Trensurb e Prefeitura de Canoas discutem termo de cooperação para implantação de aeromóvel

Técnicos reuniram-se nesta segunda-feira, 2, para tratar de parceria para estudo de linha entre bairros Mathias Velho e Guajuviras. A tarde, o ex-senador Sergio Zambiasi compareceu à empresa para dar total apoio ao projeto.

A utilização da tecnologia Aeromovel na Região Metropolitana de Porto Alegre esteve em pauta na tarde desta segunda-feira, 2. O consultor especial da presidência da Trensurb, Rubens Pazin, e o gerente de Mobilidade Urbana da empresa, Euclides Reis, reuniram-se com o secretário de Transportes e Mobilidade de Canoas, Luiz Carlos Bertotto, na sede da secretaria canoense.

No encontro, estudaram detalhes para elaboração de um termo de cooperação entre Trensurb e Prefeitura para realização de estudo de viabilidade técnica, visando à implantação de uma linha da tecnologia Aeromovel no eixo entre os bairros Mathias Velho e Guajuviras.

Zambiasi manifesta apoio

Em visita à sede administrativa da Trensurb, o comunicador e ex-senador Sérgio Zambiasi manifestou “total apoio” à implantação da linha. Zambiasi classificou a ideia como “genial”, citando o “grande impacto social” que o projeto teria, facilitando, inclusive, o acesso de estudantes residentes nos bairros canoenses às instituições de ensino localizadas ao longo do sistema da Trensurb.

Fonte: Trensurb

Fotos: Thiago Kittler e Kauê Menezes, da Trensurb 



Categorias:Aeromóvel

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21 respostas

  1. Não existe parque na Boqueirão. Apenas a avenida duplicada. Aquela imensa área vazia verde que se vê no google earth é área particular e muito provavelmente irá se transformar e loteamentos, o que é uma pena porque seria ótimo um parque/área verde daquele porte na região. Além disso, a Boqueirão não é uma avenida tão larga assim e os recuos também não são tão pronunciados.

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    • A largura da Boqueirão, com calçadas, é 28 metros. Parece-me bastante.

      Quanto àquela área: interessante, não sabia que era privada. Se a prefeitura/trensurb se mexerem, eles podem coordenar um “transit-oriented development”[1] com o empreendedor da área. Isso é o futuro do urbanismo.

      [1] http://en.wikipedia.org/wiki/Transit-oriented_development

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      • Pois é, quem olha aquela área a partir da Boqueirão não tem idéia de como é grande. Se não me engano aquilo tudo fazia parte do espólio da ULBRA, não tenho certeza.
        Moro na região há tantos anos, já vi tantas mudanças por aqui que você nem imagina. Quando vim morar aqui a Boqueirão em seu maior trecho era apenas uma estradinha de chão batido que ia até a antiga fazenda Guajuviras que depois foi transformada no loteamento. Presenciei a invasão do loteamento e a multidão que ia a pé até lá carregando móveis e trouxas de roupas nas costas e em carroças. E de lá para cá houve uma imensa transformação neste lugar e junto com isso os imensos problemas de trânsito, poluição, e barulho. Morar de frente para a Boqueirão é quase como morar de frente para a Av. Farrapos ou BR-116. Apesar disso tudo gosto muito daqui, e por isso a minha preocupação com mais mudanças tão drásticas. Mas se vierem, que sejam pra melhor!

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  2. Bem bonito este monorail, mas ele está implantado fora da zona residencial. Imagine você morar de frente para um viaduto destes com um veículo transitando a cada 10 ou 15 minutos. Por maior que seja a obra de urbanização o impacto visual e a poluição sonora são inevitáveis. Além do que, você acha que no Brasil alguém está preocupado com estética? Eles certamente fariam um viaduto grosseiro por que é mais barato. Veja o exemplo do trensurb que foi construído no meio da BR-116 e em pleno centro de Canoas sem pensar nos transtornos que isso poderia causar.

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    • Olhando rapidamente no Google Maps, a via mais favorável para a instalação do aeromóvel no Mathias Velho provavelmente seria a Av. Rio Grande do Sul. Pelo Google Street View, noto duas coisas:

      1) essa Avenida já tem uma ocupação mais comercial, provavelmente previsto no plano diretor

      2) as construções lindeiras desta via contam com um formidável recuo, o que me sugere que provavelmente o plano diretor já preveja sua duplicação

      Com isto, acho que o ideal seria executar a duplicação da via, dotando-a de um canteiro mediano onde o aeromóvel seria instalado; em paralelo a isso, liberar a construção de prédios que, sendo mais altos, tiram o efeito “trambolho”.

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      • Sim, mas para chegar ao Guajuviras precisa seguir pela avenida Boqueirão, com muitas residências.

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        • Mas a Boqueirão já é duplicada e já conta com um recuo razoável. Sendo duplicado, o “trambolho” ficaria pelo menos a uns 15 metros da fachada das residências. Além disso, um bom pedaço da Boqueirão margeia um parque; neste trecho, o aeromóvel poderia sair da mediana e ir na calçada do parque. E como eu disse, sempre pode ser estudada a liberação de construção de prédios na via onde o aeromóvel passar, incentivando ocupação e reduzindo o impacto estético.

