Exemplo do Rio na revitalização de uma parte da Orla

Uma pequena favela, composta de 77 casas, será removida para dar uma outra cara a este canto da Barra

Veja a localização e como vai ficar a região:

Como vai ficar:

Governador do Rio, Sergio Cabral Filho e o Prefeito da Cidade do Rio, Eduardo Paes selaram, na última sexta-feira, 24/02/2012, um acordo para viabilizar financeiramente a derrubada de 77 imóveis que ficam na Vila União, na Barra da Tijuca. A comunidade, que abriga alguns  borracheiros, surgiu no início dos anos 1950 e fica espremida entre a Av. Armando Lombardi e a Lagoa da Tijuca, próximo ao Barra Point. Em seu lugar,  surgirão uma praça — ao lado da  futura estação de metrô da Barra — com uma marina que dará acesso a várias ilhas e lagoas da região. Fonte: O Globo

Por que trago este exemplo?

Poderia ser feito o mesmo com as casas da orla da Vila Assunção que ocupam indevidamente aquela área, privando todos os habitantes da cidade de usufruirem daquela bela região.

Ah, mas retirar as pessoas dali, por que?

Elas não querem deixar a orla ?

Pois deveriam. A orla é de todos.

Parabéns ao Rio de Janeiro por mais esta iniciativa.

Veja a situação de Porto Alegre, Vila Assunção

Olhando de perto, nada melhor que essas “belas”
fotos feitas pelo Ricardo Haberland:

Sugestão de post: leitor Paulo Roberto



Categorias:ORLA, TURISMO

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17 respostas

  1. Sou carioca, moro (em Jacarepaguá) próximo a essa região da Barra. Estou a 2 anos em Poa. Então, circulo entre as duas cidades.
    Infelizmente, seja no Rio ou em Poa, a mentalidade é a mesma. Revitalizar uma área é sinônimo de mandar os moradores pobres pra sei lá onde. Se é verdade, como é afirmado no artigo, que essas comunidades impedem o acesso de todos à orla, que se crie medidas para manter essas pessoas ali com suas casas e garantir o acesso de toda a população. Gostaria e muito de ir à Floresta da Tijuca, via Jacarepaguá, mas os seguranças dos condomínios que se instalaram no pé da floresta (em alguns casos construindo na área preservada) não me dão esse acesso. Além disso, as Lagoas da Barra e de Jacarepaguá estão extremamente poluídas. Em grande parte, por conta dos condomínios de luxo na Barra que despejam clandestinamente seu esgoto nas lagoas. Por que não defendem a revitalização, punindo esses condomínios? Por que não acabam com o acesso exclusivo de moradores de condomínios de luxo a certas partes da lagoa? Se é para democratizar, que se democratize tudo. É sempre mais fácil bater naquele que tem menos recurso financeiro.

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  2. Um pesadelo para nosso povo que odeia coisas de ricos….

    Por que ter lancha é coisa de porco capitalista…
    haha

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  3. Faço minhas as palavras do Luis Antonio do Ricardo Uk e do Felipe X, tem muita gente lucrando com esta miséria que se instalou nas ruas e praças de Porto Alegre, eu corro diariamente na Redenção pela manhã cedo, tem trechos do parque (sem exageros eu posso levar qualquer um para mostrar ou para sentir) que fedem a dejetos humanos sinal de que muitas pessoas defecam no mesmo lugar, e o que faz o poder público nada. Praças e parques viraram acampamentos de sem teto, em PoA, sem tetos estes que estão drogados alcoolizados doentes sem tratamento nenhum, abandonados a própria sorte pelo poder público. Muitos dirão que eles tem o direito de estar ali, como eu tenho direito de levar um filho pequeno para brincar numa praça, e não venha nenhum mendigo alcoolizado me importunar, que eu possa sentar num banco da praça, sem que o mesmo esteja servindo de cama, que eu possa colocar o lixo limpo devidamente ensacado, e não venha um “rasgador de saco” espalhar tudo pela calçada. Eu revindico uma cidade limpa e decente, onde as pessoas tenham o mínimo de educação para conviver em sociedade. Menos discuções ideológicas ‘ricos x pobres” e mais dicernimento.

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  4. Se ate’ aquelas malocas ‘a beira do Arroio Cavalhada os comunas reclamam que estao desrespeitando os direitos dos moradores – como se os mesmos vivessem em condicoes minimas de cidadania – imagine o que nao diriam se tentassem tirar essa vila, que ja’ ta’ ali ha’ uns 100 anos. Porto Alegre tem uma mafia do “social”. E’ de interesse dessa mafia que os favelados continuem favelados.

