Universidade Federal prepara parque científico e tecnológico

Wagner cita a UFRJ como referência UFRGS/DIVULGAÇÃO/JC

Um parque tecnológico no qual a âncora não será uma empresa de destaque no mercado mundial, e sim a própria universidade. É dentro desse conceito que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) trabalha a concepção do seu Parque Científico e Tecnológico.

A ideia de reunir em um único espaço laboratórios da instituição, incubadoras e centros de pesquisa de empresas é antiga, mas o projeto atual foi aprovado somente no primeiro semestre do ano passado. O parque da universidade será construído em duas etapas, cada uma prevendo a ocupação de duas áreas próximas, cada uma com 15 hectares.

A primeira delas já começou, no terreno localizado no Campus do Vale, no bairro Agronomia. A universidade irá investir R$ 6 milhões, do seu orçamento próprio, na infraestrutura urbanística e preparação do terreno para receber os prédios. A terraplanagem, inclusive, já começou.

Dois dos seis prédios previstos para o local, que irão abrigar laboratórios da universidade, estão em construção. Isso é possível porque parte da área já tinha o licenciamento ambiental, solicitado há alguns anos.

São laboratórios de pesquisa nas áreas de polímeros, combustíveis, corrosão de materiais e de redes de telecomunicações, alguns com parceria e investimentos da Petrobras e outros para os quais a universidade ainda irá buscar recursos federais, através do Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os investimentos necessários poderão chegar a R$ 15 milhões.

Além dos laboratórios, existe uma reserva de área de quase 7,5 mil metros2 onde será instalada a sede administrativa do parque, com restaurante, estacionamento e uma incubadora multissetorial. Os investimentos para isso devem ser um pouco inferiores a R$ 12 milhões. Nesse espaço também ficarão os grupos de pesquisa das empresas que realizarão projetos em parceria com a universidade. A expectativa é que essa área do parque possa estar em operação entre o final de 2013 e 2014. Os laboratórios, porém, começarão a operar antes.

Todos esses recursos deverão ir sendo detalhados ao longo do ano, bem como a busca dos recursos. O parque também ficará responsável pela Rede de Incubadoras Tecnológicas, coordenando todas as incubadoras de base inovadora da universidade.

O diretor do Parque Científico e Tecnológico da Ufrgs, Flávio Rech Wagner, revela que a instituição de ensino também vai procurar atrair empresas de peso para participar desse ambiente. E, nesse caso, o foco não serão operações de desenvolvimento de produtos ou fábricas. “A Ufrgs é uma instituição pública de excelência e o nosso modelo de parque prevê a atração dos centros de pesquisa das companhias”, diz o diretor.

Segundo ele, já estão acontecendo conversas com players nacionais e internacionais. Outro pré-requisito é que as empresas tenham ou venham a criar algum tipo de parceria com a universidade.

Como a Ufrgs é uma instituição pública, a instalação no local poderá se dar de duas formas: ou ocupando espaços construídos pela universidade e que seriam, então, alugados; ou participando de editais, tudo dentro da Lei de Licitações.

Wagner admite que, como instituição pública, o trabalho de atração de empresas pode ser um pouco mais burocrático que o dos demais parques, como Tecnosinos e Tecnopuc. Entretanto, diz que os caminhos para isso já foram desbravados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Eles são a nossa referência, pois já conseguiram captar mais de R$ 500 milhões de investimentos, tudo dentro da Lei de Licitações”, observa, acrescentando que a Ufrgs está buscando se inteirar do modelo adotado pela UFRJ.

Wagner comenta ainda que, embora formalmente a figura de parque seja algo recente, ele será construído em cima de uma competência cientifica e tecnológica pela qual a Ufrgs é reconhecida há décadas. Atualmente, empresas como Petrobras, Braskem, Datacom, Altus, HP e Microsoft realizam projetos em conjunto com a universidade.

Patricia Knebel – Jornal do Comércio



Categorias:Ciência e Tecnologia, Economia Estadual

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11 respostas

  1. Pessoal, o desafio sebrae está com inscrições abertas. Para quem está na universidade, é a oportunidade de aprender jogando – e concorrendo a prêmios que incluem iPad e uma viagem internacional para os vencedores. Até o dia 18!!! Peço a todos que ajudem a compartilhar essa oportunidade! http://www.desafio.sebrae.com.br/INSCRICOES/Primeiro-Passo

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  2. Aliado ao desenvolvimento da indústria de alta tecnologia, a sociedade e o estado precisariam criar um projeto amplo para a educação, pois senão o crescimento deste ramo da economia será vôo de galinha. Ou virá mão-de-obra qualificada de fora, seja da Europa, EUA e Ásia para atuar nestes empresas e os gaúchos e brasileiros terão poucas oportunidades. Não só pra isso, mas a educação é tudo para o desenvolvimento do país, não adianta ser a sexta maior economia do mundo, se a educação é pior do que a de outros países menos expressivos economicamente.

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  3. Eu acho uma ótima investida. O futuro da economia está no fomento de novas incubadoras, tornar a sociedade mais empreendedora e menos trabalhadora. Dar abertura não apenas para as áreas relacionadas a tecnologia, mas todas que envolvam inovação e conhecimento.

    Bora desenvolver uma indústria mais integrada e limpa para o RS!

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  4. Nada que o PT faz PRESTA, sao uma coletania de infelizes ignorantes, cachaceiros de vila e “intelectuais” de esquerda, e por intelectual digo, vagabundos inconpetentes que se auto-entitulam intelectuais para nao dizerem que sao preguicosos. Se opuseram a tudo que pude-se fazer esse pais ir a frente, agora querem vir imitar oque gente competente e capaz fez em outros lugares do mundo, so’ que chegam tarde e com pouco dinheiro sem capacidade e competencia.
    Se nao tiverem empreeendedores privados e companhias privadas neste parque, se tornara em mais um cabide de empregos e passarao decadas tentando re-desenhar a roda e descobrir o fogo.

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  5. E o Ceitec que o Lula alarmou como a compensação da Ford, ou mais ainda(o novo vale do silicio)?

    Politico aproveitador é triste, ainda bem que nesse aspecto a Dilma nao é de fazer marketing politico!!!

    Nao gosto de jeito petista de governar, mas prefiro a Dilma que o Lula…

    O Lula seria bom para trabalhar em circo, e o ceitec foi mais uma de suas piadas!!!!

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  6. Infelizmente a UFRGS esta bem atrasada. 😦

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  7. se vocês soubessem o quanto teve de retrógrados berrando contra este projeto…

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    • Eu sei!
      Teve que entrar um DCE “de direita” (na verdade de centro, mas aqui no brasil ja é suficiente para chamarem de direita) para pararem de sabotar o projeto do parque. Até alguns BOs foram feitos devido aos ataques dos militantes de esquerda.

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  8. Não podiam ter escolhido gente melhor para este cargo.
    O Wagner é uma das pessoas mais competentes que conheço, foi eleito diretor do Instituto de informática e pós-graduação em computação várias vezes, além de ter ocupado outros cargos importantes como a presidência da SBC.

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  9. Projeto interessante, mas pelo próprio modelo dificilmente terá o impacto que o tecnopuc tem, principalmente no que diz respeito a geração de emprego.

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