Revitalização da Praça Otávio Rocha segue

Segue a todo vapor a revitalização da Praça Otávio Rocha, no Centro Histórico, inclusive com a retirada de duas árvores de grande porte, responsável por extensa sombra na praça o que atrai marginais e faz com que se torne perigosa. Parabéns a Prefeitura por mais esta iniciativa.

Vamos ver como ficará o resultado final.

Veja as fotos tiradas hoje, 17/01.

Fotos: Gilberto Simon

Reproduzo os meus comentários aqui no post:

NINGUÉM frequenta aquela praça, há décadas. Ela tá abandonada. Totalmente abandonada. Agora, a prefeitura trata de revitalizá-la, corta uma árvore pra trazer de volta o paisagismo da década de 30, como está fazendo com a praça da Alfândega e todo mundo reclama. Como se frequentassem a praça !!!! Como se alguém fora os mendigos frequentassem essa praça. QUE HIPOCRISIA GENTE !!!!!!!!!!! A praça vai ficar muito melhor, não se atenham a este detalhe. Não sejam sentimentalistas, piores que os ecoxiitas!!! Meu Deus !!! Achei que este blog era frequentado por pessoas pra frente !

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Parabéns pra prefeitura que ta tendo coragem de mexer no paisagismo antiquado que vigorou por décadas na cidade, época em que não se podia tocar nas árvores. PARABÉNS FORTUNATI !!! Todo mundo sabe que plantas não sentem, não tem dor. Então não tem problema em cortá-las SE SE REPLANTAREM VÁRIAS OUTRAS ÁRVORES. Até mesmo em outros lugares. Isso é ecologia. Lamentar a perda de uma árvore é sentimentalismo que não leva a lugar algum, ainda mais se esta árvore for no meio do centro de uma metrópole de 4 milhões de habitantes e o local estiver abandonado, entregue as traças. Pensem um pouco !!!!
Será que vão reclamar quando retirarem os maricás da orla, que impedem de vermos o Guaíba ? Me avisem !



Categorias:Parques da Cidade, Revitalização do centro

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85 respostas

  1. Gilberto, se a opinião da população leiga não importa, o que estamos fazendo nesse blog? Dentre a população leiga, há aqueles que são técnicos/advogados/engenheiros/arquitetos e por aí vai. Na falta de qualquer título, até mesmo o senso (bom senso ou senso comum) pode ser usado para argumentar – inclusive é o que estamos fazendo aqui agora, onde não surgiu até agora nenhum argumento técnico-científico.

    Há muitos casos que a população leiga entra em conflito com a prefeitura por causa da falta de comunicação e falta de participação nas decisões. Cito um exemplo: numa das praças do bairro Chácara das Pedras (acho que é a Celso Luft, não tenho certeza), a prefeitura (mais precisamente o DEP) queria construir reservatórios subterrâneos para amenizar os alagamentos da região (a única que apresenta mortes por alagamento na cidade). A população foi contra o projeto, mesmo entendendo sua importância, por apontar diversas características com as quais não concordavam. Chegou-se a um consenso e finalmente, executou-se o projeto. Foi uma relação ganha-ganha. Quem disse que o melhor projeto é o primeiro a ser lançado? Conversei com uma Engª do DEP e ela disse que foi um verdadeiro aprendizado.

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    • Walter: gostei do teu comentário e volto atrás. Tu tens razão. Tenho que rever algumas coisas que falo. Obrigado por comentar. E uma coisa sempre digo: a gente aprende com as pessoas que comentam no Blog.

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  2. Veja como são as coisas: não tou nem aí pros maricás, mas lamento o corte da figueira.

    Não coloquem etiquetas nas pessoas.

    E mais: não estamos na década de 1930. Naquela época, todo mundo morava perto do chão, com um pomarzinho no quintal. Hoje, precisamos das árvores em espaços públicos E CENTRAIS.

    Se não, a natureza só entra na nossa vida pela tevê, ou pelas lembranças da infância.

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  3. BIG YELLOW TAXI

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  4. Lendo os posts, dá pra perceber, mas só pra esclarecer: tem dois Guilhermes escrevendo. Desta vez, com opiniões contrárias.

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  5. Ironizando, se me permitem: “Ainda bem que tiraram a árvore e sua sombra sinistra. Assim, estamos livres de todos os marginais.” Ufa!!!

