Ciclofaixa da Icaraí começa a tomar forma

A ciclofaixa da avenida Icaraí começa a tomar forma. O asfalto do espaço dos ciclistas, pintado de vermelho, já está cerca de 80% concluído, pelas equipes da Empresa Pública de Transporte e Circulação. A próxima etapa será a sinalização indicativa horizontal (pintura no asfalto) e vertical (placas). Ao todo, ela terá 1,7 km de extensão, entre as avenidas Chuí e Wenceslau Escobar, no sentido bairro-Centro, localizada ao lado direito da via, junto ao meio-fio e segregada por tachões.

Mesmo com a implantação da ciclofaixa, o número de faixas para os veículos automotores seguirá o mesmo, assim como as vagas para estacionamento ao longo da avenida. Em alguns trechos, onde há permissão de embarque e desembarque, carga e descarga ou pontos de parada de ônibus, a ciclofaixa é interrompida e os ciclistas deverão aguardar as ações dos condutores.

Os prazos para o término dos trabalhos na ciclofaixa da Icaraí é metade do mês que vem. “Será mais um espaço para os ciclistas. Estamos elaborando e implantando as ciclovias pensando, principalmente, na segurança de quem anda de bicicleta. Com isso, tornaremos a bicicleta uma forte alternativa para deslocamentos”, afirma o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

A ciclofaixa será junto ao meio-fio. Nos locais onde é permitido o estacionamento, este será demarcado à esquerda da ciclofaixa.

Espaço dos ciclistas, pintado de vermelho, já está cerca de 80% concluído.Fonte: site da prefeitura

É interessante observar a rapidez e a propriedade desta obra. É assim que se faz ciclovia e ciclofaixa mundo afora: medidas simples e baratas de sinalização e segregação viária, reaproveitando ao máximo a estrutura viária já existente, isto é, sem adicionar mais asfalto e mais impermeabilização, e mesmo assim garantindo visibilidade e segurança ao ciclista.

Este modelo poderia ter sido adotado na Av. Ipiranga, bastando simplesmente acabar com os estacionamentos na faixa da direita (que acontecem, ainda que proibidos, em qualquer horário), substituindo-os nos dois sentidos da avenida por uma ciclofaixa unidirecional segregada por tachões. 



Categorias:Bicicleta, ciclovias, Infraestrutura, Outros assuntos, traffic calming

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49 respostas

  1. Esta ciclovia vai ser mais um local de conflito: estacionamento de carros X ciclistas.
    Não poderiam ter usado a calçada que pertence ao joquei club? Onde pouquissimos pedrestes caminham?
    bom, mesmo assim parabens pela iniciativa.

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    • Alexandre, não será um local de conflito se a EPTC fizer uma boa divulgação e orientar os motoristas na fase de adaptação. Fazer ciclovia na calçada deve ser a última das últimas opções, pois em uma cidade decente o pedestre tem que ter seu espaço garantido.

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  2. IAB-RS discute Planejamento Cicloviário de Porto Alegre

    Quarta no IAB desta semana terá a presença de Régulo Franquine Ferrarri, coordenador de Projetos de Mobilidade da EPTC.

    Nesta quarta-feira (11/04), às 19h30min, ocorre mais uma edição do evento “Quarta no IAB”, na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil RS (Rua General Canabarro nº 363). O encontro terá como tema o “Planejamento Cicloviário em Porto Alegre” e será um bate-papo com a participação de Régulo Franquine Ferrari, coordenador de Projetos de Mobilidade da EPTC. O evento é aberto ao público e tem entrada franca.

    Outras informações pelo fone: (51) 3212-2552.

    SERVIÇO
    Evento: Quarta no IAB com tema Planejamento Cicloviário em Porto Alegre
    Quando: 11 de abril às 19h30min
    Onde: IAB RS (Rua General Canabarro 363, Centro Histórico de Porto Alegre). Entrada Franca.

    Confira a programação para as próximas semanas.

    http://www.iab-rs.org.br/noticia.php?id=1531

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    • Vai ser interessante a contribuição da IAB no planejamento das ciclovias. Alguém aqui no blog colocou que a EPTC só tem uma pessoa responsável pelas ciclovias aqui em PoA!

