Rio Grande do Sul é o 2° estado em volume de geração eólica no País

EDP quer projeto eólico gaúcho em leilão até 2014

A EDP Renováveis Brasil pensa em aumentar a sua geração de energia no Rio Grande do Sul nos próximos anos. A empresa, responsável pela operação do parque eólico de Tramandaí, planeja colocar o projeto que possui em Santa Vitória do Palmar para concorrer em algum leilão de energia promovido pelo governo federal até 2014. Os certames garantem a comercialização de energia dos complexos que apresentam o menor custo de produção e, por consequência, viabilizam que eles saiam do papel.

De acordo com o presidente da EDP Renováveis Brasil, Miguel Setas, a companhia possui outros projetos a serem desenvolvidos no Estado, mas o do município da Metade Sul gaúcha é o que está mais adiantado. Ele terá uma capacidade instalada de até 80 MW. O complexo, sendo concretizado, será maior do que o de Tramandaí, inaugurado oficialmente na quinta-feira.

Esse último parque tem capacidade instalada de 70 MW e produção estimada de 211.437 MWh anuais, energia suficiente para abastecer uma cidade de mais de 200 mil habitantes.

O empreendimento absorveu um investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e foi construído no período de cerca de um ano, sendo concluído em maio de 2011. Gerou em torno de 600 empregos diretos durante a sua implantação. A partir de 2013, o parque gerará uma arrecadação para Tramandaí de cerca de R$ 1 milhão ao ano, através do recolhimento de ICMS. O prefeito do município, Anderson Hoffmeister, adianta que nesta semana será encaminhado um projeto de lei para a Câmara de Vereadores, para que os recursos sejam destinados aos balneários da zona Sul do município, onde está localizado o parque eólico.

“Se Osório é a cidade dos bons ventos, Tramandaí é a dos ventos mais constantes”, compara o prefeito. Segundo ele, Tramandaí tem ventos que permitem uma melhor produtividade de geração eólica do que a vizinha. A presidente da EDP no Brasil, Ana Maria Fernandes, aponta o Rio Grande do Sul como um local privilegiado para a implantação de empreendimentos eólicos. “É um objetivo global da EDP que a sua produção de energia seja mais verde e azul, e menos cinzenta”, enfatiza a dirigente fazendo alusão às fontes renováveis e fósseis.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, concorda que o Estado tem boas condições para o aproveitamento da geração eólica, porém admite que através do uso de um fundo constitucional no Nordeste os projetos naquela região verificam, economicamente, um diferencial competitivo. No entanto, ele acrescenta que as possibilidades de expansão da produção eólica no Nordeste cada vez são menores e a “bola da vez” é o Rio Grande do Sul. Beto ressalta que o Estado, hoje, só está atrás do Ceará no ranking do volume de geração eólica no País (340 MW contra 518 MW).

O secretário acredita que, no momento em que houver muitos parques gaúchos vitoriosos em leilões de energia, irá se tornar irreversível a implantação de toda a cadeia da indústria eólica no Estado. “Estamos muito próximos de ter essa cadeia completa e já negociamos, inclusive, com fabricantes de aerogeradores argentinos e de outros países para se instalarem aqui”, afirma Beto. Ele prevê que dentro de três anos esse será um fato consumado.

Jefferson Klein – Tramandaí – Jornal do Comércio



Categorias:Energia, Energia Eólica

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14 respostas

  1. Pena que a energia eólia é uma big fat lie.

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  2. Pablo

    Só por curiosidade veja quantas ONGs estão surgindo nos USA e Inglaterra (na França tem um monte, mas não tenho a referência no momento).

    Associações contra a energia eólica
    Estados Unidos
    http://www.aweo.org/
    Reino Unido (285 grupos)
    http://www.countryguardian.net/Campaign%20Windfarm%20Action%20Groups.htm

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  3. Pablo

    O problema gerado por forças eletromagnéticas é fartamente conhecido e praticamente equacionada a sua solução, logo eu não me preocuparia. Entretanto o problema do infra-som não é só a intensidade, mas sim a duração. Algo eventual gerado pela passagem dos carros é uma coisa, outra coisa é o infra-som contínuo e sem a possibilidade de detecção sem aparelhagem própria. Como bem dissestes nas auto-vias além do ultra-som gera-se ruídos em frequências audíveis, logo o efeito não é surdo (não é trocadilho).
    Agora como podes ter visto é algo em aberto, não se tem comprovação a 100%, mas mesmo assim já está havendo movimentos contra a geração eólica (e com sucesso) devido ao ultra-som gerado, é algo novo, mas como todos são favoráveis ao “Princípio da precaução”, por que este não é aplicado no caso?

