ARTIGO: A bicicleta, a cidade – e o outro, por Valter Nagelstein

Eu, como vereador e então na condição de líder do Governo do parlamento municipal, em 2009, recebi do Executivo, articulei, fiz incluir na Ordem do Dia – e ao fim aprovar – o plano diretor cicloviário de Porto Alegre.

Havia morado em Cambridge, no Reino Unido, em 1993, e lá (cidade universitária e plana) vivi a dimensão do uso que a bicicleta pode ter. Ainda na mesma época, de mochilão, em Amsterdã, descobri como se concilia uma grande cidade e a bicicleta. Mais recentemente, acompanhei e vi a implantação de aluguéis de bicicleta em Paris e Tel-Aviv.

Como secretário da Smic, e integrante do governo municipal, vi a ideia aquela da Câmara seguir-se em compromisso nosso, e deste para a realidade (mesmo que ainda aquém do desejo de ver implantadas rapidamente – e em toda a cidade – ciclovias, ciclofaixas, bicicletários). Não é simples mudar uma cultura nem alterar uma cidade consolidada. Mas a coisa anda. No meu caso pessoal, após 147 anos de muitos governos, foi conosco que o Mercado Público ganhou o bicicletário. Também o mercadinho do Bom Fim e a própria Smic. Temos estimulado empresas, supermercados, shoppings e até clubes (Beira Rio já tem) a implantarem bicicletários. Temos caminhado para incluir a bicicleta (e seus adeptos, dentre os quais me incluo) na paisagem e hábitos de nosso dia a dia.

Porém, vejo paralelamente a isso a tentativa (explícita ou subliminar) de juntar a esta importante agenda outras agendas políticas – a da negação/contestação da organização social calcada no indivíduo e sua liberdade, em favor de teses coletivistas, buscando restabelecer a luta de classes, desta vez alicerçada num eventual conflito carro X bicicleta. Li inclusive a absurda conexão entre o Manifesto Comunista e uma nova revolução, desta vez protagonizada por ciclistas. Querem usar a bike como pseudoavanço para reinventar o atraso do modelo já superado pela História, da implantação de um regime coletivista, demonizando o carro como o ícone de uma sociedade individualista e de consumo que tanto odeiam. Vi outra agenda também: a de atacar o governo municipal, olvidando que não fomos nós que fizemos a Terceira Perimetral sem ciclovia, nem fomos nós que fracassamos em implantar a ciclofaixa na Goethe-Mariante e outras vias.

Sou ciclista, não permito que me roubem esta bandeira, nem tampouco concordo com esta prática de misturar interesses políticos e ciclismo! Vejamos o carro, por exemplo: ele em si não é o problema, senão o motorista que está atrás do seu volante. Bem, mas aí podemos ter também a figura do ciclista violento, ou não? No campo das políticas, o próprio governo federal – que muitos destes militantes disfarçados de ciclistas vinculam-se – foi o protagonista da redução do IPI dos carros como principal política anti-crise econômica.

Não precisamos de falácias nem de velhas ideologias! Precisamos de educação para o trânsito desde as crianças, segurança para ciclistas tanto quanto para motociclistas, skatistas ou motoristas. Precisamos também de metrô, e toda forma de transporte coletivo (bondes, aeromóvel) que traga qualidade de vida aos usuários e à cidade. Precisamos de carros elétricos, que já são comuns na Europa e EUA.

Numa das palestras o Fórum Mundial da Bicicleta, alguém defendeu que só 20% das pessoas têm carro, portanto… “acabem com os carros”. Oponho a estas teses a minha tese, e nesse sentido, aproprio-me da ideia (que uns acham ser deles exclusiva) de que precisamos de uma cidade inclusiva! Mas inclusiva de verdade – e não de nova luta de classes. Precisamos, assim, mais que tudo, defender a liberdade, o trabalho e o esforço individual como única forma de sucesso. Precisamos respeitar o desejo da pessoa em comprar – se assim quiser – o seu carro, muitas vezes conquista do esforço de uma vida.

Ao fim, permito-me lembrar ao motorista, ao ciclista, ou a quem quer que seja, que não existe liberdade em nenhum lugar, se ela não vier acompanhada de deveres e responsabilidade; somos indivíduos sim, mas solidários sobretudo.

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Artigo escrito por Valter Nagelstein, vereador e Secretário Municipal da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre, em razão do I Fórum Mundial da Bicicleta, realizado em fevereiro na Capital.



