Arquiteto apresenta projeto de revitalização da Orla do Guaíba

Imagem ilustra como deverá ser o projeto DIVULGAÇÃO/PMPA/JC

Um espaço qualificado, que aproxima Porto Alegre do Guaíba e possibilita o uso da Orla durante as 24 horas do dia. Esta é a proposta do projeto apresentado na tarde desta quarta-feira (15) pelo arquiteto Jaime Lerner. Durante a reunião da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), que teve a participação do prefeito José Fortunati e de secretários, Lerner detalhou a proposta que reúne espaço para quiosques, deques, ciclovia e marina pública.

De acordo com o arquiteto, a proposta é fazer uma revitalização que tenha baixo custo de manutenção e poucos elementos que bloqueiem a vista para o Guaíba. “Criamos um projeto de ecoarquitetura, que aproxima e as pessoas da água e fortalece a ideia de um parque no local”, enfatizou Lerner em nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Entre as novidades apresentadas está a utilização do relevo natural para uma arquibancada com vista para o Guaíba. O piso de concreto receberá bolas de gude que, em contraste com a iluminação inclinada, darão um efeito que o arquiteto classificou como “chão de estrelas”. A vegetação será adequada para que, ao nível da rua, não haja interferência visual.

Apresentação do Arq. Jaime Lerner do Projeto da Orla. Foto: Cristine Rochol / PMPA

O esboço apresentado traz diretrizes do projeto e serve para iniciar a liberação do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para a primeira etapa de revitalização da orla, que compreende 1,5 mil metros a partir da Usina do Gasômetro. A previsão é de que a prefeitura abra licitação para executar a iniciativa até o final deste semestre. A revitalização total será até a foz do arroio Cavalhada, na avenida Diário de Notícias, abrangendo 5,9 quilômetros de margem do lago Guaíba.

Para Fortunati, o projeto contempla o uso da Orla pela população, proporcionando utilização diurna e noturna. “Hoje, após o pôr-do-sol, as pessoas acabam saindo da orla. Com a revitalização, poderemos desfrutar das quadras de esportes e do parque em qualquer horário”, afirmou o prefeito.

Jornal do Comércio

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Categorias:ORLA, Projeto de Revitalização da Orla

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25 respostas

  1. É um pouco diferente do que eu imaginava mas até que não ficou feio.

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  2. Pois e… Jefferson… Sou gremista mas também achei o projeto da hype melhor… E pior, tenho certeza de que ia ter saído mais barato… E na lógica da prefeitura, se eles fizeram o projeto da orla do beira rio, por que não fazer mais um pedaço da orla… por que a justificativa da contratação do Jaime lerner e ele estar fazendo o cais… Preferia pagar a hype e deixar o ISsqn por aqui….infelizmente não vi nada que justificasse o tal notório saber!

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  3. Caramba,Cara,mcomo são todos ingênuos… Pagaram 2 milhões para propor plantar grama, botar bolinha de gude no chao e copiar o projeto de 3 jovens arquitetos locais? E isso mesmo? Vamos se respeitar… Notório saber de um arquiteto que há muito ta mais ligado em política? Fora tudo, ainda posto minhas criticas técnicas no post do blog http://cubbos-consultoria.blogspot.com/2012/02/nova-orla-de-porto-alegre-para-quem.html

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    • Tambem achei estranho isso. Sou torcedor fanatico do Internacional e acompanho de perto o projeto Gigante para sempre. Quando vi as imagens do projeto da orla de Porto Alegre notei na hora a “semelhança”. Aliás, achei o projeto do hype studio muito melhor.

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  4. Sobre o projeto da Orla, do Jaime Lerner, eu gostei bastante, dentro das possibilidades.

    Dentro do que a Prefeitura pode disponibilizar de recursos, achei bem digno. Não adianta ficar viajando em projetos mirabolantes que nunca sairão do papel..

    O que a orla precisa, minimamente, é urbanização, e é isto a que o projeto se propõe: paisagismo, equipamentos, quiosques fixos e mais decentes, deques de madeira, passeios e, principalmente, iluminação. A matéria da ZH foca bem nisso: o investimento será bem importante em iluminação. Além disso, haverá um calçadão de concreto com “bolinhas de vidro” incrustradas, para refletir a iluminação natural e artificial (Jaime Lerner disse que gostou muito do por-do-sol da cidade, e quis enfatizar isso). Será um parque 24hs, segundo a matéria.

    Pode ser simples, mas será relativamente barato, viável, e fará uma pequena revolução, considerando a situação atual. E ouvi numa entrevista que, na segunda fase, novos equipamentos podem ser feitos tb nessa primeira parte.

    A escadaria tb achei uma boa solução: creio que qualquer projeto teria que contemplá-la, pois o desnível é grande. Aliás, já há uma obra de arte da Bienal (acho que do Mauro Fuke) que é uma espécie de escadaria que já é usada pelas pessoas para apreciar o por-do-sol e tomar chimarrão, p. ex. Como não creio que uma escadaria normal não possa ser alvo de direito autoral, não vejo nenhum problema em fazê-la.