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    • ‘contra geração eólica com sucesso’ creio que não. A capacidade eólica instalada duplica a cada 3 ou 4 anos! Considerando que o consumo aumenta a uma taxa bem menor e em alguns lugares inclusive decresce.

      As equações que regem os campos eletromagnéticos é bem conhecido (Maxwell). Mas segundo a Science, a influência disso nos organismo vivos está muito longe de ser conhecido ou ter solução. Dê uma lida se puder.

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  4. Gilberto

    Para que as pessoas que moram perto dos parques eólicos (em torno de 2km), não tenham surpresas desagradáveis no futuro coloco algumas referências de artigos técnicos sob a influência na saúde (principalmente criadas por doenças ligadas ao sono) desta forma de geração de energia.

    Como a geração eólica é relativamente nova e os estudos na área da saúde são muito complicados de se fazer, há ainda incertezas quanto o grau de danos que provocam tanto as emissões de infra-som bem como as radiações eletromagnéticas dos geradores eólicos.

    Os estudos de radiações eletromagnéticas já datam de longo tempo, logo se for normalizado a emissão máxima desses não haverá problema nenhum, entretanto o infra-som, apesar de já estar sendo utilizado como armas militares, não há ainda um estudo que defina qual a intensidade que o organismo humano possa sofrer sem problemas. Sabe-se por estudos que para pessoas que moram a menos de 2km de parques eólicos há problemas de sono e de todas as doenças relacionadas a ele.
    As referências que estou colocando, não são de sites ou blogs de achismo, são de revistas técnicas com “peer review”, logo são referências credíbeis. As referências são somente de artigos de artigos técnicos recentes (só pesquisei de 2011 e 2012) principalmente para ter algo atualizado e útil para informação em geral, em nunhuma dessas referêncis serão encontrados dados alarmistas, porém todas elas tem como ponto em comum que infra-som causam danos a saúde.

    Infrasound and low frequency noise from wind turbines: exposure and health effects in Karl Bolin et al 2011 Environ. Res. Lett. 6 035103 doi:10.1088/1748-9326/6/3/035103

    Wind Turbines and Proximity to Homes: The impact of Wind Turbine. Frey, Barbara and Hadden, Peter 2007 Noise on Health, in Feb 16

    Evaluating the impact of wind turbine noise on health-related quality of life. Daniel Shepherd, David McBride, David Welch, Kim N Dirks, Erin M Hill. 2011. Noise & Health Year Vol. 13-54, 333-9p

    Electromagnetic fields and other physical factors around Wind power generators (pilot study) M. Israel & P. Ivanova. 2011. Environmentalist 31:161–168 DOI 10.1007/s10669-011-9315-z

    Uma das evidências que se pode ter que infra-sons fazem mal a saúde é que há diversos programas militares procurando verificar como a tecnologia do infra-som, pode ser utilizada como arma.

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    • Pena que temos uma legislação muito pobre sobre o ruído, principalmente em rodovias. Na Europa vários países são obrigados a construir barreiras físicas para reduzir os ruídos das rodovias.

      A notícia boa é que o ruído de baixa frequência emitido não excede os limites comuns para rodovias. (Referência acima).

      Sobre o eletromagnetismo há uma reportagem interessante na revista Science de Fev. 2012. Quanto mais longe a geração for, mais energia eletromagnética é emitida no transporte dessa energia.

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    • Não queria mais falar neste assunto mas agora entendi um pouco da resitência e achei
      interessante Rogério, não sabia! Por isto penso, nada como deixar as pessoas exporem
      os pontos de vistas, para depois responder, a gente sempre aprende algo.

      Mas fosse em lugares onde são bem distantes, na verdade há lugares desertos à beira
      -mar e mesmo nem perto do mar, em desertos que ninguém habita com ventos bem regulares, aí mudarias tua posição, a coisa seria diferente não concordas?

      À base que relatastes surgiu-me a questão que talvez possa ajudar a enriquecer o blog;
      sabemos que a energia elétrica tem uma influência no ser humano também, é o mesmo assunto, campos magnéticos, no cérebro etc., certo?

      Os tais governos em todo o mundo que mencionas que tem linhas de transmissão de alta tensão, fizeram algo para proteger a saúde do povo? Alocaram a população em outras áreas ou desmontaram e montaram em lugares seguros para a mesma?

      Também aqui em nosso país tem muita gente que mora abaixo de alta transmissão de energia, fizeram pesquisas e reportagens, e as matérias sobre isto são fartas, sabes disto.

