A Ilha da Casa da Pólvora pode ser utilizada como ponto turístico, mas está abandonada

Ilha da Casa da Pólvora, em foto tirada do alto do Edifício Formac. Por Gilberto Simon - Porto Imagem.

Casa da Pólvora – um espaço histórico, porém abandonado

A Ilha da Casa da Pólvora já foi espaço até de manifestações e estudos artísticos. Local carregado de memória, o conjunto arquitetônico formado pelo Paiol da Pólvora, Casa da Guarda e Casa da Chácara, construídos em 1852 povoa o imaginário de quem chega à cidade pelas margens do Guaíba. Do cais do Porto é possível avistar parte do complexo e o trapiche que leva aos prédios (quase todo podre). Um espaço que agrega imenso valor à cidade e ao estado, mas que, ainda assim, permanece sem utilização alguma, não sendo sequer permitido o acesso. Não há segurança e os prédios estão invadidos.

O local é uma das dezesseis ilhas do Parque Estadual do Delta do Jacuí, que se localiza nos municípios de Porto Alegre, (frente à nossa área central), Canoas,  Nova
Santa Rita, Triunfo, Charqueadas e  Eldorado do Sul, totalizando uma área de 17.245 hectares.

Trata-se de um conjunto  hidrográfico  de ilhas, canais, pântanos  e charcos do Rio Grande do Sul que se formam a partir do encontro dos rios Gravataí,  Sinos, Caí e Jacuí, cujas águas formam o lago Guaíba e seguem para a Laguna dos Patos e, por sequência, para o Oceano Atlântico.

Dada a importância do Delta para a região em que ele se localiza, criou-se, visando à sua preservação, o Parque Estadual do Delta do Jacuí, através do decreto n.º 24.385, de 14 de janeiro de 1976. Como o parque não foi enquadrado nas categorias de unidade de conservação previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), instituído em 2000, houve a necessidade de criar legislação que o regulamentasse. Assim, o decreto estadual n.° 43.367, de 28 de setembro de 2004, veio corrigir a situação, de modo que o parque passou a ser denominado Área de Proteção Ambiental (APA).

Em 2008 chegou a acontecer reunião no gabinete da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), tratando da questão. Na reunião, o então secretário e vereadores discutiam a possibilidade de fomentar o turismo não só no prédio da Casa da Pólvora, mas em todo o parque. Mesmo assim, a situação continuou a mesma.  (Texto do Jornal do Centro)

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CÂMARA ALERTA PARA O ABANDONO DO LOCAL

Vejam o vídeo abaixo, do Programa “Com a Câmara na Cidade” gravado pela TV Câmara com o Vereador João Carlos Nedel, na Ilha da Casa da Pólvora.

Neste vídeo a Câmara Municipal, através do Verador João Carlos Nedel nos coloca mais este bonito espaço de frente para o Cais Mauá, mas abandonado.

Com certeza possui possibilidades de utilização turística, mas a área, além de estar na área oficial do Parque Estadual do Delta do Jacuí, está dentro da Reserva Biológica dos Banhados do Delta. Este tipo de reserva não prevê visitação e sim preservação para fins de estudo somente. Visitação é permitida somente para fins estudantis.

Em 30/09/2011, a Câmara Municipal gravou este vídeo:




Categorias:Abandono, Meio Ambiente, TURISMO

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10 respostas

  1. Tchê, tinha que fazer uma torre de metal, projetada com inspiração por algum arquiteto talentoso, de onde fosse possível observar Porto Alegre!!! Preservando ao máximo a natureza é claro. Sou megalomaníaco: assim como existe a estátua da liberdade, poderiam erguer uma estátua do laçador em grande escala, seria o símbolo da capital e do estado!!! Mas no máximo vão colocar algum barco velho para levar o povo para passear na ilha, e sabendo como o povo é, jogar toco de cigarro e lixo por todo o local.

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    • Amigo, este lugar lindo que idealizas, já existe, é natural, extremamente lindo e, de facílimo acesso. Chama-se Morro São Caetano ou Morro da Apamecor. O problema é que, obviamente, não existe segurança nenhuma…. Não é que o local seja perigoso mas, “sacumé”, cachorro mordidopor cobra, tem medo de linguiça ! 🙂

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  2. Em Rio Grande tem uma Ilha da Pólvora onde há uma casa apenas, menor que essas. Colocaram caminhos elevados por toda a Ilha e mirantes onde se pode observar a cidade (uma vista menos bonita que a de POA). Tem um barco que leva turistas (e traz) de meia em meia hora. Tem um guia na ilha que explica a questão histórica e ambiental. Sempre há gente visitando.
    Claro, desculpem, não podemos comparar Rio Grande com POA.

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  3. Agora que eu prestei atenção no video, aos 9:35 o Nedel diz que certa vez o Jaime Lerner falou: “me deem o Guaíba que eu faço de Porto Alegre a 2a cidade turística do BRASIL” Tá aí Fortunati, entrega o Guaíba pro gordinho!!!

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  4. Bonito o lugar, pena que está largado.

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  5. Eu já delirei imaginando um hotel “ecológico” por ali, com Heliponto, e os antigos prédios revitalizados com instalação de museu, café… Estruturas se complementando… E que vista que se tem dali. Será??? Não, acho que não. O pessoal acha mais tri deixar o troço se desmanchar.

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    • E tem a ilha de pedras brancas tb, se não me engano está igualmente abandonada…

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    • Acontece que gente como você infelizmente não está no poder…

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      • E não vai chegar nos próximos anos. Caso alguém com esse tipo de pensamento chegar ao Poder, vai ser bombardeado e massacrado o tempo inteiro (a exemplo do que aconteceu no governo Yeda). Isso porque um grupo ideológico, ligados ao sindicalismo, criou um atmosfera de rejeição a livre iniciativa e ao desenvolvimento econômico privado, martelando por décadas termos como “especulação imobiliária”, “lucro fácil”, “exploração do trabalho”, “luta de classes”, etc, tudo para tomar o Poder e dividir as benesses (e o poder) a um grupo restrito de apoiadores.

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      • Agradeço colegas 🙂

        Sei que todos nós que amamos de verdade essa cidade e queremos ve-la evoluir, poderíamos fazer a diferença. Por enquanto vamos reeinvindicando!

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