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      • Tem uma engenheira, um arquiteto e um estagiário. Muito pouco para cumprir a demanda do Plano Diretor Cicloviário, deveriam aumentar o corpo técnico pra ontem.

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    • Ontem eu fui nesse evento do IAB. Me decepcionei porque não foi um bate-papo ou discussão. O Régulo apresentou o Plano Cicloviário, mas não foi aberto espaço para troca de idéias sobre sistemas cicloviários! Quando isso começava a acontecer por iniciativa de alguém, fechava-se o assunto e já se passava pra outro tópico. Eu achei que seria um espaço aberto pros arquitetos contribuírem com o modo de projetar sistemas cicloviários, mas não foi nada disso. Toda vez que alguém tentou dar sugestões, mesmo que fossem simples, era cortado (como se fazer isso fosse uma má conduta). Só deve ter valido a pena pra quem não conhecia nada do Plano Cicloviário e estava curioso. Mas em termos de feedback entre as pessoas e o técnico da Prefeitura, deixou muito a desejar.

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  3. As críticas às ciclovias tem a mesma raiz no comportamento ‘levar vantagem’ de alguns motoristas. Cortar a frente, não dar passagem, se enfiar, forçar ultrapassagem é egoísmo, é como se dissesse “a faixa é minha, o lugar é meu, eu quero passar…”. Quando se faz uma ciclovia o egoísmo é o mesmo: “vai diminuir a minha pista, vai tirar o meu estacionamento….”

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  4. Só eu que acho que a obra está indo muito bem mas a divulgação péssima? Deve ser a primeira ciclovia deste tipo em POA, acho que a prefeitura devia estar investindo mais em divulgação e educação dos motoristas.

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  5. Eu não entendo por que a ciclovia da Ipiranga é tão criticada… não tem muito por que tirar o estacionamento de lá, há espaço para fazer a ciclovia sem removê-lo.

    Mas isso é o de menos, a frase “o número de faixas para os veículos automotores seguirá o mesmo” é que vejo como uma tremenda mentira. A via ficará mais estreita, vai perder espaço para carros.

    Mas a ciclovia é uma boa notícia de qualquer maneira.

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    • Mas o NÚMERO de faixas veiculares vai permanecer igual. Serão faixas mais estreitas, mas ainda o mesmo número de faixas. E é até melhor que sejam mais estreitas, pois induz os motoristas a correr menos, o que é um ótimo resultado de traffic calming.

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    • O problema da Ipiranga é a complexidade da obra. Apesar de parecer atrativo pelo espaço, o canteiro oferece vários obstáculos: os postes de alta tensão e seus canteiros, as árvores, os trechos mais estreitos, os cruzamentos movimentados. Com nossos engenheiros tipicamente incompetentes, o resultado já está aparecendo: o brete de potreiro[1], o canteiro comendo um pedaço da ciclovia[2]. Ainda vamos ter a bizarrice de trocar a ciclovia de lado várias vezes, chegando ao absurdo de tê-la compartilhada com a calçada de pedestres nas pontes (algo que o CTB proíbe).

      É tudo uma questão de reaproveitar a estrutura que já está no lugar, sem precisar destruir nada e sem precisar construir coisas novas. O modelo que proponho é mais simples, mais barato e mais sustentável.

      [1] que só não ficou por protestos
      [2] http://www.poabikers.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ciclovia-ipiranga11-300×225.jpg

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    • Eu ainda não entendi como vão meter 3 faixas de rolamento na Icaraí com a ciclovia, mas veremos…

      Mas estes problemas da ciclovia da Ipiranga eu acho que são muito mais devidos a falta de priorização séria em fazê-las, jamais fariam um serviço porco daqueles em pista para automóvel. Ou seja, é o mesmo problema que faz com que não tenhamos mais ciclovias como a da Icaraí, falta de vontade política. Não acho que seja um problema intrínseco do modelo.

      Preço também não é a questão, pois a obra é barata dentro do orçamento de POA.

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      • Pode até ser barato se comparado com obras viárias típicas… mas a ciclofaixa é mais barata ainda! Com o dinheiro e tempo que está sendo gasto lá, poderiam ser abertos outros tantos quilômetros de ciclofaixas pela cidade.