Categorias:Artigos, Bicicleta, ciclovias

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31 respostas

  1. Galera: cada um escreve pq vê o mundo da sua perspectiva, com seus olhos e não com olhos alheios. Daí que natural falar na primeira pessoa. Tb natural a pessoa querer compartilhar suas experiências, contá-las, e nisso não há nenhum egocentrismo. Confesso q já estou ( denovo eu, hehehe) acostumado a esses ataques. Fazem perte. Ninguem precisa concordar com o que penso, mas no bom combate, combatamos as ideias. E a menos q alguem ande de bicicleta dupla ou naqueles quadriciclos do Gasometro, a bicicleta é um veículo do individuo, novamente o individuo, esse ser egoísta, egocêntrico. Como disse alguém que acorrentou a bici na Érico: mais amor! Pelo q vi de algumas criticas, como a do Marcelo, ele não quis ler o q eu escrevi, prefere me desqualificar, e por aí foi ficando. Abcs

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    • Valter N,
      minha discordância contigo são várias, mas as que me ocorrem agora (estou acordando ainda) são as seguintes:
      1) o fato de associar o pensamento coletivista ao comunismo. Nem todos que defendem o uso da bicicleta, visando o bem da cidade (portanto, do coletivo) são comunistas. O comunismo pode ser enxergado como uma forma de coletivismo, mas nem todo coletivismo deve ser enxergado como comunismo. E nisso parece consistir seu equívoco, tachar de comunista, filiado ao partido A ou B para assim refutar as teses apresentadas pelas pessoas que divergem de ti. Ademais, ainda que a pessoa seja comunista ou membro de um partido, isso não significa que ela está errada em sustentar certas teses. Afinal, como você mesmo disse – “combatamos as ideias”
      2) quando afirma que construiu o bicicletário do Mercado Público, confesse, só fizeste isso por conta de toda a polêmica que surgiu no Mercado. Se não fosse isso, é bem provável que até hoje não tivesse bicicletário lá.
      3) não tenho ideia de qual painel, oficina, palestra que viste no Fórum Mundial da Bicicleta. Não vi nada disso, mas, considerando que seja verdade o que diz, não dá para emitir um juízo sobre todo o FMB baseado nas declarações de algumas pessoas. Foi só isso o que você viu no FMB? Se viu mais do que isso, por que destacou apenas os pontos que considerou negativo?
      para finalizar, 4) não quero acabar com todos os carros do planeta, mas o carro mesmo não sendo usado é um problema. Quando é usado emite poluentes; quando usado de forma imprudente, pode causar mortes; e quando não é usado ocupa espaço – e isso não é um problema menor. Estacionamentos tiram lugares para praças, árvores, pessoas e por aí vai. Por isso, muitas pessoas defendem as caronas entre pessoas que possuem carros.
      Por hora é isso, até.

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    • Valter N,

      Primeiramente queria dizer que foi com nossa conversa no twitter que apreendi o título do bendito texto de opinião da ZH era uma referencia ao manifesto comunista. Vivendo e aprendendo (não sei o que vai ser útil na minha vida, hehe).

      Já a comparação do movimento do uso de bicicleta na mobilidade urbana com comunismo, ou o uso ou não de carro com comunismo, é bem descabida. Não tem muita lógica. Até mesmo desse papo vindo de político (ou até mesmo de empresas de comunicação) não dá pra levar muita fé, pq todo mundo sabe (ou pelo menos o pessoal mais esclarecido, que consegue enxergar alem da viseira) que ocorre o financiamento de campanha pela montadoras, e é bem grande. Se viesse essa comparação de universidades, de estudos, ai tudo bem.

      Qualificar pessoas, ou o inverso, desqualificar as pessoas é para quem não tem argumento ou não quer tirar a venda que separa a realidade da sua bolha. Comparar o ativismo das bicicletas com o comunismo é tentar desqualificar essas pessoas. Esse é um tema que é difícil contrapor nas ideias, então só resta desqualificar o outro. Uma coisa é o politico usar bicicleta como lazer (que acho que é teu caso e tb de outros como o Beto Moech), outro é esse mesmo politico (se existir algum em POA me avise) que usa diariamente a bike. Podem ver que os argumentos são completamente contrário. Teve ontem um debate no câmara com o Beto Moesch é o maior debate que ocorreu no meu ver foi quando o Beto falou que ele anda com a sobrinha na ciclovia do Barra. Qualquer ciclista vai dizer que é a pior merda ele usar. A argumentação dele foi: eu acho que a ciclovia é mais segura do que a via, e mesmo que tem problema de saúde usar a ciclovia, vou continuar usando (só usa nos fins de semana para lazer), e a opinião de todos os outros ciclista que estávamos presente falou que cada pessoa tem opinião Já nos ciclistas, afirmamos que ele como vereador/secretario não podia incentivar algo que saiba que faz mal a saúde Para mim colocar uma criança numa ciclovia que não tem segurança (faz mal para saúde, não tem guarda-corpo para não deixar cair pra pista, que tem pedestre na via – calcada pequena, ou no final da ciclovia não tem calcada, ciclovia destruída pelo PISA) é um atentado a vida. Usa a de Ipanema, vai nos parques (mesmo sabendo que não se pode pedalar nos passeios), use a sua inteligencia pra segurança da sobrinha.

