdo. Se duvidas isso, vai para Curitiba, onde o centro ainda é area nobre, e vê se o calçadão da avenida Florida matou o centro deles.
        4- Ninguém falou em centro.”””

        1- Exatamente, encarecera mais ainda o custo de TUDO. Expecialmente produtos vendido no centro (como exemplo) Vai comprar algo? adicione mais as tarifas que as transportadoras pagarao! Sei disso prq tenho transportadora e adiciono os TOLLS no custo do frete. E dependendo do custo impedira a passagem sim ou criara transtornos. De qualquer forma afastara potenciais consumidores
        2- ver 1, adicione na tarifa do taxi o pedagio. ou tu achas que taxistas nao pagarao? Exatamente taxistas NAO PAGARAO, o cliente pagara.
        3- cada lugar tem suas peculiaridades, mas nao estou dizendo que todas as pessoas deixaram de ir ao centro, simplesmente aquleas QUE CONSOMEN, sei disso tambem prq meus avos viveram no centro ate’ 1983 depois ficava um problema ter que ir visita-la a noite, a familia toda se reunia, depois todos deixaram de ir. Iamos busca-los PARA IR A OUTRA AREA.
        4- Usei centro como exemplo, se nao tiver acesso ha carros, podes usar a area de POA que tu quiseres sera a mesma coisa.

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      • 1- Não necessariamente. O problema é que a maioria das pessoas usa carro sem pensar no custo exorbitante que é manter um. Como as contas são mensais (inclusive o estacionamento caríssimo do centro), entra tudo nas contas do débito automático.
        2- Isso pode ser resolvido de maneira que os táxis sejam isentos de pagamento, foi isso que eu quis dizer.
        3- Eu sei que o centro ficou inseguro, mas onde está a relação desta insegurança (ou empobrecimento) do centro com a ausência de carros?
        4- ok.

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    • O motivo para preterir os carros em favor dos ônibus é muito simples: eficiência. Um corredor de ônibus pode transportar 10 vezes mais pessoas do que uma faixa veicular. Quem acha que isso é inadequado realmente não consegue enxergar além do seu umbigo.

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  7. PMPA sempre na vanguarda!

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  8. Como estaremos em ano eleitoral, evidente que a Pref. Mun,. POA através da EPTC negaria a implantação deste sistema de pedágio.

    Aliás, como Porto Alegre está muito longe do ideal em termos de transporte público,em que as empresas comandam os horários, ônibus sujos, passagem cara, falta de transparência quanto aos custos da passagem, enfim, um rol de irregularidades que se mantêm a anos, isso sem falar no fato de que muitas empresas de ônibus patrocinam as campanhas de muitos Vereadores e Prefeitos candidatos, não poderia se esperar outra coisa.

    Enfim, está é a cidade da Copa do Mundo, em tudo pode, tudo vale.

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  9. Bah, falar na qualificação do transporte coletivo em pleno horário de verão dos mesmos parece piada. Neste período ficamos mais tempo nas paradas e os ônibus mais cheios!

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  10. Boa tarde meus amigos!
    Para reduzir o número de veículos circulantes é só melhorar o transporte coletivo!!!!!!!!

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  11. Nada fora do esperado, conhecendo a EPTC.

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    • Com os pedágios eles barrariam boa parte do acesso de carros a certas areas… Aí eles multariam quem?

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    • O que a EPTC disse hoje foi o mesmo que eu comentei ontem: não há congestionamento em Porto Alegre que justifique pedágio urbano.

      O pedágio urbano tem algumas consequências sérias:
      – impacto negativo no comércio
      – desvalorização dos imóveis

      Além disto, não há uma área em Porto Alegre que se destaque, como o centro de Londres. Há congestionamentos espalhados por cruzamentos dispersos. Um pedágio urbano numa área não iria resolver nem 5% do problema da cidade como um todo (ignorando-se os danos que ele causa).

      Primeiro a prefeitura tem que garantir transporte coletivo com pontualidade e agilidade que atenda as necessidades de todas as pessoas, do operário ao advogado. Depois vemos se é necessário um pedágio urbano.

      Não estou nem mencionando acima o conforto como critério. Sobre esse ponto, imagine um advogado indo para o tribunal defender seu cliente, de terno e gravata num dia de 35 graus. Agora, sabendo que só 25% dos onibus de Porto Alegre tem ar condicionado, o transporte coletivo é um opção razoável para ele? Adicione aí o fato de que ele não sabe se o ônibus vai se atrasar ou chegar na parada lotado. Adicione aí o fato que de devido a incoerência das linhas talvez ele precise pegar 2 ônibus. Quanto tempo ele teria que esperar no sol, de terno e gravata, a 35 graus, pois nem todas as paradas tem cobertura?

      O transporte coletivo não atende as necessidades de todos. Quando atender, o fluxo de veículos se reduzirá em muito.

      Outro fator é que já existe 1 carro para cada 2 habitantes em Porto Alegre. Eu acho que esse índice não vai crescer. Não acredito que tenhamos muito mais do que 50% dos habitantes da cidade habilitados a dirigir (considere neste calculo crianças e idosos). Boa parte dos carros novos já está substituindo carros antigos e a média de idade da frota (atualmente em 10 anos) é que deve estar diminuindo.

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