Começa mais um trecho da duplicação da avenida Beira-Rio

Duplicação: obra faz parte matriz de responsabilildade da Capital com a Copa Foto: Jonathan Heckler/PMPA

Iniciam-se nesta quinta-feira, 22, as obras do trecho 3 da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva, a Beira-Rio. O prefeito José Fortunati e os secretários de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Urbano Schmitt, de Obras e Viação, Cássio Trogildo, e de Mobilidade Urbana e Diretor-Presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, assinam a ordem de início no local onde iniciarão as obras, na Edvaldo, próximo à Casa de bombas do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), às 14h30. Dividida em três etapas, a obra integra a matriz de responsabilidades da cidade em preparação para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014. As duas primeiras fases já estão em execução.

Do trecho já duplicado, em direção à avenida Padre Cacique, a construção da nova pista terá 2.334 metros e contará com canteiro central, três faixas de rolamento, ciclovia e passeio, totalizando 16 metros de largura. A intervenção completa consiste nos serviços de terraplenagem, drenagem, pavimentação, iluminação e sinalização. O prazo previsto para duração é de 12 meses. Com investimento de R$ 22.547.569,64, a obra será realizada pelo consorcio TBS (Empresas Toniolo Busnelo S.A. – Túneis, Terraplenagens e Pavimentações – Sultepa Construções e Comércio Ltda.)

Em execução – No dia 2 de março, foi iniciada a construção da ponte sobre o Arroio Dilúvio, que ligará os trechos 1 e 2, que , em fase de conclusão, estão em obras desde julho de 2010. No momento, são realizadas as intervenções para o alargamento da avenida Ipiranga, entre a Beira-Rio e a Borges de Medeiros, para receber a cabeceira da ponte. Para esta intervenção, o investimento é R$ 4,5 milhões, incluindo a construção da ponte, que terá extensão de 80 metros, o alargamento e a repavimentação do trecho. A execução está a cargo do consórcio EPT-Procon. O prazo de execução é de aproximadamente oito meses, com estimativa de conclusão até o final de 2012, dependendo das condições climáticas

A duplicação da Edvaldo compreende quatro trechos, somando 5,8 quilômetros. A primeira fase, composta pelos dois primeiros trechos, que totalizam 1,38 quilômetro de extensão, está em fase de conclusão. Com investimento de R$ 7,2 milhões, a obra é executada pela construtora Extremo-Sul Ltda (Coesul). Neste trecho, são realizados serviços de alargamento, readequação e repavimentação dos canteiros e da rótula da Aureliano de Figueiredo Pinto.

A obra completa, incluindo a quarta etapa entre a Aureliano de Figueiredo Pinto e a Usina do Gasômetro, resultará em três pistas em cada sentido, rótulas, ciclovia, ponte sobre o Arroio Dilúvio e viaduto sobre a avenida Padre Cacique, além de ciclovia paralela ao Guaíba, e estacionamento junto à Usina. A previsão de conclusão é no final de 2013.

Prefeitura

Informações complementares:

Trecho 3

Corredor Padre Cacique/ Avenida Edvaldo Pereira Paiva. Inicia na rua Pinheiro Borba até as imediações do Estádio Beira-Rio. Extensão: 2,2 Km.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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17 respostas

  1. Alguma novidade em relação a esta ponte? Não vão me fazer uma coisa à moda miguelão! Queremos uma ponte marco para a cidade!

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  2. Não coloquei o evidente 4×5=20, Vinte minutos em média nas diversas estações esperando os ônibus ou os Papa-Filas (ou cacarecos).

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  3. Há dois aspectos que todos estão esquecendo, o custo e a inviabilidade dos BRTs em resolver a circulação no centro da cidade. O primeiro item é facilmente verificado, já o segundo é uma consequência do tipo de transporte.

    Como BRTs são movidos a combustível que gera gases tóxicos (CO não CO2, e fuligem) não tem como enterrá-los em regiões centrais, entretanto se fosse adotada uma solução do tipo VLT no centro poderiam ser feitos túneis de pequenas dimensões permitindo que estes veículos passassem abaixo do nível das ruas sem diminuir a sua velocidade e trancar a circulação. Adotaremos a incômoda solução dos BRTs, que obrigará a duas coisas, ou simplesmente o trânsito do centro ficar congestionado a medida que estes veículos não se adaptam a ruas estreitas e curvas “fortes” ou obrigaremos os usuários a inconvenientes translados de um BRT a um ônibus normal, criando um gargalo maior ainda do que hoje já existe.

    Mas que as estações vão ficar bonitinhas, vão, se não servirem para desafogar o trânsito, isto é outro problema.

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    • Também acho que uma linha do VLT ou do aeromóvel (como está sendo estudado) seria muito mais indicada para esse trecho entre a região do cristal e Centro, ao invés de um BRT que linha nada a coisa alguma.

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      • Julião
        Imagine uma pessoa que queira ir do cristal até o centro.

        1-Pega um ônibus comum até uma estação de “transtorno” na Padre Cacique
        2- desce e pega um papa-fila no corredor, vai até a Ipiranga
        3- desce e pega outro ônibus até o centro.

        Se ele quiser ir até a Protásio, são seis trechos diferentes, esperando só alguns minutos (três ou quatro em cada transtorno).