      Sugiro fazer que nem o secretário de planejamento (Marcio Ely), faca seu discurso politico para os ciclistas, vai embora antes de começar outras pessoas falar sobre bicicleta. Pq dificilmente vai ganhar voto no pessoal ciclista que participa. Simplesmente impossível No teu caso, qualquer ciclista que usa a bike na rua não gosta de carro (obvio, pq carro – mas na verdade as pessoas que dirigem carro – é um risco, é um atentado quase diariamente) e quando se vê carro estacionado depois da 6 no mercado é dose. Tb é pior saber que feirante não pode usar muito pq estraga calcamento, e um veiculo de mais de 1 tonelada não estraga o piso que foi feito para somente pessoas (que não tem 100kg) andar por cima. O próprio tao falado bicicletário do mercado (alias acho que é o único aberto ao publico no centro alem dos postes) se o pessoal usa. Claro que tem demanda, o pessoal que vai la rápido e tem que prender a bike. Mas pergunta para alguns meus colegas que usam a bicicleta no trabalho no centro, se tem algum que prende a bike de manha cedo e vai buscar no final da tarde ? acho que todos sabem que la (ou melhor, na rua) não tem segurança Apesar de ter alguma noção jurídica que o mercado é responsável, ninguém quer perder a sua magrela.

      É legal essa questão “com seus olhos e não com olhos alheios”, muito relacionado ao que muitos falam sobre massa de manobra na massa (ou no pessoal que é ciclo-ativista). Legal mesmo que são os políticos que falam isso, mas na verdade só estão no poder (ou nas secretarias) pq teve gente que o apoio (que foi massa de manobra dele). Te digo que o pessoal que pedala mais, que usa mais bicicletas, que vão na massa, vai ser difícil votar em alguém que esteja na prefeitura. Não pq eles são massa de manobra do PT (como disse muitas vezes). Mas simplesmente pq vcs não escutam nos. A EPTC simplesmente não escuta os ciclistas. No caso da ciclovia da Ipiranga foi emblemático Nem a opinião do arquiteto (que é ciclista) que fez o 1º projeto da ciclovia (aquele que obedece as normas), a EPTC/políticos não escutaram. Não conheço nenhum ciclista que usa a bicicleta como mobilidade urbana (usar não por lazer) que é favor da ciclovia da Ipiranga.

      Esse papo de ser contra carro tb ta bem fora de moda. Fazer politica em cima do pessoal de pedala, dizendo que é contra, é politica, é coisa ruim. Não está mais na moda, não é o futuro carro. Só pegar exemplos. Qual cidade tem sucesso incentivando carro ? Será que POA tem que ficar que nem SP (daqui uns anos não tenho duvida que vai ser uma SP piorada – pq tem menos $) ? Os ricos ficarem 3 horas diárias na média dentro de carro ? Os ricos, pq os pobres esses sempre ficaram mais de 3 horas dentro de ônibus/metro lotado. Ate SP se acordou que precisa de mobilidade, ou melhor, os ricos precisam de mobilidade. Até quando POA acordará ? Com esses políticos atuais ? A cidade vai parar ai vão ver que mobilidade é a solução

      Concordo o que falou os Busatto no fórum, que a cidade (ou melhor, os políticos) acordaram muito tarde, que a demanda ciclista não preveram. Só que o esquema da politica e o uso de bikes em POA ta tao pavoroso, que a solução (ou melhor, da propaganda politica que os atuais políticos vão fazer na eleição desse ano) da ciclovia da Ipiranga implantada no mesmo ano de eleição, vai ser um tiro no pé

      Vcs estão expulsando uma grande parte de ciclistas do uso da Ipiranga (pergunta para qualquer um que usa a Ipiranga se ele vai preferir gastar mais tempo, ter mais risco de atropelar pedestre, de ser atropelado por carro nos cruzamentos, de ficar cheirando cheiro de merda, ou melhor, se vai usar a ciclovia).

      Tem os passeios tb, que fazem décadas que saem, ou passam pela Ipiranga Vc como ciclista sabe, que uma ciclovia é difícil muitos pedalarem ao mesmo tempo, e numa ciclovia que a cada km tem cruzamento vai ser impossível mais de 10 passarem no sinal.

      Resumindo, essa parte da população que não foi ouvida, que esta sendo tirada o direito de ir e vir pela Ipiranga, que tem grande potencial de organização (imagina se o passeio mudar de local de largada para frente do Zaffari da Ipiranga todos os dias de noite), isso no mesmo ano de eleição. Tenho certeza que vcs políticos nem sonham no poder de destruir as suas campanhas desse ano.

      Bicicleta e carro são ambos transporte individuais (mesmo o carro ser na média para 5 pessoas). Isso ninguém discute. O problema que um polui e outro não. Um precisa de 120m² de espaço para andar a 70km/h e o outro anda na media 20km/h e precisa de alguns metros². Um é integrado ao transporte público e outro não. Um qualquer pessoa pode ter/usar e outro só quem tem $. Um anda em uma bolha (principalmente quando está de vidro levantado com ar ligado) e o outro não. Um pesa mais de tonelada e precisa de muito combustível que é finito, e outro usa menos combustível que é infinito (somente a energia do corpo). Um deixa vc totalmente estressado e com sedentário e outro mais feliz e na media mais 7 anos de vida e ainda as ultimas com bem mais qualidade de vida. Um tem mais amor parando pros pedestre na faixa, outro com menos amor não obedecendo a preferencia das pessoas na faixa.