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    • Eles precisam continuar favelados para continuar sendo defendidos e, através disso, tendo seus votos “conquistados”.

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  5. Uma cidade que tem administradores incopententes e politicos burros, jamais acontecerá.
    Não sei o que esta havendo aqui, pois sempre via Porto Alegre como uma cidade que procurava crescer, desenvolver e derrepente tem mais mendigo nas praças que morador no Farroupilha. Se cuidarem em todos os viadutos do centro tem moveis e morador de rua. Que isso gente, ainda querem copa aqui na cidade? A cidade que mais tem cheiro de urina mesmo o Dmae lavando as calçadas na madrugada, tem indigente e gente que sai dos moquifos da Marechal Flroriano defecando e urinando nas portas e frente de prédios.

    Porto Alegre esta crescendoem investimentos de empresas privadas, tem bons shoppings que nos salvam nos dias de muito calor. Mas tem um péssimo transporte coletivo, e uma administração confusa, e que vai ficar cada vez mais perdida quando chegar perto das eleições….

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  6. Tirar dos ricos é muito mais eficiente, em vez de prejudicar dezenas de pessoas prejudica uma meia-dúzia, pra ganhar o mesmo espaço. Além de prejudicar bem menos, já que não se vai destruir completamente a lógica de vida delas. E ainda tira menos votos. Porque é tão difícil?

    Eu realmente me assusto ao ver alguém achando normal despejar famílias a 50 anos num local, e tratando essas pessoas como se fossem vagabundos e criminosos.

    E falar que o problema da orla é das favelas é brincadeira. O espaço ocupado por quem tem grana e poder político é muito maior.

    Posição covarde essa de bater no pobre coitado porque tem medinho de brigar com gente grande. Antes de tirar aqueles clubes e marinas ali do lado, acho inadmissível mexer na pequena vila, inversão total de qualquer valor.

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    • Carlos, este é apenas um exemplo. Não queremos penalizar as classes mais baixas por um problema que envolve várias classes. Queremos a orla do Guaíba livre para toda a cidade e não para grupos de pessoas, sejam eles pobres ou ricos. Já falamos sobre isso dezenas de vezes aqui no Blog, através de posts ou comentários de leitores. A nossa briga é igual em relação a escolinha de futebol do grêmio que ocupa boa parte da orla do bairro cristal ou do parque gigante, do inter. Ou das dezenas de mansões e condomínios do bairro Pedra Redonda. Ou também, das diversas favelas, sim, favelas que existem na Assunção e na Serraria, por exemplo. No passado, eles ocuparam a orla com anuência do poder público, sim. E agora? Toda a população eternamente será penalizada por isso, sem poder usar a orla em toda a sua extensão? Lembrando que constitucionalmente a orla é de uso público, e não privado, seja de quem for. Portanto, considere este post um exemplo. Nada mais que isso.

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    • Fernando, é mais complicado por que eles podem contratar ótimos advogados e o processo se enrolar por anos. Mas não estou dizendo que não deve ser feito.

      Ninguém está batendo no pobre coitado. Começou o discurso coitadista que não deixa as coisas acontecerem aqui. O que estamos falando é contruir casas DECENTES (em contrapartida as palafitas em cima de um lago super poluído onde moram hoje) no mesmo entorno onde moram (não lá no fim da vila nova). Vida de quem está sendo destruída?

      Acho covarde é querer ganhar votos tomando uma posição de querer manter as pessoas nas más condições que estão, em nome de “consciência social”. Mas gostaria que me esclarecesse como essa realocação que eu me referi seria uma agressão a eles.

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      • Tirem a vila dos pescadores, mas tb tirem as mansões e condomínios de luxo que existem da assunção até ipanema, incluindo a casa dos Sirotsky. Se é para desapropriar, que seja PARA TODOS. Que ver essa CORAGEM TODA pra defender no blog a desapropriação dos ricos.

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        • Vou repetir o que falei para o Carlos Fernando:

          Não queremos penalizar as classes mais baixas por um problema que envolve várias classes. Queremos a orla do Guaíba livre para toda a cidade e não para grupos de pessoas, sejam eles pobres ou ricos. Já falamos sobre isso dezenas de vezes aqui no Blog, através de posts ou comentários de leitores. A nossa briga é igual em relação a escolinha de futebol do grêmio que ocupa boa parte da orla do bairro cristal ou do parque gigante, do inter. Ou das dezenas de mansões e condomínios do bairro Pedra Redonda. Ou também, das diversas favelas, sim, favelas que existem na Assunção e na Serraria, por exemplo. No passado, eles ocuparam a orla com anuência do poder público, sim. E agora? Toda a população eternamente será penalizada por isso, sem poder usar a orla em toda a sua extensão? Lembrando que constitucionalmente a orla é de uso público, e não privado, seja de quem for.

