‘Empacotar’ prédios vira moda no Centro


Jornal Metro



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Arranha Céus, Revitalização do centro

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46 respostas

  1. Mais um prédio com valor histórico envelopado pela brega mentalidade porto-alegrense. Além do mau gosto em desrespeitar a linguagem do prédio antigo (projeto do MooMaa, respeitado escritório porto-alegrense, um dos que mais possui obras publicadas, o que por si só elimina QUALQUER OPINIÃO LEIGA acerca os valores da obra), aplicam elementos e materiais banais, clichês, sem valor, comuns e ordinários… A valorização, neste caso, é meramente psicológica: aumenta o preço dos imóveis enquanto torna o Centro de POA uma coletânea de prédios ordinários com roupagens reflexivas e pobres. Ficou mais bonito? Pode até ter ficado com um aspecto melhor, mais limpo e novo, mas para tanto não é necessário MUDAR o prédio e sim MODERNIZAR preservando a linguagem original, ou a parte mais significativa dela. No mais, ficou desarmônico, não foi contextualista, foi um projeto FÁCIL, feito sem muito talento, sem muita dedicação.

    Sou a favor destas intervenções em prédios SEM VALOR, prédios sem linguagem, como a Galeria do Rosário, Galeria Marlcon etc. Não em prédios com traço, com objetivo, com caráter. Porto Alegre não aprende, não adianta. Cada vez mais atrasada, com ideias retrógradas e pobres, cada vez mais ordinária… Querem fazer algo novo, e só fazem cagada. Mas e daí, do que adianta meu discurso se a população está satisfeita ou não se importa com as grosserias que são feitas…

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    • Meu caro, são os leigos que andam todos os dias sob a sombra de coisas que têm todo o direito de achar bonitas ou feias. Os arquitetos não mandam no mundo. Daqui a pouco, vão dizer que o Edifício Formac é um célebre representante de Le Corbusier, ou sei lá o que. O que é feio, é feio. O que é bonito, é bonito. Seja com ou sem “linguagem”.

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  2. Dizer que tal arquitetura é feia é questão de gosto, como disse a Bianca. Não podemos transformar algo em lei só por questão de gosto. Tipo implodir tudo só porque estão feios.
    Algumas questões para mim deveriam ser melhor avaliadas pelo pessoal do SINDUSCON, SMOV e etc, que é a tal da sustentabilidade:
    essas capsulas espelhadas tem um custo energético muito grande, o que pressiona a demanda ainda mais por energia nos nossos verões escaldantes. Devemos começar a olhar a cidade de uma forma integrada.
    Ainda, simplesmente implodir todo esse “lixo” sem haver reaproveitamento/reciclagem da caliça gerada é um absurdo da insustentabilidade, visto que temos que minerar os agregados dos nossos rios.
    Para mim a verdadeira modernidade será quando a prefeitura estabelecer reaproveitamento de caliça na construção, determinar o reaproveitamento de água nos prédios modernosos e impedir a construção de sumidouros de energia.

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    • Walter eu penso exatamente assim. Infelizmente teu comentário será bem negativado, mas não importa.

      Infelizmente para a prefeitura e para boa parte de gente mediana dessa cidade a questão da sustentabilidade está em oposição ao ganho econômico, o que não é verdade. Quando as pessoas se derem conta que dá pra construir ou reformar de maneira mais sustentável E lucrativa essa cidade seria o exemplo a ser seguido. Temos inúmeros exemplos na Europa, Ásia e EUA.

      Dá-lhe construção com certificado LEED em Porto Alegre!!!

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  3. Ficou sem alma. Frio, sem emoção. Poderiam ter revolucionado se tivessem aproveitado as linhas da arquitetura original, como todo bom retrofit.

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