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      • Aliás, posso estar errado, mas pelo que estou vendo no Google Maps, a Av. Icaraí bairro-centro continha apenas duas pistas de rolamento demarcadas, mais uma pista de estacionamento. A largura parece ser de 10,5 metros, o que resultava em pistas de rolamento bastante largas.

        Com a ciclovia, poderemos ter algo como:
        1,5m de ciclovia
        0,5m de folga
        2,5m de estacionamento
        3m de pista de rolamento
        3m de pista de rolamento

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      • Felipe,

        Tem uma questão mais técnica porque a ciclovia (aquela que é completamente segregada do trânsito) é a maioria das vezes a pior alternativa.

        Da uma lida em:

        http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclovia

        Vai ver que onde tem cruzamento não é pra ciclovia. Em POA só existe a região do Guaiba que comporta ciclovia na minha humilde opinião.

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      • Mobus, a questão de não fazerem mais ciclovias não é uma questãod e custo, a gente sabe disso… não acho que o custo da ciclovia realmente é pertinente. Vou ler o artigo indicado pelo Leandro.

        Em relação a Icaraí, não sei quantas eram demarcadas pois toda aquela região é péssimamente sinalizada, mas na prática haviam 3 vias de rolamento, e a bem da direita seguia reto morro acima (caminho que faço seguidamente).

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        • Claro que é pertinente. Essa ciclovia maluca da Ipiranga aumentou o custo médio de construção das ciclovias de Porto Alegre; agora, quando planejarem novas ciclovias e ciclofaixas, vão achar que custa X mil R$/Km, quando na verdade custa sei lá, 60% disso.

          Mas sim, concordo que o lado político é a maior resistência. Ninguém quer tirar uma faixa da Ipiranga, mesmo que seja esta faixa dos carros estacionados que é inútil à circulação, com o medo de perder votos nesta cidade carrólatra.

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        • É isso que quero dizer, só é pertinente se querem usar o custo como desculpa, pois na prática é muito barato mesmo com o custo médio mais alto.

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        • Só pra lembrar pro pessoal, que Porto Alegre tem uma lei de plano cicloviario. Ate 2022 (senao me engano) POA terá que ter os 400km de ciclovia/ciclofaixa/ciclorotas implantadas. Inclusive o Ministerio Publico deu para prefeitura ate final de abril para entrar em acordo, senão é na justiça. Entao se o pessoal não fizer nada o Fortunati terá alguns processos de improbidade administrativa pra se defender na justica. E isso tb servirá pros futuros prefeitos. Entao essa questão politica de priorização dos carros, a propria justica tornara com dias contados.

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        • Leandro, na teoria sim, mas na prática nossos políticos já fugiram de acusações de improbidade por problemas bem mais mal vistos pela maioria.

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    • Felipe,

      Tenho certeza que quando fizeres o 1º pedal em cima da ciclovia da Ipiranga vai entender pq todos os ciclistas não vão usar. Adiantando os 3 motivos principais:

      – Problema de acesso (já viu como os ciclistas vao conseguir chegar na ciclovia na parte que esta quase feita na Zero Hora ? Te digo que vai ser bem mais rapido pedalar ate a João Pessoa pela via do que esperar só o sinaleira pros pedestres abrir em frente da ZH).

      – Mudança de lados (pelo que sei, o projeto atual é fazer 5 mudanças de lados – inclusive vao ter que fazer uma nova ponte em frente da PUC). E como todos sabem, pelo CTB é proibido andar em cima das calçadas nas pontes (ainda não ficou claro como a prefeitura vai resolver esse pequeno problema)

      – Total insegurança nos cruzamentos. Vão poder notar que os acidentes vão aumentar, principalmente nos cruzamentos

      Mas podemos falar tb da falta de guarda corpo pra proteger o ciclista cair na via de transito, a largura que é menor do que a mínima da normas brasileiras, a distancia da ciclofaixa do guarda corpo que a norma diz que tem que ser de 60cm (nem preciso dizer que nao ta nem 20cm), ciclovia bidirecional (que não é bidirecional em todo o trajeto), vai ter lugar que nem 1m vai ter (quero ver passar pedalando), pedestre/corredor usando a ciclovia (não sei pra onde o cara vai ir quando tiver 2 bicicletas), o fim dos pedais noturnos que já faz mais de 20 anos (ou bem mais) que existe (pq na via não pode mais, e na ciclovia tb nao por causa do tempo para cruzar os cruzamentos), acho que deve ter me esquecido algo mais.

