SOS Cisne Branco: mais famoso barco de passeio de Porto Alegre pode parar

BLOG DO LUIZ FERNANDO MORAES – SECR. DE TURISMO DE POA

A ordem de despejo já foi dada ao Cisne Branco e na próxima segunda-feira, dia 23, o mais famoso barco de passeio turístico da Capital gaúcha poderá deixar de navegar nas águas do Guaíba, encerrando uma história de 34 anos. Se há “males que vem pro bem” parece que há “bem que vem pro mal” também. Pelo menos nesse caso. O risco do fim do Cisne Branco está ligado à concretização de um antigo sonho dos gaúchos, que é a revitalização do Cais Mauá. É um contra-senso. Em tese, não é preciso perder para ganhar. É preciso, sim, que os porto-alegrenses se mobilizem para não deixar a burocracia vencer a razão. Hoje, a SPH diz que é a Antaq, que diz que a empresa Cais Mauá, que diz que não é com ela.

Entenda o caso

Sob a alegação de fazer a entrega da posse definitiva ao grupo empresarial que fará a revitalização, a Cais Mauá S/A, a pedido da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), do Governo do Estado, precisaria desalojar locatários regulares e irregulares, usuários e toda e quaisquer atividades pré-existentes. E o problema está aí, para a SPH, autora da ordem de despejo, o Cisne Branco é só um mais locatário irregular.

História

Acontece que a embarcação está no Cais desde 1992, para onde foi a convite do próprio Governo do Estado. Desde 97, passou a ocupar uma sala e a pagar aluguel mensalmente, ainda que não tivesse – e nem tenha – um contrato por escrito. Com capacidade para 220 pessoas, empregando de 20 a 50 pessoas em alta temporada, o Cisne é o mais longo dos barcos de passeio da cidade, com 40 metros de comprimento e 1,8 m de calado. Com essa dimensão, o Cisne Branco só tem um lugar possível para operar, no Cais Mauá. Ou é lá ou para. O Cisne, com apoio da Secretaria de Turismo de Porto Alegre, tem procurado solução com Mário Freitas, administrador da Cais Mauá, com o diretor Administrativo da SPH, Antônio Paulo Carpes, e, mais recentemente, com a própria Antaq. Mas cada um atira a batata quente para o colo do vizinho.

Casa Civil lava as mãos?

Os 20 anos no local contaram pouco e a SPH deu apenas 30 dias para a empresa desocupar a área e tem se mostrado muito pouco sensível para encontrar uma solução temporária que seja como estabelecer outro ponto de embarque e desembarque dos passageiros do Cisne num local próximo ao atracadouro dos catamarãs que fazem a travessia Porto Alegre/Guaíba. A Casa Civil já foi acionada, mas ou parece não ter muito interesse em resolver a questão ou não tem força para tanto, já que a SPH está ligada à Secretaria de Infra-Estrutura, do PSB. Várias reuniões já foram feitas e o empurra-empura não tem fim. Infelizmente, para o prejuízo geral, parece que é a Justiça é o único caminho possível. A não ser que a comunidade entre em campo, mobilizando outras secretarias, municipais e estaduais, e os próprios chefes dos Executivos, o prefeito Fortunati e o governador Tarso Genro.

Fonte: Blog do Luiz Fernando Moraes – visite o Blog, que está estreando hoje. 



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20 respostas

  1. Acho que já estamos atrasados com esta revitalização. Pra quem teve o prazer de conhecer o cas do porto em Belém do Pará – Docas poderá saber o que é um cais bem aproveitado. Além de atração turistica é uma forma de que a população tem de ver as belezas da cidade através do Rio. Mesmo lá tendo o mercado de peixe do lado que somado ao cheiro do rio deixa um odor horrivel no ar, o lugar é fantastico. Qd fui lá priemira vez na hora me veio nossa cais e me perguntei: Como q nós não transformamos o nosso ainda?…enfim…demorou mas parece que vai acontecer. Deve ter algum jeito sim dop Cisne Branco permanecer é só as autoridades e demais relacionados terem este interesse. No Pará tem barcos turisticos sim, só desconheço o tamanho mas as duas coisas estão juntas fazendo o sucesso do local. OBS: Neste lugar tem uma cervejaria de um gaúcho!!

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  2. 80% das grandes cidades do mundo, são cidades portuárias, ribeirinhas ou marítimas. Uma País que grande tecnologia possui com o convívio com a água é a Holanda e minha sugestão é de procurar lá, ou aqui de quem veio de lá, conhecimento para arquitetura embarcada na “Aquarquitetura” (e têm). Restringir o Cais Mauá somente ao acesso e casuística do Cisne Branco é falta de visão urbanística, Urge pensar não só em um ancoradouro para fins turísticos, mas para enbarcações de passageiros regulares, para marinas de esporte e porque não um grande restaurante e ancoradouro no meio do guaiba! Vejam alguns exemplos da arquitetura embarcada em: http://www.floatingstructures.com/
    Mas o know how para revitalização do Cais já veio da Espanha de forma que…é difícil pensar de novo!

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  3. É só mandar o Cisne Branco lá para o Gasômetro. Pelo menos ele, que é mais bacaninha, ornaria melhor o lugar do que os barcos que partem de lá atualmente.

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    • Exatamente e depois de concluída o projeto do Cais que se estabeleça um local apropriado para esse tipo de embarcação turística. Porque aqui TUDO tem de ser 8 ou 80?