    O IAB/RS criticou a contratação sem licitação do Lerner. Podem até não gostar, só que esquecem que, neste caso, o procedimento é absolutamente legal e lícito (a não ser que alguém diga que o arquiteto não tem notório saber na área). Trata-se de discricionariedade do poder público, a Lei 8666/93 permite (art. 25). Na prática, a reclamação do IAB só iria atrasar uma obra que, finalmente, a Prefeitura se propõe a fazer.

    Por falar em IAB, sempre tão cioso em apontar supostas falhas e desvios do poder público (mesmo quando este resolve “se mexer”), algo INACREDITÁVEL ocorre em POA. A sede do IABRS é um antigo e lindo palacete na Riachuelo, o Solar Conde de Porto Alegre, a umas 4 quadras do Gasômetro.

    Pois bem, trabalhei naquela quadra durante uns 2 anos. Quando comecei a trabalhar na região, o Solar estava sendo totalmente reformado (uma parte estava pronta, com entrada pelo General Canabarro), super bonita, em uso pelo IAB. Só que a parte da frente, que dá para a Riachuelo, estava em obras ainda.

    Meses depois, a obra PAROU (possivelmente por falta de $$$, pois parecia ser uma obra vultosa). O que considero INACREDITÁVEL é que o PRÓPRIO IAB não respeita as normas de acessibilidade, porque esta parte da Riachuelo está com tapumes HÁ ANOS, com uma calçada pífia, toda esburacada, obrigando os pedestres a passar na frente do prédio PELO MEIO DA RUA, à mercê dos carros que passam pela Riachuelo.

    A obra PAROU, ficou ali, abandonada, os tapumes permaneceram, o IAB não se dignou a fazer uma calçada decente (só tem terra, com buracos que enchem d’água e dificultam a locomoção), obrigando os pedestres a passar pelo meio da Riachuelo. Tb, a situação de abandono da obra permitiu que mendigos procurassem abrigo na então entrada da obra (que ficava fechada, depois da paralisação), e, pela manhã, era preciso cuidar para não pisar nas pessoas que ali dormiam, nos excrementos destas, e tb para não ser atropelada pelos carros na Riachuelo.

    Muito me admira que O PRÓPRIO IAB/RS descuide destas questões, fora o fato de deixar uma obra inacabada se degradando. Tb me admira o fato de esta obra paralisada, e da dificuldade de acessar o que DEVERIA ser a calçada em frente, nunca ter sido alvo de questionamentos da imprensa ou dos próprios associados do Instituto.

    PS: faz mais ou menos um ano que não vou naquela região. Sinceramente, espero que a obra tenha voltado a andar, ou que, pelo menos, o IAB tenha tomado vergonha na cara e feito uma calçada decente, que permita o trânsito seguro das pessoas, desobrigando-as a passar pelo meio da Riachuelo. Apesar de torcer para que o Solar esteja em obras novamente (o prédio é lindíssimo, e a parte pronta está ótima), não parecia estar perto de uma solução na última vez que passei pela frente.

    Resumindo: CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU. PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO.

    Quem quiser conferir o que estou relatando é só passar na Riachuelo, esquina com Gal. Canabarro (rua que liga a Duque a Riachuelo) e ver a obra, até então com aspecto de abandonada. Vejam o estado do que deveria ser uma calçada, e notem as pessoas se arriscando pelo meio da Riachuelo.

    Com certeza isto não afeta o bom trabalho que, em alguns casos, presta o IAB/RS. Mas é, no mínimo, CURIOSO, que o Instituto dos Arquitetos do Brasil DESCUIDE de questões tão básicas como uma calçada decente, além de zelar pelo cuidado com o dinheiro público (pois obra parada é dinheiro posto fora, e certamente o IAB conta com deduções fiscais para tocar a obra, i.e., dinheiro público). Talvez um planejamento financeiro mais razoável não faria mal ao órgão que com tanta valentia aponta as – inúmeras – falhas dos poderes públicos.

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  5. Será que é só coincidência com o projeto do Internacional apresentado em 2007??

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  6. Na média está bem interessante, também não esparava mais que isso pelas próprias limitações de custos como já sabemos, mas esse coreto?? ficou lembrando demais o terrivel bar flutuante atual, não precisava, poderia ter mudado o estilo dessa aberração, com um traçado totalmente novo. Garanto que vai ficar inclinado, torto do jeito que está passando apenas por uma pequena reforma, com a desculpa de evitar custos…Já mensionei isso na primeira imagem que apareceu do projeto aqui, espero que eu esteja enganado com minhas observações. Somente essa é a minha crítica ao projeto.

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  7. É verdade. Com excleção do bar inclinado, não é possivel nem tomar um refrigerante na beira do Guaiba. INADMISSIVEL isso !

    Só em Porto Alegre, mesmo. TRIste.

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