Andrade Gutierrez negocia recursos com o Bndes e o BB

Antes da inspeção de uma comitiva da Fifa, que terminou na quarta-feira com a promessa de assinatura do contrato para as reformas do estádio Beira-Rio até terça-feira, a construtora Andrade Gutierrez (AG) fez um novo contato com Banrisul. Desta vez, uma carta endereçada ao diretor-técnico de crédito, Guilherme Cassel, informou que a empresa está em fase de conversações com o Banco do Brasil e o Bndes com o objetivo de viabilizar um consórcio para a liberação do financiamento de R$ 205 milhões e pôr fim à novela envolvendo o início das obras na estádio-sede de Porto Alegre para a Copa do Mundo de 2014.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Andrade Gutierrez confirma que segue em negociação com os possíveis repassadores – entre eles o Banrisul – que formarão o consórcio destinado à obtenção dos recursos do ProCopa, programa do Bndes. O impasse entre o banco gaúcho e a construtora mineira se arrasta desde dezembro do ano passado, quando o Banrisul negou a proposta da AG, em função do baixo comprometimento da empresa com as garantias exigidas para a contratação dos recursos.

O diretor-técnico de crédito do Banrisul, Guilherme Cassel, afirma que o comunicado reitera a intenção de que o Banrisul lidere a sociedade. O presidente do banco, Túlio Zamin, já havia antecipado, em fevereiro, a necessidade de formar uma associação com outras instituições financeiras, tendo em vista as dimensões e a natureza do projeto.

Para Cassel, o texto colabora com a continuidade das negociações. Mesmo assim, não foram marcadas novas reuniões e a mensagem não especifica a formatação da divisão dos riscos. “O conteúdo da nota apenas reafirma a disponibilidade da AG em apresentar as garantias, por meio da elaboração de uma nova estrutura de parceiros”, conta o diretor.

Na semana passada, outra nota oficial atestava que o grupo mineiro teria encontrado os mecanismos para chegar aos 100% de cobertura na operação. O Banrisul nega a possiblidade de aceitar os lucros de exploração do empreendimento como parte das garantias, com base em padrões de procedimentos em concessões de crédito. No entanto, explica Cassel, as negociações do banco com a construtora em nada impedem a assinatura do contrato entre o Internacional e a AG.

Rafael Vigna – Jornal do Comércio



Categorias:COPA 2014, Reforma do Estádio Beira-Rio

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12 respostas

  1. pps – n era este sr ultra respeitado, presidente do Banrisul q qria investir pra trazer o ronaldinho pro gremio???…. n é pq o cidadão decidiu fazer issoq virou um exemplo de gestor

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    • O banrisul patrocina os times, não é normal o patrocinador querer trazer um jogador que tende a atrair dinheiro para o time, devido a fama e exposição? Me parece que sim.

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    • Nunca ouvi essa informação de que o Banrisul investiria para trazer o Ronaldinho para o Grêmio. De onde tiraram isso?

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    • Bem eu sei que que o Banrisul tem parceria com o Inter e Grêmio para as escolinhas de futebol e tem também os Fundos Banrisul Grêmio e Inter! Agora trazer o Ronadinho, serve para que? hahaha

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  2. bancos públicos n deveriam sequer existir, muito menos bancos como o BNDES q só servem para subsidiar os ricos… q dirá financiar estadio público… obviamente q o empresario q se utiliza de uma estrutura existente n tem culpa disso… a culpa é do governo

    ps – este dinheiro deveria estar na minha mão q qro investir e n na das empresas nacionais q querem o meu dinheiro para investir… afinal é dinheiro dos meus impostos e dos pobres coitados q se submetem a carteira de trabalho

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    • Não precisamos ser tão extremistas, o BNDES já financiou a obra de hidrelétricas e outras obras de infraestrutura que são do interesse do país.

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  3. É por essa razão que grandes obras não são realizadas em PoA. Todo mundo querendo meter o bedelho e arrumando picuinhas. Fato é que a AG está disposta a pagar juros mais altos junto a outros bancos para conseguir realizar a obra, mas mesmo assim parece que todos estão contra… Ou vai ver que é eu que estou desinformado.

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    • Está desinformado. O financiamento para a reforma do beira-rio virá de uma linha especial de crédito da BNDES – chamado ProCopa Arenas – a juros baixíssimos (subsídiados). O que a AG está buscando através de Bancos repassadores dos recursos do BNDES é a garantia desse empréstimo, mas ela não tem conseguido provar que o negócio proposto tem capacidade de pagar esse financiamente, já que garantiu apenas 20% do valor requisitado e os seus sócios são ocultos.

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    • Exato, Julião. O ponto é que está sendo usado financiamento de bancos públicos (bancos para desenvolvimento ECONÔMICO e SOCIAL) para construir estádios privados. A AG quer o lucro mas não quer garantir, mas felizmente o Banrisul tem um administrador que não quer botar dinheiro do seu banco em investimento de risco por politicagem.

      Lamentável isso, esse dinheiro devia estar na mão de empresas nacionais que querem investir para crescer.

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      • Concordo plenamente, bancos públicos não deveriam financiar estádios de futebol, e nem qualquer tipo de evento futebolístico, pois esses esporta já se sustenta por si próprio com patrocínios, venda de ingressos, mensalidades. Clubes espanhóis fornecem ingressos para shows e concertos, viagens e entrada em museus, no Brasil… mas desculpem a ignorância, mas continuo sem entender… Que culpa a AG tem do governo fazer a estupidez de subsidiar os estádios?

        Parece que estamos culpando as moscas pela lata de lixo… Vamos supor que realmente a AG seja a grande vilã dessa história, isso não altera o fluxo do meu dinheiro para clubes de futebol.

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      • Olha, ao meu ver ela tá fazendo jogo pra conseguir isso. Tentou no Banrisul, agora foi pro BNDES, não é como se houvesse uma promessa desse empréstimo público desde o início. É estratégia de terra arrasada, a coisa tá atrasada e TEM QUE SER FEITA AGORA, então o dinheiro aparece conforme os interesses da AG.

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  4. Negócio muito conturbado e estranho. Casos assim tendem a gerar sérios problemas e até disputas judiciais no futuro.

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