Vivemos do passado. Somos a Argentina do Brasil

Ótima pergunta do leitor rogeriomaestri !

“Pergunto a todos, por que a cidade e o Estado do Rio Grande do Sul evoluiu tanto

desde o início do século XX até o meio deste (1950) e, após isto, ficamos somente um estado que vive de seu passado

sem saber exatamente qual foi seu passado?

Talvez a chave de todo estado atual de coisas tenha por origem isto”

_______________________________________________________________________

Eu diria que nossa ousadia foi até o fim dos anos 70.

.

O que temos em comum com a Argentina ?  

Temos bom índices sociais, boa educação, bom desenvolvimento econômico

Tudo isso foi construido no passado

Hoje vemos outros estados evoluirem mais que nós, o que se for mantido, fará com que estacionemos no tempo e outros estados nos passem (em índices sociais, econômicos, urbanísticos, e em visibilidade nacional)

Somos orgulhosos e nos achamos muito superiores

 

 

.



Categorias:Outros assuntos

Tags:, , , , , , , ,

38 respostas

  1. Deixarei perguntas no ar em palavras mais simples sem muitas lenga-lengas.

    Todas idéias convergem para o mesmo problema que não está no povo.

    A economia não é como uma pirâmide?

    A base não é a produção agrícula?

    Na segunda base estão as indústrias e no tôpo está o comércio?

    Quem vive do campo, fazendeiros, colonos etc.,sem sêcas ou encehentes, muitas vezes sozinhos, sem ajuda de govêrnos municipais, estaduais e federais sempre fizeram a parte deles, a nossa produção agrícula, tanto leiteira, pecuária, de gãos, etc. foi o carro-chefe, fomos o “Celeiro do Brasil”, produção primária não era problema, éramos independentes, não precisávamos de ninguém, não morríamos de fome, estou errado?

    Mas vamos à base.

    O campo, há quantos anos há o desespero do homem do campo?

    A desertização de parte do Rio grande do Sul é um fato, as condições climáticas tem alterado-se dramaticamente, hoje mais do que nunca estão à mercê dos fatores metereológiocos, mas foi feito algo pelos governos para tentar mofificar esta paisagem, construções de barragens, transposições de rios, como fazem no Rio São Francisco às regiões áridas, por quê não fizeram projetos como estes durante todo este tempo e abandonaram os agricultores destas regiões à própria sorte?

    Como sabemos o “Estado”, nas pessoas de seus governantes, políticos negligenciaram as suas funções e finalidades para as quais foram eleitos, quando o homem do campo precisou da ajuda deles, por quê eles não fizeram a parte deles e não ajudaram?

    Lá no Nordeste, os de lá sempre tiveram prontamente ajuda federal a fundo perdido, se os recursos foram ou não destinados ao povo do campo é outra história.

    Mas os daí do Sul? O quê seus políticos represantantes lá em Brasília fizeram pelos seus patrícios flagelados? Pleitiaram a exonomia de direitos dada aos nordestinos?

    À fundo perdido? Afinal não vivemos em tese no mesmo país em que todos temos os mesmos direitos e obrigações! Fizeram algo? Só empréstimos bancários com juros! Isto é ajuda ou ato de omisão, e criminoso contra o povo que os elegeu para defenD~e-los em horas como estas?

    Para mim é uma baita sacanagem, estes caras deviam ser demitidos por justa causa.

    Empréstimos para quem já está na pindaíba, pequenos agricultores, uma intempérie causa mais uma quebra na colheita siginifica não poder pagar ao “Banco do Brasil”, aí perdem não a produção, mas a propriedade! Assim não fizeram e não fazem nada a não ser ficarem com suas bundas em cadeiras confortáveis sugando salários para não fazerem nada?

    Aí entram os abutres do PT, lembram-se MST? Aí eles invadem etc.

    Tem uma conjectura, é fictícia, mas plausível, ninguém sabe o quê vem na cabeça dos corruptos, chacais do povo, podem ir ao Banco, pagam a dívida, não investiram nada e tem a propriedade a trôco de banana, não ficariam com tudo numa bôa?

    O govêrno estadual defendeu estes? Incentivou os políticos daqui à irem à Brasília, brigar e exigir os mesmos direitos como a outra região no planalto fez?

    Não li e nem ouvi durante este tempo todo que fossem lá pleitear obras saneadoras à tais problemas, porque dinheiro para emergências é uma coisa, e para solucionar a longo prazo, afim de aproveitem as épocas de chuvas para fazerem açudes, cisternas, barragens e transposições de rios são outras! Nunca ouvi ou li nada disto no veículos de informações, do govêrno do estado do Rio Grande do Sul ter projetos para acabar com a desertificação do seu solo etc.Também não fez e não faz nada! Durante mais do que este tempo acomodou-se e qual resultado?

    Este setor caiu em decadência, o resto, sofreu o efeito dominó, o crescimento indústrial diminuiu, os agricultores sem poder de compra diminuiu a compra de instrumentos de trabalho, tratores, colheitadeiras etc, a produção de cereais diminuiu para sustentar a indústria leiteira suína e avícula exige grãos, milho e outros cereais, sem o plantio ou quebra na safra por sêca há colheitas?

