Obras do BRT de Porto Alegre começam segunda-feira (12)

De olho na Copa e nos problemas diários de congestionamento, a capital gaúcha decidiu iniciar a construção de seu sistema BRT (Bus Rapid Transit)

Atuais condições do corredor da Av. Protásio Alves créditos: Francielle Caetano/PMPA

Está marcada para a próxima segunda-feira (12), às 10h, o anúncio oficial do prefeito José Fortunati de início das obras no corredor da avenida Protásio Alves.

O projeto faz parte do conjunto de obras listadas na Matriz de Responsabilidades da Copa, e tem a grande missão de qualificar o sistema de transporte público, além de amenizar o problema de trânsito caótico que os porto-alegrenses enfrentam todos os dias. O documento será assinado na parada de ônibus da av. Protásio Alves, mais próxima à avenida Saturnino de Brito, sentido centro-bairro.

Saiba mais sobre o BRT, clicando aqui.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

The City Fix Brasil

MOBILIZE.ORG

Veja aqui em baixo a matéria de ZH.




Categorias:BRT, Meios de Transporte / Trânsito

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28 respostas

  1. As paradas de ônibus bem que poderiam ser iguais as de Dubai, conforme o video de apresentação do Globo Reporter dessa sexta (25/05), vejam o fim do clip. Claro, sonho, imagina como ficam os fumantes? E o pessoal que adora por cartazes nas paradas??? http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2012/05/gloria-maria-apresenta-os-encantos-de-dubai-no-globo-reporter.html

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  2. errata
    a redes = as redes
    e outros erros….

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  3. BRT é coisa velha e atrasada… Não sei porque não colocaram trens leves, que é mais econômico, bonito e polui menos. Máfia dos ônibus? Quem sabe.

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    • Trens leves realmente me PARECEM uma boa alternativa. Me dão melhor impressão que ônibus. Mas não tenho conhecimento técnico pra afirmar qual é melhor.

      De qualquer maneira, a questão da “máfia dos ônibus” em POA é bem pertinente. Poucas vezes vi uma cidade do tamanho de Porto Alegre com aversão tão grande a outros tipos de transporte público. São discussões que vivem nas ruas, na imprensa e nunca na prefeitura. A exceção é o Trensurb. Ainda bem que as coisas parecem mudar nos últimos tempos, mas é bom ficar atento à “Máfia”. Não podemos provar que ela existe, mas é bem provável que tenham muito poder dentro da administração pública de POA.

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      • Eduardo
        Trens leves tem um custo de implantação bem maior para os cofres públicos a medida que tanto a linha como a redes elétricas e os veículos ficam por conta do agente público, entretanto depois de implantado os veículos tem uma durabilidade espantosa. Além disto para um estado que construirá nas sua com a Argentina o o complexo hidrelétrico de Garabi que produzirá 2.700 MW de potência, que tem um potencial de energia de biomassa ainda totalmente inexplorado além de outros recursos para geração de energia elétrica, lançar-se num modal (BRT) que consome petróleo e não energia elétrica como os trens leves é simplesmente burrice.
        Uma coisa é a energia elétrica, que depois de construída o seu valor pode ser contratado a valores constantes e outra coisa é o petróleo que se o USA entrar em guerra com o Irã o preço pode facilmente atingir 150US$ ou até 200US$ o barril.

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  4. Voltei!

    Vocês estão muito otimistas, a prefeitura diz que começará as obras e nem mostra o projeto aos munícipes, só uma reportagem na Zero Hora.
    Se o projeto não for bem feito estes papa-filas (os BRTs da década de 60) vão atravancar mais do que qualquer coisa.
    Alguém sabe se o BRT será ou não diesel elétrico?
    Alguém sabe se na entrada dos BRTs não vão colocar uma roleta? Lembre-se que o sindicato dos motoristas e cobradores é forte com tendências mafiosas, se houver possibilidade de dispensa dos cobradores o pau pega.
    Estamos sendo tratados como cidadãos de segunda linha, onde meia dúzia de iluminados discutem tudo para depois a Zero Hora noticiar como eles resolveram o NOSSO PROBLEMA com o NOSSO DINHEIRO.
    Bota democracia participativa!

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  5. Vão enfeiar a Avenida Padre Cacique com corredores de ônibus (oops, BRT fake), deixando-a parecida com as feiosas avenidas Farrapos, Protásio, Assis Brasil e etc… ={

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    • Pois é, será que vão fazer isso mesmo?

      Não estão planejando um aeromóvel ou VLT para essa região da cidade?

      Que planejamento!

