Porto Alegre ganha novo bairro planejado

A empresa gaúcha Arcádia Urbanismo e a paulista Scopel Desenvolvimento Urbano apresentam, neste fim de semana, o bairro planejado Jardim Allegra. O projeto dispõe, segundo nota, de 616 terrenos urbanizados, ocupando uma área de 19 hectares no bairro Rubem Berta.

O Jardim Allegra oferece terrenos a partir de 150 metros quadrados (m²) infraestrutura urbana – asfalto, guias e sarjetas, drenagem de água da chuva, redes de energia e saneamento e iluminação pública. O projeto ainda inclui um parque arborizado de 1,9 hectare, com quadra poliesportiva, academia de ginástica ao ar livre, circuito de caminhada, playground, sala com jogos de mesa e pomar.

Situado na Rua Raul Cauduro, entre as avenidas Protásio Alves e Baltazar de Oliveira Garcia, o empreendimento oferece ao consumidor a oportunidade de adquirir terrenos com parcelas mensais a partir de R$ 435,00. O Jardim Allegra deverá alcançar valor geral de vendas de R$ 40 milhões e amplia o espectro de atuação da Arcádia, reconhecida pelo pioneirismo em lançar empreendimentos de luxo na Serra e no Litoral Norte do Estado.

O foco do Jardim Allegra são jovens de 20 a 40 anos, com renda familiar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, que planejam a construção da primeira casa em uma área projetada com conceitos de sustentabilidade social, ambiental e econômica.

Jornal do Comércio



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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22 respostas

  1. Bom e espero que ajude a melhorar aquele lado da cidade que esta abandonado.

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  2. “Higienizacao do Centro… isso e’ conversa de comunas” “Cavalo dado não se olha os dentes”

    Cara, ignorância classe A, não conhecem um pingo da História da própria cidade. Vocês não tem idéa da burrice que vocês estão falando. Admiro o eduardo que teve paciência pra conversar com esses coitados, eu só posso recomendar que eles estudem as intervenções urbanas da prefeitura de Poa de 1900 a 1970 na cidade baixa, rio branco, no centro e outros bairros onde tantos moradores foram literalemente chutados, perdaram seus bens e em troca não ganharam nada, ou no máximo, uma sub-habitação nos limites da cidade.

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  3. Afora discussões ideológicas, nao vejo mal no empreendimento e torço para que estimule melhorias na infraestrutura urbana do bairro Rubem Berta.

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    • Pode acabar induzindo à geração de empregos localmente, estimulando os pequenos comércios já estabelecidos na região, que certamente iriam promover alguma qualificação para atrair os novos vizinhos de poder aquisitivo mais alto.

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  4. Por que complicar a vida? Por que não botar “Allegra” com um “l” só?

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  5. Vai ser barato porque é uma área cercada por vilas.

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    • Acho que vai ser caro mesmo com as vilas. Estes condomínios geralmente criam uma mini-cidade em uma área murada e separada do resto. Vide alphaville, etc.

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  6. normal, afinal especulação e segregação são políticas públicas praticadas pela prefeitura através do IPTU e da concentração de terrenos em mãos do estado

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  7. E na boa, ninguém tá falando de comunismo… Só de direitos básicos e fundamentais.

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    • Direito básico de morar dentro do Jockey, como a Sofia Cavedon sempre quer? (em vez de um terminal de BRT no mesmo lugar).

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      • Nao mistura direito a moradia com desrespeito a propriedade privada. Eu nao to falando disso. Se a Sofia Cavedon fala, problema é dela.

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  8. Higienizacao do Centro… isso e’ conversa de comunas. Os mais pobres vao para a periferia da cidade porque os precos dos imoveis sao menores; se ha’ algum culpado na historia e’ o mercado capitalista. A outra opcao e’ morar em casinhas todas iguais, receber racoes do governo e dirigir carros de 1940, como os cubanos.

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    • Ricardo… despejaram parte considerável dos habitantes da Ilhota numa situação de abandono e isolamento, no melhor sentido da palavra, numa região 22km longe do centro, sem saneamento básico, nem qualquer forma de ajuda financeira para reconstruir as moradias. Imagino que isso nao tenha se aplicado a TODA Restinga, mas a uma parte considerável. Hoje em dia pode-se dizer que os direitos básicos previstos na constituição estão muito mais assegurados, mas não se deve fechar os olhos para parte da história da cidade. Se tu não sabe da história, é melhor ter mais moderação com as tuas afirmações.

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      • Ah, só pra complementar; logo que a Restinga começou a ser habitada, o transporte público era precaríssimo, pra não dizer inexistente.

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        • Cavalo DADO não se olha os dentes.

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        • Bah, adoram falar em paternalismo, em coisa ‘dada’… falar isso de gente que nada recebeu na vida? Gente que há muito tempo atrás foi escrava e nunca conseguiu sair da condição de subserviência?

          É claro que tem muito vagabundo, assim como tem em qualquer condição social…

          Mas tem gente que sofre pra caralh* e ganha uns centavos catando lixo… É digno isso? Vai pagar IPTU ou vai alimentar os filhos?

          Vamos sair do espectro da esquerda e da direita. Tem coisas que estão acima disso. O que parece faltar pra muitos ‘esclarecidos’ internautas é sensibilidade histórica e humanitarismo.

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  9. Abaixo, tem foto do entorno do empreendimento com a linda infra-estrutura da periferização da cidade. Toda composta pela expulsão dos “pobres” das áreas valorizadas da cidade com auxilio do poder público a serviço a especulação imobiliaria.

    Espero que invistam tb, nesses locais que clamam por melhoria urbana de todo tipo.

    http://www.imovelclass.com.br/ler.php?id=1353

    Por um lado, que bom, aparentemente parece ser bem interessante, em termos de bairro planejado. Mas a tendência é cada vez imoveis de tamanho menor com valor nas alturas!!

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    • “expulsão dos ‘pobres’ das áreas valorizadas da cidade com auxilio do poder público a serviço da especulação imobiliária”.

      Alguma prova disso, ou é mais um achismo de esquerda sem embasamento fático?

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      • Veja bem, ele pode ter exagerado. Porque hoje alguns direitos básicos são assegurados, como saneamento básico e novas moradias ou “aluguel social”. Mas o exemplo mais grave que temos na história de POA é a Restinga. E possivelmente houveram outros casos que originaram novas vilas na zona norte da cidade. Antigamente, esse tipo de ‘abandono’ era bem comum. Tudo em nome da ‘higienização’ do Centro.

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