Velas lembram 1 ano do atropelamento dos ciclistas

Cerca de 200 ciclistas se reuniram para homenagear vítimas do acidente

Manifestantes pediram 'mais bicicletas, menos carros' durante o ato Crédito: VINÍCIUS RORATTO

Com velas acesas nas mãos e gritando palavras de ordem, cerca de 200 ciclistas participaram ontem à tarde do ato de primeiro ano do atropelamento de várias pessoas que andavam de bicicleta, no bairro Cidade Baixa, na Capital. Nem a chuva, que caiu com força na hora do ato, afastou os manifestantes, que homenageavam os que foram colhidos pelo Golf do funcionário do Banco Central Ricardo Neis. A rua José do Patrocínio foi interditada pela EPTC, da Perimetral até a Venâncio Aires. Os ônibus foram desviados. Por volta das 18h, os manifestantes foram chegando aos poucos no Largo Zumbi dos Palmares, na esquina da Perimetral com a José do Patrocínio. Foi o caso de Ricardo Marques da Silva, 50 anos. Ele levou o filho Guilherme, 11, que pedala há cinco.

Naian Meneghetti, 21, pertencente ao Movimento Massa Crítica, considera que o acidente parece ter deixado os motoristas com mais respeito pelos ciclistas. “Às vezes, estou pedalando e encosta um carro ao meu lado e buzina”, exemplificou. “Olho para o lado, pensando que vou ser xingado, mas ele (motorista) acena e faz sinal de positivo.”

Outro participante do ato, o professor de Matemática Gilberto Flech, disse que o atropelamento foi um ato triste. Mas ele prefere olhar para o futuro, sem revanchismos. “Tá na hora de olharmos para frente. Para que a urbanidade aconteça nas ruas.”

Por volta das 19h, os ciclistas já estavam em grande número no largo. Tiveram o reforço dos participantes do Fórum Mundial, que saíram do evento e foram para o Zumbi dos Palmares. Logo depois, o grupo já pedalava pela rua José do Patrocínio.

Durante o caminho, a palavra de ordem “mais bicicletas, menos carros” era entoada com força, além das campainhas instaladas nas bicicletas serem acionadas o tempo todo. Não houve tumulto. No local onde efetivamente houve o atropelamento, uma quadra depois da Rua da República, todos pararam e acenderam as velas. Segurando no alto, eles voltaram a gritar palavras de ordem.

Correio do Povo



Categorias:Bicicleta, ciclovias

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3 respostas

  1. Em análise dos fatos ocorridos com o incidente provocado, não sei o mais lamentável foi o atropelamento ou fato deste cidadão estar até hoje nesta situação, como se nada tivesse acontecido, afinal de contas, o mesmo possui bons advogados, conseguiu atropelar o rito do processo através de inúmeros recursos com o intuito de retardar as providências que cabem ao Poder Judiciário, este dentro do seu curso.

    Certamente, se fosse outro cidadão sem poder econômico, o mesmo estaria até hoje preso aguardando o devido julgamento.

    Aliás, o mesmo teria sido bombardeado pela mídia como um criminoso, mas como se trata deste cidadão, o tempo passa, não há entendimento entre o Min. Púb. Estadual e o Poder Judiciário a fim de agilizar os ritos e dar um basta em tudo isso, com a punição do responsável pelos atropelamentos.

    Este é o país que queremos, evidente que não.

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  2. Vamos renomear o blog pra blogportociclistaspreocupadoscomacopa kkkk.

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