        O que vai ocorrer, continua a necessidade de linhas transversais!

        A ATP agradece.

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  4. Bah, vão estragar a Borges com esse maldito corredor
    =/

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  5. Esse corredor de ônibus da Borges/P.Cacique não me desce de jeito nenhum.

    Em que parte ele passará pela Av Beira-rio, como fala no texto do matéria.?

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    • Onde que fala isso no texto? É muito simples, o corredor vai começar perto do tal do viaduto da Pinheiro Borda e vai até o Viaduto Dom Pedro I.

      Eu acho essa obra absolutamente necessária, mas a considero insuficiente. Este corredor deveria começar mais perto do Centro, indo por toda a Borges de Medeiros, seguindo depois pela Pinheiro Borda em torno do Museu Iberê Camargo. Do jeito que estão propondo, vai ser só um corredor solto no meio do nada, onde os ônibus terão no máximo três paradas para então novamente terem que enfrentar o trânsito misto.

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    • Está ali antes do mapinha:

      “Informações complementares:
      Trecho 3
      Corredor Padre Cacique/ Avenida Edvaldo Pereira Paiva. Inicia na rua Pinheiro Borba até as imediações do Estádio Beira-Rio. Extensão: 2,2 Km.”

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  6. Vai ser show passar de carro ali, andando no meio de um parque cheio de arvores, no fundo tu ve alguns prédios, ta pra ser uma das avenidas mais belas de Poa, se a prefeitura der uma arrumadinha no marinha que é bem largado.

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  7. Chamo atenção que não estou dizendo que nesta obra está ocorrendo isto, só a tomei por exemplo pois a prática de lançar licitações a partir de projetos básicos é corrente em 90% dos casos de licitações públicas.
    Este caso é mais um, que pode ou não ocorrer uma majoração de preço em função do projeto executivo, só se saberá o resultado no fim da obra!

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  8. Olhem com cuidado o que está escrito acima da planta logo abaixo de “Plano Urbano Geral”, “Projeto BÁSICO de duplicação….”. Qual a implicação disto? A implicação disto está no que se chama impropriamente de superfaturamento, que na realidade é uma consequência de licitações baseadas em projetos básicos, pois conforme o detalhamento do projeto básico, podem ficar de fora vários trabalhos e por consequência aditivos (o sonho de qualquer empreiteiro).

    Vou colocar aqui um trecho de uma entrevista do atual ministro dos transportes Paulo Sérgio Passos:

    “Hoje, as licitações são feitas a partir de um projeto básico, com poucos detalhes. Com isso, ao longo da obra, o orçamento acaba aumentando por conta de aditivos feitos para cobrir custos que não estavam anteriormente especificados. Além disso, disse Passos, os pagamentos levam em conta os preços unitários de cada item, como cimento, brita e outros.”

    Em resumo, como se faz uma licitação a partir de um projeto básico. O agente público entrega um projeto que NÃO É O PROJETO EXECUTIVO, deixando para o contratado elaborar o projeto executivo. Todos os serviços que não se encontram detalhados ou os quantitativos não estão corretamente dimensionados, o empreiteiro, que recebeu a obra realiza o projeto executivo e quantifica corretamente o que deverá ser executado. Se no projeto básico, por exemplo, estava previsto 1000m³ de terraplenagem e com o projeto executivo se verifica a necessidade de 5.000m³, é executado um termo aditivo para os 4.000m³ restantes que não estavam previstos no projeto básico. Para parar estes 4.000m³ utiliza-se os valores unitários previstos na licitação, como estes valores unitários não são o que condicionam a vitória de uma ou outra empreiteira, o valor da terraplenagem poderá ser majorado em relação aos outros custos fazendo que na contratação a empreiteira que “acertou” mais nos itens passíveis de aditivo tenha maior lucro.

    Vamos fazer um pequeno exemplo, uma obra que só tenha dois itens com valores unitários dos trabalhos completamente estapafúrdios (exemplo puramente didático).

    Projeto Básico
    1.000m³ de concreto
    1.000m³ de terraplenagem

    Empreiteira A
    1.000m³ de concreto = 155.000Reais
    1.000m³ de terraplenagem = 10.000Reais
    Total 165.000Reais

    Empreiteira B
    1.000m³ de concreto = 165.000Reais
    1.000m³ de terraplenagem = 5.000Reais
    Total 170.000Reais

    Ganhou a Empreiteira A

    Projeto executivo (projeto feito pela Empreiteira A e aprovado pelo fiscal amigo)
    1.000m³ de concreto
    5.000m³ de terraplenagem

    Custo que o contribuinte paga após a obra
    1.000m³ de concreto = 155.000Reais
    5.000m³ de terraplenagem = 50.000Reais
    Total 205.000Reais

    (se a empreiteira B, a que tinha maior preço, tivesse ganho a obra ela custaria 170.000Reais)

    Estes expedientes explicam o porque de toda a elevação do custo de obras de engenharia, pois pela lei 8.666 pode ser lançado editais a partir de projetos básicos (e não projetos executivos).

    Depois ficam todos reclamando do “superfaturamento” das obras sem saber porquê!

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  9. Podia ter um mapinha com os trechos numerados, ninguém sabe bem qual número equivale a qual parte da avenida… A prefeitura sempre escreve textos enormes sem imagens.

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