Empresa uruguaia anuncia fábrica de carrocerias em Bagé

Fatores como a proximidade com o Porto de Rio Grande, os incentivos fiscais e infraestrutura oferecidos pelos governos Estadual e Municipal e a disponibilidade de 100% da matéria-prima que será utilizada pela empresa, foram decisivos para a instalação da Fábrica de Carrocerias Patriarca, de Canelones, no Uruguai, em Bagé. O anúncio foi feito nesta sexta-feira na Prefeitura de Bagé, numa reunião que contou com a presença do prefeito Dudu Colombo, da secretária de Desenvolvimento Econômico Magda Flores, do presidente da Associação Comercial e Industrial de Bagé, Valmor Coradini Júnior e dos empresários uruguaios Álvaro e Sebastian Quintero.

Segundo Álvaro, para a Empresa Patriarca, além dos incentivos e do apoio recebido, como a área do Distrito Industrial e toda a infraestrutura necessária, a carência de transporte marítimo para a exportação dos seus produtos, no Uruguai, foi decisiva para que o investimento viesse para o Brasil.

Já Sebastian Quintero informou que o investimento será da ordem de R$ 12 milhões, na unidade que produzirá 540 carrocerias por ano, desde os mini e microônibus até os ônibus de grande porte de seis modelos diferentes. A fábrica de Bagé, cuja construção começa no segundo semestre deste ano, deverá gerar 120 empregos diretos e dezenas de empregos indiretos, e terá um faturamento anual de cerca de R$ 34 milhões, com a proposta de atender, inicialmente, pelo menos 2% do mercado de renovação brasileiro.

Entre as parcerias anunciadas pelos empresários, a Agrale é uma das montadoras de veículos mais destacadas. De acordo com Magda Flores, essa será a primeira indústria de metalomecânico instalada na Metade Sul do Estado, e uma das poucas do Rio Grande do Sul. Já o empresário Coradini Júnior ressaltou que essa foi uma grande notícia. “A iniciativa vem ao encontro do que defendemos a algum tempo, que é a diversificação da nossa matriz produtiva. Mas até hoje nada semelhante havia acontecido”, resume o empresário.

Fonte: Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual

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1 resposta

  1. Mas que baita investimento tchê!

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