    Ah, faça-me o favor… passo pela praça TODOS OS DIAS, 4x por dia. Não entro nela, e não vou passar a frequentá-la porque não tem mais a árvore. Isso não é hipocrisia: a praça, mesmo que não entremos nela, faz parte da paisagem urbana. A árvore fazia, não faz mais.

    Leio o blog há anos, concordo com 99% das opiniões aqui defendidas, inclusive (e principalmente) aquelas relativas à orla, cujos maricás não me significam nada.

    E também acho que esta gestão municipal é a melhor das últimas décadas. Mas ninguém é perfeito… essa da figueira foi de doer na alma.

    Em tempo: o Guaíba, quando for devolvido à sociedade, também fará parte da paisagem urbana, mesmo que não entremos nele. O mesmo vale pra Praça Otávio Rocha.

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  6. Se avisam o povo que vão cortar a arovre, no outro dia vai aparecer meia duzia de maconheiros abraçados na arvore fazendo protesto…

    Melhor deixar quieto mesmo, se não nada sai..

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  7. Leram o jornal Metro hoje sobre o corte da árvore? Tem fotos de antes e depois da árvore. Dá pra ler no site http://www.readmetro.com

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  8. Talvez consultar a população diretamente afetada da região antes dessa decisão drástica e repentina evitasse problemas desse tipo. Dúvido que alguém ia reclamar se a obra atrasasse uns 2 meses, se as pessoas soubessem que houve um processo de decisão participativa para isso.
    Transparência e democracia andam em falta. Quanto tempo vai demorar para os governos se darem conta que as pessoas podem e QUEREM contribuir com a cidade, principalmente na região diretamente vivenciada por elas?
    Estamos em novos ares, mas os políticos e servidores não se deram conta disso ainda.

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    • Fico com severas dúvidas a respeito destas decisões participativas. Afinal, quem elegeu os governantes ? Algum ET ? Ou nós mesmos ?

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    • Duvido que alguém que esteja se queixando more na região, Walter. Assim como a maioria dos que gritavam contra o pontal do estaleiro não eram.

      Não acho que a prefeitura deva fazer um plebiscito a cada poda de árvore, elegemos gestores para tomar decisões do dia-a-dia para nós e nos consultar para questão importantes e altamente impactantes.

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      • Felipe, certamente duvido que alguém esteja se queixando, também.
        Creio que avançando nas ferramentas de participação, podemos torná-las menos dispendiosa e custosa. Assim, falando em plebiscito, imaginamos uma situação que envolveria uma preparação muito grande e dispendiosa. Não deveria ser o caso. Consultar a população não deveria ser tão difícil. Sinal que o processo deve ser melhorado.

        Gilberto, basta olhar para trás (não muito tempo aliás) para vermos decisões que tiveram repercussões negativas nas mídias (sociais e convencionais) e que SOMENTE POR ISSO tiveram suas diretrizes mudadas rapidamente. Não tenho estado muito certo de que as prefeituras, apenas por terem sido eleitas por nós, estejam aptas a decidir o bem comum sozinhas. Há muitas decisões controversas que certamente não são debatidas nos debates eleitorais e por isso não há como saber qual será a posição da prefeitura em todos os casos. Por isso, na minha opinião os canais de participação devem ser ampliados. No mínimo, a população deveria ser informada ANTES do início das obras para poder dar pitaco. Não me seria surpresa se as obras na praça tivessem começado subitamente, sem aviso prévio nenhum aos comerciantes e residentes locais. Não digo que seja o caso, porque realmente não costumo frequentar aquele espaço e não tenho compromissos por aquelas bandas. Mas há muito projetos “secretos” por aí, o que, na minha visão é errado.

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      • Walter, já se sabia há um tempo que estas praças iam ser revitalizadas, é um programa da prefeitura. Não sei se foi publicado o que seria feito exatamente, não fui atrás. Mas lembro que os cortes da praça da alfândega foram falados aqui no blog.

        A prefeitura reagir devido ao feedback negativo nas redes sociais para mim não é um problema, é um bom sinal que o nosso governo lentamente está virando um “governo 2.0”, o que vai ao encontro do que falas em relação a participação ser mais rápida, barata e dinâmica.

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    • Consultar a população?

