AG diz que ainda faltam detalhes para acertar as obras do Beira-Rio

Notícia que o contrato para reforma teria sido assinado não foi confirmada FREDY VIEIRA/JC

Depois de uma tarde de reviravoltas, novamente “detalhes” faltavam para ser feita a assinatura do contrato entre Internacional e Andrade Gutierrez (AG) para o andamento das obras de reforma do estádio Beira-Rio. Fontes que acompanham o caso informam que o presidente da empresa, Otávio Azevedo, telefonou para o Palácio Piratini no final da tarde dessa quinta-feira e garantiu ao chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, que tudo estava encaminhado e faltavam apenas detalhes.

A notícia que o contrato teria sido assinado chegou a ser repassada por alguns veículos de imprensa, mas tanto a assessoria do Colorado como a da companhia não confirmaram a informação. De acordo com uma sucinta nota da empresa: “a Construtora Andrade Gutierrez informa que segue nas negociações para o projeto de reforma e modernização do estádio Gigante da Beira-Rio”.

Nessa quinta-feira expirou o prazo de 15 dias anunciado pelo governo do Estado para a assinatura do acordo. A falta de definição entre a Andrade Gutierrez e o Internacional voltou a preocupar autoridades gaúchas envolvidas na preparação do Rio Grande do Sul para a Copa de 2014. No começo do dia, a nova recusa da empreiteira mineira em acertar uma data para selar o acordo com o clube gaúcho desencadeou manifestações incisivas do governador Tarso Genro que chegou a afirmar que as relações com a construtora “estavam esgotadas”.

Tarso ainda revelou que o Banrisul não estaria mais disponível às negociações com a empresa. O chefe do Executivo estadual classificou a construtora como “irresponsável”, caso não apresente as garantias necessárias ao financiamento de R$ 205 milhões junto ao banco e desrespeite o acordo feito há mais de 100 dias com a diretoria do Inter. Também inconformado, o prefeito da Capital, José Fortunati, disse que pretendia marcar reuniões com dirigentes colorados e empresas gaúchas, na sexta-feira, para dar início ao “Plano B”. Com isso, o interesse de um pool de empresas gaúchas formadas pela Capa, DHZ, EGL e Lomando Aita voltou a ganhar força nos bastidores.

O Banrisul, que não recebe contatos da AG há mais de dez dias, já havia considerado a hipótese. Em fevereiro, o presidente da instituição financeira afirmou que o banco possui uma relação “muito próxima com o grupo gaúcho” e que não haveria empecilhos para avaliar uma possível proposta. Executivos do Nex Group, no entanto, negam que tenham sido consultados e atestam apenas o interesse em participar da concorrência que culminou na escolha da Andrade Gutierrez no ano passado. Ainda assim, por falta de tempo hábil, a associação gaúcha acabou ficando de fora do processo.

Advogados ligados ao clube garantem que não há impedimentos legais inviabilizando a saída do Internacional do negócio e a opção por um processo judicial contra o grupo mineiro não pode ser descartada. Além disso, em caso de rompimento a concepção arquitetônica das reformas não necessitaria sofrer mudanças, pois a propriedade intelectual do projeto pertence exclusivamente ao Inter. Mesmo com todo o imbróglio, a expectativa quanto ao acordo com a empreiteira não foi exaurida, entretanto, o rompimento definitivo, ou a assinatura, deve ser definido na sexta-feira.

Jornal do Comércio



Categorias:COPA 2014, Reforma do Estádio Beira-Rio

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3 respostas

  1. Eu voto de levar isso pro programa do ratinho e resolver la..

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  2. Pelo amor de deus, que tenha fim essa novela. Coloquem o pool de empresas gauchas no negócio e chutem a bunda desses irresponsáveis da AG.

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