Lei das antenas vai mudar em Porto Alegre

Fonte: Jornal Metro – Porto Alegre



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12 respostas

  1. Ligação perigosa
    Pesquisa associa ocorrência de câncer à radiação eletromagnética de antenas de celular, relacionando mortes pela doença em Belo Horizonte a pontos da rede de telefonia móvel.

    Por: Bruna Ventura

    Publicado em 05/07/2010 | Atualizado em 05/07/2010

    A radiação eletromagnética emitida por antenas celulares estaria associada à ocorrência de determinados tipos de câncer, segundo pesquisa da UFMG (foto: Camila Cortés Aguilar – CC BY-NC-SA 2.0).
    Nunca foi tão fácil ter um celular. A última pesquisa do Centro de Estudos Sobre Tecnologia da Informação, divulgada em abril, mostra que a proporção de brasileiros com os aparelhos cresceu 21% nos últimos três anos (de 2006 a 2009). Isso significa que, em 82% dos domicílios do país, pelo menos uma pessoa tem um celular.

    Mas a constante exposição dos usuários à radiação eletromagnética transmitida pelo aparelho e pelas antenas é segura? Não, segundo a engenheira e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Adilza Condessa Dode, autora de um estudo que relaciona o número de óbitos por câncer à radiação emitida por antenas de telefonia móvel.

    A pesquisadora mapeou 300 pontos de antenas e constatou que mais de 80% das pessoas que morreram moravam a cerca de 500 m de distância
    A primeira parte da pesquisa consistiu em analisar, entre o total de casos de câncer na cidade de Belo Horizonte, quantos estavam relacionados à radiação eletromagnética. Ao todo, foram 4.924 óbitos no período entre 1996 e 2006 pelos tipos de câncer relacionados, como próstata, mama, pulmão, rins e fígado.

    Em seguida, a pesquisadora mapeou 300 pontos de antenas na cidade e, ao cruzar os dados, constatou que mais de 80% das pessoas que morreram moravam a cerca de 500 metros de distância desses pontos.

    De acordo com os cálculos teóricos de Dode, o nível de radiação desses locais ultrapassa os padrões adotados pela legislação federal, em maio de 2009, de 300 GHz.

    “Esses padrões já são extremamente altos e perigosos para a saúde humana. Quanto mais próximo de uma antena a pessoa mora, maior é o contato com o campo elétrico”, diz a pesquisadora.

    Ela costuma passar cerca de oito horas em cada residência analisada medindo a radiação e planejando a arquitetura eletromagnética do lugar. “Incentivo as pessoas a mudarem o quarto para outro cômodo, menos afetado, e a evitarem as partes da casa onde a incidência da radiação é maior”, diz.

    As antenas dos aparelhos também seriam nocivas, segundo Adilza Dode: “A potência emitida pelo celular é contínua e agravada pela posição das antenas, voltadas para o cérebro do usuário” (foto: flickr.com/eflon – CC BY 2.0).
    Legislação interesseira
    Embora os padrões de exposição à radiação em vigor tenham sido definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que segue as recomendações da Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP), Dode discorda: “A legislação atende aos interesses industriais, econômicos e tecnológicos, não pensa na saúde das pessoas”, afirma.

    A exemplo de países como a Suíça e a Itália, onde a lei é mais rigorosa, a pesquisadora sugere que cada município tenha autonomia para definir seu limite de exposição humana à radiação. “Isso já acontece em Porto Alegre e deveria acontecer em todas as cidades brasileiras”, argumenta.

    “A potência emitida pelo celular é contínua e agravada pela posição das antenas, voltadas na direção do cérebro do usuário”
    Dode, junto a outros 23 pesquisadores de vários países, assinou a Resolução de Porto Alegre, documento resultante de um seminário promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul no ano passado, pedindo a redução do limite estabelecido no país.

    “É uma questão de precaução. Acredito que só conseguiremos isso através da mobilização social, não podemos ficar esperando por uma mudança na lei”, afirma.

