A ciclovia da Ipiranga – E o Projeto do Dilúvio ?

Polêmicas à parte sobre a estética dos guarda-corpos da ciclovia Ipiranga de Porto Alegre, que estão sendo encaminhados através de parceria entre a prefeitura e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o arquiteto Paulo Lemos discorda do aproveitamento parcial do Arroio Dilúvio de Porto Alegre para ciclovia, sem desenvolver antes um projeto global.

Segundo ele, o Dilúvio certamente acolherá a próxima linha do metrô da Capital para fechar pelo lado Sul e Leste o circuito com o traçado da que está sendo implantada pelo lado Norte via Farrapos, Assis Brasil para chegar perto da sede da Fiergs. Na opinião do arquiteto Lemos, as duas linhas formarão no futuro a base do metrô de Porto Alegre, a ser alimentada por outros traçados.

Affonso Ritter



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12 respostas

  1. Pois é, mas o Projeto de Revitalização do Arroio Dilúvio no meu entender é um projeto colossal, muito complexo, a ciclovia é uma obra leve, barata e muito deseja, a tempos. Já estamos ensaiando os primeiros passos para um projeto maior, no local, observem todo o debate e midia que gerou. A ciclovia aproximará as pessoas do arroio Dilúvio e isto é muito bom, cada vez mais a situação atual será questionada, turbinando o projeto maior.

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  2. Deixem a carruagem andar! A cada momento alguém aparece na frente dos cavalos e pára tudo!! Haja paciência! Por isso Porto Alegre continua provinciana! Deixem a ciclovia sair do papel, é a obra mais fácil, rápida e barata de se fazer, além de boa parte do dinheiro vir da iniciativa privada! O projeto do Arroio Dilúvio é muito grande, abrangente e extremamente demorado, pois ainda nem saiu do papel, apenas assinaram algumas folhas! Faltam licenciamentos ambientais, força política, dinheiro de fora, dinheiro de dentro, planejamento, direção, fiscalização e execução das universidades, cooperação mútua de Viamão e Porto Alegre, e etc… vai mais uns 20 anos por aí…viram as fotos do Espiral Positiva mostrando onde o Dilúvio nasce? No meio de uma vila em Viamão sem saneamento algum. E outra, sai a ciclovia, sai a cerca de fazendinha, e o que irão fazer com os inúmeros moradores e catadores, e cheiradores de rua que vivem nos taludes do arroio dilúvio? Vcs acham que eles irão cuidar dessa cerquinha? Vai virar varal de roupa, pichado, quebrado, e …..

    Mas sou a favor que vá em frente…que venha a ciclovia…será bem vinda!

    Gustavo – Caiaques no Dilúvio.

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    • Só uma correção Gustavo: o projeto do Dilúvio está rodando a mil, pois trabalho na empresa que está desenvolvendo o tema. Só que tem MUITA coisa pra ser feita antes de mostrar um powerpoint pra inglês ver… De resto, bola pra frente!

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  3. Construir metrô na Av. Ipiranga? Que ideia de girico!

    Sim, já houve um tempo onde seria admissível secar arroios e rios e aproveitar o vale restante para obras de mobilidade. Depois de décadas vendo os efeitos negativos desse tipo de ideia[1], hoje se concorda que é uma péssima ideia. Além disso, no caso específico da Ipiranga, mesmo que se optasse por construir o túnel sob a avenida propriamente dita, seria uma engenharia complicada, por necessitar transpor diversas canalizações de largo calibre[2] que não podem ficar abaixo do nível do riacho – isso sem falar na proteção que seria necessária contra o próprio riacho, é claro.

    Qualquer um que tenha lido ou visto com o canto de olho os projetos relativos ao metrô de Porto Alegre sabe que o plano é que a segunda fase do metrô passe sob a Av. Bento Gonçalves. Ninguém nunca propôs Ipiranga porque seria insano.

    [1] basicamente, todas as enchentes de São Paulo vêm disso: solo impermeabilizado agressivamente e redução na capacidade de escoamento.
    [2] temos ali grandes galerias pluviais e cloacais; o PISA deve remover as cloacais, mas as pluviais provavelmente continuarão

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  4. LIGI

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  5. E eu, arquiteto Leonel Ávila, digo que se tivermos uma linha de metrô a mais, será sob a Protásio Alves e/ou Bento Gonçalves, não Ipiranga. É só analisar os dados de fluxo de pessoas nesses eixos.

    Quanto ao Dilúvio, há bastante gente envolvida no processo para desenvolver um plano bem abrangente, que obviamente contempla a ciclovia.

    Sobre isso, tenho um comentário. Ali na zona sul, a prefeitura vai abrir uma via e não vai implantar a ciclovia, alegando que quando a via atingir seu gabarito máximo, a ciclovia será contemplada com sua implantação. Aí, reclamam quem acha que a ciclovia tem que ser feita antes. No caso da Ipiranga, a ciclovia vai ser feita antes do plano geral em si, e vem gente reclamar que tem que ser feita depois do plano e até do metrô!!! Aff!

    Haja paciência! É por isso que a democracia não funciona pra gente. Tem sempre gente do contra que acha que as suas soluções são melhores que as dos outros.

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  6. concordo…

    Querem fazer essa ciclovia pra mostrar trabalho, vai ser uma grana jogada fora, ja que pretendem fazer algo no diluvio… se bem que né…. faz 30 anos que falam em fazer algo no cais… quando ve, os ciclistas terão 30 anos nessa ciclovia até começarem algo no diluvio..
    haha

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  7. Concordo que devia fazer parte da revitalização do dilúvio, mas em relação ao metrô ele está viajando. O Julião está certo.

    Agora, pensar no urbanismo da cidade de maneira integrada é algo que nunca existiu em poa.

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  8. O que? Fazer a ciclovia como parte de um projeto maior?? Isto non exciste aqui em POA.

    Bom mesmo é pagar agora para construir, e daqui a 2 anos pagar denovo para derrubar e novamente para re-construir como parte da recuperação do Dilúvio. Porque o importante é gerar renda para os empreiteros fazendo as coisas da forma mais ineficiente possível.

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  9. Sempre foi dito que a linha Leste do metrô de Poa seria sob a Bento, mas concordo que deveriam primeiro estabelecer um projeto de revitalização e utilização de todo o Dilúvio, assim como da av, Ipiranga, antes de criar ali uma ciclovia.

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