      E sugiro que tente não se chocar com o pessoal que usa a bike. Pq geralmente eles ficam muito tempo só respondendo a sua resposta, que participam, que se organizam. Isso é problema para politico que não tem muito argumento, ou ate tem, mas é o tipo de discussão que não se ganha na discussão (todo mundo já pedalou alguma vez na vida – sempre vai ganhar o argumento das bicicletas).

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  2. “No meu caso pessoal, após 147 anos de muitos governos, foi conosco que o Mercado Público ganhou o bicicletário”.
    Se isso é motivo de ufanismo…bah, vai plantar batatas!

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  3. Transporte publico só vai ter seu valor quando o transito parar…
    Mas pra isso, precisa ter um transporte publico eficiente, nada de onibus parado junto aos carros..
    Um metrô por exemplo.

    Ainda falta pro transito parar, mas só em tirar as pessoas dos onibus e levar para um trêm, ja da um alivio…. por que NÃO TEM MAIS LUGARES NOS ONIBUS, ESTÃO SEMPRE LOTADOS!!!

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    • Guilherme,

      O furo é mais em baixo. Tem o trensurb para Sao Leo, mas o pessoal vai de carro. Agora vai ter daqui a 30 anos o metro pela Assis Brasil. Mas só vai resolver quem mora em torno das estações e que não usam carros.

      O metro as paradas vao ficar a mais de 5 km cada uma. A pé ja nao se torna eficiente. So integrado a bike.

      Pega o exemplo da perimetral. Quase nao passa onibus, apesar dos que passam no horario de pico estao lotados. Mas podia ter muitas mais linhas la. Mas não teria público. Pq o pessoal quer ir de carro da zona sul até o aeroporto. E se coloca 1 carro, isso equivale a quantas bikes no espaco ?

      So com integracao com bicicleta o transporte publico vai ficar eficiente. Nem adianta tirar faixas do carro pra onibus. Se a cada 200 metros o onibus tem que parar na parada se torna ineficiente. Agora se integrar a bicicleta, em vez de caminha 10min, vai se pedalar 10min. As paradas podem ficar a km de distancia.

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      • Leandro,

        Concordo que o bicicletário junto às estações é essencial!

        Mas se as estações estarão a cada 5km, quer dizer que as pessoas caminharão no máximo 2,5km, para quem morar ao longo da linha. Isso não é muito.

        Uma passo importante é a tarifação do transporte público por tempo (integração), daí pode-se pegar um ônibus até as estações de metro e seguir viagem sem pagar outra passagem.

        Sou da opinião que a maioria dos ônibus de PoA devem ser micro-ônibus, do tamanho das lotações. Como serve menos pessoas o intervalo entre eles seria menor e não se perderia tanto tempo nas paradas… mas essa é uma ideia muito radical, jamais seria implantada.

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        • Creio que ele estava exagerando quando falou em 5Km entre as estações…. a linha que será construída em POA terá cerca de 14 Km e 13 estações. Portanto, bem menos que 5Km entre elas.

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        • Cairu -> Bourbon 1,7km
          Bourbon -> Urubici 1,6km
          Urubici -> Conceicao 1km
          Conceicao -> Triangulo 1,5km

          Essas são as distâncias linha reta caminhando. Agora some isso a distancia lateral. O metro de SP com a pesquisa que fez, identificou que o limite é 10min caminhando (ou seja, 1km).

          2,5km é bastante. Eu caminhava 2km em 20 minutos. E nunca reclamei pq gosto de caminhar. Mas eu acho que sou minoria. Acho que todo mundo pega o carro em vez de caminhar 20 minutos e pegar onibus, até mesmo que é mais “barato” ir de carro.

          O metro resolve a questão da ligação da região que passa o metro ao centro. E é para melhorar o uso do transporte coletivo, e não para retirar onibus da rua para poder ter mais carros. Se por ventura ser mais rapido ir de onibus pro centro, o pessoal vai ir. Isso nao tem duvida. Tem varios casos do pessoal de canoas e regiao que estão mais que 1km da estacao que vem de onibus para poa pq o onibus passa na porta de casa.

          A grande duvida que tenho é como será que o pessoal de Alvorada, Cachoeirinha vai gostar de ir de bus ate a Fiergs e depois do trem. Tenho muita duvida se vai ser mais vantajoso.

          Somente com a integração (tanto na origem quanto no destino) com bicicletas, que esse 1km vai se transformar em 4km. E o pessoal vai usar. Mas somente se tiver ciclovias ligando os pontos. Obvio, bicicletários.

          Mas não é bom o pessoal não se iludir. Pq sem pressão, o nosso metro vai ficar que nem o trensurb. A unica estacao com bicicletario é de Sao Leo, e esta fechado o bicicletario. O pessoal deixa amarrado na entrada e, segundo as informações dos segurança, 1 bike por dia é roubada la.

