Onde foi parar a campanha pelo respeito à faixa de pedestre em Porto Alegre?

Alguem lembra dessa imagem?

 

Onde foi parar essa campanha? Alguém tem visto algo?

Ou foi mesmo uma campanha que nasceu morta – e sua não-continuidade anulou os resultados, tanto no fato de os motoristas não pararem na faixa quanto os pedestres não tomarem qualquer atitude para que o o façam?



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37 respostas

  1. E se a gente pensar ao contrário?

    Por exemplo, o sinal para pedestres podeia ficar aberto o tempo todo e, ao se aproximar do sinal, o motorista apertar um botão tipo os de cancelas de shoppings, dizendo: “Motorista, aperte o botão e aguarde o verde”?

    (A rua, o espaço público, é espaço das pessoas. Não deveria ser necessário um idoso, uma criança, uma grávida, ter que apertar um botão ou pedir licença para atravessar a rua. A utilização do espaço público por carros é uma *concessão* que é feita pela sociedade aos motoristas.)

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    • Que tal se a gente pensasse ainda mais ao contrário, e proibisse todo e qualquer transporte motorizado? Tipo, vamos voltar pra idade média mesmo.

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  2. Joao Pedro, isso de regular por semáforos faz sentido nas avenidas, mas em ruas menores não. Nas ruas o jeito é o respeito à faixa, mesmo. E o pedestre tambem tem que ser educado- eu ja me confundi com pedestre parado na frente da faixa que eu pensava que queria atravessar, e nao queria.

    E falta, como já dito duzentas vezes, espírito cívico e menos individualismo. Todos somos pedestres- só, as vezes, estamos motoristas – em POA, claro.Brasília tem uma realidade bem diferente.

    Nem sei como seria viver em Brasília ser ter carro. Talvez impossível.

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  3. Vou tentar explicar de maneira mais visual.

    Comparem as duas imagens de Brasília e Porto Alegre a 2km de altura.

    Brasília – 2km

    http://imageshack.us/photo/my-images/51/braslia2km.jpg/

    Porto Alegre – 2km

    http://imageshack.us/photo/my-images/594/portoalegre2km.jpg/

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  4. Dito isso, vamos ao motivo que me faz acreditar que a faixa não tem como funcionar em Porto Alegre.

    É um argumento de ordem PRÁTICA. Brasília tem seus problemas de trânsito, mas eles ocorrem beeem longe dos lugares por onde transitam os pedestres. É uma cidade desenhada pra CARROS. É um absurdo, mas é a realidade. Os lugares onde se concentram as pessoas são distantes, ligados por vias principais. Nas vias principais, estrutural, eptg, epia, eixao, eixo monumental, avenida das nações, etc. salvo raras exceções, não há trânsito de pedestres. Onde os pedestres transitam, são lugares propícios para as faixas. Velocidades pequenas, lugares calmos, etc.

    Porto Alegre é muito mais densa. É tudo próximo. O trânsito na zona sul afeta o trânsito na zona norte e vice-versa. Um congestionamento na Carlos Gomes, Protásio, Assis Brasil, compromete o trânsito da cidade inteira. As pessoas estão sempe atravessando ruas, de uma quadra a outra, e os carros estão sempre andando pela cidade inteira. Aqui não. Aqui não, aqui o vicho pega bem longe dos pedestres. Onde tem pedestre tem poucos carros. Onde tem carros tem poucos pedestres.

    É claro que eu sou a favor de uma Porto Alegre com um trânsito mais justo e eficiente. Mas essa política de faixas não é o ideal pra POA. Como qualquer cidade grande, e densa, o trânsito pedestre/carro deve ser alternado por sinaleiras. 3 minutos fluindo os carros, 1 minuto fluindo os pedestres, 3 os carros, 1 os pedestres…

    O trânsito de POA já é complicado, e como as pessoas não combinam horário pra atravessarem a rua juntas, imaginem o trânsito ficar parando de 15 em 15 segundos. Aí sim a cidade entra em colapso.

    É o que eu penso, saudações a todos.

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  5. Eu sou contra a utilização do sinal em Porto Alegre. E vou explicar por que. Mas antes, quero deixar bem claro que respeito todas as opiniões diferentes, não sou o dono da verdade, nem tenho essa pretensão, apenas quero aproveitar este espaço para expor minhas opiniões, meus argumentos. Notei que a preferência pelo sinal é quase uma unanimidade por aqui, então só peço que procurem ler e interpretar o meu texto com racionalidade, deixando os sentimentalismos de lado.