      Claro que existe motivos de construção naquele local, mas o único motivo que vi o pessoal da prefeitura falar é : “se tirar uma faixa de transito o prefeito não se reelege”.

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      • Ainda não li o artigo que indicaste, mas eu ainda não comprei bem que o cruzamento pelo lado de dentro da Ipiranga é pior que pelo lado de fora… enfim.

        Não tinha me ligado sobre mudança de lado, mas realmente parece bizarro.

        Em relação ao custo político que mencionas ao final, não tenho nem dúvida que esse é um grande motivador, e faz sentido.

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      • Ok, agora li o artigo, mas o artigo diz que a ciclofaixa é melhor mas mesmo assim é associado a um aumento nos acidentes!

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        • Quanto mais segregado for da via, mais acidentes ocorreram. Por isso que devemos assegurar na implantação de qualquer ciclovia/ciclofaixa para melhorar a seguranca ( e não o contrário).

          Isso vai contra o senso comum. Até mesmo ciclistas bem experientes não sabem disso (até mesmo pq POA não tem ciclovia e tb muitos acham que podem andar na via mesmo tendo ciclovia).

          A ciclovia da Ipiranga espero que depois da inauguracao dessa 1 quadra da Zero Hora, o pessoal veja que ninguem vai usar e cancele essa coisa. E que o Zaffari faca outra ciclovia ou ciclofaixa em outro lugar.

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        • Essas estatísticas estão muito estranhas. Esse aumento de acidentes é em valores absolutos. O artigo da wiki não parece indicar um estudo científico relativo a isso.

          Sugiro que tu leias o artigo em inglês, pois ele é bem mais explicativo e desmente o que está escrito em português fazendo referências a estudos no Canadá e outros países. Um exemplo:

          “When the bike tracks were added, the accident rate increased by 9%. In other words, if there are 10 accidents without the tracks, the number of accidents increases 10.9 (or approximately 11). On the other hand, the number of bike riders increased by 18%, from 10,000 to 11,800. Therefore, on an individual basis the likelihood of an accident with the tracks added is now 11 out of 11,800, or 0.09%, as opposed to 0.1% without the lanes/tracks.”

          Resumindo, a chance de tu te acidentar na faixa é menor do que quando não tinhas ela, mas o número de acidentes aumenta devido ao grande aumento de ciclistas.

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        • Felipe,

          Se comparar qualquer coisa feita no exterior com qualquer exemplo de POA não dá.

          Mas o que se sabe:

          – A maioria dos acidentes ocorrem nos cruzamentos;

          – Carro dificilmente atropela por tras quando ver o ciclista na sua frente.

          Pode pegar meu caso (vou todos os dias trabalhar de bike ja faz 1 ano), se contas nos dedos algum risco que tive de eu estando no meio da faixa e o carro atras. Simplesmente nem buzinam. A meia duzia que buzinaram foi buzinado depois de passar, pra descontar a raiva de ficar esperando eu sair da frente. O risco esta nos cruzamentos. Mas se aprende, tem que tomar toda a pista, ficando mais pra esquerda, sinalizando com o braco levantado.

          Logo se obrigar o ciclista andar na direita, principalmente nos cruzamentos, a logica é que de mais acidentes.

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        • como assim? A wiki em inglês refere-se a pesquisas com método científico no exterior, mas isso não interessa? Interessa a em português que não tem essse embasamento mas concorda contigo? Peraí que vou lá botar o que penso a respeito e pedir pra tu reler 😛

          Brincadeiras a parte, desculpa mas não é por aí.

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        • Estou dando essa discussão como finalizada, voltei só pra te recomendar fortemente ler as referências em inglês. De acordo com aquelas pesquisas, isso que estás divulgado como fato está incorreto, e estás defendendo uma coisa que vai contra a tua própria segurança. Falo querendo ajudar, sem querer ser chato ou agressivo.

          Sei que no Brasil não estamos no mesmo nível de estrutura deles lá fora, mas acho que é neles que temos que nos espelhar.

