PORTO ALEGRE 240 ANOS – AVALIAÇÃO [PARTE 2]

Continuamos hoje a publicação de artigos dos membros do Blog, questionando e avaliando Porto Alegre em seus 240 anos

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Diferentemente da grande imprensa, não vamos comemorar simplesmente, com lindas fotos, concursos, etc. Não achamos que esse seja o caminho mais óbvio.

Será um por dia. 

A semana de Porto Alegre por Porto Imagem

Acompanhe a série e comente.

Hoje é a vez de Gustavo Bartzen.

Parabéns, Porto Alegre! Um presente que seus moradores podem lhe dar

Nossa cidade tem muito a comemorar em seu 240º aniversário. Projetos importantes saíram ou estão saindo do papel, visando modernizar e mudar a cara de Porto Alegre. Uma das intervenções mais aguardadas é a revitalização, ou melhor, a devolução da orla aos porto-alegrenses. De forma ansiosa aguardo a infraestrutura prometida e torço para que a cidade cresça de frente para Guaíba, e não mais de costas. Quero ver também o metrô virar realidade, dando um novo ritmo à mobilidade urbana. E que essa modalidade de transporte se expanda para outras regiões, como a Zona Sul, mesmo que por aeromóvel.

Em meio a tantas notícias de investimentos de peso em Porto Alegre, alguns importantes itens não foram contemplados. E que são de responsabilidade, em primeira instância, da população. Recentemente, participei de um curso de minha empresa, no qual compareceram colegas de diversas cidades do Estado. Uns já conheciam Porto Alegre, outros não. Todos ficaram hospedados no Centro. As dinâmicas ocorreram próximo ao hotel e outras na Av. Farrapos.

Coloquei-me no lugar dos visitantes. Logo percebi que provavelmente eles não teriam uma boa impressão da Capital. Passamos por diversos lugares sujos no Centro, com muito lixo no chão, sobretudo longe das lixeiras. Panfletos, papel de bala, papel, papelão, embalagens… Outros lugares fediam a urina. Já no entorno da Av. Farrapos, os visitantes perceberam as dezenas de edifícios degradados, em condições de completo abandono. Uma avenida que precisa de um banho de tinta para revitalizar os prédios, ou quem sabe envelopamento, como vem ocorrendo no Centro. O lugar está cinza.

É esse o presente que podemos dar a Porto Alegre: cada um cuidar de seu patrimônio, tendo consciência que ele faz parte de um todo, e, portanto, tem grande importância no visual de sua rua/avenida. Não jogar lixo no chão, conselho que damos às crianças, mas que muitos adultos não aprenderam. Aproveitemos a onda da Copa do Mundo para elevar Porto Alegre a outro patamar. E como demonstrei, isso não depende apenas da prefeitura. Se gostamos de nossa cidade, poderíamos presenteá-la.



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5 respostas

  1. Bem lembrado, Gustavo, de fato, muitos prédios abandonados desde a entrada da cidade até o centro, quem chega a cidade, não fica com uma impressão não.

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  2. A questão do lixo espalhado pela cidade em Porto Alegre não terá solução, ao meu ver, enquanto não acabarem com os carroceiros, carrinheiros e outros recicladores particulares, bem como com os atravessadores que compram esses materiais.

    Isso porque, ao contrário do que muitos pensam, eles prestam um DESSERVIÇO a comunidade, espalhando o lixo, acumulando em lugarem impróprios e descartando em locais públicos o material que não pode ser vendido. É simplesmete impossível organizar esse sistema de coleta de lixo, enquanto houver esse tipo de gente fazendo o que quer, onde quer e da forma que quiser.

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  3. O maior problema da nossa cidade é o lixo.tem que ser feito algo a respeito.

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  4. Programa do ano a ser concluído em Porto Alegre: O PISA, NOSSA GRANDE CONQUISTA.

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  5. Tocaste num ponto importantíssimo sobre a nossa capital: O LIXO. No centro prevalece o lixo comercial e que as pessoas jogam durante a circulação nas calçadas, como papeis, bitucas de cigarro, papelão etc. Na beira do diluvio é entulho de reformas, sofás, metais, etc. E as pessoas jogam sem nenhum constrangimento. É uma vergonha! Para citar alguns exemplos. Na rua Santana esquina com a Ipiranga temos um depósito de lixo que mais parece um ATERRO SANITÁRIO. Próximo às vilas, diga-se de passagem, o lixo simplesmente não é recolhido, como na vila perto da Nilo, em outra perto da AMRIGS e em tantas outras. Agora, os catadores espalham pelas ruas também. A prefeitura precisa ter uma política para o lixo e as pessoas precisam mudar sua cultura, ou seja, vai demorar um pouco para alterar a situação.

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