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        • Leandro, imagina Porto Alegre cheio de micro ônibus, em micro ônibus os passageiros não podem viajar de pé e a tarifa é muito mais cara. Eu ando de ônibus, moro no Jardim Botânico e até o centro são 20m. de deslocamento. Caso haja congestionamento na Rodoviária um pouco mais. A maioria das pessoas que residem neste bairro se locomovem de carro, bicicletas, nem vejo por aqui. Acho uma lástima, mas apesar de ouvir tantas referências que este é um transporte de pobre na minha opinião é transporte de gente inteligente e consciente.

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        • Juliana,

          Viajar de pé na lotação pagando mais caro que onibus não dá.

          O diretor da EPTC falou hoje que se tirar faixa dos carros a população de POA não irá gostar. Claro que para ele eu nem vc (pq usamos outro meio de transporte) não fazemos parte da população que ele representa.

          Infelizmente a pobreza ta ligado muito a bicicleta. Tem muitos pobres que não usam nem onibus pq não tem $, ai vai andar a pe ou de bike. Mas acho que isso ta diminuindo, a populacao mais pobre ta recebendo mais.

          Te digo que na empresa lá que trabalho, nós guardamos nossas bikes no mesmo estacionamento. E o pessoal que vem de bike ta sempre sorrindo, diferentemente de quem vem de carro, que geralmente esta com algum tipo de stress.

          Mas tenta trocar o onibus pra bike, na tua região é bem mais simples, tem a ipiranga que é boa pra pedalar. Sem comparacao bike por onibus, so pegar o gosto que nao vai mais conseguir usar o onibus.

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  4. “Li inclusive a absurda conexão entre o Manifesto Comunista e uma nova revolução, desta vez protagonizada por ciclistas.”

    Hahaha! Esse Nagelstein é egocêntrico e tem medo de mobilizações sociais, já está na cara há muito tempo. Olha a paranóia, fazendo relação do Manifesto Comunista com a bicicleta. Daqui a pouco ele tá quenem aquela socialite que disse que o movimento dos alunos da USP tem relação com a “máfia japonesa e chinesa”. Mais engraçado quando leva a entender que os ciclistas tem um fundo de politicagem por trás. Se ele olhar no espelho, vai enxergar quem mais tem um fundo político por trás de suas ações.

    Ele pode tentar taxar as mobilizações pró-bicicleta de “anarquistas” ou “comunistas”, ficar em sua paranóia e não acreditar que as pessoas podem se mobilizar apenas pelo bem comum, sem um interesse político por trás.

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  5. Felipe X, para algumas pessoas entenderem o que secretário falou, acho que é melhor desenhar…já que a compreensão da leitura…

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  6. Ridículo o texto do Nagelstein. Egocêntrico como só nossos governantes conseguem ser, todo texto é um grotesco “eu, eu, eu”, um elogio ao seu ego enquanto reduz às críticas a um “partidarismo” e “classismo” que eu, como parte do movimento de ciclistas da cidade, desconheço.

    A absoluta maioria das pessoas que conheci que lutam pela inclusão das bicicletas são apartidárias, solidárias e tolerantes. Criticam o governo sim, mas pelo que faz, não por ser de um partido X ou Y.

    Falta modéstia e humildade a este senhor.

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    • A parte mais engraçada é quando ele fala ” na minha bandeira” . Bicicleta, atenção todos, é bandeira do Nagelstein, e de mais ninguém. Não roubem a bandeira dele que ele chora. Ele não pode ficar sem sua bandeirinha.

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    • Acho que o Nagelstein tinha que mudar o nome desse texto para “A bicicleta, a cidade – e eu”.

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  7. Existem vários estudos consagrados no mundo sobre isso, no Brasil não é diferente. Pesquisando rapidamente no google segue o link de uma pesquisa do IPEA do ano passado no sul do brasil (46% coletivo, 31% carro, 12% moto 7 a pe e bicicleta 2% – note que somente POA a % dos que andam a pe é maior, e tb as bikes são menores do que a media):

    http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/110124_sips_mobilidade.pdf

    Se pesquisar pra saber o número de pessoas por hora em uma via com 3,5m de largura obterá a informação:

    2.000 carros
    9.000 onibus
    14.000 bicicleta
    19.000 pe
    22.000 trem

    Parece óbvio, até mesmo que se sabe que um automovel a 70km/h precisa de 120m² de área. E em média cada auto carrega 1,2 pessoas.

    Porto Alegre, e as demais capitais brasileiras, foram planejadas para os pobre (que usam o transporte coletivo) ficar longe do centro. E os mais ricos (ou que tenham dinheiro para pagar a prestação) que tem carro usam o automovel no deslocamento no centro. Com o aumento de renda, menos pessoas usam o transporte coletivo (é obvio, pq sempre será pior do que carro – Restinga ate o centro em 30min por carro, em ônibus quanto ? 1 hora no minimo no onibus rapido).

