SPH inicia operação para retirada de produto cancerígeno do Porto de Porto Alegre

Começou no final da tarde desta segunda-feira, 13, a operação de retirada de quase 1 mil litros de ascarel que estavam armazenados no prédio do antigo frigorífico, junto ao Porto de Porto Alegre. O produto considerado altamente cancerígeno integra a estrutura de dois transformadores de energia e dez capacitores, que foram desativados pela Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado (SPH) há quase dez anos. Há pelo menos dois anos a administração da SPH tentou, sem sucesso, licitar a operação de remoção desse material, que precisa ser feita por uma empresa especializada em atuar com produtos tóxicos. A retirada do produto da área do Porto acontecerá por volta das 13h30 desta terça-feira, 14.

Conforme o superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Homero Flores Obelar, o início da operação garante certo alívio à direção da autarquia. “Há pelo menos dois anos estávamos tratando sobre este assunto, sem obter sucesso. A partir de amanhã, nosso porto começa a ficar livre deste material que há quase 10 anos causava preocupação”, disse.

O chefe da Divisão de Administração Geral do Porto (DAG) , Renato Luiz de Moura, explicou que o processo ganhou força a partir do momento em que a Anvisa, Ministério Público e Fepam entraram no circuito de negociações. “Trata-se de um produto altamente cancerígeno e que precisava ser removido do Porto sem oferecer qualquer risco. Além de retirar o produtos dos transformadores e capacitores, a empresa também vai remover o piso onde ficaram os equipamentos, em função do vazamento que houve no local”, avalia.

OPERAÇÃO

Para retirar o ascarel contido nos equipamentos, a empresa carioca Saniplan, conta com uma equipe de três pessoas, um químico, um auxiliar e um engenheiro. O trabalho, segundo o representante técnico da empresa no RS, o engenheiro Paulo Vencato, consiste, entre outras coisas, na proteção do piso com lona impermeável para evitar vazamentos e contaminação do solo. “Após, faremos a sucção do produto de dentro dos transformadores para tambores especiais utilizados no armazenamento de produtos com alto teor de toxicidade”, disse.

Após a retirada, o material seguirá para o Rio de Janeiro e de lá, para a Finlândia, onde será feito o descarte por incineração. “Este material será levado por navio, para a empresa Ekoken, que conta com um incinerador dez vezes mais potente do que o existente aqui no Brasil. Este são produtos que não podem ser descartados de qualquer forma”, disse.

SPH



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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4 respostas

  1. Aonde estavam os ecochatos, as Faillaces e os Eduinos que nada chamaram a atencao das autoridades nos ultimos anos para que essa carga toxica fosse tirada o quanto antes da area do porto??
    Ah, ja entendi….nao dava ibope!!

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    • É que esse pessoal está preocupado com a reprodução da pomba-albina-do-bico-chato, que não é atrapalhada pelo produto cancerígeno aos seres humanos. As pessoas que se danem.

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  2. A agilidade desse pessoal do porto e’ fantastica… 10 anos e’ considerado curto prazo.

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  3. ops, acho que derrubei mil litros de um produto altamente cancerigino no Guaiba.

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