    Então vamos lá. Eu sou de Porto Alegre, mas moro na Asa Sul, em Brasília, esse lugar onde a faixa “funciona”. Primeiro, vamos separar duas coisas: o reconhecimento, justo, de que em Brasília a faixa é respeitada, do fato de que mesmo assim, esse costume apresenta problemas, mesmo aqui, na capital federal.
    O sentimento de respeito à faixa de pedestres está impregnado na população local, e logo é transmitido aos que se mudam pra cá. É um costume MUITO FORTE, um costume que já está SOLIDIFICADO. De modo que, hoje, simplesmente NÃO HÁ fiscalização em cima disso. Porque não precisa ter. Pro cara ser multado aqui por nao parar na faixa, é porque teve o azar de desrespeitá-la ao mesmo tempo em que um policial viu a ação e teve tempo e disposição de ir lá reprimir tal conduta. Ainda assim, o costume tem suas falhas: faixas próximas a paradas de ônibus, gerando confusão sobre a intenção de quem sinaliza(quer atravessar ou quer pegar o ônibus); pedestres que simplesmente vão atravessando; pedestres que ficam parados próximos à faixa, sem a intenção de atravessar, gerando confusão no motorista; e claro, motoristas que não querem nem saber da regra, e tiram proveito da força do costume e da falta de fiscalização pra simplesmente ignorarem a faixa. O que eu quero dizer com isso? Que mesmo num lugar onde o costume é tão forte, existemm problemas, e existe ainda, uma animosidade entre pedestres/motoristas, tal qual essa aí entre motoristas/ciclistas, aí em POA. Pra vocês terem uma ideia, estão fazendo pinturas em ZIGUE-ZAGUE partindo das faixas uns 50m, pro motorista saber que está se aproximando de uma faixa. Em muitos casos, o carro chega na faixa acelerado, e o motorista, mesmo bem-intencionado, nao tem como parar.

    Continua…

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  6. Anderson, que tal pedir pro legislativo estadual aprovar uma lei obrigando TODOS os carros emplacados no RS a terem seguro para terceiros?

    Isso é assim em todo país civilizado, então não é descabido.

    Assim os motoristas podem pensar em parar em local inesperado de forma mais tranquila e, tenho certeza, os motoristas passariam a respeitar MUITO mais os pedestres com esta garantia.

    Para provar meu ponto, vi no jornal ano passado um carro batido atrás com uma mensagem grudada no vidro “eu parei na faixa”.

    Eu, quando vejo um pedestre penso em parar, olho quem vem atrás de mim. As vezes demora um pouco demais pra julgar a atenção do motorista de trás, se ele está vendo que eu vou parar, e neste tempo o pedestre é que parou pois achou que eu não iria parar para ele. Eu tento parar, mas as vezes não funciona.

    Outra coisa importante seria ter junto na mesma campanha um dever dos pedestres ressaltado com a mesma importância: “atravesse APENAS na faixa”. Digo isso pois temos pedestres atravessando muitas vezes em qualquer lugar da rua, o que passa pros motoristas a mensagem de que é natural carros transitarem em meio aos pedestres. Além disto, quando as pessoas atravessam fora da faixa, sabem que os carros NÃO vão parar mesmo pois eles é que estão errados. Então aprendem a parar para os carros passarem, depois repetem esse comportamento quando estão atravessando na faixa.

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  7. Poh, eu ainda procuro parar na faixa de segurança para os pedestres passarem, sempre que possível, exatamente por causa dessa campanha. Antes não fazia isso nunca. Então, pelo menos para mim a campanha deu certo, pois a ideia era começar a criar esse hábito saudável (de obedecer a lei) nos motoristas, privilegiando os pedestres.

    Se a maioria dos motoristas não foi atingida pela campanha é porque somos uma sociedade formada majoritariamente por gente ignorante, imbecil e cabeça dura mesmo, fazer o que – o processo civilizatório, nesse caso, terá de ser bem mais austero.

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  8. Alguém viu que tão transformando a Carlos Gomes numa Assis Brasil da vida?

    Até ia comentar que semana passada a parada de ônibus da anita está diferente, com cobertura meio propagandeando esportes. No entanto me refiro à aquelas “cerquinhas” que botaram entre as pistas.

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