          Abraço!

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        • Felipe,

          Certamente no exterior o pessoal não faz nada que prejudique a segurança do ciclista. Obvio que se fizer pesquisa indicando que aumenta o numero de acidentes, e se a causa for a implantacao errada do projeto da ciclofaixa, obvio que o pessoal refaz o projeto. Sem falar que o projeto dos cruzamentos é muito melhor do que aqui, inclusive o Codigo de Transito daqui so permite que seja pintado em vermelho o espaco da ciclovia e ciclofaixa. No exterior tem muitos mais maneiras de sinalizar. Aqui os carros sao proibidos passar por cima da ciclofaixa, la podem. Temos que avancar em muito, mas isso nao vem de graca, se avanca lentamente (ate 98 por exemplo o codigo dizia que tinha que se andar na contramao nas estradas).

          O que se sabe que se aumentar o numero de ciclistas diminui em muito os acidentes. Isso independe se tem ciclovia ou nao. So pedalar em dupla que se sente o aumento, se aumentar o numero de ciclista pedalando, diminui o numero de acidentes. Isso já é um dado logico e qualquer pesquisa induz a isso.

          Pega o caso do uso dos capacetes. O proprio governo ingles e tb o proprio sindicatos dos medicos ingleses são contra o uso obrigatorio (alias quase em qualquer lugar do mundo nao é obrigatorio o uso). A explicacao é que se obrigar o uso de capacete vai tornar um empecilho (é ruim carregar o bendito capacete) e diminuira o numerro de ciclista e aumentara os acidentes. Mas isso é uma outra discução. Mas para todos falo que tem que usar, pq ajuda nas pequenas quedas que geralmente bate a cabeca no chao.

          – O que se sabe que se pedalar mais a direita, rente o cordao, os carros tendem a passar no lado na mesma faixa, sem obedecer os 1,5m de distancia. Aumenta o risco, aumentando o risco mais somado o fator tempo de pedal, vai dar mais acidente que se andar no meio da faixa.

          – Tb nos cruzamentos se passar junto ao meio fio os carros vao tender em te fechar, apesar da prioridade ser do ciclista (ja presencei um carro por exemplo fechando um onibus para entrar no estacionamento da PUC, nem preciso dizer o resultado). É so ficar olhando nos cruzamentos que vai ver o comportamento dos carros fechando carro, agora tira o carro fechado por bicicleta que vai ver o acidente.

          – O jeito seguro de pedalar é ficar pelo meio da faixa (para forcar o carro trocar de pista e respeitar os 1,5m), e nos cruzamentos indicar com o braco levantado e mais ainda pela esquerda para indicar que vai seguir em frente

          Ambos casos a implementacao da ciclovia como está agora tendem em aumentar em muito os acidentes, pq retira totalmente a chance do ciclista em se proteger. Claro que no exterior o pessoal não faz nada que va contra a segurança, tendo projetos ja consagrados de forma segura de implementação de ciclofaixa e ciclovias.

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  6. Vi a reportagem hoje no bom dia Rio Grande, moro no cristal, passo ali todo santo dia, e pelo que entendi na reportagem, os carros que hoje ficam estacionados em frente aos condomínios ali na Icarai, ficarão ao lado da ciclovia! como assim??…Esta ciclovia poderia vir da Campos Velho também e seguir até o Iberê…Mas esta parte de Icarai pronta já é uma santa mão na roda!

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    • Conforme o site da prefeitura, e como está no post, os estacionamentos ficarão à esquerda da ciclovia. Um exemplo de implementação disso (apesar de bidirecional) está nesta foto:

      O interessante é que os carros estacionados servem como uma boa proteção para o ciclistas, já que os carros em alta velocidade não poderão passar “colados” aos ciclistas como é comum vermos.

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      • Realmente muito interessante. Matou a pau esse teu exemplo fmobus, tá ilustrando e facilitando pro pessoal que não tá entendendo ainda.

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      • fmobus,

        O grave problema de estacionamento na esquerda são a abertura das portas. Os 50cm que estão ali não protegem os ciclistas da abertura das portas pelo passageiro do veículo. Eu acho que se ficar assim vai inviabilizar a ciclofaixa. Eu serei um dos que vao estar la protestando para fazer ciclofaixa seguindo as normas tecnicas.

