Projeto prevê revitalizar praças de Porto Alegre

“Já contamos com 22 escolas, que assinaram o termo de adesão ao projeto”, diz Záchia

Porto Alegre conta com 608 praças. Destas, 167 foram recuperadas ou equipadas no ano passado. O dado mais alarmante é que 115 dos espaços receberam manutenção por causa do vandalismo. Preocupada com este crescente número, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) desenvolveu o projeto Coletivos Verdes. A ideia é reduzir os casos de destruição do patrimônio público, envolvendo a comunidade nos cuidados das praças. O projeto foi lançado ontem no Parque Marinha do Brasil.

Desde o início do ano, a secretaria vem mapeando praças que possuam características para se tornar um Coletivo Verde. O objetivo é introduzir conceitos de educação ambiental e de cidadania no dia a dia de crianças e jovens, priorizando a identificação de espaços que apresentem escolas próximas no entorno.

A iniciativa visa à recuperação e ao bom uso das praças a partir da sensibilização das escolas e associações de bairro próximas aos espaços públicos. A ideia é trabalhar junto com cada instituição de ensino a importância da ocupação sustentável das áreas verdes, da promoção de ações direcionadas à educação ambiental e da manutenção compartilhada dos espaços por meio da ajuda de parceiros locais.

O titular da Smam, Luiz Fernando Záchia, acredita que o projeto irá ganhando corpo a partir da mobilização da comunidade escolar, utilizando os espaços para atividades curriculares ou extraclasse. “Já contamos com 22 escolas, que assinaram o termo de adesão ao projeto. Outras nove instituições já foram convidadas e estamos aguardando o retorno. Acredito que de 60 a 70 praças seja um bom número, pois teremos a contrapartida da Smam, que deve manter a fiscalização e os projetos de educação ambiental”, explica o secretário.

Segundo o padre Guido Kuhn, diretor do Colégio Anchieta, o projeto merece todo o apoio das escolas e das entidades da sociedade civil. Para ele, as praças retratam a educação de um povo. “Tem que haver um cuidado maior por parte de todos, a fim de zelar por esses patrimônios públicos. O bom usuário tem que utilizar mais esses espaços, inibindo a ação daqueles que a destroem”, acredita o pároco. A ideia é de que o colégio sirva de suporte, de alguma forma, para o Coletivo Verde.

Para a coordenadora de Educação Ambiental da secretaria, Jaqueline Maciel, o foco da ação é tornar as praças uma extensão das escolas, fazendo com que os estudantes interajam com esses ambientes. “As crianças podem usar os espaços para identificação de espécies de plantas, realizar atividades físicas ou simplesmente ter um espaço próximo da sala de aula”, observa. Instituições de ensino interessadas em participar do projeto podem entrar em contato com a secretaria pelo telefone (51) 3289.7580 ou pelo e-mail: educacaoambiental@smam.prefpoa.com.br.

Jornal do Comércio



Categorias:Parques da Cidade

Tags:

11 respostas

  1. Acho espetacular esta ideia das Escolas ajudarem na manutenção das Praças em Porto Alegre. Sempre me pergunto quando passo em frente a uma escola que tenha um patio ou canteiros nas calçadas por que eles não estão cuidados e floridos.? Por que em muitas delas não existe sequer uma árvore que de sombra.? Eu espero de todo meu coração, porque adoro árvores e faço tudo o que posso por elas, que dê certo, mas, eu digo, ” ver para crer.”

    Curtir

  2. Quando o Fogaça se candidatou a primeira vez para a Prefeitura de Porto Alegre, uma das coisas que prometeu foi “Tirar os sem teto e as crianças das ruas da cidade.” Não cumpriu nenhuma delas. Quem conseguirá fazer isso.?

    Curtir

  3. Existe algum projeto para os moradores de rua que “residem” nestes locais?? Porque tenho visto cercarem algumas praças no centro para serem revitalizadas, mas se nenhum projeto houver para este tipo de “ocupação” pouco vai ser dificil devolver a população estes espaços.

    Curtir

  4. Muito interessante ,nossas praças estão precisando muito de mais atençao ,hoje em dia e triste ver como elas estão degradadas .

    Curtir

  5. O problema de nossas praças é que não são praças, são FLORESTAS URBANAS, BOSQUES. Isso afasta o público em geral por se tornar perigoso. Aí acabam virando morada de sem-teto e local para consumo de drogas.

    Praças abertas, com fontes e jardins floridos seriam a melhor solução e seriam muito mais atrativos para o público em geral.

    Curtir

  6. É um ótimo projeto, mas não adianta desistir no meio do caminho como em outros.

    Curtir

  7. Acho ótimo isso!

    Tem que ensinar pra essa criançada o conceito de PATRIMÔNIO! Elas sempre assimilam muito bem e chamam atenção dos pais quando estes fazes errado, tipo jogar lixo na rua!

    Curtir

  8. Nosso grande problema para tudo que se queira fazer de melhor, de bom e de novo, continua sendo o destrutivo vandalismo. A maior parte dele não se origina de marginais pobres, mas de marginais da classe alta e média alta, que perpetram suas “audazes obras” como vazão de seu caráter vazio e suas frustrações incontidas. Na nossa sociedade, mudar o perfil dessas criaturas é um trabalho muito difícil.

    Curtir

    • Gilberto, mas antes disso tem ainda a fiscalização. Teve uma vez que eu vi pessoas pichando o viaduto da Protásio sobre a III perimetral. Como eu não sabia o telefone do disk pichação eu liguei para a polícia. Primeiro eles não queriam aceitar a minha reclamação porque eles precisavam do nome da rua e de um número e não faço a mínima ideia do número do viaduto, se é que existe. Depois eles simplesmente disseram “vamos averiguar”, de uma forma tão ríspida que não acredito que foram averiguar alguma coisa.

      Curtir

      • O grande problema quando se faz uma denúncia qualquer a qualquer orgão de fiscalização é a pergunta: “Qual é o numeral?” Muitas vezes nem tem número e eles não aceitam um ponto de referência, é a chamada BURROcracia atravancando o progresso. Eu que denúncio tudo que vejo de errado sei disso.

        Curtir

  9. “A ideia é reduzir os casos de destruição do patrimônio público, envolvendo a comunidade nos cuidados das praças.”
    Espero que isso não signifique “passar a conta pra população”.
    Mas acho interessante o uso das praças por escolas próximas.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: