Bombardier inaugura em Hortolândia fábrica de trens para o monotrilho de São Paulo

Empresa canadense investiu US$ 15 milhões na planta, que fornecerá trens para a linha dois do monotrilho paulista 

Modelo de 3D do futuro trem do monotrilho paulista Foto: Reprodução

A empresa canadense Bombardier inaugurou nesta sexta-feira uma fábrica na cidade de Hortolândia (SP) que vai produzir trens para o monotrilho de São Paulo e também para exportação. A planta, que custou US$ 15 milhões e foi construída em 18 meses, vai gerar 250 empregos diretos. As primeiras entregas para o monotrilho devem acontecer em outubro.

Essa é a primeira fábrica de trens da Bombardier fora dos Estados Unidos e do Canadá. A empresa tem um contrato de mais de R$ 2 bilhões para fornecer 54 trens para a linha 2 do metrô paulista, que liga Vila Prudente a Cidade Tiradentes. O trecho terá 24 quilômetros e será o maior monotrilho do mundo em capacidade, podendo transportar 48 mil passageiros por hora em cada sentido.

Além dos trens, a companhia também vai fornecer os sistemas de sinalização da linha 2. O pedido de 54 trens significa a construção de 378 carros pela companhia canadense. Desses, 371 serão fabricados em Hortolândia.

O evento conta com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que elogiou a iniciativa. “Cada trem feito aqui tira 15 ônibus lotados das ruas da cidade”, afirmou Alckmin.

Mais: Saiba como é feita reforma de trens do metrô paulistano na Bombardier

iG – Economia

 



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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9 respostas

  1. A capacidade do Monotrilho previsto para a linha 15-Prata, que é considerado o maior do mundo para carruagens com largura de 3,1 m (standard), e comprimento da composição total de ~90 m e com 7 vagões, é de ~1000 pessoas, concorrendo com o BRT e o VLT são considerados de Média demanda, contra para a mesma largura, porém com comprimento de ~132 m e com 6 vagões é de ~2000 pessoas para o Metrô, e com comprimento de ~170 m e com 8 vagões é de ~2500 pessoas para os Trens Suburbanos, significando com isto que a capacidade do metrô e dos trens suburbanos são no mínimo o dobro do monotrilho, trafegando na mesma frequência, sendo considerados de Alta demanda.

    Comparativos: A capacidade é expressa em número de passageiros por hora por sentido (p/h/s), assim BRT, VLT, Monotrilho – 4000 a 25000 p/h/s, enquanto Metrô, Trens suburbanos – 20000 a 60000 p/h/s.

    Estão previstas plataformas centrais para saídas de emergência em todo seu trajeto, obrigatórias para esta função, não deslumbrei em nenhuma das postagens que pesquisei, porém constam na especificação que iram existir, além das escadas retráteis!!! (de uso duvidoso).

    A largura padronizada dos carros para os três são de 3,1 m (standard). Não confundir com os trens suburbanos espanhóis da CPTM-SP e alguns da SUPERVIA-RJ de 2,9 m que possuem uma plataforma (gambiarra) em frente ás portas para compensar o vão.

    O monotrilho da linha 15-Prata, com ~26,5 km, Ipiranga, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda reprimida na zona Leste, com migração de parte da linha 3-Vermelha (a mais saturada do sistema) maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já corre o risco de saturação, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, pois ao contrário que ocorre com os trens do metrô em que o chaveamento é simples, nos monotrilhos a mudança das carruagens para a via oposta se da de maneira complexa, com grandes distâncias entre si entre as estações, além de trafegarem em média a 15m do piso.

    A melhor opção seria o prolongamento da linha 2 Verde, com bifurcação em “Y” na estação Vila Prudente, com a previsão da futura linha para Vila Formosa, e até São Mateus e a partir daí seguir em VLT, até a cidade Tiradentes, (Após as obras começadas, a estação terminal será na estação Ipiranga da CPTM), Vila Prudente basicamente será uma estação de transbordo.

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  2. É muita notícia sobre “aeromóveis” “monotrilhos e metrôs”, quero ver se se confirmam todos estes “trens” depois das eleições e da copa do mundo, quem viver verá. Porque pensando em termos de Brasil e Porto Alegre, tenho sérias dúvidas sobre se sairão realmente estas obras.

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  3. Tem um episodio dos Simpson sobre o monotrilho. “monorail! monorail!!!!!!?

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  4. Eu acho o projeto do monotrilho de São Paulo uma coisa muito triste, na verdade. Um terrível exemplo de corrupção e mal-uso do dinheiro público. O custo estimado da obra já COMEÇOU em R$ 70 milhões por quilômetro; não encontro fontes para o custo hoje, mas já ouvi falar que passou dos R$ 200 milhões por quilômetro.

    Enquanto isso, o aeromóvel, tecnologia 100% nacional, está saindo por R$ 30 ou 40 milhões por quilômetro.

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    • Exatamente o que eu penso. O fato é que o monotrilho não tem futuro no Brasil.

      Eu sinceramente acredito que o Aeromóvel será um sucesso no aeroporto. Logo após, com a instalação do mesmo em Canoas, e quem sabe até a Zona Sul, ele irá se expandir e será ótimo para o país um transporte de caráter nacional.

      Neste sentido, o monotrilho, pelo custo e pelo desempenho, irá se provar como desnecessário às nossas demandas.

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    • Mas Mobus, e a capacidade de transporte de um monotrilho em comparação com aremóvel?!?! Creio que haja uma gde diferença da capacidade, estou errado?!? Sou leigo no assunto, apenas to epeculando.

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      • Olha, isso que é bastante engraçado nesta história do monotrilho de SP: até agora, para esse projeto de São Paulo, estão falando em uma capacidade de pico de 40 mil passageiros por hora por sentido. Admitidamente, esta é uma capacidade respeitável, mas cabe observar que nenhum outro sistema de monotrilho do mundo atingiu isso até hoje[1]. O aeromóvel, por sua vez, tem estimada metade desta capacidade, mas custa um quarto do valor do monotrilho. Não é a toa que esta linha do monotrilho vai se chamar linha OURO.

        [1] o sistema com maior demanda é o de Tóquio, que ainda não passou de 20 mil passageiros por hora por sentido

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  5. Esta é uma ótima notícia! Mas sabe o que seria melhor? Se uma empresa brasileira pudesse produzir e exportar veículos do gênero, como faz a Embraer com seus aviões.

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