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        • Estou ciente do problema. Mas uma coisa te digo: quando um carro estaciona, sempre sairá pelo menos uma pessoa pela esquerda (o motorista); pela direita, só sai o passageiro. Logo, estatisticamente, é mais perigoso passar pela esquerda do carro do que pela direita. Claro, temos que descontar o fato de que o motorista tem mais instinto de olhar para o espelho antes de abrir a porta. No total, este foi o argumento utilizado em Nova Iorque para posicionar algumas ciclofaixas no lado esquerdo de vias estreitas de mão única.

          Mas concordo contigo! Me sentiria bem mais seguro se houvesse um buffer maior entre os carros e a ciclofaixa. Nova Iorque fez isso colocando pequenas barreiras físicas que forçam o carro a estacionar um pouco mais longe. Talvez isso pudesse ser adicionado na Icaraí no futuro.

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        • Não tinhap ensado sobre isso, passar pela esquerda é bem mais arriscado mesmo, a princípio. Interessante!

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        • Acontece que quando passamos pela esquerda dos carros, usando a pista de rolamento, podemos nos posicionar mais no meio da faixa, a uma distância maior que os 50cm, uma distância onde é improvável ser atingido por uma porta. Quando o ciclista passa entre o carro e o meio-fio, isso é impossível.

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    • Maquei,

      A avenida Padre Cacique (a do Ibere) é de um sentido – somente centro bairro. Então ciclofaixa não pode ter la. La a solução é ciclovia (pq pode ter 2 sentidos e é separado fisicamento do transito). Acho que a propria duplicacao da av Edvaldo Pereira Paiva (aquela atras do Beira Rio) já previ ciclofaixa em cada lado (bem é eu espero, ta na lei do plano cicloviario).

      Para acessar atualmente o centro, vai ter que subir a lomba da av Pinheiro Borda (a continuação da Icarai) ou seguir pela calçada do Iberê (a parte inicial é bem ruim, até poste tem trancando o caminho).

      Acho que a Campos Velho não comporta ciclofaixa sem retirar alguma via de transito. E tb tem a questão que é descida (entao a ciclofaixa tem que ser maior pq a velocidade é maior).

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      • Tens razão…mas a pior parte é a curva antes do Ibere, sentido bairro- centro, ali simplesmente não tem por onde se passar, seja caminhando ou de bike…Enfim, pelo menos alguma coisa esta sendo feita!

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      • Pois é, mais uma desvantagem em terem feito a ciclovia do lado que estão fazendo na icaraí. Deviam tomar uma faixa da área do Jockey para fazer via nos dois sentidos, que podia passar pelo barra, estaleiro e continuar lá pelo Iberê como falaste. Tem espaço desapropriável em toda esta rota sem tirar nada de pedestres e muito pouco de automóveis.

        Com o detalhe que se fizessem pelo lado do Jockey naturalmente a ciclovia (ou faixa) se encontraria com a futura estação de BRT que será feita ali na curva da icaraí.

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        • Felipe,

          Essa ciclofaixa serve para mobilidade urbana (e não pra lazer). Segregar os ciclistas para o espaco da orla (no Barra Shopping até existe uma ciclovia conforme a prefeitura acha) não funciona para a população em torno da Icaraí. O pessoal que mora em torno da Icaraí (Campos Velho, Cruzeiro) vai usar essa ciclovia pra ir pro centro. Não vão usar a ciclovia do Barra pq é mais longe e tem que ir pedalando até lá. Então precisa desse espaco. Incluisive está na lei do plano cicloviario.

          Quando se fala em ciclovia bidirecional (no exemplo teu colocar rente a calcada do Jockey) tem o grave problema de acesso para que esta no outro lado da via. Tem tb o problema grave quando se acaba a ciclovia e o ciclista esta numa posição inverso do transito (tera que passar pro outro lado). E tb que nao tem espaco, ainda vai ter que ter espaco pros pedestres. É totalmente inviavel essa ciclovia, e ate mesmo qualquer ciclovia torna dificil a implantação em areas que nao existem espacos.

          Por outro lado, a ciclofaixa é a solução ideal. Pq está na via, o ciclista anda na via, o CTB protege.

