Impasse sobre o metrô de Porto Alegre

Seis meses após a presidente Dilma Rousseff anunciar com pompa a construção do metrô de Porto Alegre, divergências em torno do cronograma de pagamento da obra criaram um impasse entre o Planalto e autoridades gaúchas.

O prefeito José Fortunati se reuniu na tarde desta quarta-feira (11), em Brasília, com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tentar definir a modelagem financeira do empreendimento, mas saiu apreensivo do encontro. No acordo costurado em outubro para viabilizar o metrô da Capital, a União se comprometeu a bancar R$ 1 bilhão. Como a obra está orçada em R$ 2,4 bilhões, a diferença seria dividida entre governo do Estado, prefeitura e iniciativa privada.

O Ministério do Planejamento e a Secretaria do Tesouro Nacional, no entanto, defendem que a empresa contratada para construir e operar o sistema de metrô seja ressarcida só ao final das obras, que devem se estender por pelo menos seis anos.

A prefeitura teme que o novo modelo inflacione o custo do metrô, na medida em que o consórcio responsável pelo empreendimento terá de se capitalizar no mercado financeiro para arcar com o projeto. Estimativas preliminares de técnicos da prefeitura apontaram que a operação poderá acarretar um aumento de até R$ 1 bilhão no valor do empreendimento.

“Se o governo federal não bancar o custo extra, não há obra. A prefeitura e o Piratini não têm como colocar um centavo a mais do que já se comprometeram”, advertiu Fortunati.

Na conversa de cerca de meia hora com a ministra do Planejamento, o prefeito tentou convencê-la a avalizar o pagamento gradual à empreiteira, o que dispensaria a empresa de obter um financiamento. Miriam, porém, argumentou que obras envolvendo PPPs têm de ser pagas apenas na sua conclusão.

Affonso Ritter



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12 respostas

  1. Não vai sair. Resta saber/confirmar: as outras cidades que ganharão metrô também terão que financiar a obra até o final?

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