    A quantidade de pobres em POA e no Brasil passa muitas vezes despercebido. Em SP, o metro de la tem pesquisa que diz que 50% andam a pe. A familia que anda de carro, faz em media 4,3 viagens por dia. Já que anda de onibus faz 1,3 viagens por dia. Está muito ligado a ter $ pra passagem. Por incrível que pareça.

    Está é uma conversa que nos países mais evoluídos, já está superada. Bicicleta é o futuro. Na Holanda por exemplo, se usa menos transporte coletivo/bicicleta que em POA, por incrivel que pareça. Mas o uso do carro é da periferia até o primeiro transporte coletivo.

    Ter ou não ter carro não é essa a discução. A discução correta seria pq não priorizar o transporte coletivo e individual não motoriazado (bikes e a pe) em vez do carro. Claro, para quem recebe $ da indústria (tanto os políticos quanto as empresas de comunicação) fica difícil a discução. Até me supreendi que a RBS não falou nada, até o prefeito foi lá no forum tirar foto.

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    • Mas ninguém aqui tá dizendo que a solução são os automóveis. Mencionamos que as coisas são muito levadas a luta de classes, e fizeste um pouco disso no teu post 🙂

      Mas em relação a minha suspeita, quer dizer que não é apenas 20% da população que usa automóvel mesmo? Pois disseste que na região sul como um todo é 31% e aposto que nas capitais do sul a porcentagem de automóvel é infinitamente maior do que no interior.

      E a solução é a bicicleta nem aqui nem nos países “evoluídos”. A bicicleta é parte dela, integrada com outros meios, como metrô, BRT e demais. Nem todo país é a Holanda, e podes olhar para a França para ver um caso de meios integrados.

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      • “A bicicleta é parte dela, integrada com outros meios, como metrô, BRT e demais” – É essa a solução!

        Toda a discução esta relacionada a qual prioridade.

        Por exemplo, a Ipiranga. Pq ter 4 pista pra carros, mais 1 de estacionamento ? Pq gastar 10 milhões para fazer uma ciclovia onde que qualquer ciclista com alguma noção sabe que ninguém irá usar alem de motivos de lazer ? E o transporte público não seria mais inteligente reservar 1 faixa pros onibus não ficarem trancados e o pessoal trocar o carro pelo onibus pra chegar mais rapido a PUC ?

        Quem ganha com menos uso de onibus por exemplo ? Será que é a população ? ou será que são os politicos/empresas de comunicação que são financiados pela industria automotiva ? Pq os ciclistas não são, é ruim pedalar quando tem carros andando rapidamente ao seu lado. Ou melhor, é otimo pro ciclistas o transito trancado (menos risco de acidente), mas o transito trancado não ocorre todo tempo nem em qualquer via.

        A questão da luta de classe é só um subterfúgio pra desviar o foco. Tem a questão de um artigo de opinião que saiu na ZH dias atrás por causa do título (que eu nem me toquei que era no manifesto comunista – só vi depois que o Valter me indicou) e de 1 frase relacionada com comunismo no último parágrafo.

        Mais algumas pessoas que na vida tem essa ideia. Capitalismo morreu, essas coisas.

        Como não estamos mais na ditadura, acho que esse papo de comunista comer criancinha pra desviar do foco não cai mais. A menos que o cara ainda esteja com o pensamento da guerra fria. Ou seja politico/empresario comunicação que tem outros objetivos menos nobres (ser financiado pela industria automotiva por exemplo).

        Em POA 25% de uso de carro é um bom número. Isso na média. Existem vários estudos, só pesquisar um pouco. Vou dar um exemplo aqui no meu trabalho. É no centro, aqui se pegar essas 100 e poucas pessoas que trabalham no meu andar, tu conta nos dedos (ok pode ser nas 2 maos) quem vem de carro (geralmente coordenador e gerente), e ainda tem que amar carro (ok, concordo que o onibus é uma porcaria, ninguem com carro com ar condicionado vai trocar). Pq no centro é complicado. Até tranporte público é melhor que carro. Mas isso no centro, pq nas outras regiões é melhor pra quem usa carro.

        Duvida ? Dá uma pesquisa pelo professor e engenheiro João Fortini Albano. Como é de uma universidade acho que tem mais respeito.

        Já se pegar a periferia, dá uma andada la nas bandas da Serraria, Belem Novo. Vai ver que o pessoal não usa muito carro (tem carro, não to dizendo que nao existe pessoas com poder aquisitivo pra ter carro), se somar o numero de pessoas vai ver que o uso de outros meios alem de carro é alto. Vou dar outro exemplo do meu trabalho, tem uma sede de lazer na Serraria. O pessoal que trabalha lá vai de bike. Pq o próprio onibus, pagar R$ 6 ao dia encarece a vida de quem ganha pouco. Não to dizendo que ninguem vai de carro, mas isso é minoria lá.