      Lá não sei, aguardo uma informação tua, mas aqui no país nunca mais eu ouvi falar neste assunto, ficou por isto mesmo? As linhas de transmissões ou a população foram retiradas do mesmo local ou continuam como estavam, não sou adivinho, mas pelo “interesse que os nossos governantes tem pelo povo”, arrisco uma resposta deve estar tudo como antes! Tomara que eu esteja errado, mas duvido que o governo tenham construindo casas novas e tirando o povo daquelas áreas, pois não ouvi mais nada sobre o assunto.

      Cada país tem sua fonte de risco, mas ninguém falou sobre a fonte de energia que é a maior porcaria, a NUCLEAR, muitos em volta do mundo tem pertinho de casa, ninguém falou, mas Angra dos Reis no Rio de Janeiro é uma bomba relógio que tomara NUNCA exploda, porque se um dia der problema, o Sudeste e dependendo dos ventos para onde soprem, nós aqui no Sul em dia de”Nordestão” todos estaremos “F”! Esta porcaria inventada na ditadura é a maior dor de cabeça, pra mim, deveriam fechar-la enquanto é tempo, mas o nosso governo nem pensa nisto, mas quando deu aquele problema em Goiás do Césio 137, nosso país teve um aviso do que é a energia nuclear até para fins pacíficos e geração de energia.

      Na Rússia na década de 80 do século passado, aí vai um testemunho de alguém que esteve numa cidade fantasma:

      “Chernobyl: após 25 anos, pouca coisa mudou”

      Postado por Das Übergeek em 02/05/2011 13:04
      Blog: ÜberGeek
      Karmômetro (?)

      No aniversário de 25 anos do acidente nuclear mais famoso do mundo, o retrato de Chernobyl de hoje mostra o poder e os efeitos da radiação.

      Em 26 de abril de 1986, explodia o reator nuclear da usina de Chernobyl, no norte da Ucrânia, causando o que seria o maior e mais deletério acidente nuclear da história. Hoje, exatos 25 anos depois, pouca coisa mudou com relação à radiação e ao isolamento da região, que se tornou uma “cidade fantasma”.

      A explosão ocorreu na madrugada do dia 26 matando imediatamente quase todos os funcionários da usina. Os funcionários que sobreviveram à explosão, os encarregados do resgate e da limpeza imediata do local e muitos outros habitantes da região acabaram por morrer mais tarde devido aos efeitos da radiação – em geral, câncer.

      Atualmente, a zona de exclusão possui um raio de 30 km a partir da usina e é estritamente proibido o acesso ao local. Mesmo assim, jornalistas da BBC conseguiram entrar, no início de abril, e mostram um vídeo (goo.gl/GXCQe) da situação em Chernobyl. Salas de controle destruídas e com o nível de radiação ainda muito alto, parques de diversão de crianças abandonados na cidade, prédios, escolas; tudo formando uma verdadeira cidade fantasma.

      Visão do estado da sala de controle do reator que explodiu, 25 anos depois. Crédito: Reprodução/BBC.

      O acidente na usina nuclear de Chernobyl e Fukushima (goo.gl/rKQOG), no Japão, em março de 2011 trouxe à tona os acontecimentos de Chernobyl. Entretanto, mesmo que se comparem os acidentes, o que ocorreu na ex-União Soviética teve proporções muito maiores. Por muitas razões, que vão desde políticas (como a URSS tentar encobrir o ocorrido) até tecnológicas, a limpeza do local e a contenção da radiação foram muito menos eficientes.

      Os técnicos que trabalharam em Cheynobyl não tiveram como conter a radiação que foi dispersada pela atmosfera, atingindo áreas bastante afastadas do local do acidente. Material radioativo foi espalhado por todo o Hemisfério Norte, tendo se tornado, inclusive, um marcador cronológico para estudos geológicos e oceanográficos, por exemplo.

      Diversas obras foram feitas para a construção de um abrigo para isolar o reator e o material radioativo que ainda oferece riscos enormes para toda a região. O material radioativo que vazou no derretimento do reator nuclear tem uma meia-vida muito maior que o tempo de uma geração humana e, sendo assim, não são 25 anos que irão apagar os efeitos da radiação para a região.

      Laurin Dodd, responsável pelo projeto de um abrigo para a usina, conta que a situação pode parecer estável e controlada por fora, mas que a radiação ainda é muito alta dentro da usina. Há planos de construção de um novo abrigo, que poderia isolar a radiação por mais 100 anos, possibilitando uma tentativa de revitalização da região devastada pelo acidente.

