Brasil pode se tornar décimo maior produtor de energia eólica

O Brasil pode se tornar em 2013 o décimo maior produtor de energia eólica do mundo, um salto de 10 posições, já que o País terminou 2011 na 20ª colocação.

A projeção foi apresentada nesta segunda-feira (2) pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, durante conferência sobre a energia eólica brasileira que se realiza em São Paulo.

A estimativa tomou como base o crescimento da capacidade instalada observada no ano passado nos demais países do mundo e a previsão da entrada dos parques eólicos já contratados nos leilões organizados pelo governo. Neste ano começam a entrar em operação as primeiras usinas contratadas em leilão considerado competitivo para a energia eólica – o leilão de reserva de 2009. Isso também permitirá que o Brasil se torne o quarto ou quinto país que mais amplia sua capacidade instalada eólica, ante a 11ª posição atual.

Conforme Tolmasquim, atualmente aproximadamente 7GW já estão contratados e deverão entrar no sistema até 2016, montante que ainda deve aumentar para 8GW, uma vez que ainda deverão ser realizados leilões para contratação de energia para início de fornecimento nesse ano.

A associação setorial Abeeólica destaca que atualmente a capacidade instalada do segmento é de 1461MW e 1200MW estão em construção, enquanto 6000MW estão contratados. A partir do próximo ano haverá um incremento de aproximadamente 2.000MW por ano.

Tolmasquim ressaltou durante sua apresentação que esse forte crescimento tem atraído vários fornecedores no País. Segundo ele, até o momento oito empresas já se instalaram e até 2013 pelo menos mais uma entrará em operação. Outros competidores analisam construir uma fábrica no Brasil, disse, citando a Siemens, Sinovel e Guodian United Power, entre outros. Ele lembra que como a capacidade produtiva desses fornecedores deve ser superior à demanda do País, parte significativa será destinada à exportação. Sinalizou também que parte dessas empresas ainda usa suas unidades no pais principalmente para a montagem dos equipamentos.

Jornal do Comércio, com Agência Estado



Categorias:Energia, Energia Eólica, Formas alternativas de energia

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26 respostas

  1. A eólica é boa, mas na mão do governo. aí mais incompotência, mais corrupção, custo alto. Reduzir a carga tributária para beneficiar o meio-ambiente, é muito bom.

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  2. Demorou! Da mesma forma deveríamos ter um subsídio do governo prmovendo a instalação de energia solar nos imóveis!

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  3. Quanto a exportar aerogeradores, esqueçam, o mercado está inundado de geradores, e adivinhem da onde, Chineses.

    E há um agravante, para os geradores de eletricidade das turbinas eólicas, se precisam TERRAS RARAS para a confecção de imãs permanentes de grande capacidade, como a China possui mais ou menos 2/3 das jazidas de terras raras do mundo e sentaram em cima dificultando a exportação (vide http://www.inovacao.unicamp.br/noticia.php?id=1063). Provavelmente o que estes fabricantes que vão “exportar” do Brasil para o Mundo grande parte das nossas prováveis reservas desses minerais, que se prevem em abundância,(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=reservas-terras-raras-brasil) . As terras raras são utilizadas não só para imãs de alta performace, mas também para baterias de celular e outras dezenas de aplicações modernas.

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    • Grandes geradores não suam ímãs permanentes, seria inviável… além do mais o problema o problema das terras raras afeta não só os aerogeradores, mas sim qualquer gerador elétrico que use ímãs permanentes.

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      • Siemens Launches Permanent Magnet-Based Gearless Wind Turbine
        Sun, Apr 25, 2010
        Progress in the development of commercially-viable direct drive wind turbines took a significant step forward last week, with the official launch by Siemens Energy of its SWT-3.0-101 wind turbine. This turbine has a faceplate rating of 3 MW, has no gearbox and uses a permanent magnet generator to produce electricity. What’s really interesting about this system is that according to Henrik Stiesdal, Chief Technology Officer for the Siemens WInd Power business unit, the turbine produces 25% more power than the Siemens 2.3 MW machine – but does so with less weight and only 50% of the parts! The nacelle which contains the machinery at the top of the tower, weighs just 73 tonnes. Because of its compact size, the nacelle can be transported using fairly standard vehicles.

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        • Nossa! Uma grande desenvolvimento na tecnologia de aerogeradores! Aumentar a produção em 25% é excelente!

          Ainda continuo sem entender… você deve ter algum motivo especial para isso. Nem sei porque continuo nessa discussão.

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      • Pablo

        Só para não ficarmos em notícias de jornais, coloco um link para um artigo apresentado por 7 (sete) chineses na 2011 International Conference on Power Engineering, Energy and Electrical Drives (da ieee) que se trata de:
        Design and Performance of Large Scale Direct driven Permanent Magnet Wind Generators. (http://ieeexplore.ieee.org/stamp/stamp.jsp?tp=&arnumber=6036523).
        Ou seja, os nossos amigos chineses não estão esperando que as empresas Europeias ditem qual o limite do uso de imãs permanentes no uso de geradores de mais alta potência.
        Os Europeus não utilizam geradores de maior potência exatamente por não possuírem Terras Raras, e como os chineses fecharam praticamente a exportação, beleza, eles vão procurar em outros lugares.

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      • Estou colocando o abstract do artigo:

        Abstract-The design feature and performance analysis based on circuit-field coupled finite element analysis of large scale direct-driven permanent magnet (PM) generators are introduced. Some experimental results are presented. The
        simulation and experimental results of a 1.5MW PM wind generator show that the pole-slot number combination has an important impact on the machine properties, and the optimization of PM’s dimension is significant to the performance as well the cost of the direct-driven PM wind generator.

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      • E coloco também a última conclusão do artigo:

        3) The design method of the 1.5MW PM generator has been used for other large scale direct-driven PM wind generators with rated powers of 2MW and 3MW etc.

        Atenção: O etc. não fui eu que coloquei no fim da conclusão, porém pelo visto até os 3 MW eles já foram e divulgaram, provavelmente já estão acima de 10MW.

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        Viste da onde eu retiro as minhas informações?
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        • A tua campanha contra a energia eólica está forte hein Rogério ?

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        • Gilberto

          Na realidade não tenho nada contra a energia eólica, só acho que não estão contando direito a história.

          O problema básico da eólica que ela é intermitente e depende de outras fontes para ser eficiente, se não for computado no custo do kWh gerado pela eólica o valor das fontes de substituição, quando esta assumir uma importância maior teremos surpresas na nossa conta de energia elétrica.

          A energia eólica, propriamente dita, é uma energia relativamente limpa em relação a outras, porém tem custos escondidos que estão manipulando e não deixando claro, ou seja há um belo marketing atrás das eólicas.

          Mas não te preocupe, daqui a alguns anos vamos ver os resultados como os europeus estão vendo, com um pequeno agravante, eles não tem outras alternativas e nós temos.

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        • Simon.

          Olhe com cuidado em posts passados a minha oposição aos BRTs, a medida que eles se tornam realidade mais pessoas veem os problemas.

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  4. O Brasil neste caso passará de 20º lugar no emprego de geração eólica para 10º por um simples motivo, vários países ou estão abandonando a geração eólica ou simplesmente diminuindo a velocidade, por um simples motivo, a geração eólica, devido a sua intermitência é cara.
    Falam que pelos leilões de energia a eólica está próxima ao custo da hidrelétrica, com um pequeno agravante que ninguém se dá conta, quando se quer energia hidrelétrica, se abre as turbinas, quando se quer energia eólica, se reza.

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