Estado elenca 267 medidas ao setor industrial gaúcho

Tarso alertou que plano não impede políticas próprias das empresas ANTONIO PAZ/JC

O governo do Estado apresentou a conclusão de 170 reuniões, realizadas ao longo de 10 meses, com 600 pessoas ligadas a 22 setores produtivos. O resultado é um pacote ambicioso que prevê o encaminhamento de 267 ações prioritárias para as chamadas áreas tradicionais e de nova economia, representada pelos polos navais, tecnológicos, de energia eólica e biocombustível. Recuperar a competitividade, ampliar a capacidade de internacionalização da economia gaúcha e atração pesada de investimento, por meio de incentivos fiscais, são alguns dos destaques do Plano de Política Industrial.

A ideia, conforme o governador Tarso Genro, é alinhar politicas locais, estaduais, regionais e federais. “Muitas destas ações possuem efeitos concretos no Rio Grande do Sul. Os resultados já começaram, mas para que uma politica industrial seja demarcatória, necessita de até oito anos para encerrar um ciclo virtuoso de transformações”, defende.

Ele assegura que um plano desta natureza não impede que instituições e empresas desenvolvam suas políticas próprias. “Não temos a intenção de barrar iniciativas. Pelo contrário, queremos observar de maneira inteligente os movimentos da economia nacional e global para desenhar o acolhimento e a indução de novas prioridades”, afirma o governador.

Mesmo que entre as medidas previstas 163 já estejam em plena execução, e outras 104 em fase de implantação, o secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, considera prematuro avaliar o impacto real dos projetos no PIB do Estado em curto, médio e longo prazo. “Nós já estamos trabalhando na maioria das medidas. O próximo passo e realizar um ajuste, principalmente, no Interior do Estado. O que colocaremos em prática é uma política agressiva de atração de investimentos, com tecnologia, competitividade e absorção de mão de obra”, garante.

O secretário destaca que 19% das medidas são de natureza fiscal ou de subvenções. As propostas de alguns segmentos contemplam benefícios para a para a aquisição de insumos produzidos no Estado, por meio da redução gradativa de ICMS. No caso dos calçados, empresas instaladas há mais de oito anos terão tributação de 3% sobre o faturamento em unidades de locais com Idese acima da média estadual, sem limitação para regiões consideradas estagnadas.

Presidente da Fiergs destaca investimentos em infraestrutura

Durante o lançamento da nova política industrial do Rio Grande do Sul, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Heitor Müller, revelou que a renúncia fiscal, “muitas vezes”, não é o fator prioritário para determinar a falta de competitividade da indústria gaúcha. Segundo ele, a infraestrutura e o acesso aos benefícios federais ganham evidência no atual momento.

“A nossa diferença para outros estados não se limita à guerra fiscal de ICMS. Muitas vezes, não conseguimos acessar benefícios concedidos pelo governo federal com a mesma facilidade de outros estados da Federação”, comentou.

Após a apresentação do programa, Müller considerou o plano “satisfatório” e um “ponto de partida” que necessita de adaptações para a realidade econômica. “O plano atende as nossas expectativas, pois o que foi apresentado é uma intenção de governo e, como tal, está aberta ao crescimento de necessidades futuras que poderão passar por eventuais correções.”

Rafael Vigna – Jornal do Comércio

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A propaganda do Governo Estadual nos Jornais

 



Categorias:Economia, Economia Estadual

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10 respostas

  1. Boa Phil…nao tenho nada a acrescentar…falou tudo!!!!

    Como é enrolador esse Tarso!!! Sim ele mesmo que deu um prazo de 15 dias para a Andrade Gutierrez retomar as obras!!!!

    KKKKK

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  2. So’ se precisa de 6 itens. 1)reducao drastica de impostos para todos e tudo. 2)reducao drastica na burocracia. 3)reducao drastica de regulacoes. 3) Investir em infraestrutura 4) Investir em Educacao ( se, se livrarem do cpers melhor) 5) investir em SEGURANCA 6) Investir em Ciencia e Tecnologia. Pronto esta ai. O resto e’ para criar bastante cabide de emprego e impressionar a tigrada.