          Nunca ouvi falar do BRT nessa região. Alias, que eu saiba o BRT da protasio e bento somente é para recapiar o asfalto e colocar o cobrador para fora do onibus. Não muda em nada a logica do transporte publico. Mas isso é outra conversa.

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        • Leandro, eu falei em ciclovia do outro lado da Icaraí, então não entendi o que quer dizer sobre usar a ciclovia como lazer. Eu moro ali na redondeza e acho que atravessar a Icaraí não seria um problema sério (ou inibir o uso da via como transporte).

          Se fores observar o mapa com atenção, ali tem uma característica que não podes desconsiderar ao aplicar estas regras teóricas: a icaraí tem muito mais cruzamentos do lado onde fizeram a ciclofaixa do que do lado de lá,e exatamente por causa do hipódromo. Fazendo a via lá teríamos muito menos cruzamentos! Na real, no trecho onde fizeram a faixa agora a redução seria da escala de 10 para 1 ou 2, evitando o cruzamento com a Campos Velho, por exemplo.

          Acho que realmente não conheces bem a região se achas que no entorno do hipódromo não tem espaço.

          Sobre o BRT, podes buscar aqui no blog mesmo. Haverá um novo BRT do centro até o cristal, pela Padre Cacique. Recentemente a prefeitura fez uma permuta de terrenos com o Hipódromo. A estação será na curva da Icaraí, perto da junção com a futura avenida tronco (o que faz todo sentido).

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        • Pra fazer ciclovia bidirecional o único local seria recuar a calçada do hipódromos. Lembrando que precisa de 2,4m o mínimo de largura. Mais o espaco dos pedestres. Talvez recuando pra dentro do terreno se consiga fazer. Mas vai ser somente 1,1km (basicamente da Campos Velho até a Rua Ibicui (aquela que tem a ponte em frente do posto ao lado do shopping). Nos outros locais não tem espaco suficiente.

          Claro que a segurança é enorme na ciclovia, fica totalmente separado dos carros. O problema começa quando se sai da ciclovia. Podemos citar:

          – Complicado atravessar a via com 3 faixas e outa com 2 faixas ambas com limite de 60km/h. Vai ter que ter sinaleira.

          – 1,1km se pedala em 2min. Logo vai ficar mais tempo atravessando a pista do que pedalando.

          – quando se sai da ciclovia no sentido oposto (bairro – centro) vai ter varios conflitos e tornar bem inseguro.

          – A não integração com a ciclovia da avenida tronco.

          – Não seguindo a lei do plano cicloviário.

          E falando em BRT, da uma olhada nas obras da copa:

          http://www.transparencianacopa.com.br/obras

          vai ver que o BRT da Icarai não está lá. Logo pra essa decada não vai ser implantado.

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        • A via naquele trecho seria mais ou menos como falaste sim, ou seja, com a mesma extensão da faixa que desenharam até agora. Mas até acho que poderia continuar mais um pouco, pois depois do fim do hipódromo há o que? Um posto e o pátio de caminhões do big, que vai sair de lá mesmo.

          Sim, teria que atravessar estas faixas todas da Icaraí, mas suponho que não contaste a Campos Velho mais uma vez? Na rota atual da ciclofaixa existe uma sinaleira lenta lá e outra lenta umas duas antes da futura Tronco. Sendo que esta (incluída no planejamento da copa) já tem uma sinaleira. Nenhuma delas precisaria ser cruzada se a via fosse do outro lado.

          E honestamente eu não entendo muito bem essa tua calculeira em relação a semáforos. Haverão semáforos em qualquer rota a não ser que façam uma pista elevada e ciclistas estão no trânsito. Sem falar que o projeto atual tem a característica que não entendo de ter pista só de ida, mas enfim.

          A via poderia ser integrada com a da Tronco na sinaleira (já existente) com a mesma. Se fores ver a obra da ciclofaixa, já fizeram uma sinalização de cruzamento de bicicletas lá, honestamente não entendi por que. E foi exatamente assim que ela foi integrada com o final da ciclovia da Diário de notícias (na mesma região onde a nova ciclofaixa inicia).

          Em relação ao BRT, nunca falei que é obra da copa, mas planejamento a longo prazo necessita levar em consideração obras futuras.

