“Bicicleta de Tróia” aparece nas obras da ciclovia da Ipiranga

 

Foto: Naian Meneghetti Sader

Um protesto silencioso contra a forma com que está sendo construída a ciclovia da Ipiranga. Isolada no meio do caos que é o transito, abandonando o ciclista sem ter saída a lugar algum.

Mais detalhes em breve.



Categorias:Bicicleta, ciclovias

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34 respostas

  1. É engraçado que os 300 ativistas pró-bike já decidiram o modelo de cidade que os outros um milhão e meio de pessoas devem ter…

    Ninguém até hoje me perguntou se usar bicicleta é uma opção. Não sabem se eu tenho local para tomar banho no trabalho ou se eu agüento pedalar lomba acima, ou se eu suporto pegar chuva no inverno sem me resfriar.

    Segundo o sr Sgarbossa e seus amigos, Amsterdã é um exemplo perfeito, mesmo sendo perfeitmente plana, muito menor, com temperaturas máximas no verão da ordem de 25 graus e sendo culturalmente aceito que se cheire mal lá.

    A pergunta que eu faço pra minoria pró-bike é: qual o real objetivo final, visto que claramente não é o uso de bicicletas?

    Querem que Porto alegre adote um estilo de vida parecido com o do norte da Europa? Já decidiram que isto é o que melhor se adapta às necessidades da maioria dos habitantes dessa cidade?

    Eu por exemplo gosto do estilo dos subúrbios americanos, onde há baixa concentração populacional e portanto temos um ambiente muito mais tranquilo que o das cidades européias. Nas grandes cidades européias, pela falta de planejamento prévio, o adensamento populacional é grande e há muito mais barulho e estresse do meu ponto de vista.

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    • Gostei do teu comentário Adriano, chega de impor coisas sobre a maioria da população, fui ciclista de estrada por muitos anos, e nunca gostei de treinar na chuva, por ser perigoso. Acho muito difícil no nosso inverno úmido/chuvoso sair para trabalhar de bicicleta, sem contar o relevo da cidade que é muito acidentado.

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    • É por isso que eu não gosto que só falem em Amsterdã, pois lá é outra realidade em todos os aspectos. Eu prefiro falar em Bogotá, por ser uma capital latino-americana de terceiríssimo mundo e que melhorou muito quando tomou as prioridades corretas pra mobilidade urbana.

      Essa questão do nosso clima tropical deveria ser mais esclarecido. Nos dias de calor, quase todo mundo sua (quem caminha, quem anda em carro ou ônibus sem ar-condicionado). A impressão é de que o ciclista fica mais prejudicado por causa do exercício físico. Mas poucos lembram que estar andando de bicicleta significa ter um vento ótimo por todo corpo, e isso é muito aliviante. Olha, eu prefiro sair de bicicleta em dias de calor do que caminhar sem sentir vento ou fritar dentro de um ônibus lotado.

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      • Acho ótimo a construção das ciclovias, eu mesmo deixei de andar de bicicleta em função da falta de segurança no trânsito, mas demonizar quem anda de carro aí também não dá! O MARAVILHOSO transporte coletivo de Porto Alegre fez com que eu andasse muito mais a pé (é mais seguro) ontem (sexta-feira) eu caminhava na João Pessoa as tres e meia da tarde e um engarrafamento gigante no corredor de ônibus eu contei trinta ônibus embretados no corredor, andar de transporte público aqui? fala sério, e bicicleta no nosso trânsito?? só quem não tem amor a vida, ou domingo pela manhã, ou ainda andar pelas calçadas desrespeitando os pedestres, ou pior na contramão.

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      • Exato, também tenho implicância nessa insistência com Amsterdã, POA não se parece em NADA com aquela cidade.

        Adriano, fazer uma ciclovia decente na Ipiranga não tira o direito dos demais andar de carro, ônibus ou a pé. A questão que deve ser mudada é que hoje tudo é pensado para automóveis. Enormes espaços são reservados para garagem (inclusive o largo do Mercado Público – absurdo!), calçadas são cada vez mais reduzidas para abrir espaço para automóveis e falta espaço para pedestres (vide centro), o transporte público tem má qualidade e faz as pessoas andarem mais de carro, sozinhas, o que só piora o trânsito para todos,e assim vai… O que não dá é para ficar repetindo a obsessão por automóveis que temos historicamente e só faz a mobilidade urbana ficar cada vez pior.