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      • Vão acabar com umas das poucas avenidas naturalmente belas da cidade, deixando-a com cara de corredor de ônibus concretão frio e sem graça, logo cheio de cartazes colados e pixações. Se nem a terceira perimetral perdoaram, não terão pena dali, por isso não queria um corredor de ônibus e suas muretas na área mais turística e bucólica da cidade, junto à orla e seus parques e verde. ={

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  6. Vou repetir o que já escrevi aqui diversas vezes, sem contestação. Uma coisa é construir linhas de BRTS em cidades que contam apenas com linhas normais de ônibus, é claro que é uma evolução (temporária, mas é), pois organiza o sistema para os corredores, aumentando a eficiência, agilidade e qualidade do transporte.

    Não é o caso de Porto Alegre, que já conta com corredores de ônibus (que são BRTs primitivos) desde a década de 70. Ou seja, se eles forem substituídos por BRTs, teremos apenas um mudança estética, mas o sistema de transporte público continuará perdendo vpassageiros para os automóveis e a circulação na cidade continuará caótica e congestionada.

    Mas não desaprovo essa mudança. O que desaprovo é pensarem e divulgarem que essa mudança seja uma revolução significativa. Portanto, se estão fazendo isso para ganhar tempo até que se planeje, estruture financeiramente e viabilize o aumente da capacidade de investimento do governo, para no decorrer de 20/30 anos substituir esses BRTs por linhas de metrôs, ótimos; caso contrário, estarão enganando a população e atrasando ainda mais algo que a cidade inevitavelmente fazer.

    No futuro, os planejadores atuais da cidades serão lembrado, não como urbanistas visionários, mas como aqueles que ajudaram a atrasar o desenvolvimento da cidade.

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    • Olha, não sei se tivemos algum adminitrador visionário desde o tempo dos positivistas kkk. Mas enfim, acho que até existe um plano de metrô com uma meia dúzia de linhas por POA.

      A questão do metrô complica por precisar de muito dinheiro, então só sai com apoio (no mínimo um bom financiamento) federal. Está acontecendo agora, tomara que não seja uma ação isolada e acabe por aí.

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      • Felipe
        A construção necessita muito dinheiro, porém a prefeitura já poderia estar com estudos de viabilidade e ante-projetos prontos, isto não custa muito e poderiam colocar alguns arquitetos, engenheiros e geólogos a trabalhar nisto, quando surgisse a oportunidade seria muito mais fácil.
        Agora o que será feito, será trocado o piso dos corredores de asfalto para concreto (algo que já deveria ser começado há vários anos) e colocar estações que ninguém sabe quantas e nem a onde. Esta é a grande visão dos nossos gestores atuais.

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  7. Não duvido que depois do ar, vão aparecer carroças adaptadas com ar… e as paradas de onibus sem ar..
    haha

    E só em linhas de BRT pra ir a pé no bus, ja que são com muitas retas, por que pego o T9 quase que diariamente, e é um inferno aquele onibus lotado fazendo trocentas curvas… é terrivel..

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  8. Uma das grandes questões é a manutenção dos materiais. Porto Alegre tem um problema crônico com deterioração do patrimônio público. Às vezes é desleixo na manutenção, às vezes é vandalismo e em outras o problema climática, pois POA tem variações e intensidades climáticas muito bruscas.

    E tambem tem o problema do planejamento mal feito, de projetar e construir coisas com materiais que sujam rápido ou atraem o vandalismo.

    Não adianta ter um ar condicionado e outros requintes se em 6 meses vai estar um lixo de novo. Espero que os novos projetos da prefeitura evoluam nesse sentido. E que o povo cuide, é claro.

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  9. Eu tava conversando com uma amiga minha sobre a capacidade dos ônibus, nós chegamos à conclusão que não nos importamos de andar em ônibus sem poltronas se eles tiverem ar condicionado SEMPRE. Isso aumentaria bastante a capacidade, podia ser aplicado em linhas BRT. Claro que tem que ter alguns assentos pra idosos, gestantes e grupos preferenciais, mas fazer uma abordagem mais “trem de metrô” onde é visada a capacidade do carro.
    Podem negativar, não me importo! hahaha

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  10. Acho que o maior problema de Porto Alegre é a deterioração e falta de manutenção. As coisas se deterioram rápido, em função do clima, de vandalismo e possivelmente da má qualidade dos materiais.

    Torço para que a prefeitura faça investimentos maiores e mais ‘definitivos’ nesse sentido.

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  11. Mas então Gilberto, nessa matéria apenas está descrito genericamente o que é um BRT, e não o modelo a ser implantado em Porto Alegre. Pessimista como sou, acho que a prefeitura vai cortar a maior parte dessas “features” de BRT e fazer uma coisa bem porca.

    Vai ser muito vergonhoso se isso acontecer, pois estaria sendo jogada fora a experiência adquirida na implementação do corredor da Sertório que, apesar do subaproveitamento corrente, é o MELHOR corredor de ônibus da cidade no que tange ao modelo de ônibus e estações. Neste corredor, tem-se já a agilidade do embarque em nível, com a praticidade (e conforto) da estação centralizada; além disso, seria muito fácil adicionar pagamento antecipado aos ônibus deste corredor, bastando apenas alterar o layout interno e posição da roleta. Claro, seria necessário adaptar o terminal do mercado para pagamento antecipado, mas é uma obra simples com inúmeros benefícios: reduziria as filas no embarque e serviria de controle de acesso à area, desmanchando a cracolândia ora existente.

