Canoas: Ministro pode anunciar rebaixamento do trem em breve

Aguinaldo Ribeiro deverá vir ao Município ainda este mês.

Canoas – Um passo importante para o rebaixamento do trem, na área central de Canoas, deve ser dado ainda este mês. A obra, que deverá ser contemplada pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Governo Federal, pode ser anunciada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. A expectativa do prefeito Jairo Jorge é de que o projeto executivo da Trensurb seja autorizado, junto com o anúncio de obras de saneamento para o Município, ainda em abril.

O ministro Aguinaldo Ribeiro, conforme a senadora Ana Amélia Lemos, prometeu fazer um estudo sobre o projeto. “O prefeito Jairo Jorge, a vice Beth Colombo e eu, entregamos a ele um documento. Ele avaliou como muito bem feito e gostou”, conta e afirma que os recursos para estas duas grandes obras devem ser anunciados nos próximos dias. Um dos motivos, de acordo com Ana Amélia, é o interesse em melhorar o saneamento básico da cidade, que apresenta um grande déficit. “Isso ajudou a acelerar o processo”, defende.

Aguarda visita

O presidente da comissão municipal que trata do rebaixamento do trem, Francisco Biazus, demonstrou entusiasmo com a informação de anúncio dos recursos. Segundo ele, que disse ter recebido a notícia por meio de um deputado, a expectativa é receber o próprio ministro Aguinaldo Ribeiro em Canoas. “Esperamos que isso aconteça em breve”, relatou.

Definição de custos

O prefeito Jairo Jorge diz estar otimista com a notícia. “No encontro com o ministro Aguinaldo Ribeiro, pedimos que seja custeado o projeto executivo. Precisamos saber os custos reais. Temos os valores preliminares, feitos pela prefeitura”, reiterou e apontou que aguarda respostas oficiais de Ribeiro.

Segundo Jairo, a senadora Ana Amélia Lemos, quando em visita a Canoas, na semana passada, informou que a proposta estava bem encaminhada. “Ela falou que o ministro havia gostado e que era provável que o recurso saísse”, relembrou.

A expectativa pelo anúncio de obras contempladas no PAC 2, da Mobilidade Urbana, que inclui o rebaixamento do trem dura algum tempo.

Em 2011, os canoenses receberam a notícia de que o recurso seria anunciado ainda em agosto.

O trecho subterrâneo, no Centro, visa a melhorar a mobilidade.

Rosângela Garcia/ Da Redação – Dário de Canoas

________________________

Para ajudar a entender a situação de Canoas, estas duas fotos, feitas de helicóptero pela BELFOTO.



Categorias:Fotos Aéreas, Metro Linha 1

Tags:,

17 respostas

  1. Moro a cerca de 300 metros da ULBRA e a 1 km da estação São Luiz, da referida linha de trêm, desde que nasci. O problema é que o rebaixamento vai ocorrer em um trecho de +/- 3 km, somente para desafogar o centro da cidade, que na primeira fotografia mostra, este mesmo centro estrangulado entre a linha de trêm e a BR-116. Canoas de ponta a ponta (Esteio-Porto Alegre) tem cerca de 14 km. Seria excelente se fosse realizado em todo o trajeto do trêm, este rebaixamento. Aliás, este não é apenas um problema de Canoas, mas também de Esteio e Sapucaia; estas 3 cidades foram, literalmente, partidas ao meio quando da construção da linha do trêm e como no Brasil, pouquíssimo pensa-se em planejamento urbano e futuro a longo prazo, hoje, é necessário gastar mais e remendar as obras do passado.

    Curtir

  2. A notícia é excelente, pena que enquanto tentam arrumar canoas estão destruindo Novo Hamburgo. Particularmente, não visitei, mas me disseram que vão fazer o trensurb elevado bem no centro da cidade, onde havia uma praça com um monumento a indústria calçadista. É uma pena, era uma região agradável da cidade.

    Curtir

  3. Deveriam rebaixar o trêm e toda a BR 116, pra salvar a cidade..

    É terrivel a zona em que a BR passa…

    Poderiam rebaixar, fazer uma avenida com menos faixas por cima, um bom canteiro central com ciclovias, espaço para caminhadas e bla bla bla.

    Curtir

  4. Sou favorável ao rebaixamento do pequeno trecho entre a Estação Mercado e a Estação Rodoviária, isso sim, mas, se for para continuar o Muro da Mauá, tal rebaixamento não mudaria grande coisa e então não haveria sentido, já que o Novo Cais permaneceria ligado à cidade apenas pelo Pórtico Central existente próximo à Praça da Alfândega e lá na ponta do Gasômetro.

    Curtir

    • Na verdade, existe também uma passagem subterrânea para pedestres junto à Estação Mercado, que atualmente serve de acesso para os passageiros do Catamarã. Quanto a área mais ao norte, onde serão construídas as torres, tendo em vista que o muro VAI permanecer, o projeto propõe a construção de passarelas interligando os prédios ao lado centro da Av. Mauá.

      Eu particularmente acho que passarela vai ficar feio, meia-boca. Prefiro algo absolutamente mais radical, que já comentei antes aqui: construir um segundo nível para pedestres, tapando a feiúra do Trensurb e da Av. Mauá, e criando todo um potencial revitalizador. Consistiria de um pilotis de 5 metros de altura, começando perto da Rodoviária e terminando perto do Palácio do Comércio. Os prédios lindeiros da Av. Mauá estariam grudados neste pilotis, podendo abrir lojas/cafés/restaurantes com a fachada voltada para ele.

