Plano Diretor de Porto Alegre será alterado para restaurar a zona rural

Jornal Metro – Porto Alegre – 28/03/2012



Categorias:Plano Diretor

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21 respostas

  1. Não concordo. A cidade precisa crescer, com planejamento, mas crescer.

  2. Preservar área de reserva ambiental é uma coisa, como a área de Itapuã, mas preservar área RURAL? Porto Alegre é uma METRÓPOLE. Além disso, devido à falta de áreas livres na zona norte a expansão e o conseqüente desenvolvimento estão saindo para as cidades da região metropolitana, o que faz com que POA perca divisas financeiras que poderiam lhe aumentar o orçamento e, principalmente, lhe aumentar a projeção de importância dentro do cenário nacional e mundial.

    Aquela área tem tudo para ser a NOVA PORTO ALEGRE, assim como a BARRA DA TIJUCA é o NOVO RIO. Hoje em dia tudo gira em torno da Barra, até as Olimpíadas do Rio serão lá, o Pan o foi e etc, pois não havia mais para onde o Rio crescer. Em vez de POA despachar o desenvolvimento para as suas vizinhas metropolitanas, deveria se preparar para receber.

    Com planejamento pode haver crescimento sustentável.

    Não tem sentido querer preservar sístios e fazendas, ou seja, PURO MATO, dentro de uma cidade de UM MILHÂO E MEIO DE HABITANTES e onde FALTA ESPAÇO. Tinham é que fazer a tal terceira ponte de Yeda lá no extremo sul da cidade e assim abrir de vez aquela área que é o futuro da cidade.

    Vejam o antes e o depois da Barra:

    Antes:

    Depois:

    • O qu fez a Barra virar o futuro do Rio?

      O Rio começou a perder espaço dentro do cenário nacional, pois a Capital Federal foi para Brasília, o centro financeiro e industrial do país cada vez mais se concentrava em São Paulo Capital e, assim, o Rio ficava cada vez “menor”, sendo que já não havia mais para onde crescer.

      Foi aí que entraram os políticos de visão, que fizeram algo impensável para Porto Alegre e seus pseudoambientalistas:

      Uma elevada de dois andares em plena mata atlântica, cravada entre o mar e a montanha, foi a responsável por entregar aquela área à cidade e aos cariocas. Já em POA nem precisa de algo assim tão supostamente “agressivo” como o Elevado das Bandeiras (Elevado do Joá), pois não há barreiras naturais que impeçam a ocupação. Só falta visão e um pouco menos de hipocrisia.

  3. Fortunati vai c**** na saída! Isso é retroagir! Foi acertada a decisão que tinha feito de acabar com o zoneamento rural. Vem ele agora inventar a roda e falar que preservar aquele mato é preservar a qualidade de vida. Ele mesmo reconhece que há um estrangulamento da cidade e msmo assim quer preservar o mato para agravar esse estrangulamento? Tem é que espalhar o povo e não amontoá-los empilhados num mesmo lugar concentrado. Qualidade de vida seria fazer vários zoneamentos diferentes ali, com diversos bairros extremamente arborizados, isso sim. Na Barra tem áreas para casas e prédios baixinhos (Jardim Oceânico), para grandes condomínios de casas e de apartamentos e de prédios altos, área de mata presrevada e áreas comerciais, tudo convivendo junto.

    Alguém mostra a Barra pro Fortunati e explica para ele que não vivemos mais na idade da pedra e que preservar mato por mato por si só não garante a qualidade de vid de ninguém, ainda mais numa cidade já estrangulada por falta de espaço, como ele mesmo reconhece. Não faz sentido.

  4. O Fortunati quer midia em cima dele em época de eleição, por isso está tentando qualquer medida que possa tentar angariar mais alguns uns votinhos, especialmente junto aos arredios e retrógrados pseudoambientalistas, que normalmente votam no PT. Só que se ele mudar isso do zoneamento, depois não conseguiremos reverter. Trata-se de uma medida demagógica e que ignora a relidade e as necessidades da cidade, pensando puramente no umbigo dele de tentar uma medida fácil de um simples canetaço supostamente politicamente e ecologicamente correta. Uma ação sem muito esforço a qual ele espera ganhar votos. E a cidade que se exploda, ou melhor, que se estrngule, como ele mesmo reconhece.

  5. Façamos muito barulho para evitar tal desatino prejudicial e irreversível para o progresso da cidade! Assim como no caso dos guard-rails da ciclovia da Avenida Ipiranga, que revertemos graças aos protestos na web do pessoal e leitores do blog, mostremos agora à ele que isso não é o melhor para a cidade e pode ser um tiro no pé!

  6. Lamentável nao querer deixar a cidade crescer! Tomara que isso nao passe!

    Fortunati ja perdeu meu voto.

    O que deve ser preservado sao reservas ambientais.

  7. Eu não tenho nada contra, tem muita favela pra derrubar e deixar a cidade crescer…

    Essa zona pode ser uma zona turistica, sem contar que tem muita area pobre que com o tempo vão construir prédios.