        Pega outras cidades do interior vai ver que o uso de bicicletas é bem mais alto do que POA. Pega o caso de Cidreira. O pessoal la usa bike. Onibus existe so na avenida principal (e nao preciso dizer que deve ser ruim). Carro muito caro (Cideira acho que é das cidades com menor $ per capita). Infelismente o uso das bicicletas está muito ligado ao menor poder aquisitivo. Os pobre ninguem encherga. Isso é fato.

        Outro exemplo, Belém do Pará. 38% usam bikes. Alto ? As cidades da região metropolitana de Belem o uso é de 70%. Mas pq ninguem fala disso ? Pq são os pobres que usam. Fator financeiro. E te digo que o pessoal não quer ser associado a pobreza. Todo mundo quer ter carro. Eu por exemplo acho bem melhor usar bicicleta. É um prazer imenso para mim. Mas esse pensamento em geral o pessoal que anda de bicicleta pq não tem outra opção geralmente não tem.

        A questão não é que bicicleta seja a solução. Ninguem falou isso la no forum, e quem fala isso é a mesma proporção (ou bem menor) dos que falam que todo mundo tem que ter carro (pessoas sem noção). E sim, que se priorizar o carro, é uma solução impossível de ser bem sucedida.

        Todo mundo tem o direito de ter carro. Os mais pobres tomara que um dia melhore o salario para que possa comprar um carro. Mas se todos usarem o carro pro transporte ao mesmo tempo, nenhuma cidade aguenta. Nem as cidades do exterior. Imagina POA que até não consegue tapar os buracos.

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        • Você levantou uma questão interessante.

          Não gostei dessa relação que Valter Nagelstein fez de ciclista com comunista, esquerdista, anti-capitalista…

          Nos EUA, quando um grupo de negros lutava por igualdade eles apareciam como um ‘foco comunista’.

          Até que ponto esse texto não é uma tentativa de desqualificar pessoas que gostariam de mais ciclovias?

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        • Ele não comparou ciclista com comunista. Ele está dizendo a absurda conexão que fizeram entre revolução comunista com uma suposta revolução “ciclística”. São estas pessoas que polarizam a discussão, não são todos ciclistas, ententem? Abaixo eu indiquei outro artigo que achei lamentável, que foi de um pessoal comparando os ciclistas à Rosa Parks.

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      • Leandro,

        Em relação a Ipiranga, eu concordo contigo. Mas até onde sei a via prioritária para transporte público é a Bento, tanto que o segundo metrô seria lá e já há corredor de ônibus. Mas mais uma vez, concordo contigo.

        Em relação a manifesto comunista, o ponto não é esse. Esse discurso revolucionário não ajuda ninguém. Cheguei a achar ofensivo quando um blog de ciclistas publicou um artigo comparando os ciclistas à Rosa Parks. Só o que me faltava, um monte de brancos de classe média se comparando a uma negra no “apartheid americano”. Mas eu sei, um monte de gente vai se dizer pobre em resposta a minha afirmativa.

        Por outro lado, não adianta tu pegar o caso de um professor, ou de um único bairro de uma cidade de 1,5 milhão de habitantes e a partir disso querer me provar que 25% é a taxa de uso em Porto Alegre. Aliás, se não região sul a MÉDIA é 31% (conforme tu mesmo falaste), a tendência é em POA ser mais. Um indicador destes sem fonte não diz nada, só a tua opinião. Onde está a fonte?

        E sei que no interior se usa mais bicicleta, ou se caminha mesmo. Mas POA não tem como viver da mesma maneira que Campo Bom vive, é outra realidade. Por isso mesmo o uso de automóvel em POA deve ser maior do que a média da região.

        Mas que bom que concordamos que bicicleta não é A SOLUÇÃO (mas tu escreveste exatamente esta frase no post anterior). Inclusive eu tenho automóvel mas vou pro trabalho de ônibus.

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        • Felipe,

          Pelo que vi vc não usa bicicleta todo dia, talvez como todo mundo somente para lazer (ou alguma vez ja pedalou). Então várias opiniões não está conseguindo percerber. Como por exemplo a questão da ciclovia da Ipiranga que foje da opinião que todos tem (ate mesmos alguns ciclistas). O que é normal, pois é dificil saber de tudo não tendo a vivência. Mas pelo menos é uma pessoa mais esclarecida, com pensamento mais aberto para novas experiencias, que ta tentando sair do senso comum.

          Tem algumas pessoas anarquistas. A massa puxa essas pessoas. Nem digo da palavra revolução. Os caras são tao loucos que pra revolução tem que ter lider, mas ai não é anarquismo. Mas esses sao minoria. E algumas outras pessoas (os politicos adoram), levam para esse lado.

          Quanto a opiniao do Sul21,
          http://sul21.com.br/jornal/2011/12/rosa-parks-e-a-massa-critica/
          te digo que, como ciclista um pouco mais esclarecido, concordo com 95%. Tenho certeza que com 5 minutos de conversa vc tb vai concordar. E esse papo não tem nada a ver com comunismo. Mas esse não é o ponto.