    Com muito esforço ainda plantam mas vem a sêca, estes políticos estão nem aí para o desespero dos agricultores, assim exportaçao de grãos cai, de carnes, lactcínios, soja despenca, ricicultura também sente como a de trigo, importamos da Argentina, ironia não? Com o tempo o Rio Grande perdeu espaço para o Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato-Grosso, Minas Gerias, Tocantins, Bahia, sem falar em São Paulo, suína e
    avilcultura foi para Santa Catarina e Nordeste, a economia aos poucos estagnanou-se, as indústrias sairam e estão saindo daí, isto que estou falando são as notícias que vi, li, e continuo a ler e ver em jornais e TV, não estou inventando nada!

    Se a base da pirâmide rui o resto como o resto pode ficar de pé?

    Sem produção no campo, sem indústria, sem esta o comércia perde competitividade, as exportações diminuem, dominó ou cascata, toda economia aos poucos estaguina-se, é isto que o Post chama a atenção, estou errado?

    O resultado, a miséria no campo causa o êxodo rural desenfreado às metrópoles, os
    resultados? Todos sabem!

    Curtir

  2. André, pediste, então agora aguenta!

    Desde que o homem moderno apareceu na face da Terra ele começa a representar a realidade através de desenhos ou pinturas, muitos antropólogos correlacionam o sentido destas pinturas a captura da realidade e a um sentido mágico, que pintando um animal a ser abatido ele procurava condicionar o fato a representação pictórica. Outros atribuem simplesmente a diversão de algum homem das cavernas em fixar as suas visões de fatos ocorridos, se uma ou outra interpretação está correta não interessa, pois o que está em jogo a capacidade deste homem em representar o mundo real pelo virtual.

    Passados dezena de milhares de anos a capacidade de representar a realidade torna-se cada dia mais importante, maquetes eletrônicas permitem o homem passear por dentro de um imóvel que não existe. Jogos eletrônicos, cada vez mais elaborados dão a sensação de realidade inclusive com a tridimensionalidade das imagens, ou seja, a cada dia a representação pictórica da realidade aproxima uma da outra. A própria trilogia Matrix mostra quão perto pode chegar-se num futuro a uma sociedade em que o virtual confunde-se com o real. Esta confusão, vista sob o ponto de vista de se confundir como de se perder no discernimento entre o real e o virtual, é bem colocada no próprio filme e segundo um dos seus filmes alguns personagens do futuro terão preferência entre um virtual bem montado do que uma realidade dura e penosa em se encarar. Matrix, talvez já esteja chegando, pois um mundo montado conforme um programa pode eliminar o desagradável e concentrar-se no que nos dá prazer.

    Entretanto todo este caminho tem um perigo eminente, a perda da relação direta entre a causa e o efeito, a geração, ou pior, a manipulação de mundos ou mesmo de micro-mundos em que para ir para um lado para o outro, necessita-se somente de um ardil ou mesmo de algo inesperado, dá uma sensação que aquilo que ocorre independe de alguma ação anterior. É fácil num mundo virtual passar de um cenário a outro sem que se saiba o porquê nem o motivo que se migrou para a nova configuração. Para quem imaginou ou programou estes cenários e estas transições, algumas regras aleatórias são pre-concebidas. O idealizador e o programador tem noção exata que ele manipula a realidade, talvez como o nosso homem moderno no período Paleolítico, ele queira simplesmente se divertir e para tanto fez aquelas imagens, ou talvez esteja nos seus sonhos comportamentos bizarros e soluções fantasiosas. Entretanto para o usuário só há a fantasia.

    O homem até o meados do fim do século XX procurava entender para resolver problemas, se ele não entendesse não conseguiria projetar o seu futuro, já o homem deste século tornou-se um usuário de algo que lhe dá uma representação de uma realidade fantástica. Ele não precisa saber como funciona quase tudo para que estas coisas realmente funcionem. Aperta um botão, coloca num teclado determinada palavra e as coisas se resolvem para ele, como funciona não interessa.

    Agora toda esta dependência de algo “fantástico” e inatingível para a sua compreensão, torna-o refém da credibilidade. Ele não precisa saber, ele precisa crer! Ele não precisa saber como apertando aquele botão, algumas coisas acontecem, ele aperta e pronto. Se projetarmos um pouco mais para o futuro, quanto mais evoluir o mundo virtual e quanto mais ele acreditar na relação, desejo, apertar um botão e receber o desejado, menos ele precisa compreender que tudo aquilo passa por uma série de ações reais de causa e efeito.

    É mágico, é fantástico, se disseres que há uma máquina que solicitando algo, este algo ela lhe dará, tudo é possível, é só existir a máquina. Da lógica cartesiana dizia-se que a razão é o único caminho seguro pelo qual o conhecimento do mundo poderia ser obtido, a visão cartesiana dividia o mundo em micro-fragmentos para que compreendendo cada um deles compreendêssemos o conjunto. A proposta Holística, que sucedeu ao cartesianismo, de compreendermos o mundo como um só, pode até conseguir explicações melhores adaptadas aos problemas mais complexos, porém ela trás um imenso perigo, da distorção do mundo real para o fantástico, virtual e imaginário. Não se formando o homem simples dentro de relações simples de causa e efeito, transforma-se este num verdadeiro bárbaro sobre um ponto de vista etnocêntrico, ou seja, como aquele que não domina e não compreende a tecnologia que o envolve.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: