IAB quer Concursos Públicos de Arquitetura e Urbanismo para as estações do Metrô e seus entornos urbanos

IAB RS irá fazer contato com os responsáveis pelo Metrô de Porto Alegre para recomendar que os projetos das estações sejam contratados via Concurso Público, o que garantirá mais qualidade para este importante equipamento da cidade.

A construção do futuro da cidade não pode ficar atrelado à instrumentos e práticas do passado: licitação de menor preço e contratação direta de projeto é um equívoco muito grave que não resultarão em projetos e obras de qualidade.

O concurso é o instrumento mais moderno, porque retira dos gabinetes a decisão, mais democrático, porque permite a participação de todos os profissionais, e totalmente transparente porque garante à toda a população o acompanhamento de todas as etapas de discussão e seleção das propostas.

A cidade do Rio de Janeiro está dando um bom exemplo e selecionando seus projetos olímpicos via concurso público (Porto Olímpico, Vila Olímpica), seguindo o exemplo das grandes cidades que admiramos.

Em Porto Alegre, somente um concurso nacional de arquitetura que selecione um ou vários bons escritórios para a realização de projetos contemporâneos que transformem os equipamentos do metrô também em obras de arte da cidade e em atração turística. As estações serão simbólicas e serão transformadas em pontos de referência dos bairros.

Este é o futuro que queremos.

O concurso será a melhor maneira evitar mais puxadões de concreto, feios, “baratinhos”, mal projetados, gestados em “caixas pretas”, e mal executados pelo menor preço possível.

Arq. Tiago Holzmann da Silva – Presidente do IAB RS



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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27 respostas

  1. Seria louvável se os projetos das estações se norteassem pelos padrões europeus. De qualquer forma acho fundamental que elas sejam claras, muito claras, pelos revestimentos e iluminação. Nada de cavernas escuras e góticas, tipo abrigo antinuclear.

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  2. Aqui no Brasil a maior cagada é o que chamam de “licitação”.

    Sempre no final há um “cartel”, que alguém ganha nessa e outro ganha em outra.
    No final, se alguém ganha menos, este arranja uma forma de embargar a obra.

    Não é a toa que uma estrada pós-tsunami no Japão se reconstrói em 3 dias, enquanto aqui…

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    • No Brasil tudo funciona assim: como ninguém confia em ninguém, porque a falta de ética está de tal forma introjetada na cabeça de todo mundo, estabelecem um catatau de legislação e inúmeros instrumentos e órgãos para deter a corrupção. No final, o Poder público gasta mais dinheiro e tempo nesse sistema preventivo (atividade meio) que o resultado (atividade fim) é quase sempre uma “M”.

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  3. Também tem de haver um concurso para logomarcas e sinalização, de forma que todas fiquem padronizadas: metrô, ônibus, aeromóvel da zona sul (se for uma linha autônoma e integrada ao transporte municipal) e BRT.

    O que tem de haver diferenciação é simples: o Trensurb não é metrô, e nem é municipal.

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    • De novo essa ladainha de “separar coisas municipais de coisas metropolitanas”. Para mim, isso é puro preconceito dos portoalegrenses com as outras cidades vizinhas. Em uma metrópole organizada, os sistemas de transporte estão orientados às demandas dos passageiros, e não aos limites geográficos invisíveis. É um absurdo completo existirem três sistemas de tarifação eletrônica na mesma metrópole.

      Nas cidades evoluídas com sistemas inter-modais, tudo é construído para parecer uma rede só. Identidade visual, tarifação, desenho das linhas. Quando muito, o número da linha tem um prefixo indicando o modal empregado e deu.

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      • O pior é essa mentalidade impregnada nos dirigentes muncipais, somada a uma ‘autoridade metropolitana’ que pouco faz… fica difícil resolver o problema.

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  4. Bom, nessa do anfiteatro nao da para querer muito, por la tocam as chinelagens do tipo: funk, pagode, axe’, hip-hop e o resto dessa bagaca, entao se for feito em um aterro de lixo municipal eu iria defender os direitos dos ratos e abutres de viverem livres detas pragas. O negocio e’ nao deixar os projetos novos irem na mesma direcao. Gostaria que usasem a Alemanha como exemplo de design.