      O que restou de uma sala de aula em Chernobyl. Crédito: Sergei Supinski/AFP/Getty Images.

      A página da revista Time mostra um galeria de fotos (goo.gl/ff8sw) que retratam muito bem o estado da região da Chernobyl atual. Quando se entende as reações nucleares (entenda aqui: goo.gl/TdJ4Y) e os efeitos da radiação, fica mais fácil entender o que aconteceu tanto na usina da ex-URSS quanto em Fukushima e o quão importantes são as medidas de segurança e prevenção de acidentes.”Fonte:http://www.geek.com.br/posts/15856-chernobyl-apos-25-anos-pouca-coisa-mudou

      Chernobyl e no ano passado em Fukushima no Japão vimos como esta fonte é perigosa
      demais e não estamos preparados para um desastre destas proporções, os países que usam tal fonte, ela deixa um lixo que depois é um porcaria até para guardar, está aí, a coisa que talvez jamais tivessem usado mesmo para geração de energia, pois é a mais suja que eu conheço, e o Brasil teima em terminar a Angra 2 e Construir a Angra 3!

      Infelizmente não decidimos nada neste país, talvez combatas a fonte energética que em lugares bem escolhidos, pelos motivos mencionados, ao menos esta fonte energética não produziria algo que os ventos levam, a poeira radioativa, aí meus co-comentaristas, numa boa, seria bye-bye Brazil!

      Abraços à todos!

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  5. E agora? Falei no nordestão e nas bobagens que a Dilma falou, porém tem gente mais entendida do que eu, sou um simples leitor, não um estudioso na matéria, pós-graduado, ou Doutor, tive que explicar que não estava discutindo, mas só trocando idéias, quanto mais sujestões e experiências todos aprenderiam juntos, sem brigas!

    Parece que queres meter fogo neste blog, vai dar pano pra manga!

    Logo depois de um blog que falou sobre este mesmo assunto, oh seu Gilberto, o Sr. não é fácil heim? Sabe como cutucar o pessoal pro debate.

    Comentei, que todas as gerações de energia possíveis, de acôrdo com as regiões, mas, quem as estuda disse que não é bem assim, portanto, vou só assistir de camarote o debate, espero como o outro, em bom nível.

    Porém, não retiro o que mencionei, todas fontes de energias juntas só somariam, ficar refém de uma é estratégicamente perigossíssimo, com exceção da nuclear que acho de alto risco e deve ser descontinuada, as restantes com os devidos custos analisados, se valem a pena é claro, custo e benefício, com o tempo, se realmente pagariam ou não os investimentos feitos, não a curto ou médio prazo, mas a um tempo mais razoável.

    Apagões no futuro, jamais!

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  6. O Brasil é um ótimo país para a geração eólica/hídrica. No oeste há ótimos rios para hidroelétricas e no leste há ótimas regiões para geração eólica. Atualmente com a monopolização das hidroelétricas longas linhas de alta tensão cortam o país de oeste a leste, desmatando todo o caminho até as grandes cidades.

    Durante o verão com a redução da população nas cidades e concentração nas praias a situação fica ainda pior, pois toda a energia vem do oeste, as vezes tão distantes como Itaipú. Energia de hidroelétricas é barata, mas transportá-las de Itaipú até SP, por exemplo é caríssimo. As perdas médias no Brasil estão em 16%

    Com eólicas, durante o inverno o litoral pode ajudar a suprir as cidades, e durante o verão as mesmas linhas são usadas para suprir o litoral.

    Unindo as usinas hidroelétricas com as fazendas eólicas, reduz-se as áreas alagadas, necessárias para períodos de estiagem, diminui-se a quantidade de linhas de alta tensão cortando o país reduzindo perdas na transmissão e o desmatamento necessário abaixo dessas torres.

    Ao contrário do que muitos pensam, a geração não é simplesmente conectada à nossa casa através e um fio. A transmissão e distribuição formam uma malha e o que acontece é que a geração deposita energia nessa malha e os consumidores retiram energia dessa malha. Mesmo fontes intermitentes como o vento, marés ou solar são importantes pois alimentam a malha e assim economiza-se água em reservatórios e diminui-se a queima de carvão.

    Além do mais, como no Brasil a malha é imensa, em algum lugar haverá vento, em algum lugar estará chovendo e a probabilidade de simultaneamente não haver vento em nenhum lugar e haver estiagem no Brasil inteiro é ínfima.

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  7. Finalmente o famoso “nordestão” sendo útil para alguma coisa.

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