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    • Como é fácil ser político né minha gente? Como é fácil lidar com uma máquina burocrática de mais de 500 anos ( o ranso herdado desde os tempos mais remotos da realeza portuguesa). Vejam bem, eu não concordo com quem está no poder, acho a política no Brasil uma grande palhaçada. Mas me irrita quando ös gênios de plantão” contestam tudo, dizendo que é barbada. Bom, minha opinião.

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      • Caro Mateus.

        Concordo contigo quanto a herança burocrática do Estado Brasileiro, entretanto temos que entender porque ela se perpetua, pois se não procurarmos entender isto, nada se pode fazer.

        Eu tenho algumas hipóteses da falha na estrutura burocrática brasileira e posso rapidamente citar algumas.

        Primeira é causada pela própria compreensão do povo brasileiro do que é o Estado, por falta de noção de cidadania, os mesmos pensam que o Estado se AUTO-SUSTENTA, ou seja, que o Estado tem fontes próprias de financiamento e pode delas dispor. Logo esta visão distorcida leva a várias distorções ainda maiores, uma dela é eleger o executivo pelo que o governante diz que fará, ora um membro do executivo é o chefe de uma máquina pública, e como tal ele não faz nada, ele traça rumos políticos e cabe esta máquina responder. O que há no Brasil que nenhum governante procura antes de governar a todos, governar a máquina pública. Não deves ter escutado de nenhum candidato a prefeito ou governador dizer, trabalharei para melhorar a eficiência dos funcionários públicos. Vozes de ameaças de punição são ouvidas continuamente, porém não há nenhum esforço para equacionar e organizar o Estado.

        Como outra consequência temos o assalto do Estado, principalmente nos cargos mais importantes, feito por CCs ou políticos do legislativo. É raro ver um governante pinçar de dentro do aparato estatal alguém que, além de pensar compatível com a política a ser implementada, seja do quadro permanente do executivo.

        A consequência da última consequência (redundante mas necessário) é que os quadros públicos tem pouquíssima chance de atingir cargos máximos na estrutura pública, pois ele sabe que estes serão reservados para os que vem de fora. Não estou dizendo que estas pessoas de fora não tem competência, porém como elas não são da estrutura, por mais competentes que sejam, poderão ser admirados, mas jamais serão olhados como iguais.

        Há mais conclusões, porém como a proposta do Blog não é de apresentar soluções que demandem mais reflexão, vou ficando por aqui.

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      • Mateus

        Para dar um exemplo prático, a Presidente Dilma tem sido criticada tanto pela oposição como pela situação por estar dando um caráter mais técnico e de gestão da máquina pública federal, deixando de lado o político.

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  3. “é alinhar politicas locais, estaduais, regionais e federais. “Muitas destas ações possuem efeitos concretos no Rio Grande do Sul. Os resultados já começaram, mas para que uma politica industrial seja demarcatória, necessita de até oito anos para encerrar um ciclo virtuoso de transformações”, defende.” É Rogerio como bom advogado é muito blábláblá, essa fala é pura enrrolação, me desculpem os advogados, (antes que me critiquem sou filho e irmão de advogado). Falta objetividade, na verdade faltam prioridades de verdade. Normal vindo de quem vem, só não enxergam os cegos.

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  4. Falou tudo, Rogério. E mais, quais são os inestimentos em infra?

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  5. Colocou toda a agricultura e pecuária, todos os setores existentes e mais importantes do estado.

    Aí faço a grande pergunta:

    O QUE NÃO É PRIORITÁRIO COM ESSAS 267 AÇÕES?

    O Tarsinho como todo bom advogado (e ele é dos bons) de novo enrolou todo mundo, fez uma propaganda gratuita em todos os nossos jornais (que não tem a mínima capacidade de crítica) e ficou (e ficará) na berlinda por alguns dias.

    Grande técnica de propaganda!

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    • Acho que cabe uma correção. Não se trata de capacidade de crítica dos jornais. É que eles nunca vão criticar realmente porque estão atrelados ao poder constituído, seja de que facção for, e dependem de benesses e verbas publicitárias para se manter no negócio.

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  6. 267 medidas prioritárias? Se querem ações prioritárias num estado que está falido deveriam ser no máximo 10.
    Prioritárias, são ações que tem prioridade, se todos os setores são contemplados não há nenhuma ação prioritária!
    Elementar, meu caro Simon!

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