Aeroporto da Região Metropolitana pode começar a ser construído em dois anos

Presidente da Infraero se comprometeu a sobrevoar a área, no Rio Grande do Sul

Presidente da Infraero se comprometeu a sobrevoar a área, no Rio Grande do Sul Crédito: Roberto Stuckert /Seinfra-RS / CP

O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul (Seinfra), Beto Albuquerque, voltou a se reunir, nesta quarta-feira, com o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale, em Brasília, para avançar nas tratativas da construção do Aeroporto da Região Metropolitana, batizado de 20 de Setembro.

Em março, Beto Albuquerque obteve do presidente da Infraero a garantia de interesse da estatal na execução do projeto do novo terminal – a ser construído entre os municípios de Nova Santa Rita e Portão, ao lado da BR-386 e da futura BR-448 (Rodovia do Parque) – como alternativa ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. Na ocasião, Vale também anunciou a decisão de antecipar para, no máximo, dois anos, a execução do projeto proposto pelo governo gaúcho.

No encontro, o secretário reafirmou a necessidade de iniciar a desapropriação da área de 2,5 mil hectares, já decretada de utilidade pública em setembro de 2011 pelos prefeitos dos dois municípios, para a construção do futuro empreendimento. “Acertamos com o presidente da Infraero um sobrevoo e visita técnica, que deve ocorrer nos próximos meses, com a presença do governador Tarso Genro, para que ele possa conhecer pessoalmente o terreno destinado ao aeroporto”, disse.

Investimento na ampliação da pista do Salgado Filho não compensa, diz secretário

O presidente da Infraero afirmou que até sexta-feira deve ocorrer uma reunião técnica para discutir as intervenções que devem ser feitas no projeto de ampliação do Aeroporto Salgado Filho. Ainda em Brasília, em entrevista à Rádio Guaíba, Beto Albuquerque afirmou que acredita não valer a pena investir na extensão da pista do aeroporto Salgado Filho, já que, segundo ele, o terminal tem uma sobrevida de no máximo seis anos. O investimento em um quilômetro de área seria de cerca de R$ 600 milhões. “Essa pista é uma reinvindicação antiga do Estado para concentrar o transporte de cargas, mas ela nasce com seríssimos problemas. Eu acredito que o governo e a Infraero devem apostar em um novo aeroporto”, explicou o secretário.

O superintendente regional da Infraero no Sul, Carlos Alberto Souza, informou que os projetos elaborados pelo exército sobre a ampliação da pista do Salgado Filho estão sendo analisados e que a obra deve ocorrer até dezembro de 2013. “Uma equipe técnica da Infraero está analisando esse projeto e em um prazo de 30 dias ele será reavaliado, para depois ocorrer a licitação”, detalhou o superintendente. A implantação do equipamento que permite uma visibilidade melhor no terminal, em dias de forte nevoeiro, por exemplo, também depende das obras da ampliação da pista do Salgado Filho.

Correio do Povo – Com informações dos repórteres Fábio Marçal e Samantha Klein



Categorias:Aeroporto 20 de Setembro, Meios de Transporte / Trânsito

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12 respostas

  1. Quem é o dono da area que vai ser “desapropriada”?É de algum partido?
    Beto albuquerque vai cobrar pedágio de avião, de bicicleta, de tenis, de sapato, etc…, ida e volta.

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  2. Não esqueçam que foi o Beto Albuquerque que como secretário dos transportes que “renegociou” com as concessões das rodovias, introduzindo a cobrança bidirecional para que todos fossem obrigados a passar pelos pedágios.

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  3. Eu me admiro e’ da inercia da populacao e de alguns politicos!

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  4. Agora que a ampliação do Salgado filho foi para o saco.

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  5. Sou pela ampliação do Salgado Filho e pelo novo aeroporto. Não sei como foi feito e tal, mas de início me parece uma boa localização, de fácil contato com a Serra, o Vale do Taquari, do lado do Vale dos Sinos, numa região da expansão da Região Metropolitana, e a uma distância da capital normal pra grandes aeroportos no mundo inteiro.

    O estado inteiro tem UM aeroporto decente, que não é tão decente assim. E nenhum lugar me parece melhor pra justificar um grande aeroporto como essa parte norte da RM, entre os principais eixos econômicos e áreas mais densamente populadas do estado.

    Mas se for construir que já seja pra ser um aeroporto de grandíssimo porte pra centralizar vôos maiores, internacionais, de carga.

    De qualquer forma, são palpites. Não foram mesmo feitos estudos sobre localização e necessidade de novo aeroporto?

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    • Carlos, dizem que fizeram um estudo sobre a viabilidade técnica daquela área (apenas), ou seja, fizeram um estudo para ver se aquela área é viável, mas, não, para ver se é a MAIS viável.