        Claro, alguns membros do movimento são extremistas, concordo e não gosto deles também.

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    • Discordo de que “tudo é pensado para automóveis”. Porto alegre mal consegue dar conta da infraestrutura básica para movimentação de automóveis. Existem vários cruzamentos que estão esgotados e poderiam ter um viaduto, mas a prefeitura mal conseguiu construir os viadutos da 3a perimetral nas ultimas duas décadas. Digo “mal”, pois deixou de construir vários viadutos planejados para a via e estes fazem falta agora, tanto para automóveis quanto para ônibus.

      É bem mais difícil investir em transporte coletivo, não pelo valor, mas pelos interesses das organizações já estabelecidas. Por exemplo, empresas de ônibus e comerciantes da Assis Brasil não querem distribuir as linhas pela av sertório. Uma pelos kms adicionais outra pela perda de fluxo de pessoas.

      Investimentos simples e pontuais, como recuperação de asfalto e sinalização de trânsito acaba sendo o que a prefeitura mais faz, pois não há interesses à contrariar nesses casos.

      Não há um favorecimento dos automóveis. Há um desfavorecimento de todos e principalmente do resto. A infraestrutura viária de Porto Alegre é precária também do ponto de vista dos automóveis.

      Agora, tudo que Porto Alegre NÃO precisa, é de mais um feudo de radicais!

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      • Os cruzamentos estão tracados por que há carros demais, veja a densidade de carros/habitante. Pouquissimos pontos realmente são indiscutivelmente um problema de estrutura, como alguns cruzamentos da 3a perimetral.

        Concordo contigo em relação a dificuldade do transporte público. Normalmente sou a favor de privatizações, mas transporte público eu acho que devia ser estatal e subsidiado. Deixar isso nas regras de mercado só faz com que o serviço fique caro e ruim.

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    • Caro Adriano,

      Uma das vantagens de ser um país “subdesenvolvido” é a de que, em tese, nós não precisamos cometer necessariamente os mesmos erros que os países “desenvolvidos” já cometeram. (Ênfase nas aspas, por favor).

      O modelo urbanístico norte-americano, dos subúrbios espalhados, vem sendo questionado muito inclusive por lá, e está associado ao alto grau de dependência que a população é impelida a ter em relação ao automóvel, bem como aos altos índices de poluição e à epidemia de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares que cada vez mais acomete aquele povo.

      Nas últimas décadas, uma parte crescente dos gestores públicos por lá tem buscado formas de promover o adensamento populacional. Dá uma olhada no Google em “walkable communities” e “suburban sprawl”.

      Eles estão começando a se dar conta de que foi um erro dar tanta ênfase ao transporte individual motorizado. Nós, como “subdesenvolvidos”, temos a oportunidade de poder pular essa etapa.

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    • O problema é que não estamos começando a cidade do zero. Já há um modelo de cidade embaixo o teu nariz. E bicicleta já é opção de milhares de pessoas, mas que estão em absurda desigualdade de condições de segurança e infra-estrutura (não coloco na conta respeito, pois já é outra história).

      Outra coisa: essa história de obrigar a todos a usar bicicleta não existe. Alguém aqui nestes comentários falou em obrigar as pessoas a usar? Ninguém! Demonizar carros ou motoristas? Ninguém! Eu também dirijo, também ando de ônibus, a pé, e muito de bicicleta.

      Agora, quando a relação entre os modais de transporte, em termos de incentivo e atenção do poder público, está de tal forma desproporcional que não se tem nada para quem quer optar pela bicicleta e se tem tudo para quem usa carro, algo precisa sim ser feito.

      E óbvio que não me acho moralmente superior a quem usa carro somente, mas parem com esse complexo. Motorista não é demonizado “pelos ciclistas”, por alguns pode ser, mas também não é vítima. Se te preocupa tanto com a qualidade do transporte público da cidade, por que não faz algo a respeito? Não se pode militar por melhorias de tudo que está ruim na cidade. Há grupos que se dedicam a diferentes causas que em conjunto beneficiam a cidade toda.

      Por favor, discorde dos benefícios que políticas inteligentes em prol da bicicleta podem trazer para toda a cidade, mas não desqualifique o sujeito que demanda tais políticas.

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    • Adriano Silva, Você tem que brigar por um transporte público de melhor categoria, Pois estamos brigando pelo que nos é melhor para nós, bicicletas, ar puro, esporte, saúde, passeios, aventura, trabalho, não nos importamos em molhar, suar, emagrecer, viver de pedalar para cima e para baixo, então digo para você corra atrás também pelo seu ideal.