      Na ultima ficamos sem o pontal do estaleiro por causa de uma votação podre e burra…

      Deixa isso pra quem entende, e não pra quem acha que entende…

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    • Não concordo. A população é facilmente convencidas por sentimentalismo barato. É só ver o facebook. A maioria ali leu uma noticiazinha e viu a foto e já agiu como se a Prefeitura fosse um comunista comedor de criancinhas. NNINGUÉM ali analisou a situação como um todo, ninguém analisou a obra em si.
      Além disso, é muito fácil enganar a população usando sentimentalismo barato. Vê-se a situação do Pontal onde tudo foi um equívoco. Ninguém sabia nem que estavam votando contra prédios residenciais, mas não contra o projeto. E não foi por falta de informação e sim sentimentalismo barato mesmo.

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  9. Creio que (quase) todos concordam que o argumento utilizado sobre os marginais é totalmente bizarro, afinal não é dessa maneira que se avalia esse problema. Fora isso…
    Sou totalmente a favor de uma revitalização da praça, a qual nunca tive anseio por ir, por parecer-me suja e mal frequentada. De fato, nunca a atravessei a pé. Então o que vier para melhorá-la, será bem vindo.
    Não podemos confundir proteção à natureza com paisagismo. Certamente que ambos devem ser aliados, entretanto a questão das praças passa não só por meio ambiente, como por segurança e urbanismo. Todos esses aspectos devem ser levados em conta. Não fosse isso, a Praça da Alfândega não estaria tão melhor iluminada e agradável como aparenta estar. Antes, era um matagal só que não era nem um pouco convidativo. E praças DEVEM ser convidativas, apesar de termos que cortar uma que outra árvore para isso (compensando, claro).

    Finalmente, quanto a provocação aos maricás da Orla, a revitalização da orla assim como as praças, deve aliar o urbanismo e a natureza. Os maricás não estão lá por acaso e sim para proteger o lago contra um aporte de sedimento provenientes da erosão. Seria insensato remover toda vegetação. Para mim, eles estão bem onde estão e, de cima do dique, pode-se visualizar tranquilamente o Guaíba. Não existe uma necessidade fundamental de ter-se acesso a TODOS os pontos da orla. Mas enfim, espero que o tal do Lerner tenha uma boa visão e faça um balanço entre os dois lados: natureza-preservação do lago e paisagismo-urbanismo. Conquanto não pavimente e transforme tudo num grande calçadão de Ipanema, está bom. Estamos em Porto Alegre, não no Rio de Janeiro.

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    • Melhor post da discussão!

      O argumento da segurança é bizarro e usado para tudo, seja corte de árvore, insulfilm no carro, uso de automóveis em si… a lista não termina.

      O ecossistema da praça foi destruído há décadas (se não forem séculos) atrás, e hoje o que pode-se fazer ali é paisagismo. Como acredito que a prefeitura fez replantio como compensação desta árvore cortada, não vejo um grande dano sendo feito.

      Em relação aos maricás, não sei até que ponto a coisa é tão pensada assim. Ali mais perto do Iberê existe um paredão de maricás que bloqueia a vista mesmo caminhando por cima do dique. E eles ficam tão longe da beira do rio que duvido que sirvam para conter a erosão, ainda mais visto que na beira propriamente dita o máximo que se encontra é grama.

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    • se ja tem um dique, pra que a preocupação com a natureza se o guaiba ja foi aterrado?
      O pior ja foi feito..

      É só botar um concreto ou algum tipo de pedra ali que evita a erosão… mas claro, precisa ser bem feito…

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  10. A “sombra que atrai marginais”… a culpa da criminalidade na cidade é da sombra! Tão óbvio, não é de uma prefeitura que não sabe administrar e inverte o problema… como não pensamos nisso antes! Quem sabe cria-se um disque-denúncia para avisar onde existem sombras perigosas? Quando uma pessoa pede pra cortar árvore em um terreno privado, muitas vezes nao ganha permissão ou tem que pagar um multa que é plantar nao sei quantas arvores, já com certa altura, em troca… está sendo feito isto pelo menos? Onde? O problema pior não é cortar a arvore em si, mas a inversão totalmente absurda sobre a questão dos marginais.

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    • Letícia, acontece é que os marginais dão em árvores, acredita nisso? Por isso tiveram que cortar…

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