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  5. A arquitetura publica brasileira da’ medo. Aquele Anfiteatro Por-do-Sol… acho que se tu der um computador com o Paint instalado para um interno do Hospital Sao Pedro, o sujeito e’ capaz de fazer um projeto melhor que aquilo.

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    • A leitura que eu faço do anfiteatro é a seguinte: serve bem o público que costuma frequentar lá.
      Cheio de frufru e todo colorido. A parcela que costuma procurar os shows “de grátis” adora! Então, tá funcionando.

      Eu sei que poderia ser melhor e aquela ladainha toda, mas nem vamos entrar nesse mérito.

      🙂

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  6. A IAB/RS sabe que esse metrô será construído e administrado por uma empresa privada, provalvelmente através do sistema de PPP?

    Ou seja, o Poder Público poderá até escolher por licitação a empresa que administrará essa PPP, inclusive estabelecer as diretrizes das estações, mas não poderá influir, muito menos exigir um concurso público, para estabelecer os projetos arquitetônicos de cada estação.

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    • Ora essa, claro que o poder público pode estabelecer concursos como condição pra PPP acontecer. Não podemos esquecer que o poder público está concedendo o uso um bem público (right-of-way urbano) para uma exploração privada e, por isso, pode exigir o que bem entender.

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      • Se estabelecer em edital, o poder público pode exigir concurso, mas dificilmente um edital chegará as minúcias de regrar esse concurso; ou seja, a empresa concessionário fará esse concurso de acordo com seus interesses e objetivos.

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  7. Otima ideia, so’ que por favor nos poupe se forem fazer as tipicas nojeiras de sempre. Outra coisa, tirem da cabeca as cores vermelho (a nao ser escuro e opaco) cor de laranja, amarelo ou basicamente coisas multi-color.

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  8. Só espero que seja um concurso internacional, por que né… ta feia a coisa….

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    • Bibliografia pra ti: Revista AU, Revista Projeto Design e Arquitetura e Construção (as mais acessíveis que eu conheço) fora algumas gringas tipo a Summa+.

      Tem MUITA coisa boa saindo pelo país viu?! Não menospreza tanto…

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      • Só que só anda saindo coisas bizarras pelo pais.

        Conheço arquitetos que fazem bons trabalhos… mas só vi no papel…

        Sem contar que tem que ver a mente de cada pessoa, por que se depender de alguns, os proximos prédios de Poa vão ser sem garagem para não incentivar o uso do carro… (ia ser engraçado o fail em vendas.. haha)

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        • Esse método é perfeitamente válido e empregado em cidades sustentáveis mundo afora[1][2]. O que falta é maior coordenação entre os empreendedores e o poder público no planejamento disto.

          [1] http://www.streetsblog.org/2010/05/25/how-portland-sold-its-banks-on-walkable-development/ (corrigi o link)

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        • Adendo: modelos de desenvolvimento sustentáveis precisam levar em conta fortemente o impacto dos veículos particulares. Uma boa leitura sobre isso é a crítica em um development de Vancouver, onde se buscou fortemente certificações LEED e ao mesmo tempo, contraditoriamente, incentivo para carros. http://www.planetizen.com/node/43365

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        • Tchê, se os trabalhos não saem do papel não é culpa (talvez algumas vezes até seja) do arquiteto. Por que tu não banca uma obra desses teus conhecidos já que são boas? Não precisa responder, mas qualquer que seja a tua resposta é o motivo de não existirem obras legais em grande número por aí. Ninguém trabalha de graça ou constrói com seu próprio dinheiro (a não ser é claro, que o tenha de sobra).

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  9. Caro Gilberto,
    Muito obrigado novamente pelo espaço. Espero que possamos contribuir para este debate e para qualificar o processo de implantação destas grandes obras em Porto alegre.
    Abr.
    T,

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