          O que tem a lei do plano cicloviário a ver com a discussão?

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        • Felipe,

          Ciclista não tem nenhum problema com sinaleira. Quando esta verde, vai passar reto, no fluxo dos carros. Geralmente quando esta vermelho, com fila de carros parados esperando abrir o sinal, a bicicleta vai pela direita passando. Quando chegar no vermelho vai esperar pouco a frente dos carros. Claro, que se tiver uma faixa exclusiva vai passar reto com maior velocidade.

          O problema é quando se transforma em pedestre. Acho que todos brasileiros sabem que prioridade o poder publico da pro pedestre para atravessar sinaleiras.

          Pega por exemplo o caso do acesso da ciclovia da Ipiranga la na Zero Hora. O ciclista vai ser obrigado a passar na sinaleira. Quem estiver vindo da Ipiranga não consegue atravessar para a esquerda (no fluxo a 60km por hora com 3 ou 4 faixas impossivel trocar de pista, se esperar o semafaro da primeira ponte fechar e ir pra calcada do outro lado, vai ter o problema gravissimo de carros convertendo para a esquerda da outra ponte, e claro, nas calcadas das pontes o CTB proibe bicicleta andar).

          Então não tem jeito, vair ter que esperar o semafaro da frente da Zero Hora fechar (quem bom que tenha uma sinaleira la, pq se nao tivesse seria impossivel o acesso). Já viu como funciona la ? Tem que esperar todo o fluxo da ipiranga passar, depois esperar todo o fluxo da erico verissimo que dobra para direita passar, ai vem o verde (claro, com alguns segundos pros pedestres passarem). Isso tudo em um local que tem a maior rede de comunicacao em frente, uma escola no outro lado, e a propria EPTC a 2 quadras de la.

          Por isso, com a implantação da ciclovia no talude, uma das coisas que vai acontecer e comecar a ter novas sinaleiras pro pessoal acessar a ciclovia. Na minha humilde opiniao vai afetar mais o fluxo de carros do que ter ciclofaixa na via. Mas a EPTC quem manda, nós so exigimos nossos direito.

          A integracao com a ciclovia da avenida Tronco é pela ciclofaixa. Não tem outra forma eficiente de fazer. Claro, pode ter outras solucoes mais paliativas, como fazer o ciclista passar pela sinaleira (claro que o sinal vai ter que ficar bastante tempo verde pro ciclista – o que inviabiliza essa solucao).

          Não quero te tirar a esperança de planejamento de longo prazo, mas todas as obras da copa são por volta dos 500 milhoes. A prefeitura vai ficar muito tempo construindo (ainda nem projeto tem, e pior, nem a licenca ambiental vai conseguir tirar sem ter a ciclovia incluida – pq ta na lei), depois muito tempo pagando. Então lamento informar, pq essas obras são pra 20 anos ou mais. A perimetral foi mais de 10 anos, essas que são 5 vezes maiores, se durar o dobro já ta em lucro (fora o tempo pra pagar a dividia). E nem falando no $ para o metro (que tb é uma obra para mais de 20 anos – nem projeto das estacoes ainda tem). Então se não tiver agora listados nas obras, sinto muito, mas vai ser pras proximas muitas decadas.

          Em 2009 foi implantado a lei do plano cicloviário em Porto Alegre. Fala em muitas coisas, uma delas que a Icarai tem que ter ciclofaixa. Tb tem que ser integrado as outras ciclofaixas (como a da Tronco que ta saindo e acho que tb do Campus Velho). Lei é lei, tem que ser cumprido, se não cumprir o judiciario ta ai pra isso. Entao dificilmente um administrador publico (aquele cara que é concursado, que assina) vai fazer algo que le de multa, ou pior, que perca o empreginho publico que tem. Politico a cada 4 anos muda, algum mais tempo pra receber a punicao de nao ter cumprido a lei, mas o que pega é quem assina. Ninguem faz coisa que é contra a lei, o pessoal não faz (ai o problema vai pros politicos e nao pro cara com cargo publico). A mesma logica de fazer obras fora das normas. Eu me espanto completamente com a ciclovia da Ipiranga, obvio que qualquer pessoa que se acidentar, um dos reis vai ser quem fez o projeto.

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