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        • Gilberto, já concluí que não adianta a gente dizer o que pensa, tem algumas pessoas que são dogmáticas demais. Eles querem uma coisa, simplesmente não ouvem o que gente diz/escreve e tem certeza que sabe o que a gente pensa.

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  7. Sabe o que é pior? Seria possível construir casas decentes, com estrutura para esse pessoal em uma região próxima ali. Não digo na Assunção, mas no Cristal ou Camaquã. Mas se alguém propor isso vão começar com as conhecidas ladainhas: isso é higienização social, eles tem direito, a vila é histórica, se vão tirar os pobres que tirem os ricos, blah blah blah.

    Não que eu não ache que a faixa litorânea não deva ser tirada dos ricos também, mas convenhamos que é mais complicado. Mas poderia ser pensado a médio prazo.

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    • Felipe isto se eles também não alegarem que ali é um quilombola na beira do lago, de antigos escravos fugidos e blablablabla…

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  8. Rá! Nunca que alguém vai retirar as pessoas de lá. Isso significa perder votos, apenas. Enquanto tivermos o povo que temos e o sistema de escolha de representantes que temos, não adianta sonhar! Para eles é uma conta matemática simples. Só se faz algo se vai trazer votos. Isso não vai. Portanto, se todos os miseráveis dessa cidade quiserem ocupar a orla com um pouco de organização, eles ocupam e ninguém tira. Por favor, não vamos delirar. Nem tirar os mendigos e loucos da Praça XV ou da Alfândega, o governo tira, que é tão simples, basta uns 2 seguranças por área. E isso que são as áreas ”turísticas”da cidade.

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  9. Pois é, Giba!! Falam que essa favela da Vila Assunção é uma “pequena vila de pescadores que data de 1950”, como se isso endossasse e os permitisse, além de avacalharem com a orla, obstruírem a visão do Guaíba para toda a sua população que ali circula. No Rio essa comunidade de borracheiros também data de 1950, mas a população e a administração do Poder Público por lá pensam bem diferente e a área está sendo devolvida à população e para a cidade, que ganharão uma marina pública e um calçadão bonitos e novinhos em folha para se curtir a Lagoa da Tijuca, na Barra/Rio. Na verdade até aqui mesmo creio que toda a população queira o mesmo, mas sempre vem os defensores do que seria o pseudopoliticamente correto para dedender coitadismos oportunistas, quando na verdade o politicamente correto é uma orla para todos. Terras públicas não sofrem usocapião, poderiam estar lá há mais de cem anos que ainda assim aquela área seria de direito da população em geral e não de poucos. Não importa que desde 1950 as administrações tenham sido relapsas. Se não todo mundo teria direito de se adonar de uma parte da orla e privas os demais, direitos iguais. Nesse ponto as mansões e clubes ao menos compraram a área e em algum momento o poder público recebeu algo pela área. Já esse trecho foi ocupado, ou seja, a população foi usrpada.

    Esse é o melhor momento da história de POA para se tentar fazer algo por aquel área, pois o Cais e a Revitalização da Orla via Jaime Lerner estão em voga, bem como é um ano eleitoral e um período pré-copa. Querem melhor oportunidade para tanto? O Rio com esse exemplo está aí para quebrar falsos tabus. Que este caso sirva de paradigma para que aquel área seja devolvida à população e à cidade de Porto Alegre. É um trecho muito belo, junto ao Guaíba. Quem passa pelo Barra Shopping e já viu o pôr-do-sol dali, consegue imaginar o que se passa todo dia por trás daqueles casebres. Somos usurpados diariamente de um pôr-do-sol fenimenal e de uma área para sentar, conversar, caminhar e se exercitar.

    Ainda que fossem legalmente adquiridas, deveriam sair, pois daquele jeito não dá pra ficar. A PMPA já deu casa para tanta gente, se está com pena, que dê casa para eles também, mas em outro canto da cidade, Aquela área é fundamental para a requalificação urbana da cidade e a devolução do Guaíba à ela. Diria até que faz parte do PISA, pois igualmente devolveria o Guaíba à população.

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  10. Mas na terra do “tudo pelo social” e “contra o capitalismo selvagem” isso JAMAIS vai acontecer…….infelimente!

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