    De acordo com a pesquisadora, as antenas que ficam dentro do aparelho também são perigosas: “A potência emitida pelo celular é contínua e agravada pela posição das antenas, voltadas na direção do cérebro do usuário”, explica.

    Enquanto não existem legislações mais rígidas ou normas de fabricação em relação a isso, Dode recomenda que o uso do celular se restrinja a emergências: “Eu mesma só uso em casos excepcionais e prefiro enviar mensagens de texto. Para conversar, uso o telefone fixo. É perfeitamente possível mudar os hábitos”, diz.

    A pesquisadora recomenda, ainda, que as pessoas atendam os celulares usando fones de ouvido sempre que possível e que guardem o aparelho longe do corpo. Segundo ela, crianças não devem usar o aparelho e a instalação de antenas deve ser proibida nas proximidades de escolas, hospitais, creches ou casas de repouso.

    Bruna Ventura
    Ciência Hoje/RJ

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  2. É óbvio que o PT ia ser contra e querer entender mais sobre ondulatória que todos os outros. Afinal, é Porto Alegre, nao?

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  3. Essa conversa fiada de que pode causar cancer, retardo mental e diarreia cronica e’ so’ isso… conversa fiada sem comprovacao real. O pior e’ o pessimo visual que essas antenas dao ‘a cidade (vide a horrivel SP, que fica ainda mais horrivel com as antenas).

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  4. Esse é um caso para ser acompanhado de perto pelo Ministério Público Estadual e Federal … é algo que envolve a saúde da população como um todo!
    Há correntes científicas contrárias a antenas tão proximas, pois danos À saúde são patentes.
    Mais discussão tem que haver … Decidir isso assim de forma apressada nao vai dar certo, outras alternativas devem existir, é de se pensar até se essa diminuição de distância e entre antenas nao seria uma forma menos custosa de implementar uma tecnologia nova por parte das operadores de telefonia. Pois primeiramente tais empresas consideram o custo da operação. A obrigatoriedade deveria ser do uso de uma tecnologia que cause menos danos à saúde, independente de custos … tal temática tb deveria ser discutida pelos “doutos” da câmera municipal.
    Senhores vereadores, botem a mão na consciÊncia, tal assunto precisa ser melhor amadurecido, deve-se haver tb consulta a profissionais da ´saúde pra se avaliar tal situação, assim como a população precisa ser consultada, pois, imagina só antenas instaladas a cada 20, 30 metros …
    Reflitamos …

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  5. Como se trata de um assunto que envolve a Copa do Mundo e é prioridade de Estado como um todo, tudo vale, tudo pode, o povo que se exploda.

    Chega a ser tão berrante o fato de se mudar uma legislação que foi motivo de muita discussão e, aí vem um evento como a Copa do Mundo e altera-se tudo, sem discussão com a sociedade como um todo, pois os Vereadores de Porto Alegre não representam na verdade o anseio do povo, para eles o que interessa neste momento é a Copa do Mundo, como se muitos fossem se eleger em cima deste evento.

    Certamente, a alteração da legislação fará que o povo busque no judiciário a reparação da aprovação por parte dos Vereadores de Porto Alegre.

    Como o próprio Secretário da Copa irá se afastar para simplesmente defender um projeto que lhe interessa eleitoralmente, fico a imaginar o resultado desta votação.

    Viva a Copa do Mundo.

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  6. Faz uma bela torre com 300 metros de altura e de la uns canhões com os sinais das antenas..
    😛

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    • Porto Alegre, além de ser muito extensa, é muito irregular. Nao sou especialista no assunto, mas acho que isso nao funcionaria.

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  7. 5 metros? Possivelmente próximo de escolas e hospitais? Bem nota-se que é um projeto da Câmara de Vereadores, mais uma casa política de mínimo conhecimento científico. E não estou falando dos tumores cerebrais, que afetam uma proporção muito pequena da população, mas de uma série de outros possíveis danos, como de ordem genética, distúrbios de sono e aprendizado.

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  8. Copiando e colando o Metro, Gilberto? 😛

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