Adeus, Morro do Osso – invasão que devasta Mata Atlântica e nos privou de parque público é praticamente legalizada

Assim não dá. A prefeitura instalou postes,  energia elétrica  e iluminação pública na ocupação ilegal indígena, a mesma  que está praticando DEVASTAÇÃO da Mata Atlântica. Cadê nossos ecologistas de araque nessas horas?

Esta invasão também é  mesma que privou os portoalegrenses de frequentarem o parque público (já não basta nossa orla roubada). Parque público, este, que foi uma conquista da cidade, advinda de uma longa luta dos cidadãos de Porto Alegre (o Salve o Morro do Osso, nos anos 90).

A instalação de energia elétrica, na prática,  significa ACEITAR A INVASÃO.

Este é o mesmo processo irresponsável que envolve omissão do governo e é incentivado pelos demagogos de esquerda, o que  incentiva a FAVELIZAÇÃO de Porto Alegre em áreas públicas do cidadão e em áreas verdes e de preservação ecológica.

Esta foto, precária, foi tirada por mim esta semana:

A depredação do Parque Natural do Morro do Osso já fora abordada pelo Blog Porto Imagem: https://portoimagem.wordpress.com/2008/11/25/enquanto-isso-na-zona-sul/

RicardoH



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32 respostas

  1. Isso é faniquito burguês xenofóbico, quanta frescura por nada.

    Após anos sem ir ao morro consultei este blog como referência e até fiquei assustado pela “invasão” indígena e pela “ameaça” a fauna e flora.
    Mesmo assim insisti e fui revisitar o morro neste domingo de sol.
    Subi pela via “invadida” (quem é xenofóbico ou tem medo de pobres tem a opção de entrar pela entrada oficial do parque e sequer cruzar com as moradias indígenas), conversei com alguns deles perguntando informações sobra as trilhas. Foram totalmente simpáticos, cheguei a usar o banheiro químico deles, deixei o meu carro semi-aberto e fiquei por 2 horas nas trilhas sem problema algum, e o morro continua com sua bela mata, uma opção de trilhas incrível na cidade.
    Alguns comentários encontrados neste blog beiram o fascismo e demonstram a profunda incapacidade burguesa moderna de conviver com o minimamente diferente, o total preconceito rasteiro da maior superficialidade possível.
    As moradias lá são de madeira, bem simples, beirando a favelização sim, há um pouco de sujeira nesta entrada, basicamente resíduos plásticos de alimentos). Porém, não me consta que os indígenas tenham inventado o plástico ou a industrialização, são apenas pessoas sem opção de moradia tentando viver da maneira mais próxima ao habitat de seus antepassados muito recentes sem recursos financeiros, alguns visivelmente deprimidos com sua situação, vendo a maquina de depressão chamada tv aberta.
    Aquela sujeira não é maior do que a encontrada em muitos bairros da cidade, incluindo zonas centrais.
    Apenas lá o contraste fica mais evidente diante das belezas naturais, na cidade todo mundo está acostumado com a feiura e o lixo existentes.
    Reitero que em momento algum fui hostilizado e que a todos que dirigi a palavra (outros sequer tiveram interesse na minha presença) fui tratado com muita simpatia e educação.
    E a área ocupada é totalmente irrisória considerando a área do parque, mas como é no final de uma região com casas de alto valor, o contraste com a quase favelização indígena pode assustar a quem tem fobia a pobres.
    A estes recomendo especialmente entrar por ali e começar o seu desenvolvimento pessoal, social e ético.
    E largarem a frescura.

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    • Concordo plenamente contigo, Felipe. O neo-fascismo praticado pelas elites brasileiras, contamina perigosamente à sociedade, especialmente um segmento da classe média que só pensa na própria ascensão social, instrumentalizando e difundindo o individualismo exacerbado, o ódio e à intolerância contra índios, pobres e negros.
      Muitos dos que acusam os índios de polir o parque e “devastar” a mata Atlântica (que falsificação histórica absurda!), talvez são os mesmos que desperdiçam água potável ao lavar suas calçadas das suas belas casas ou jogam lixo pela janela dos seus carrões na freeway…
      A xenofobia fascista é, realmente, a grande ameaça à paz e à construção de um mundo melhor para todos, neste início de século XXI.
      ZV – Zé Valdir.

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