      Adicionalmente, o pilotis poderia estender-se alguns metros além do muro, sem nunca apoiar-se sobre ele, e lá cobrir uma avenida expressa de duas ou três pista que ligaria o centro à rodoviária – basicamente uma Mauá ao contrário. O pilotis seria interligado de forma graciosa com o pátio das torres do projeto, e serviria como espaço contemplativo e parque, a exemplo do High Line Park de Nova Iorque[1]

      Como sempre, desenhos toscos do sketchup:

      [1] http://en.wikipedia.org/wiki/High_Line_Park

      Curtir

    • Como não?
      Só vai juntar uma cidade inteira…
      Tem certeza de que não mudaria nada?

      Curtir

  5. Embora útil, acho um tremendo desperdício de dinheiro. Com certeza facilitaria a locomoção dentro de Canoas, mas, considerando que a cidade já está assim estabelecida mesmo já faz anos e que isso deveria isso sim ter sido pensado lá em outrora quando da concepção da linha, agora esse dinheiro seria melhor aplicado na extensão da linha ou criação de novas linhas e ramais para o sistema do trensurb, isso sim. Vai ser bom? Claro que vai. Mas poderia ser melhor, acrescentando mais pessoas atendidas com o melhor emprego desse dinheiro em investimento para ampliação do referido sistema.

    Curtir

  6. Isso seria mto bom para a cidade, eu que moro no lado oeste tenho apenas 3 opções para atravessar para o outro lado, e ficam muito distantes uma da outra. O viaduto da estação mathias velho, o viaduto da Inconfidencia no centro e o da mauá na rio branco.
    O rebaixamento uniria as 2 partes do centro que são cortadas pela linha do trem.

    Curtir

  7. Porto Alegre, uma velha e degradada cidade da RM de Canoas.

    Curtir

  8. Se isso acontecer, será um bela notícia para Canoas.

    Agora fica a questão, porque Porto Alegre não busca isso também, principalmente para a parte do Trensurb no centro da capital?

    Curtir

    • Embora eu goste da ideia de rebaixar o trensurb no trecho do Centro histórico, acho que na verdade seria um melhor aproveitamento do dinheiro alterar o trensurb da capital de forma que ele compartilhasse um trecho do túnel construído para a linha 2.

      Para isso, bastaria construir iniciar um túnel um pouco ao Leste da estação Farrapos (que passaria a ser subterrânea); este túnel curvaria para o Sul e seguiria sob a Farrapos até a Cairú, onde se conectaria no túnel da linha 2. As estações Cairú, Félix da Cunha, Ramiro Barcelos, Rodoviária e Centro seriam compartilhadas entre as duas linhas.

      A dificuldade de implementar esta minha proposta está no fato de que os sistemas ferroviários precisariam compatíveis, isto é, os trens mais antigos da linha 1 precisam poder rodar nas vias projetadas para linha 2. Isso envolve bitola, sinalização, comunicação, largura do túnel, etc. Outros sistemas mistos mundo afora têm este tipo de compatibilidade, então acho que com um pouquinho de engenharia dá pra fazer.

      As vantagens desta proposta são inúmeras:
      1) conexão da Zona Norte para RMPA (e vice-versa) se daria na Cairú, e não no Mercado como o projeto atual prevê

      2) para o passageiro, além de conectar mais cedo, o trajeto a ser caminhado na conexão seria bem menor

      3) permitiria a demolição do monstrengo que hoje é o trensurb no Centro, permitindo usos mais humanos dentro do contexto da revitalização do Cais do Porto

      4) permitiria a demolição do monstrengo do trensurb na Castelo Branco, o que permitiria abertura de pelo menos mais uma faixa veicular e a construção de rampas acessos medianas (para interligar com a Ramiro, por exemplo)

      5) permitiria desfazer o nó que é a interligação entre a Av. dos Estados e a Av. Castelo Branco: o acesso poderia ser uma via expressa construída no espaço onde é o trensurb, iniciando ali no complexo da ponte do Guaíba e terminando depois da estação farrapos

      6) o último e talvez o melhor motivo: este modelo permite que a “primeira fase” da construção da linha 2 já veja um uso imediato e intenso do trecho construído

      Curtir

      • ai quem tem que tomar uma iniciativa é a nossa prefeitura, não veio do trensurb a idéia de rebaixar o trêm por la, e sim, da cidade de canoas que sofre faz anos com esse problema.

        Curtir

      • Bah, caso isso acontece seria uma verdaeira revolução urbana nessa parte da capital.

        Curtir

      • Eu realmente gostaria de entender certas negativações. Sei lá, quem negativa podia deixar um comentário. Just saying.

        Curtir

  9. Canoas é um caso interessante… A cerca de 20 ou 30 anos Canoas é simplesmente uma cidade dormitório, provedora de mão de obra para a capital. No entanto, pouco a pouco Canoas vem se tornando uma cidade independente e inclusive melhorando a qualidade de vida. Uma obra como essa reflete exatamente isso, redução de ruído, poluição visual e facilidade de transporte…

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: