Um empreendimento pequeno no tamanho, mas GIGANTE como iniciativa na orla de Porto Alegre

Logo após a orla proibida do clube Saba, está o Proa Praça Náutica.

Este novo empreendimento é constituido por um bar estilo rústico,  mas com ótimo ambiente. Também há uma escola de esportes náuticos. E, para completar, há um pequeno píer.

Tudo é rústico, mas de ótima aparência, formando um bom ambiente, que também é bem frequentado. Mas não confundam o bem frequentado com exlusão: o acesso é completamente livre. E completamente gratuito.

O lugar tornou-se um point na zona sul. Está sempre cheio de gente. A hora do pôr-do-sol é um sucesso. As pessoas mostram-se satisfeitas por estarem conseguindo ter acesso a orla e poder curti-la.

Um novo point da cidade.  Milagrosamente, na orla.

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Para finalizar, abro um parênteses a uma outra pequena e boa melhoria na orla: esse recanto é um de vários que fizeram na orla de Ipanema:

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Nota ZERO :  escolinha do Grêmio, clube do Inter, Clube Veleiros, Iate Clube, Saba

Esses clubes possuem uma esplêndida área na orla, mas tem uma visão tão tacanha que os mantêm fechados, vazios, quase decadentes,  e não os abrem para o acesso ao público, roubando a orla dos cidadãos (a torre da Claro pode entrar nesta lista, também).  Ao passo que poderiam abrir ao público, tornarem-se lugares belíssimos, e ainda por cima ganhar muitas divisas com isso. Mentalidade tacanha, burra, provinciana, retrógrada.

Nota DEZ :  ao Proa Praça Náutica, um oásis de luz e inteligência em meio às trevas que são a mentalidade portoalegrense. A única iniciativa em toda a cidade a oferecer acesso a orla, livre e qualificado.

RicardoH



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31 respostas

  1. Gilberto, é SAVA Clube, não Saba! Abs

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  2. Boa Noite Navegantes,
    A SMIC interditou a PROA, estamos com uma campanha “Voce quer um Portro Alegre ou Triste” no nosso perfil do Facebook, PROA Praça Náutica, se quiserem compartilhar agradecemos… Bons Ventos, Alexandre Hartmann

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  3. AI PESSOAL REALMENTE FOI MUITO BOM TER UM ESPAÇO COMO A PROA, SEGUIDO LANÇO O BOTE DE APOIO DA MINHA EMBARCAÇÃO D’ARUANDA NO LOCAL PARA DAR UMA NAVEGADA ATÉ A ILHA DO PRESIDIO E DAR UNS BORDEJOS PELO GUAIBA, REALMENTE NÃO TEMOS ESPAÇO PUBLICO PARA FAZER ISTO. ABRAÇO AO PESSOAL DA PROA …CMT FERRAZ

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  4. O que está sendo abordando é a ocupação ou o acesso livre às orlas lacustres, pluviais e marítimas? A ocupação tem uma legislação que determina o livre acesso de qualquer cidadão às praias? As edificações devem estar a 33 metros da terceira preamar. Ninguém pode privatizar o que é da União que é um bem público, está escrito na “LEI”. Esta mesma “LEI”, determina que construções mediante autorização dos órgão públicos da SPU (Secretaria do Patrimõnio da União) vale para todo território nacional. A Floram, aqui é o órgão municipal que fiscaliza se a área escolhida é permitida para construção ou é APP (Área de Preservação Permanente),não pode ter edificações e assunto encerrado! Aqui um empresário pagou R$ 6.000.000,00 por uma área na praia do Campeche e depois foi informado que era uma APP! Ou seja pensou que estava faendo o negócio da china e foi logrado! Aí não sei qual órgão semelhante. Mesmo com escritura devidamente registrada como terreno de marinha em áreas de rios, lagoas e lagos, exemplo, o Guaíba. A LEI é a mesma! A orla do mesmo foi ocupada de forma desenfreada não só por ricos, por pobres também, como aqui, na Bahia, Pernambuco, etc. Há “palafitas” em diversas cidades brasileiras sem controle algum. A União determinou a LEI, mas não fiscaliza, sabemos que não funciona. A diferença é, enquanto os ricos ocupam e privatizam belas praias para edificarem suas mansões e privatizam suas praias, os pobres edificam palafitas nos mangues, área que até delicadas, importantes para preservação, eco-sistema e bio-
    diversidade ambiental etc para sobreviverem. O problema é social.Deixariam miseráveis ocuparem praias paradisíacas mesmo se fossem propriedade de seus antepassados? Sabemos, quem tem dinheiro de duas uma, ou tentaria comprar por pouco dinheiro, e se não conseguisse usaria a política para desterra-los do lugar, como no caso do massacre da polícia nos invasores de há pouco em São Paulo na vila Pinheirinho envolvendo aquele especulador libanês Naji Nahass! Agora veio a tôna que ele além de golpista que todos sabem, corrompeou alguém, foi tudo a toque de caixa, pois descobriu-se que ele não tem direito algum sobre aquelas terras! E aquele povo, o que fazer com ele agora? O que fizeram com os índios neste país? Aí está o problema! Os ricos, a classe alta e média, ninguém quer os pobres e miseráveis por perto, Favelados, nem pensar, desvaloriza, dá medo, nôjo! Deixa-los ter acesso às praias que tornaram partiulares? Como perante a lei fossem deles! Nem pensar! Li num dos comentários, os ricos podem pagar impostos maiores, mas e quem não pode? A LEI vale para todos! Para todos? Os banqueiros que deram golpes milionários nos brasileiros, o crime de colarinho branco? Salvatore Alberto Cacciola, Naji Nahass e Daniel Dantas, aliás, o crime no Brasil compensa! Eles estão livres leves e soltos! O problema real é, a maioria da população vive na miséria absoluta, e ninguém quer saber dela por perto, esta é a verdade.