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    • Paulo Roberto o Cisne Branco não pode ancorar no Gasometro por causa do tamanho do seu calado, é um barco grande só pode ancorar no cais. Agora , para que revitalizar um cais que não tem barcos, é só para fazer barzinhos e vender cerveja, e construir duas torres idiotas para os afortunados comprarem apartamentos. Por que sempre destruir para construir? Não conservam nada da memória da cidade. Podem marcar não gostei porque aí vão provar que não entendem de nada.

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      • vai pesquisar sobre o assunto por que tu ja demonstrou não saber NADA sobre o projeto.

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      • Ta locô, a essa altura do campeonato ainda tem gente contra o projeto do Cais que vai revitalizar o centro de Poa é dose.

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      • Juliana, na lei LEI COMPLEMENTAR Nº 638, DE 4 DE MARÇO DE 2010. que Estabelece regras para a uti l ização da área do Cais Mauá e dá outras providências, está muito claro que deve obrigatoriamente haver barcos no Cais Mauá:

        “V – na extensão que o abrange, pontos de embarque e desembarque
        de passageiros de barcos turísticos, com a devida infraestrutura e local para compra e venda de bilhetes para os passeios.”
        FONTE: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/spm/usu_doc/cais_maua_texto_da_lei_638.pdf

        Segunda coisa …vc diz “para os afortunados comprarem apartamentos”. Já faz alguns anos que a Câmara proibiu o uso de imóveis para moradia no Cais Mauá. Ninguém pode comprar apartamentos lá porque em primeiro lugar não se pode vender nada lá, a área é do Estado. O Estado no máximo pode arrendar e está proibido arrendar para alguem morar. Só se pode arradar para escritórios e hoteis.

        Como sempre mesmo depois de muito explicado ainda as pessoas usam informações de 2 ou 3 anos atras. No inicio se queria usar tb para moradia, mas a Câmara vetou esse uso, nem vender nem morar portanto.

        Vc pode não gostar da revitalização mas não pode dizer que não tem barcos no projeto…tem e tem por lei… e nao pode dizer que as pessoas afortunadas…vao comprar apartamentos… impossivel vender qualquer coisa no Cais e mesmo alugar para morar nao pode… isso tb por lei é proibido. Tudo volta ao Estado em 25 anos…. é nosso….

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    • Que mania enexorável que esse povinho ter ser contra qualquer tranformação ou revolução, como acontecerá no Cais da Mauá com essa revitalização, para não perder o seu mundinho tranquilo e retrógrado. Tenho certeza que muita gente criticará a construção do metrô da Zona Norte por causa dos inevitáveis transtornos e mudanças que as obras gerarão.

      Mas o pior, sem dúvida alguma, é ainda ler argumentos contrários a grandes projetos na cidade, porque alguns “afortunados” serão priviliegiados, isso sim é o cúmulo da mediocridade.

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  4. Primeiro o cais ,depois o cisne branco,tenho 38 anos e nunca andei nesse cisne branco e moro desde que nasci em Poa,se der para ter os dois melhor se não prioridade parao cais novo.

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    • O fato de teres 38 anos e nunca andado no Cisne Branco apenas prova uma inercia existencial completa, nada mais.

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    • Eu tenho bem mais dos que os teus 38 e só andei no Cisne Branco faz alguns meses… uma pena que só descobri agora que passeio legal é esse … É 20 reais…é caro? Ida e volta do catamarâ a Guaíba no fim de semana é 14 reais…vc fica sentado todo o tempo e ve muito pouco por aquelas janelas azuladas…… no Cisne tem 3 andares, bar, mesinhas na parte de cima, música ambiente, so por mais 6 reais, …vale muito a pena…faz o passeio, te recomendo… Eu e vc somos apenas o exemplo concreto de como fomos afastados da conviência do Guaíba, que deveria ser algo natural para nós desde crianças….

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  5. Que história é essa de revitalização do Cais Mauá, onde nas imagens do projeto, não enchergamos nehuma embarcação, seja de turismo, seja particular de passeio ou esporte, seja de transporte de passageiros? Esse projeto acabou por matar o Cais em sua função maior, o de ser um cais!

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    • O sr. devia fazer teste no Zorra Total…

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    • vai ver por que ele ta desativado?
      vai ver por que tu não sabe nada sobre o projeto?
      vai ver por que tu deveria dar uma pesquisada sobre isso?
      te apresento o google, digita la, projeto cais do Porto, Porto Alegre, ele vai te dar respostas…

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  6. A revitalização do cais é importante, alias, mais importante que o Cisne Branco, mas eu não gostaria de ver ele parar.

    Alguem faz algo logo e resolve isso com um acordo, por favor, não é dificil, basta alguns investimentos.

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  7. É as cabeças pensantes de Porto Alegre só nos causam transtornos. Por que a Casa Cívil lava as mãos? Não são porto alegrenses.?
    Como é que podem pensar em desativar uma coisa tão maravilhosa da cidade. Depois falam que o povo não tem acesso ao Guaiba. Agora, não poderão passear no Guaiba..Cansei.

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  8. Locatário irregular que operou durante 34 anos??? Essa é boa! E aí porque querem revitalizar o Cais, desativam o que é uma atração turística durante mais de 3 décadas, portanto sinônimo de sucesso total? Que absurdo! Não faz sentido! Só pode ser um capricho da empresa que vai assumir a obra!

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    • Não creio que seja capricho da empresa, creio que possa ter sido exigido para “desubstruir” caminho para que as obras sejam realizadas. O passeio no cisne branco é lindo, Não deve ser desativado, talvez deslocado dali para ponta ali do pavilhão das tesouras, mas desativar não!

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