IAB será responsável pela escolha de novo guarda-corpo cicloviário

Solução com toras de eucalipto foi rejeitada nas redes sociais da Capital JOÃO MATTOS/JC

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RS) será o responsável pela criação de um concurso popular com votação dos três melhores projetos para o guarda-corpo da ciclovia da avenida Ipiranga. A utilização das toras de eucalipto como proteção aos ciclistas no trecho entre a as avenidas Erico Verissimo e Azenha, foi criticada pela população nas redes sociais.

Em função disso, a prefeitura de Porto Alegre decidiu repensar a utilização do material como proteção dos ciclistas na Ipiranga. Nesta quinta-feira, o prefeito José Fortunati, que está em férias, pediu a colaboração dos arquitetos para encontrar um projeto melhor para a estrutura que será construída ao longo dos 9,4 quilômetros da via.

O presidente do IAB/RS, Tiago Holzmann da Silva, ressalta que entre as propostas está a criação do concurso com a participação dos porto-alegrenses. Outra alternativa será discutida com os técnicos da prefeitura. “Estamos abertos para colaborar não só na ciclovia, mas em obras da Copa do Mundo e da orla do Guaíba”, destaca.

Nesta sexta-feira, acontece a primeira reunião entre a direção do instituto e o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, na sede da empresa. Para este, a prefeitura defendeu a utilização das toras de eucalipto porque o material facilitaria a proteção dos ciclistas. “A nossa preocupação é com a segurança deles. Além disso, optamos pelo eucalipto por ser ecologicamente correto e mais barato”, comenta. Já o presidente da Associação dos Ciclistas da Zona Sul, Paulo Roberto de Souza Alves, afirma que todas as propostas que proporcionem segurança aos ciclistas são bem-vindas e merecem ser discutidas com a população, principalmente pelos usuários de bicicleta.

Jornal do Comércio



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, ciclovias

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14 respostas

  1. E o projeto de recuperação do arroio que esta sendo feito pela PUC e a UFRGS? Por que fazer esta ciclovia agora sem considerar as sugestões do projeto de recuperação? Não seria interessante um unico projeto que contemple tudo?

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    • Geovane, o mais correto sem dúvida seria isso. Mas sabemos que essa iniciativa não tem como sair em menos de uns quatro ou cinco anos, na melhor das hipóteses. E deixar os ciclistas na mão por todo esse tempo seria ainda mais frustrante. Aliás, o ideal seria a ciclovia ficar entre a via de menor velocidade (à direita) e a calçada, de modo a moderar o trânsito e sem segregar tanto os ciclistas, deixando-os próximos ao comércio e aos serviços da avenida. O único motivo pelo qual a ciclovia está sendo construída no talude é porque aquilo era uma terra de ninguém, sem calçada nem nada. Da maneira como a cidade prioriza o uso do carro sobre todas as outras formas de deslocamento, retirar um metro e meio da faixa de rodagem mais à direita seria um legítimo crime de “lesa-majestade”.
      Enrico

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  2. Seria interessante que as escolas de engenharia comecassem a ensinar seus engenheiros um pouco de estetica, arte e disciplinas relacionadas, porque ate’ hoje nao conheci um engenheiro que tenha bom gosto.

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  3. Que desastre a administração Fortunati, não consegue fazer nada sem criar polemica !

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  4. É bom que seja feito concurso de projeto mesmo, senão me cheira a engodo – bota umas toras lá, todo mundo chia, aí alguém ganha pra fazer o projeto mais bonitinho (e ninguém reclama e nem confere quanto custou o tal projeto).
    E o mais importante, se feito concurso, que seja cobrada a execução do projeto integralmente, senão também é dinheiro posto fora com um produto executado nas coxas (como geralmente acontece).

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  5. Muito mais grave do que isso foi a porquice que fizeram com relação aos postes de alta tensão deste trecho. Explico: cada um destes postes possui um canteiro de proteção, que visa amortecer eventuais impactos de veículos, a fim de não danificar a estrutura do poste.

    Pois bem, existem uns 5 ou 6 destes postes neste trecho inicial da ciclovia e, pelo que pude perceber, pelo menos em uns 2 ou 3 deles, a ciclovia simplesmente segue em linha reta, sendo efetivamente “invadida” pelo canteiro. O correto seria a ciclovia desviar deste canteiro, mas com a costumeira a falta de qualidade e transparência nos projetos da prefeitura, simplesmente “vai assim mesmo”.

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    • Acho que essa era uma boa opurtunidade para enterrar esses fios de alta de tensão. Se a cidade nem a companhia de energia têm dinheiro pra enterrar toda a rede de energia, no mínimo esses de alta tensão mereciam ser subterrâneos.

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    • Canteiro? Onde? Aquelas estruturas são umas encanações de esgoto improvisadas como jardim, mas parecem mais uns depósitos de lixo! Tá aí uma excelente oportunidade de reformular aquelas proteções, fazendo um projeto que seja condizente com o restante das proteções. Olha só quanta gente passa na frente deles todos os dias. Se a prefeitura desse uma caprichada, nem precisava gastar tanto dinheiro, imagina o impacto positivo na imagem da cidade!

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  6. Que loucura! Parece porteira de estância. Espero que o pessoal da arquitetura faça um projeto arrojado.

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    • Eu ficarei bem feliz se o projeto for seguro. Essas toras de madeiras, como apresentadas, além de feias são um perigo.

      Considerando que a ciclovia terá dois sentidos, seria só uma questão de (pouco) tempo até que o guidão de um ciclista ficasse preso entre uma tora e outra durante o cruzamento com outro ciclista.

      Num guarda-corpo para ciclistas, a tora horizontal deveria ficar para dentro, na altura do guidão das bicicletas (aprox. 1,40m), e os postes verticais *não* podem se extender além do limite horizontal. Preferencialmente, os postes também seriam curvados para fora, para evitar prender num pedal. Há outras preocupações, mas isso seria o mínimo.

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  7. É por causa desse tipo de aberração (guarda-corpo de toras de madeira) que fica difícil acreditar nos projetos da prefeitura.

    Como esperar que executem um belo projeto paisagístico no Marinha?

    Como esperar que construam quiosques decentes na orla?

    Como esperar um belo mirante no Morro Santa Tereza?

    Podem contratar os melhores escritórios de arquitetura do mundo… Não tenho fé na execução do projeto com qualidade e boa estética.

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  8. AMEM…

    Que alivio no coração…

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  9. Santo planejamento. Tem que fazer tudo duas vezes.

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