Expansão da Celulose Riograndense continua firme

A Celulose Riograndense, em Guaíba, acompanha com muita atenção a discussão, no Congresso Nacional, sobre parecer da Advocacia-Geral da União que proíbe empresas nacionais controladas por capital estrangeiro adquirirem terras com área superior a 1.500 hectares. A votação do relatório da subcomissão que avalia a aquisição de terras no Brasil por estrangeiros deveria ter sido realizada quarta-feira, em Brasília, e foi adiada por duas semanas. A empresa de Guaíba é propriedade de capitais chilenos, está desencadeando um processo de expansão da atual planta, com investimento em torno de R$ 4,9 bilhões, e, no futuro, terá que aumentar suas bases florestais e, certamente, vai precisar de mais terras. A preocupação anterior, com a questão da proibição da compra de terras por estrangeiros em regiões de fronteira (150 km), foi superada, porque o Conselho de Segurança Nacional liberou até o limite de 10% da área de um município por empresa de países diferentes. A novidade é o parecer contrário da AGU sobre todas as áreas.

De acordo com o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lidio Nunes, tais medidas prejudicam o Rio Grande do Sul e o Brasil, pois, segundo ele, há muito capital internacional interessado em investir em indústrias de base florestal no País e não podem. Mais de R$ 37 bilhões em projetos com o objetivo de fabricar celulose, produzir etanol, móveis e madeiras estão travados por falta de segurança jurídica para sua implantação no setor florestal. Segundo ele, é preciso criar mecanismos para tornar racional a aplicabilidade destas medidas, olhando para os interesses do País, que depende de capitais estrangeiros para o seu desenvolvimento.

O projeto de expansão da fábrica de Guaíba está em andamento. O projeto de engenharia básica deverá estar pronto em julho, quando será apresentado aos acionistas da empresa, os quais, num mês e meio, tomarão a decisão final sobre o investimento, quando começarão a ser fechados os contratos com os fornecedores, para início da construção no segundo semestre. O funcionamento da nova fábrica se dará no final de 2014. Nos dias 10 e 11 de maio, os responsáveis internacionais pela obra de expansão apresentarão a possíveis fornecedores locais as especificações do que irão necessitar e como eles poderão suprir as encomendas.

Danilo Ucha – Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

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3 respostas

  1. A AGU é a voz do governo. E a política do governo PT é a de exorcizar latifúndios, privilegiando a pequena propriedade, inclusive para atender o MST.

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  2. “parecer da Advocacia-Geral da União que proíbe empresas nacionais controladas por capital estrangeiro adquirirem terras com área superior a 1.500 hectares.”

    O Brasil é o inferno dos empreendedores.

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