    Espalhar a cidade só iria fazer com que se gaste mais com gasolina e tempo para ir ao trabalho, basta planejar melhor a cidade, fazer um metrô e construir mais alto.
    Como construir mais alto é dificil, deixa assim, quando não tiver mais espaço, o povo se muda para a RM…
    haha

    Se bem que eu acho que com o tempo esse boom imobiliario acaba, e a cidade não vai ter chegado nem perto dessa região..

  8. Ta’ certo, tem que controlar. As construtoras tao fazendo condominios horizontais por toda parte. O territorio da cidade e’ finito, nao da’ pra deixar tomar conta de tudo com condominios ilhados com mata privativa e o que mais.

  9. O Ricardo tem razao em relacao aos condominios. Mas a saída nao é PROIBIR, mas sim definir um plano diretor específico para a região que contemple a possibilidade de seu aproveitamento de uma forma eficaz.

    Proibir por causa dessa praga dos condominios fechados horizontais e desmatadores parece o marido que encontra a mulher com o Ricardao na sala e resolve o problema vendendo o sofá. Liberemos prédios na regiao, com maior espaçamento e exigencia de muito verde em torno do prédio, vida Barra da Tijuca, e divide-se com a iniciativa privada o onus de criar infra-estrutura.

  10. Eu sou favorável à manutenção da zona rural, desde que tenha de fato alguma atividade agroindustrial na região. Quanto à cidade “crescer” rumo ao extremo sul, atualmente há tantas áreas degradadas que poderiam ser melhor aproveitadas em projetos novos. Outro ponto bastante polêmico é a questão das favelas, onde poderia ser tomado o exemplo de Lisboa, que requalificou áreas onde haviam os “bairros de lata”, onde a verticalização e qualificação urbanística liberaram espaço para projetos habitacionais que também acabaram atraindo a classe média.

  11. Não querem que a cidade cresça verticalmente e nem a consquência disso que é a cidade crescer horizontalmente, pois para algum lugar ele vai ter de crescer obrigatoriamente, já que existem dezenas de milhares de famílias dispostas a adquirir finalmente a sua casa.

    Que tal, então, fundar outra metrópole gaúcha ou mandar o pessoal excedente para outros estados, porque para algum lugar esse pessoal vai ter de ir.

    • Já estão fazendo isso, julião (mandando o pessoal excedente para outras cidades da região metropolitana e até outros estados também). Essa gente tem horror a progresso, querem mesmo é se embrenhar no mato.

  12. Falou tudo, Juliao.

    Forunatti, tua alma continua petista. Nao adianta.

  13. A cidade está se tornando horizontal demais, essa é uma boa medida. Mas claro, precisa ser acompanhada de uma revisão do plano diretor aumentando a verticalização (e portanto a densidade habitacional) de outras zonas da cidade.

  14. Sempre houve uma repulsa da maioria pela construção de prédios altos. Mas esses mesmos quando vão a NY ou Dubai acham as cidades uma maravilha. A zona sul inevitavelmente vai ser ocupada, mais cedo ou mais tarde. Mas há que se ter em conta, também, que quanto mais longe a cidade se estender maior será o custo, pago pela população, para estender a implantação de redes de água, esgoto, energia, vias de circulação, postos de saúde, coleta de lixo, etc. e o ônus permanente da sua manutenção.As áreas devem ser ocupadas, mas com bom senso.

  15. Concordo com o Gilberto a cidade precisa ter predios altos para tambem ser admirade e se desenvolver

  16. Para tudo, há que se ter um planejamento. Ninguém falou em proibir construções no extremo sul de Porto Alegre, mas sim, em controlar o crescimento. Quem vai com frequência ou mora no Lami, por exemplo, sabe o quanto aquele local é procurado por pessoas que buscam sossego. mas o local é carente de infra-estrutura. O calçadão é precário, as ruas precisam de calçamento, entre outras coisas. Deve-se ter uma coerência nos projetos, trazendo qualidade de vida. Poderiam construir loteamentos para tirar as pessoas das favelas. Remodelar o calçadão com novos pontos de comércio para geração de renda e parar com essa cultura de condomínios. Ao invés disso, construir de acordo com o contexto ao qual está inserido. Quem pensa que condomínos geram segurança está se iludindo. Pode-se ter construções conformando um bairro comum, sem a necessidade de muros onde apenas poucos podem atravessar. O Lami é muito procurado no verão, apesar de suas condições. E é uma área de preservação com espécies raras de fauna e flora.
    Quanto a atividade rural, ainda há muita. Desde vinhedos até produção de ameixas. Isso deve ser mantido e respeitado. Afinal, estas pessoas que vivem e trabalham nesta região também fazem parte de Porto Alegre.
    Quanto a prédios altos, há lugares para isso. Dubai não é exemplo, pois foi construida em uma região de deserto. Portanto, não pode ser referencial. E se as construtoras de porto Alegre soubessem como construir com qualidade Arquitetônica e não nos deparássemos com aqueles prédios horríveis que tem pela cidade, talvez podesse se pensar em verticalizar melhor.

  17. Ainda bem que poucas pessoas que escrevem nesse site pouco interferem na dinâmica da cidade… Parabéns Adriana pela tua opinião!

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