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    • Tem uma outra coisa a ser considerada: o aeromóvel não tem motor embarcado; sendo assim, o único barulho que ele faz é o seu rolar sobre os trilhos. Tenho certeza que isso é bem menos barulhento que um ônibus.

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      • Mas um coisa não se pode negar… realmente o aeromóvel não polui e talvez não faça tanto barulho quanto os ônibus. Obviamente uma intervenção deste porte deve ser acompanhada de uma urbanização no entorno que compense a estrutura criada para a circulação do veículo.

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    • E quanto ao comentário de ficar esteticamente grosseiro: por favor veja as fotos postadas ontem aqui no blog com o andamento das obras do aeromóvel do aeroporto[1]. É esbelto e pouco intrusivo; não é justo chamá-lo de viaduto, pois seu perfil é bem menor que o de um viaduto.

      Além disso, se considerarmos uma via dupla de aeromóvel, poderíamos muito bem esconder a horrorosa fiação aérea dessas vias no espaço entre um duto e o outro. Algo como http://dl.dropbox.com/u/5946888/aeromovel/aeromovel_fiacao.png

      [1] https://portoimagem.wordpress.com/2012/04/02/imagens-obras-do-aeromovel-linha-aeroporto/

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    • Cris, o impacto sonoro deste projeto é zero. Quanto ao visual, as vigas teria exatamente o aspecto daquelas em frente ao aeroporto…..

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  3. Sem novos e maiores trens para o Trensurb, não adianta pensar em aumentar o número de passageiros.

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  4. Pô mas porque não fazem algo que vá a Porto Alegre e que desafogue o metrô e a BR 116, já que a maioria das pessoas que usam o trem é para ir ou vir de lá? não dá pra pensar algo mais inteligente não?? entre Mathias Velho e Guajuviras vai mudar muito pouca, o aeromóvel tinha que ser de Canoas à POA!!!!!!

    É de perder as esperanças mesmo!

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    • Não é de perder as esperanças Juliana. Não adianta focar só em uma coisa e deixar o resto abandonado. Nota 10 essa iniciativa que vai ajudar a população de Canoas, dando outra alternativa aos onibus cacos da vicasa. Existem outras alternativas mais adequadas para descongestionar a BR116 ( como a rodovia do parque que já está sendo construida) e o Metrô ( a compra de novos trens e políticas de otimização do uso do mesmo).

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    • Juliana,

      Ter uma outra alternativa de transporte público da RMPA para Porto Alegre é uma ideia louvável, mas ainda há capacidade ociosa no Trensurb. Se hoje temos trens lotados é pela baixa frequência do serviço; isto já será solucionado com a aquisição dos novos trens que, pelas informações que tenho, tem chance de sair esse ano ainda.

      Uma outra coisa que é importante observar: a demanda do metrô aumentaria com este projeto, mas não de uma forma tão catastrófica como sugeres; explico: já se tem MUITA gente hoje vindo destes bairros (M. Velho e Guajuviras) para o metrô através de baldeações de ônibus; uma fração signficativa destes passageiros passaria a ser servida pelo aeromóvel. A qualificação deste trajeto advinda do aeromóvel traria novos passageiros, mas o grosso seria passageiros já existentes.

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  5. Será ruim para quem mora no trajeto do tal aeromóvel que verão uma trolha de um viaduto na porta das suas casa!

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  6. Isso será muito bom para Canoas. Conheço as regiões. São as 2 mais populosas da cidade. Até que enfim o povo de Canoas poderá ter uma alternativa melhor ao monopólio da Vicasa, com seus ônibus em péssimo estado e mal conservados. Vamos lá!

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  7. Excelente! Fantástico!

    Ideia absolutamente válida, que precisa urgentemente ser explorada. O conceito de linhas alimentadoras é fundamental para o sucesso de qualquer sistema de transporte integrado de transporte público.

    Eu iria além: creio que as seguintes ideias deveriam ser exploradas neste contexto:

    1) ter uma linha servindo Fátima, Rio Branco e Niterói (poderia ser circular)

    2) havendo sucesso na linha falada no post (Mathias Velho – Guajuviras), poderia ser estendida à Oeste em até Nova Santa Rita (é relativamente perto)

    O único porém que eu vejo nesta abordagem é que seu sucesso estaria irrevogavelmente dependente do aumento da capacidade do Trensurb, isto é, a compra dos trens novos tem que acontecer (e, considerando o trecho de Novo Hamburgo, tem que acontecer logo).

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    • fmobus, eu acrescentaria uma linha bem real e simples, similar à que está sendo construída no aeroporto, saindo da estação São Luiz/Ulbra até a Universidade pela Rua Uruguai, são 1,6 Km. Estudo na Ulbra e os ônibus são um caco, vão atrolhados de gente e custa 3,10R$ a passagem para andar uns 5 minutos. Seria um acréscimo de qualidade e DIGNIDADE para quem vai à ULBRA de Metrô.

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