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  2. Enquanto não existir uma rede de ciclovias, fazer uma ou outra pingada pela cidade é totalmente inútil. É como um time de futebol entrar em campo com três jogadores. Ou entra com 11 ou nem perde tempo.

    As ciclovias em Porto Alegre só vão ter alguma utilidade quando pelo menos uma boa parte das principais avenidas da região central e de escoamento tiverem ciclovia. Até lá cada meio metro a mais ou a menos servem pra quase nada.

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  3. As ciclovias estão prontas, basta tirar o estacionamento das ruas e uma ciclovia aparecerá bastando apenas sinalizar. Quem quizer andar de carro que coloque num estacionamento e pague, a rua é para circular não para estacionar.

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    • Seria perfeito, mas não deixam construir estacionamentos, por que é anti tudo, por que é pelos carros e todo bla bla bla do dia a dia…

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      • Não sendo NO CENTRO DO CENTRO DA CIDADE como o Largo Glênio Peres – onde não deve ter nenhum carro por perto, estacionamentos (bem pagos) são bem-vindos, se vierem juntos da proibição do estacionamento na via nas regiões mais próximas do centro e principais avenidas da cidade.

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      • Estacionamento para carros não é um problema que a prefeitura deve se preocupar. Quem tem automóvel que tem.

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  4. Melhor que nem tenha entao…. Nunca vi povo que tanto reclama…

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    • reclamam pelo bem da cidade, nao ajudara os ciclitas e ainda gastara nosso dinheiro…

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    • Acho que as pessoas que estão pedindo ciclovia, boa parte são pessoas que usaram as ciclovias no exterior e esperam a mesma qualidade.

      A mesma união não acontece com os motoristas porque fica cada um isolado em seu carro… é o que eu penso.

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    • Tanto reclama Guilherme? Queria ver os carrólatras gritando se abrissem uma rua com um poste de alta tensão no meio dela. Eles tem tanto direito a ciclovia quanto quem prefere usar automóvel de ter ruas.

      E não sou ciclista, ando de ônibus.

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      • Não sei porque essa implicância com os postes de alta tensão. Sou engenheiro eletricista. Se um dia chegarem a romper aqueles cabos, a linha estará desligada muito antes de chegar ao solo! E as pessoas que transitavam por ali antes? Porque não reclamavam? A altura que eles estão não causa nenhum tipo de problema e já dá a segurança necessária para quem passa por ali.

        Alias, esse tipo de argumento só mancha a imagem das pessoas que pedem ciclovias. Sou totalmente a favor delas, mas o comportamento dos ciclistas em geral faz com que a sociedade não aprove e apoie a sua causa!

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        • Fernando, quanto à questão do risco de choque elétrico, realmente não creio haver problema ali. Nem tampouco com a rede de gás natural subterrânea.

          O problema são os postes propriamente ditos, que estão no meio da ciclovia. Dá uma olhada na primeira foto do link que a Melissa postou ali em cima. É claramente uma ciclovia enjambrada.

          Além disso, a ciclovia fica entre a via de fluxo mais rápido de carros e o Dilúvio. Quem já teve a oportunidade de atravessar a pé uma das suas pontes ou já caminhou pelo talude com certeza sabe do fedor que é ali próximo ao arroio.

          Em qualquer lugar do mundo, a ciclovia/ciclofaixa fica à direita dos carros, entre a faixa de fluxo mais lento e a calçada, servindo inclusive como uma forma de moderação de tráfego, além de deixar o ciclista mais próximo ao comércio e aos serviços que estão na calçada. Com isso, ganha o ciclista, mas também ganha o comerciante do local, pois o ciclista é muito mais propenso a parar para tomar um café, comprar uma revista numa banca ou dar uma olhada numa vitrine.

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      • Fernando, acho que não olhaste as fotos. Os postes ficaram em cima da ciclovia, não do lado, entende? Como se tivesse um poste de luz na pista bem da direita da Ipiranga, em vez de em cima da calçada.

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  5. Enquanto isso SP está distribuindo bicicletas para estudantes que receberão treinamento de quatro semanas e serão acompanhadas por monitores no trajeto casa-escola…

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  6. CICLOVIA DE PORTO ALEGRE, MAIS UMA OBRA BY AG

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