      O erro está exatamente aí, querem fazer um aeroporto que atende à Porto Alegre e à Região Metropolitana deixando de lado justamente estas, que serão as usuárias principais e majoritárias do aeroporto. Outros estados possuem diversos aeroportos funcionando espalhados dentro deles e com uma quantidade expressiva de voos comerciais, como o PR (Maringá, Foz do Iguaçu, Londrina e, um pouco menos, Cascavél), MG (Uberlândia, Uberaba, Juiz de Fora e Montes Claros), SC (Joinville, Navegantes, Chapecó e, um pouco menos, Crisciúma), SP (Diversas cidades, como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Araçatuba, São José dos Campos, Bauru, dentre várias outras) e até mesmo MT (Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta). Nestas cidades há voos diversos voos, já no RS podemos considerar apenas Caxias (e que não tem voos da TAM, ao contrário de algumas das cidades citadas de outros estados) e Passo Fundo (que não tem nem TAM nem GOL). O problema do interior tem que ser resolvido com incentivo da aviação nele, pois é um absurdo que Pelotas, Santa Maria e mais algumas cidades grandes do interior dependam exclusivamente da pequena e cara NHT e que uma cidade como Caxias tenha tão poucos voos, ao contrário de outras cidades do mesmo porte, por causa das condições limitada do seu aeroporto. No caso da serra há dois aeroportos a caminho, o novo de Caxias (em Vila Oliva) e o das Hortências (em Canela), embora não tenha mais falado deles. Ou seja, não tem porque sacrificar a capital, pois esse modelo de aeroporto único continuaria a sacrificar o povo do interior par vir até a capital, lembrando que o interior do RS não é constituído apenas da região e entorno de Portão.

      E outra, aeroportos só são construídos longe quando não há áreas mais perto disponíveis. Não adiante citarem que a cidade Y tem um aeroporto a 200km do centro, pois certamente o fez assim pela inexistência de outras áreas mais próximas, como é o caso de Confins, onde o terreno de BH é extremamente acidentado e de relevo uniforme e por isso só er possível erguer um lá. Não é porque fizeram aeroportos distantes por falta de alternativas que temos que fazer também estando cheio de alternativas que eles não tinham, isso não é justificativa, é ilógico, isso sim.

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  6. Lamentavel.
    Vai ser um aeroporto inutil, ja que tem o Salgado Filho do lado do centro de Poa.
    Lamentavel, politicagem barata, patifaria… roubalheira…

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  7. 2.500 hectares é uma bela área, e o meio ambiente como fica??? Alguém tem o mapa do local pode ser Google?? É muita papagaiada política.

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    • Pior, daqui a 20 anos estarão reclamando da expansão da urbanização da região metropolitana.

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  8. Então, se não vão ampliar a pista, isso significa que o milionário novo TECA (Terminal de Cargas) que está em execução no Salgado Filho é dinheiro rasgado e jogado pelo ralo, já que sem os grandes cargueiros podendo operar ali o investimento altíssimo que está sendo feito no TECA perde totalmente o sentido. Isso é que é incompetência, falta de planejamento, má gestão e brincar com o dinheiro público e, portanto nosso. Chega até a ser má fé. Deixaram de investir em outras áreas, como a saúde, para investir em um mega terminal cargueiro natimorto. Contruir em POA um mega terminal cargueiro, como estão fazendo, e não ampliar a pista é o mesmo que construir um grande prédio bem alto e não colocarem elevadores para se que se possa usá-los.

    E a capacidade em POA para passageiros é perfeitamente expansível com as duas ampliações previstas para o terminal 1, bem como ainda seria possível ampliar e acoplar no antigo terminal 2 um novo setor de embarque como em Congonhas e no Santos Dumont, que aumentou significativamente a capacidade deles, bem como ainda caberia um novo terminal 3, mesmo com a pista atual. O Salgado Filho com estas obras seguramente operaria tranquilo por pelo menos 30 anos e, não, apenas 6 anos.

    E essa área milionária a ser desapropriada, quem será o dono, pelo jeito vai se dar bem com uma poupuda indenização..

    Essa escolha não foi nada técnica, já que só avaliou tecnicamente apenas e exclusivamente a referida área, sem analisar outras alternativas. Está na hora desse blog deixar o silêncio e fazer esses questionamentos técnicos que a imprensa não o faz. E se é para fazer um novo aeroporto, que ele tenha pelo menos uma pista com 4 km ou pelo menos 3,5 km. Esse de Portão teria a sua maior pista com 3200m (menos do que o necessário para muitas aeronaves operadas pelas principais cias aéreas mundiais operarem, como os Boeings da família 777, os mais usados para viagens longas, dos quais apenas a sua primeira, mais antiquada, limitada e menos utilizada versão, a “-200”, poderia operar em sua plena capacidade nele, ou seja, dizem que estudaram tanto e planejam um novo aeroporto que já nasce limitado.

    Esse aeroporto em Portão agrada à interesses políticos determinados, assim como a inusitada escolha de Camaquã para sediar a montadora chinesa se caminhões dentro do RS também.

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  9. Desse traste do Beto Albuquerque eu nao espero nada.

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