    Além disso, se confiarmos no texto da ZH, só serão feitas obras entre o Túnel e a Saturnino de Brito, de forma que não teremose NENHUMA intervenção a favor do BRT no túnel e o trecho restante até o centro. Para mim, isto apenas demonstra o abismal despreparo e desconhecimento do problema em tela por parte dos projetistas. É evidente para todos os usuários que o túnel é um dos piores gargalos, e seria plenamente razoável dotar-lhe de uma faixa segregada para estes ônibus, desacoplando o desempenho do BRT das condições transientes de tráfego.

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    • Olha a área da matéria da ZH (recorte) que marquei em amarelo, no post (https://portoimagem.files.wordpress.com/2012/03/brt-zh2.jpg). Pelo que vi vai ser feito em etapas, e pelo menos as estações com pagamento antecipado vão sair, até com ar condicionado, imagina!
      Mas os caras tão muito atrasados, meu deus. Ainda não sabem como vai ser o projeto integralmente. Tenho medo que tu tenhas razão e que saia tudo de qualquer jeito.
      Quanto ao tunel, duvido que eles mexam novamente nele. Vai ser como tu falou, com certeza.

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      • A ver. Temos que ficar de olho quando for definido o modelo das estações 🙂

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      • Para esclarecer: me preocupo com o modelo das estações por entender que é uma escolha crítica para o desempenho e conforto do sistema. Existem dois modelos possíveis:

        1) embarque tradicional (pela direita) – neste modelo, são requeridas duas estruturas distintas para cada estação (uma por sentido), e o embarque nos ônibus com direção ao bairro (passageiros voltando do centro) se daria pela porta traseira do ônibus.

        A primeira característica é bem ruim, por apresentar maiores custos de construção e requerer aquelas pavorosas chicanes na entrada do corredor; adicionalmente isto também impede a integração de uma parada para a outra dentro da mesma estação (cuja utilidade explico no próximo modelo), uma vez que o passageiro precisa “ir pra rua” para chegar no outro lado. A segunda característica é boa, pois facilita o aproveitamento dos ônibus atuais sem modificações nestes.

        2) embarque centralizado (pela esquerda) – neste modelo, requer-se apenas uma estrutura para cada estação (como na Sertório), e o embarque nos ônibus locais se daria pelas portas da esquerda destes (geralmente duas).

        Conquanto seja óbvio que a segunda característica seja mais custosa a priori, uma vez que exigiria aquisição de novos ônibus ou adaptação dos atuais, tenho para mim que a primeira característica reduz em muito os custos construtivos (uma estrutura só), trabalhistas (um só cobrador) e operacionais. Neste último quesito, destaco que, ao permitir a troca de sentido por parte do passageiro dentro da mesma área de segregação física, temos a possibilidade de um incremento de capacidade formidável, pois o seguinte modelo operacional poderia ser adotado: pela manhã, os ônibus locais, após seu percurso no bairro, ingressam no corredor pelo sentido centro-bairro, por um trecho curto, apenas para que possa parar na estação, onde descarregam seus passageiros sem “atravancar” o sentido bairro-centro, onde operam somente os BRTs; à tarde, a lógica se inverteria: os ônibus locais coletam seus passageiros no lado bairro-centro da estação, enquanto os BRTs passam sem obstáculos pelo lado centro-bairro.

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        • Concordo bastante com o modelo de embarque pela esquerda, mas não imagino a prefeitura adaptando os corredores pra esse modelo tão cedo, o que é uma pena. Seria muito mais lógico pro modelo BRT usar esse tipo de estação.

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  12. pra mim, só vai ser um BRT de verdade quando duplicarem algumas faixas de onibus pra não ter que ficar esperando toodos os onibus sairem das paradas… e evitar toda a tranqueira que acontece dentro dos próprios corredores..

    E claro, alguns viadutos, ou (de preferencia) passagens de nivel em avenidas como a Bento e a Assis Brasil.

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  13. como será isso? teremos pagamento adiantado das passagens?

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    • Sim Tiago. Teremos até estações com ar condicionado em alguns corredores, como o da Protásio. Falaremos mais sobre isso nos próximos dias.

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      • A julgar pelo modelo de ônibus que está circulando e sendo chamado de BRT, parece que a prefeitura desistiu de embarque nivelado e corredor central. Não me surpreenderia se tirassem o pagamento antecipado também.

        Gilberto, tens mais informações do projeto? Não vi nenhuma documentação oficial com os detalhes…

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