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  5. Ninguém fala em obrigar clubes como o Veleiros a abrir os portões e ficar deixando todo mundo entrar e sair.

    O que eles poderiam fazer é ter algum bar… algum restaurante…

    No Rio há a churrascaria Porcão, no Aterro. E sempre lembrando que 99% da orla do Rio é completamente livre. E onde não é, pode ir como se vai a um restaurante. Mas com uma vista deslumbrante.

    Outro exemplo seria a Marina Bahia: http://www.bahiamarina.com.br/ é um empreendimento lindo, com várias opções de lazer, desde as muito caras até as acessíveis. Todas dando a chance as pessoas poderem ter um maravilhoso momento como um jantar à beira das águas.

    Ou seja: o assunto desta matéria do blog nem é o (quase inexistente) acesso à orla: o grande assunto aqui é a visão provinciana, burra, tacanha, de quem tem direitos sobre a orla (isso é outro assunto, não vamos discutir agora) e mesmo assim não aproveitam esses lugares privilegiadíssimos. Poderiam aproveitar para ter algum restaurante, algum recanto, algum bar… e com isso ganhar dinheiro ! Ter lucro ! Mas não: aqui na cidade com a mentalidade das trevas, isso nunca vai acontecer.

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  6. João Marcelo, shoppings são empresas recentes no nosso cenário o Veleiros do Sul o Jangadeiros e o Iate Clube Guaíba existem a mais de setenta anos, o Veleiros está na Assunção desde os anos 50, nunca vi ninguém se queixar da ocupação da orla no local, ao contrário valorizou o bairro, já a vila que tem ao lado dele… vão ter que criar também uma contrapartida pela ocupação da área?

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  7. Jorge B e Paulo Roberto,

    Então que a Prefeitura crie mecanismos obrigado aos clubes Náuticos ou não a disponibilizar em outras áreas melhorias para o acesso a orla de qualquer cidadão.

    Este procedimento jé é feito com shoppings e outras empresas…

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  8. Concordo que onde há ricos os impostos pagos consequentemente serão maiores e, por conseguinte, haverá uma maior estrutura e um maior esmero dos moradores e até mesmo da Prefeitura Municipal em aplicar tais recursos. É por isso que as áreas nobres das cidades são mais bem cuidadas e mais bonitas que as demais, pois há mais recursos dali oriundos e que devem dar (e dão) algum benefício/retorno nas mesmas proporções aos que ali contribuíram. Tem que se acabar com esse estigma de que rico não presta e nada pode, pois, ora, muita gente era pobre e RALOU MUITO para ser ser rico, nem todo mundo é ou sempre foi filhinho de papai. Se o contribuinte paga a maior, deve receber a maior também, na mesma proporção, para, assim proporcionalmente haver tratamento isonômico, onde as benfeitorias são proporcionais aos investimentos e o pagamento de impostos não deixa de ser um investimento, pois se está investindo na cidade e, assim, espera-se igualmente um retorno disso, no mesmo nível do aporte dado.

    Nesse sentido, onde há riqueza há mais cuidado. As orlas do mundo, locais onde o dinheiro das cidades impera, são mais bem cuidadas que o restante das respectivas cidades e isso reflete até mesmo na vida do cidadão comum que ali não reside. Veja a orla do Rio, por exemplo. Somente os milionários podem morar na orla de Ipanema e do Leblon, onde um apto custa mais de vinte MILHÕES de reais (R$ 20.000.000,00) e o IPTU anual não sai por menos de vinte MIL reais (R$ 20.000,00). Todavia, a orla é maravilhosa e totalmente democrática. Ela é mantida através dos altos impostos pagos, mas a estrutura é usufruída por todos. Se fosse local de um monte de casebre, não haveria estrutura e segurança e, ainda que tivesse, não seria a mesma coisa, pois com menos dinheiro não se consegue fazer a mesm coisa e, assim, o cidadão em geral teria menos estrutura e menos qualidade à sua disposição. Nesse sentido sou contra vilas e favelas na orla, mas também sou contrário à mansões e clubes privativos exclusivos junto ao mar, pois isso priva o cidadão em geral, que já é socioeconomicamente prejudicado e não teria condições de morar ali e nem de se associar a um clube de sequer poder frequentar a orla da cidade onde igualmente nasceu. Nesse sentido, pode e DEVE haver mansões na orla, pelo prórpio bem dela e dos cidadãos comuns, mas devem ficar dou outro lado da avenida, deixando a margem livre para todos, assim como no Leblon e em Ipanema. Até mesmo o Country Club carioca fica do lado de lá da avenida e, não, em cima da margem, bloqueando e privando os demais do seu acesso. Esse é o meu pensamento, para se refletir sobre qual é a orla que queremos.

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    • Tudo muito bonito Paulo Roberto, mas o Iate Clube do Rio de Janeiro ocupa uma área de orla que é privada dele, e não poderia ser de outra forma, ou vc acha que os sócios iriam deixar barcos com equipamentos caríssimos ao bel prazer de qualquer ser estranho ao clube? Aí fica difícil. Viajei de trem de Genova a Nice e a estrada de ferro e a rodovia correm quase sobre a praia, as mansões ficam do outro lado da estrada, mas la tambem eles tem uma série de marinas em que é vedada a entrada das pessoas que não possuem barco no local. Imagina no Brasil se abrirem os clubes náuticos para quem não é sócio, com este povo que nós temos aqui? o nível de roubo de equipamentos e vandalismo seria enorme.

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