          O antigo projeto do metro pela Bento era só papo, nem projeto tem. Alias, nem fluxo de pessoas la tem pra metro. O fluxo que tem para metro é a regiao das Assis Brasil. Onde, daqui nao sei quantas decadas, vai sair o nosso tao esperado metro. O Fortunatti andou prometendo que o metro vai estar pronto quando terminar a sua releição. Nós como sabemos que agora nem projeto tem, dificilmemte em 4 anos vai ter comecado a escavação.

          O caso da Bento e Protasio (e possivelmente a Joao Pessoa) é o chamado BRT. Nada mais é o recapeamento por cimento, e novas estacoes (talvez o pagamento seja na estação e não no onibus – que ja vai melhorar). Mas no fundo esse projeto não muda muito. Pq se tu não integra bicicleta, nao colocar bicicletario na estacao, não fazer ciclovia para ir na estação, nada mudará. O onibus parara a cada 200 metros como acontece agora. Demorará o mesmo tempo, nunca será uma alternativa pro uso de carro.

          O metro de SP tem pesquisa que indica que mais de 50% dos paulistanos vão a pé, e a outra metade divide 25% para onibus/metro e 25% carro. E na mesma pesquisa, cada familia que usam carro, faz 4,3 viagens por dia na média. Já quem vai de transporte público, viaja 1,3 media por dia. Isso já sao dados que são dificeis de constestar.

          Outro dado bem conhecido, é que em POA tem para cada carro existe 2,1 pessoas. Entao se usar o carro todo dia, já fica somente 50%. Mas não é assim que acontece. Nem todos os carros saem todos os dias. Entao o 25% de uso é o dado que mais tende ao correto. Alias, Curitiba tem 1,5 pessoas por carro. Alias, o numero de carros não influe, o que influe é o seu uso. E não o uso diario, mas basicamente no horario do pico. De noite pode usar que nao vai influir em nada no transito.

          POA e Campo Bom tem diferente é o seguinte: Campo Bom tem muito mais ciclovia. E o tranporte coletivo de POA é muito melhor do que Campo Bom. Isso não tem duvida. Não tem como comparar capital com o interior (ou regiao metropolitana).

          Eu sempre tive carro, mas sou um desses que não gosto muito (apesar de saber que tem que ter). No antigo emprego eu caminhava 20 minutos ate chegar no local pra pegar onibus. Sempre gostei da experiencia. Agora troquei ja faz alguns anos, e melhorou pq nao precisei mais caminhar tanto e tb com mais opcoes de onibus. Mas agora em julho vai fazer 1 ano que venho de bike. Nesses ultimos meses to vindo ate chovendo, pq parece que vicia. Isso que são 10km, 30 minutos ida e mais 30 volta e mais uma ducha todos os dias. Te digo que a pior coisa que acontece é eu estando dentro de onibus/carro e ver um ciclista passar no lado.

          Como tu já anda de bus, é um pulo pra ir de bike. Claro que tem muitos outros fatores. Mas com ajuda de alguem, qualquer pessoa comeca a pedalar. Esse meio é bem facil se introsar. Qualquer coisa estou ai.

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    • A RBS tem sua agenda, todos tem e todos sabem 😉

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  8. Gostei do comentário do secretário, o mais engraçado é que muitos “destes” pelo menos vários que eu conheço, que pregam a luta de classes aqui na nossa cidade, quando podem vão fazer um bico de entregador de pizza na terra do “Tio Sam” para ganhar em dólares… hahaha

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  9. Algumas conclusões ao ler o que diz Valter Nagelstein:
    1. Ele está com medo da mobilização por melhoria do transporte;
    2. A mensagem que estamos descontentes com o transporte foi recebida pelos políticos bem como a sua influência nas urnas;

    O que eu acho:
    O problema não é o automóvel, acho que cada pessoa poderia ter uns 2 ou 3 carros e mais uma moto. O problema é ter o automóvel como único meio de transporte, porque o ônibus é demorado, perigoso, caro e desconfortável, não há ciclovias, não há metrô, nem bondes (VLT), aeromóvel…

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  10. Legal, parabenizo o secretário por seu trabalho, seja nas questões de bicicleta como na cidade baixa, pena que tudo é politizado e polarizado entre a velha esquerda e a velha direita aqui nos pampas. Como se isso fizesse sentido.

    E de onde tiraram 20% das pessoas com automóvel? Gostaria de saber a fonte, vamos aguardar o Olavo 😀

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    • Claro que existem ciclistas envolvidos com a política, mas a maioria não tem nenhum fim político ou ideológico, e só quer poder pedalar com segurança.

      O Nagelstein é quem insiste nessa besteira de que toda crítica à sua administração da SMIC tem motivação política.

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    • Olha Marcus, depois da fiasqueira que fizeram sobre uma frase que ele disse sobre o estacionamento do mercado público eu passei a concordar. E não acho que ele esteja dizendo que sejam todos ciclistas assim.

      E sobre aquela frase, ele mesmo assumiu que a frase foi infeliz, numa entrevista dada ao sul21.

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    • Engraçado que eu estava no Fórum o tempo inteiro e não vi o Nagelstein em nenhuma palestra.

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